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	<title>#apoio à pesquisa | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
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	<title>#apoio à pesquisa | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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		<title>Gestores de pesquisa: suporte vital para que a ciência avance</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/ensaios/gestao-de-pesquisa-apoio-administrativo-a-cientistas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2025 13:43:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensaios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Profissionais de gestão ajudam a diminuir a sobrecarga de trabalho sobre pesquisadores por meio de apoio administrativo e de planejamento</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/ensaios/gestao-de-pesquisa-apoio-administrativo-a-cientistas/">Gestores de pesquisa: suporte vital para que a ciência avance</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nos Estados Unidos, na Europa e, em menor número, em países do Sul global, especialmente África e América Latina, as navegações no <strong>sistema de financiamento da ciência</strong> são gerenciadas por profissionais de gestão da pesquisa.</p>



<p><strong>Gestores de pesquisa</strong>, geralmente com experiência em pesquisa e egressos de programas de pós-graduação <em>stricto sensu</em>, <strong>apoiam pesquisadores</strong> na identificação de <strong>oportunidades de recursos</strong>, na movimentação do complexo sistema de <strong>financiamento global</strong> e acompanhando a evolução das atividades de <strong>gestão em pesquisa</strong>.</p>



<p>As responsabilidades desses profissionais incluem questões <strong>regulatórias</strong>, de <strong>integridade científica</strong> e de acompanhamento de <strong>indicadores</strong> para avaliação do <strong>impacto social e acadêmico da produção científica</strong>. </p>



<p>Além disso, são responsáveis por garantir o cumprimento de processos institucionais adequados, como, por exemplo, procedimentos legais, financeiros e de recursos humanos, entre outros.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Financiamento da pesquisa</mark></strong></h2>



<p>Em 2025, de acordo com a <a href="https://portal.sbpcnet.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência</a> (SBPC), o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (<strong>FNDCT</strong>) prevê investimento de R$ 10,3 bilhões para <strong>financiamento de projetos de pesquisas não reembolsáveis</strong>.</p>



<p>Apesar de ser um valor avaliado como baixo pela comunidade científica brasileira, esse é o <strong>maior investimento da história</strong> desde a criação do <strong>FNDCT</strong> – um dos principais instrumentos federais de apoio à pesquisa e à inovação.</p>



<p>A distribuição desses recursos ocorre principalmente por <strong>chamadas públicas</strong>, divulgadas por editais e/ou notificações de financiamento, sendo adotada no Brasil e em outros países por agências, fundações, instituições privadas e entidades sem fins lucrativos que investem em <strong>pesquisa e desenvolvimento</strong>.</p>



<p>Normalmente, a candidatura às chamadas consiste no envio de propostas de financiamento (<strong>grant proposals</strong>) incluindo cronograma, relevância, impacto do tema e orçamento. Dependendo das expectativas da agência de fomento, outros itens podem ser exigidos.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Navegar no sistema de financiamento global exige tempo e habilidades que nem sempre são de domínio dos proponentes.</p></blockquote></figure>



<p>Entre os requisitos está a necessidade de entender regras e critérios de <strong>elegibilidade</strong>, elaborar <strong>documentos e orçamentos</strong>, e acessar <strong>plataformas de submissão</strong>.</p>



<p>Tais processos consomem dos pesquisadores um tempo que poderia ser dedicado exclusivamente às atividades de investigação científica.</p>



<p>Ademais, o <a href="https://www.nature.com/articles/d41586-019-01914-z?utm_source=twitter&amp;utm_medium=social&amp;utm_campaign=crs-&amp;utm_content=261219v1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">acúmulo de tarefas administrativas</a> e a <a href="https://scholarlykitchen.sspnet.org/2022/12/05/unnecessary-research-bureaucracy-is-killing-academic-productivity-but-it-is-fixable/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">carga burocrática</a> podem afetar a saúde mental de pesquisadores, docentes e discentes.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Gestão da pesquisa</mark></strong></h2>



<p>No Brasil, a <strong>presença de gestores de pesquisa ainda é escassa</strong>. Acredita-se que tal escassez deve-se à falta de conhecimento das atribuições desses profissionais pelos tomadores de decisão das organizações e, até mesmo, pelos próprios gestores de pesquisa, que, muitas vezes, exercem essa atividade, mas desconhecem a profissão.</p>



<p>Esse desafio também ocorre em outras partes do mundo. Na Europa, um projeto (<a href="https://www.rmroadmap.eu/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>RM-Roadmap</em></a>) financiado pelo <a href="https://research-and-innovation.ec.europa.eu/funding/funding-opportunities/funding-programmes-and-open-calls/horizon-europe_en" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Programa Horizonte</a> reúne gestores de 40 países para estabelecer uma rede capaz de <strong>promover o reconhecimento da profissão</strong> no continente.</p>



<p>A gestão da pesquisa ainda é pouco conhecida por muitos pesquisadores brasileiros que, mesmo sabendo de sua existência nas instituições, não a procuram.</p>



<p>Em muitos casos, mesmo aqueles que a conhecem tendem a vê-la como uma atividade secretarial, não como <strong>estratégica</strong> para sua pesquisa.</p>



<p>Tal fato é salientado em um <a href="https://www.nature.com/articles/d41586-021-01829-8" target="_blank" rel="noreferrer noopener">editorial</a> da revista <em>Nature</em>, no qual é mencionado que, em muitas culturas, o gestor de pesquisa não tem suas <strong>atribuições institucionalizadas</strong>, sendo visto como mero executor de atividades administrativas.</p>



<p>No entanto, gestores experientes acumulam <em>expertises</em> difíceis de serem adquiridas por profissionais não especializados na área.</p>



<p>As <strong>agências de fomento</strong> brasileiras entendem os gestores de pesquisa como <strong>contrapartida institucional</strong>. Com isso, não disponibilizam recursos financeiros para fomentar a gestão da pesquisa.</p>



<p>No exterior, porém, há agências de fomento, como o <a href="https://www.nih.gov/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">National Institute of Health (NIH)</a>, principal agência de apoio à pesquisa biomédica dos Estados Unidos, que disponibilizam uma porcentagem do valor do projeto para <strong>cobrir despesas com atividades de gestão</strong>.</p>



<p>Portanto, preveem apoio para a existência de profissionais dedicados a essa área.</p>



<p>Em muitas <strong>chamadas europeias</strong>, investir em estrutura de gestão da pesquisa é obrigatório. Recentemente, organizações, como a <a href="https://www.thebritishacademy.ac.uk/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">British Academy</a>, passaram a lançar chamadas exclusivas para <strong>fomentar a gestão de projetos científicos</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Escritórios de apoio</mark></strong></h2>



<p>A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (<strong>FAPESP</strong>), por exemplo, é uma das únicas agências brasileiras de fomento que <strong>endossa a necessidade</strong> de gestores de pesquisa nas organizações.</p>



<p>Além disso, a fundação promove <strong>treinamentos </strong>para esses profissionais.</p>



<p>Atualmente, 187 instituições são cadastradas na FAPESP como &nbsp;<a href="https://fapesp.br/relacao-das-instituicoes-que-ja-receberam-o-treinamento" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escritório de Apoio Institucional ao Pesquisador</a>, sendo que o <a href="https://www.einstein.br/pesquisa/servicos/nucleo-apoio-pesquisador" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Núcleo de Apoio ao Pesquisador (NAP)</a> do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEPAE) é um deles (vide <a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/suporte-sofisticado/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">reportagem na&nbsp;Revista Pesquisa Fapesp</a>).</p>



<p>O NAP foi implementado na instituição pela gerência de planejamento e desenvolvimento de pesquisa do IIEPAE, e sua atuação inclui frentes como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Captação de recursos;</li>



<li>Gestão de portifólio de projetos de pesquisa;</li>



<li>Gestão financeira;</li>



<li>Consultoria de estatística e dados;</li>



<li>Questões regulatórias;</li>



<li>Internacionalização.</li>
</ul>



<p>Outras importantes instituições brasileiras, entre elas Insper, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e as universidades Estadual de Campinas (Unicamp), Estadual Paulista (Unesp) e de São Paulo (USP) contam com escritórios de gestão da pesquisa e oferecem benefícios conforme as necessidades de seus clientes.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Fortalecimento</mark></strong></h2>



<p>Algumas ações têm sido tomadas para promover a área de gestão da pesquisa no Brasil, como a criação, em 2015, da <strong>Associação Brasileira de Gestores de Pesquisa</strong> <a href="https://www.bramabrazil.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(<em>Brazilian Research Administration and Management Association –</em></a> BRAMA, na sigla em inglês), com a missão de <strong>unir gestores de pesquisa</strong> <strong>brasileiros</strong> e promover no país ações de <strong>desenvolvimento profissional na área</strong>.</p>



<p>A associação tem parceria com entidades internacionais de gestão da pesquisa, como International Network of Research Management Societies (<a href="https://inorms.net/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">INORMS</a>), European Association of Research Managers and Administrators&nbsp;(<a href="https://earma.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">EARMA</a>), Southern African Research &amp; Innovation Management Association (<a href="https://www.sarima.co.za/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SARIMA</a>) e Society of Research Administrators International (<a href="https://www.srainternational.org/home" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SRAI</a>).</p>



<p>Raquel Salviati, presidente da BRAMA, chegou a explicar que a entidade ainda “patina” para crescer e atrair membros. Isso ocorre especialmente devido à falta de reconhecimento dos profissionais, atuando como gestores, que desconhecem a área – diferentemente das associações internacionais.</p>



<p>Além disso, há o fato de que não há uma cultura de participação voluntária em entidades representativas – uma visão compartilhada por Aline Pacífico, gerente de planejamento e desenvolvimento em pesquisa do Einstein e membro do conselho fiscal da BRAMA.</p>



<p>No entanto, com o apoio de associações como a BRAMA, algumas instituições nacionais têm promovido eventos voltados a área.</p>



<p>Em maio de 2024, a Fiocruz Paraná coordenou o II Encontro Internacional em Gestão da Ciência, que debateu a importância dos gestores de pesquisa. No mesmo ano, a Unicamp organizou o evento “Gestão da Pesquisa – Uma visão Estratégica”.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Internacionalmente, há oferta de cursos de mestrado na área e, em geral, parece haver maior compreensão do papel dos gestores de pesquisa.</p></blockquote></figure>



<p>O Brasil, contudo, ainda carece de <strong>ações de letramento</strong> sobre o impacto dos gestores de pesquisa para a <strong>cultura científica</strong>, bem como de <strong>programas de formação para gestores</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Tendências e oportunidades</mark></strong></h2>



<p>Atualmente, um tema recorrente na área é a <strong>medição do impacto</strong> das pesquisas.</p>



<p>O objetivo não é apenas avaliar se publicações resultantes de estudos geram citações e/ou aumentam o <strong>índice-h</strong> dos pesquisadores (indicador que mede a produtividade com base nos artigos mais citados), mas mensurar o impacto real da pesquisa tanto para a sociedade quanto para a <strong>avanço da ciência</strong>.</p>



<p>Em algumas organizações de fomento, como a norte-americana Patient-Centered Outcomes Research Institute (<a href="https://www.pcori.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">PCORI</a>), a relevância do tema nas chamadas é decisiva para o financiamento de projetos.</p>



<p>Tal medição é complexa, pois exige, em muitos casos, acompanhamento longitudinal e a inclusão de muitos fatores na análise.</p>



<p>Para Raquel Salviati, que também representa o Brasil no Grupo de Avaliação de Pesquisa da INORMS, a <strong>pesquisa de impacto</strong> deve ser concebida com o objetivo de atender às <strong>demandas da sociedade</strong>, o que não se encerra na publicação de artigos científicos.</p>



<p>Outro tema que é pouco difundido, principalmente&nbsp; no Brasil, é a <a href="https://jornal.usp.br/artigos/propostas-de-financiamento-podem-ajudar-no-desenvolvimento-da-ciencia-no-brasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">realização de ações institucionalizadas de escrita de propostas de financiamento (grant proposals) e sobre o funcionamento do processo de revisão delas</a>, em especial, para pesquisadores em inicio de carreira que, em geral, aprendem tais ações por meio de diversas tentativas e erros.&nbsp;</p>



<p>Atuar com gestão da pesquisa é uma oportunidade para mestres e doutores recém-formados que não pretendem seguir carreira acadêmica. Principalmente àqueles que tenham interesse em gestão, pois permite a participação em diversos projetos, com possibilidade de impactar múltiplas propostas em um curto espaço de tempo.</p>



<p>A gestão da pesquisa do futuro tem papel fundamental no aumento das <strong>parcerias globais</strong>. </p>



<p>Além disso, essa especialidade profissional pode facilitar a navegação de pesquisadores nas diversas áreas das instituições e na obtenção de financiamento, considerando que o ambiente da pesquisa, em constante transformação geopolítica, requer, cada vez mais, ações multilaterais.</p>



<p><strong>José Belém de Oliveira Neto</strong> <em>é bacharel em Letras (tradutor e intérprete) e atua na gestão da pesquisa (Pre-Award) no NAP do IIEPAE/SBIBAE. É mestre em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês e desenvolve pesquisa de doutorado sobre escrita de grant proposals na Universidade de São Paulo (USP), onde é tutor no Laboratório de Letramento Acadêmico. É professor convidado de Escrita para Fins Acadêmicos na Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein.</em></p>



<p><strong>Os artigos opinativos não refletem necessariamente a visão do Science Arena e do Hospital Israelita Albert Einstein</strong></p>
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