<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>#carreira acadêmica | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
	<atom:link href="https://www.sciencearena.org/tag/carreira-academica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link></link>
	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
	<lastBuildDate>Fri, 30 Jan 2026 18:23:43 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.7.1</generator>

<image>
	<url>https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2023/06/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>#carreira acadêmica | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
	<link></link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>&#8220;Trabalho em equipe é primordial para ser cientista”, diz brasileiro premiado por estudo sobre TOC</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/trabalho-em-equipe-e-primordial-para-ser-cientista-diz-brasileiro-premiado-por-estudo-sobre-toc/</link>
					<comments>https://www.sciencearena.org/carreiras/trabalho-em-equipe-e-primordial-para-ser-cientista-diz-brasileiro-premiado-por-estudo-sobre-toc/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 16:20:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreiras]]></category>
		<category><![CDATA[#carreira acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[#colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[#premiação]]></category>
		<category><![CDATA[#psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[#TOC]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=7654</guid>

					<description><![CDATA[<p>Médico, Leonardo Saraiva defende integração entre pesquisa e prática clínica e celebra o espírito colaborativo da ciência</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/trabalho-em-equipe-e-primordial-para-ser-cientista-diz-brasileiro-premiado-por-estudo-sobre-toc/">&#8220;Trabalho em equipe é primordial para ser cientista”, diz brasileiro premiado por estudo sobre TOC</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando <strong>Leonardo Cardoso Saraiva</strong>, de 30 anos, estava no sexto ano da faculdade de medicina, em 2019, seus colegas se preparavam para prestar a prova de residência e escolher suas especialidades, mas ele pensava em <strong>trilhar um caminho diferente</strong>.</p>



<p>Desde o ano anterior, entre o internato e os plantões, ele mantinha contato com o psiquiatra <strong>Euripedes Constantino Miguel</strong>, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), e com a geneticista Carolina Cappi, professora da Rutgers University, para participar de pesquisas sobre <strong>transtorno obsessivo-compulsivo</strong>, o <strong>TOC</strong>.</p>



<p>Em 2025, o médico recebeu o prêmio <a href="https://iocdf.org/blog/2025/07/24/international-ocd-foundation-announces-2025-research-grant-recipients-to-advance-breakthroughs-in-ocd-and-related-disorders/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Michael A. Jenike Young Investigator</a>, concedido pela <a href="https://iocdf.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">International OCD Foundations</a> (IOCDF), uma das maiores organizações do mundo dedicada ao TOC.</p>



<p>Saraiva foi agraciado por seu estudo em busca das <strong>bases biológicas do transtorno</strong>. Em sua investigação, o brasileiro usa exames de neuroimagem, como a <strong>ressonância magnética</strong>, para encontrar formas mais eficazes de diagnosticar o TOC e, quem sabe, outras doenças psiquiátricas.</p>



<p>A pesquisa laureada, <a href="https://iocdf.org/recipients/comprehensive-structural-neuroimaging-in-ocd-a-cross-disorder-comparison/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Comprehensive structural neuroimaging in OCD: A cross-disorder comparison</a>, busca ir além das análises convencionais de neuroimagem.</p>



<p>Enquanto estudos anteriores focaram em alterações de volume e espessura em regiões cerebrais de pacientes com TOC, Saraiva investiga aspectos ainda pouco conhecidos, como os padrões de dobramento do córtex cerebral, além do formato de estruturas subcorticais. Também explora as bases genéticas associadas a essas possíveis alterações cerebrais.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A pesquisa faz parte de seu trabalho na <strong>Universidade Yale</strong>, nos Estados Unidos, instituição onde ele é pesquisador de pós-doutorado.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Bases biológicas do TOC e uso de neuroimagem</strong></h2>



<p>“Em outras áreas da medicina, há biomarcadores importantes para ajudar a fechar um diagnóstico, mas na psiquiatria você identifica um transtorno por meio de <strong>sintomas</strong> determinados em consenso por um grupo de especialistas”, explica Saraiva.</p>



<p>“Ninguém sabe quais seriam as <strong>bases biológicas </strong>dos transtornos, é tudo feito por convenções. Acredito que isso seja uma limitação”, afirma o pesquisador.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Diagnóstico, tecnologia e tratamentos</strong></h2>



<p>Em suas pesquisas, Saraiva usa exames de ressonância magnética, pois é o que a maioria dos centros de saúde tem disponível. Dessa forma, o pesquisador consegue ter uma <strong>amostra grande para investigar</strong>.</p>



<p>No dia a dia, boa parte de sua rotina consiste em trabalhar na frente do computador desvendando os “mistérios” do cérebro de pacientes.</p>



<p>Existem vários métodos que podem ser usados para estudar o cérebro e os transtornos psiquiátricos, diz Saraiva. Seu foco e interesse estão nos métodos que envolve o uso de supercomputadores.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="800" height="420" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/leonardo-saraiva-pesquisador.jpeg" alt="Retrato de Leonardo Saraiva, um jovem homem com barba curta, cabelos curtos e camisa social azul, posando para a câmera com fundo neutro" class="wp-image-7657" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/leonardo-saraiva-pesquisador.jpeg 800w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/leonardo-saraiva-pesquisador-400x210.jpeg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/leonardo-saraiva-pesquisador-768x403.jpeg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/leonardo-saraiva-pesquisador-150x79.jpeg 150w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">Leonardo Saraiva, médico e pesquisador em estágio de pós-doutorado na Universidade Yale, nos EUA, foi premiado pela International OCD Foundation por seu estudo sobre as bases genéticas do transtorno obsessivo-compulsivo | Imagem: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“Meu trabalho consiste em ‘rodar’ análises e códigos em um tipo de cluster, onde ficam vários computadores potentes. Participo de reuniões para mostrar resultados e discutir projetos. É uma rotina muito diferente da imagem que se tem de um médico.”</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aproximação com o público e responsabilidade científica</strong></h2>



<p>Desde sua premiação, Saraiva tem se importado cada vez mais com a divulgação de seu trabalho como cientista.</p>



<p>“Me veio à tona que isso deveria ser uma preocupação mais forte entre os pesquisadores e que eu preciso buscar isso constantemente.”</p>



<p>Para ele, a falta de compreensão sobre alguns temas de pesquisa contribui para afastar investimentos em projetos de pesquisa.</p>



<p>“Nós, pesquisadores, podemos ficar muito isolados da população, então nem todos entendem o benefício da ciência e os motivos de a pesquisa necessitar de investimento público e privado”, avalia Saraiva.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Pesquisa como prática médica ampliada</strong></h2>



<p>A decisão de seguir carreira como pesquisador foi inicialmente encarada com estranhamento entre seus colegas médicos, observa Saraiva. “No Brasil ainda se tem uma ideia da medicina como uma profissão assistencialista”, analisa.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“A prática assistencial, porém, é só uma das facetas da medicina. Existem várias formas de ajudar pacientes – e fazer pesquisa é uma delas. Por isso, a carreira científica deveria ser mais estimulada no país”, afirma Saraiva.</p></blockquote></figure>



<p>De acordo com ele, a área científica, no fundo, dialoga muito com o campo assistencial, “afinal são duas esferas de atuação que precisam estar integradas.” Isso porque, ressalta Saraiva, os avanços da ciência devem embasar decisões em consultórios, clínicas e hospitais.</p>



<p>Na faculdade, seu primeiro contato com a pesquisa foi tão marcante que Saraiva decidiu não pleitear uma vaga na residência médica. O intuito, ele recorda, era abrir caminho no mundo acadêmico logo no início da carreira.</p>



<p>Ainda assim, Saraiva fez estágios clínicos, deu plantões e participou de atividades ambulatoriais no Instituto de Psiquiatria. “Foi uma ótima experiência, aprendi muito na parte clínica e levei muito disso para a pesquisa.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Admiração como ponto de partida</strong></h2>



<p>Mesmo não sendo formalmente um psiquiatra, por não ter feito a residência médica na área, o interesse pela pesquisa sobre o TOC começou por conta da admiração de Saraiva pelo psiquiatra Eurípedes Miguel.</p>



<p>“Acho que trabalharia com qualquer transtorno que ele trabalhasse, para ser muito franco”, confessa o médico, que também é membro do projeto Gen_TOC, sediado na USP e liderado por Miguel e pela geneticista Carolina Cappi. O projeto é focado em estudos sobre a genética do TOC e de transtornos relacionados.</p>



<p>“Com o tempo, passei a achar o assunto muito interessante e fascinante”, diz Saraiva, que cursou o doutorado na área e é entusiasta de formações como o MD-PhD, programa de dupla formação voltado para médicos-cientistas, no qual o estudante obtém simultaneamente o título de Médico (MD, Doctor of Medicine) e de Doutor (PhD, Doctor of Philosophy), disponível nos EUA, mas ainda incipiente no Brasil. Esse título permite uma dupla formação para médicos na parte clínica e de pesquisa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ciência não é solitária</strong></h2>



<p>Sem planos de atuar em consultório, o pesquisador se diz atraído pelo espírito colaborativo proporcionado pelo trabalho em equipe no meio científico. “Atuar em grupos de pesquisa é parte importante da minha trajetória.Sou mais produtivo em equipe do que sozinho”, declara.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“Saber interagir é crucial”, diz Saraiva. “Na ciência, se a pessoa não tem disposição para dialogar e trocar ideias, as chances de ‘sobreviver’ diminuem. É preciso saber trabalhar em grupo.”</p></blockquote></figure>



<p>Sobre sua premiação recente, ele lista uma série de pessoas de quem recebeu ajuda, como os professores Eurípides Miguel e Carolina Capi, que foram seus orientadores no doutorado, e o professor Christopher Pittenger, que o orienta em Yale.</p>



<p>“Tive sorte de trabalhar com pessoas muito conscientes dessa importância da troca e da união de esforços na ciência”, observa.</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/trabalho-em-equipe-e-primordial-para-ser-cientista-diz-brasileiro-premiado-por-estudo-sobre-toc/">&#8220;Trabalho em equipe é primordial para ser cientista”, diz brasileiro premiado por estudo sobre TOC</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sciencearena.org/carreiras/trabalho-em-equipe-e-primordial-para-ser-cientista-diz-brasileiro-premiado-por-estudo-sobre-toc/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Desigualdades na ciência afetam pesquisadores em início de carreira</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/desigualdades-na-ciencia-afetam-pesquisadores-inicio-de-carreira/</link>
					<comments>https://www.sciencearena.org/carreiras/desigualdades-na-ciencia-afetam-pesquisadores-inicio-de-carreira/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 17:59:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreiras]]></category>
		<category><![CDATA[#América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[#carreira acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[#desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[#microbiologia]]></category>
		<category><![CDATA[#publicação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=7613</guid>

					<description><![CDATA[<p>Editorial da mBio analisa barreiras enfrentadas por cientistas latino-americanos e de pequenas universidades dos EUA</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/desigualdades-na-ciencia-afetam-pesquisadores-inicio-de-carreira/">Desigualdades na ciência afetam pesquisadores em início de carreira</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12153304/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">editorial publicado na revista científica <em>mBio</em></a>, da Sociedade Americana de Microbiologia, traz um alerta sobre as <strong>desigualdades enfrentadas por pesquisadores em início de carreira na América Latina e em pequenas universidades dos Estados Unidos</strong>.</p>



<p>Publicado no ano passado, o texto chama atenção para a <strong>sub-representação de pesquisadores de países de língua espanhola na América Latina e de instituições de menor porte nos EUA nos grandes bancos de dados científicos internacionais</strong>, apesar da riqueza de produção científica e relevância regional dessas comunidades.</p>



<p>O texto, intitulado <em>“</em><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12153304/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Common challenges faced by early-career researchers in Latin American and small U.S. universities</em></a><em>”</em>, é assinado por <strong>Daniela Cejas </strong>(Universidade de Buenos Aires, Argentina)<strong>, Fatima Rodriguez Acosta </strong>(Universidade Nacional de Assunção, Paraguai)e<strong> Juan Rivera-Correa </strong>(City University de Nova York, EUA).</p>



<p>Para os autores, fatores estruturais e econômicos — como altos custos de publicação em periódicos de alto impacto (que cobram taxas de processamento de artigos, as APCs), sobrecarga de trabalho docente e administrativo e menor acesso a financiamento competitivo — limitam a capacidade desses cientistas de publicar em revistas de maior prestígio.</p>



<p>No caso da América Latina, essa realidade se soma a <strong>desafios de investimento em pesquisa e desenvolvimento</strong> (P&amp;D), que influenciam diretamente a visibilidade global dos estudos produzidos na região.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Perspectivas excluídas</strong></h2>



<p>Os pesquisadores também destacam que essas barreiras não apenas afetam a<strong> trajetória individual dos cientistas em início de carreira</strong>, mas também têm implicações mais amplas para a ciência global, ao <strong>excluir perspectivas científicas importantes</strong>, sobretudo em áreas com elevada diversidade biológica e cargas de doenças endêmicas.</p>



<p>Como caminhos para redução dessas desigualdades, o editorial sugere ações como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ajustes em políticas de publicação que considerem contextos econômicos diferenciados;</li>



<li>Iniciativas colaborativas que ampliem o acesso aos recursos editoriais e às redes científicas internacionais.</li>
</ul>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>“As revistas mais influentes do mundo poderiam fazer chamadas específicas para tópicos de pesquisa internacionais em locais sub-representados, particularmente para cientistas que trabalham em áreas endêmicas de infecções, o que seria uma forma direcionada de abordar essas questões”, sugerem os autores.</p></blockquote></figure>



<p>“Enfrentar esse problema e apoiar pesquisadores da América Latina e de pequenas universidades dos EUA proporcionará avanços sustentáveis ​​e duradouros para a pesquisa microbiológica global.”</p>



<p>Inserido no debate sobre ciência e equidade global, o editorial do <em>mBio</em> reforça uma discussão urgente: <strong>a necessidade de tornar a ciência mais inclusiva e representativa</strong> – refletindo a diversidade de contribuições e realidades que existem para além dos centros tradicionais de pesquisa.</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/desigualdades-na-ciencia-afetam-pesquisadores-inicio-de-carreira/">Desigualdades na ciência afetam pesquisadores em início de carreira</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sciencearena.org/carreiras/desigualdades-na-ciencia-afetam-pesquisadores-inicio-de-carreira/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Saúde mental: estratégias para lidar com o estresse na pós-graduação</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/saude-mental-estrategias-para-lidar-com-o-estresse-pos-graduacao/</link>
					<comments>https://www.sciencearena.org/carreiras/saude-mental-estrategias-para-lidar-com-o-estresse-pos-graduacao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2026 20:26:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreiras]]></category>
		<category><![CDATA[#bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[#burnout]]></category>
		<category><![CDATA[#carreira acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[#planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[#pós-graduação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=7597</guid>

					<description><![CDATA[<p>Neurocientista explica como sobrecarga física e emocional afeta pesquisadores e propõe caminhos para redobrar cuidados com a saúde</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/saude-mental-estrategias-para-lidar-com-o-estresse-pos-graduacao/">Saúde mental: estratégias para lidar com o estresse na pós-graduação</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os <strong>problemas de saúde mental</strong> <strong>na população</strong> cresceram consideravelmente após a <strong>pandemia de covid-19</strong>, mas os <strong>índices de transtornos mentais no meio acadêmico</strong> – especialmente entre alunos de mestrado e doutorado – estão acima da média geral.</p>



<p>O alerta foi feito pela neurocientista <strong>Elisa Harume Kozasa</strong>, pesquisadora do Einstein Hospital Israelita, em encontro virtual organizado em dezembro pelo <strong>Science Arena</strong>.</p>



<p>A <strong>trajetória na pós-graduação e no pós-doutorado</strong> envolve pressões intensas, prazos rígidos, incertezas sobre financiamento e cobranças constantes por produtividade.</p>



<p><strong>Pesquisadores em início de carreira</strong> frequentemente enfrentam <strong>ansiedade</strong> e <strong>exaustão</strong>, podendo até abandonar suas carreiras por falta de apoio.</p>



<p>Para Kozasa, que desenvolve pesquisas sobre meditação, atenção plena e neurociência contemplativa, superar essa crise exige <strong>estratégias tanto individuais quanto institucionais</strong> – envolvendo desde a proteção do sono e a prática de atividades físicas até mudanças estruturais na forma como orientadores e instituições lidam com a saúde mental de seus pós-graduandos e pós-docs.</p>



<p>Veja no vídeo a seguir a íntegra da conversa com Elisa Kozasa.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="2026_01_21_Science Arena_Elisa" src="https://player.vimeo.com/video/1156831146?h=ace19bf931&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p>A seguir, veja os principais tópicos abordados pela pesquisadora:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>1. O momento histórico e a urgência da crise</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Os problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, cresceram cerca de 25% na população em geral após a pandemia.</li>



<li>Os índices de transtornos mentais no meio acadêmico, especialmente entre alunos de mestrado e doutorado, estão acima da média da população.</li>



<li>A trajetória na pós-graduação e no pós-doutorado envolve pressões intensas, prazos rígidos, incertezas sobre financiamento e cobranças constantes por produtividade.</li>



<li>Jovens pesquisadores frequentemente enfrentam ansiedade e exaustão, podendo até abandonar suas carreiras por falta de apoio.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>2. Desafios e pressões na carreira científica</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>A falta de clareza sobre o que será feito no projeto de pesquisa pode gerar angústia e fazer com que o aluno não encontre propósito na atividade.</li>



<li>É comum o pesquisador se sentir isolado, muitas vezes por se focar tanto na carreira acadêmica que deixa de sair com a família e amigos, ou por atuar em um ambiente competitivo e pouco amigável.</li>



<li>O ambiente na pós-graduação pode ser hostil, levando à desilusão, tristeza, desistência e até mesmo ideação suicida.</li>



<li>Estratégias não eficazes incluem o uso exacerbado de álcool, café ou energético para lidar com o estresse, pois o corpo acabará cobrando e a solução real é descansar (&#8220;Você nunca ganha da fisiologia&#8221;).</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1200" height="800" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/elisa.kozasa.einstein.jpg" alt="A pesquisadora Elisa Kozasa, do Einstein, aparece sobre um palco, falando ao microfone, com iluminação em tons de roxo e rosa ao fundo. Ela usa roupa preta e um crachá no pescoço, sugerindo participação em um evento ou conferência. A cena transmite um contexto de palestra, apresentação pública ou debate" class="wp-image-7601" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/elisa.kozasa.einstein.jpg 1200w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/elisa.kozasa.einstein-800x533.jpg 800w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/elisa.kozasa.einstein-400x267.jpg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/elisa.kozasa.einstein-768x512.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/elisa.kozasa.einstein-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption class="wp-element-caption">“Cuidar da felicidade é fundamental, pois se a vida não tiver momentos de alegria, ela começa a ficar ‘sem sentido”, afirma a neurocientista Elisa Kozasa, do Einstein | Imagem: Fábio H. Mendes/E6 Imagens</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>3. Estratégias individuais e o treino da mente</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>É fundamental proteger o horário de sono usando o conceito de &#8220;agenda reversa&#8221;, que começa o planejamento das atividades pelo horário de dormir.</li>



<li>É importante proteger horários de pausas e pequenos descansos durante o dia, como reservar tempo para o almoço ou usar intervalos de 10 a 15 minutos entre reuniões.</li>



<li>Dormir melhor e fazer pausas adequadas melhora a produtividade e reduz os riscos de transtornos mentais.</li>



<li>Deve-se focar em metas atingíveis para o dia (&#8220;por hoje é isso&#8221;), evitando levar excesso de tarefas e problemas para a cama.</li>



<li>É crucial investir em autoconhecimento para saber o que traz felicidade, e esses momentos de alegria devem estar presentes no dia a dia.</li>



<li>Em momentos de &#8220;travamento&#8221; por excesso de cobrança, a pessoa deve focar em aprender a relaxar o corpo e a mente. A atividade física é fundamental e deve ser vista como parte essencial do tratamento para transtornos mentais.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>4. A importância do fator humano e da conexão</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Relacionamentos pessoais são um dos fatores mais protetivos para a saúde mental.</li>



<li>É importante buscar conversar e compartilhar dificuldades com pessoas de confiança.</li>



<li>É essencial estabelecer um diálogo construtivo com o orientador, deixando claro que a cobrança excessiva impede o bom funcionamento.</li>



<li>O conceito de riqueza psicológica (além da busca por prazer e propósito) é um pilar do bem viver.</li>



<li>Criar um bom ambiente só é possível quando a pessoa está bem, buscando &#8220;ser uma boa pessoa&#8221;.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>5. O papel do orientador e a gestão de projetos</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>O orientador tem a responsabilidade de dimensionar o projeto de pesquisa conforme o contexto de vida do aluno (se trabalha, se tem filhos).</li>



<li>Orientadores devem esclarecer o objetivo do estudo e o que o aluno fará no laboratório.</li>



<li>Para uma rotina mantida e cumprimento de prazos, o mais importante é ter objetivos bem claros e um compromisso sério desde o ponto zero do projeto.</li>



<li>Muitas vezes, falta na academia a estrutura de gestão de tempo, prazo, custo e gestão de pessoas. É prudente que o aluno entre no programa de pós-graduação somente após o projeto estar aprovado no comitê de ética.</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1110" height="740" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/sono-planejamento-saude-mental.jpg" alt="Ilustração abstrata em tons quentes e pastéis que representa o equilíbrio entre sono, pausas e organização do tempo. Elementos como relógio, lua, calendário e figuras em descanso simbolizam a agenda reversa e o cuidado com os ritmos diários" class="wp-image-7603" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/sono-planejamento-saude-mental.jpg 1110w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/sono-planejamento-saude-mental-800x533.jpg 800w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/sono-planejamento-saude-mental-400x267.jpg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/sono-planejamento-saude-mental-768x512.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/sono-planejamento-saude-mental-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1110px) 100vw, 1110px" /><figcaption class="wp-element-caption">De acordo com Elisa Kozasa, é fundamental proteger o horário de sono, começando o planejamento das atividades pelo horário de dormir; a pesquisadora também ressalta a importância de fazer pequenas pausas durante o dia, como usar de intervalos de 10 a 15 minutos entre reuniões para respirar | Imagem gerada por IA</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>6. Responsabilidade e estrutura institucional</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>As instituições são responsáveis pelo cuidado com a saúde mental de alunos e professores, especialmente em relação ao burnout (que é um fator que influencia a saúde mental e está no Código Internacional de Doenças).</li>



<li>As instituições devem oferecer suporte como consultas online com psicólogos ou convênios para atendimento psicológico a preço social.</li>



<li>É crucial que os programas de pós-graduação escolham orientadores não apenas por suas competências técnicas, mas também por suas competências emocionais e bom caráter.</li>



<li>A existência de núcleos de apoio à pesquisa (para auxiliar na gestão de questões burocráticas e fomento) alivia a sobrecarga mental dos pesquisadores.</li>



<li>A segurança psicológica é um fator que determina a produtividade de uma equipe, onde o erro é assumido pelo grupo todo sem acusações.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>7. Reflexões sobre o sistema e o propósito</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>O sistema de recompensas da ciência (como métricas e pressão por publicar) influencia a saúde mental.</li>



<li>Dados sobre a crise de saúde mental na academia podem contribuir para a reflexão e mudança das políticas científicas, apesar de serem lentas.</li>



<li>Cuidar da felicidade é fundamental, pois se a vida não tiver momentos de alegria, ela começa a ficar &#8220;sem sentido&#8221;.</li>



<li>A depressão pode começar quando a pessoa olha para a sua vida e se pergunta: &#8220;Para que tudo isso?&#8221;.</li>



<li>A reflexão final é buscar uma vida com mais qualidade e bem viver, para que no futuro o pesquisador não olhe para trás e se pergunte: &#8220;Para que tudo isso? Do que adiantou?&#8221;.</li>
</ul>



<p></p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/saude-mental-estrategias-para-lidar-com-o-estresse-pos-graduacao/">Saúde mental: estratégias para lidar com o estresse na pós-graduação</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sciencearena.org/carreiras/saude-mental-estrategias-para-lidar-com-o-estresse-pos-graduacao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mudança de carreira: “Formação científica precisa ser vista como trunfo profissional”</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/mudanca-de-carreira-formacao-cientifica-precisa-ser-vista-como-trunfo-profissional/</link>
					<comments>https://www.sciencearena.org/carreiras/mudanca-de-carreira-formacao-cientifica-precisa-ser-vista-como-trunfo-profissional/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 15:16:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreiras]]></category>
		<category><![CDATA[#carreira acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[#emprego]]></category>
		<category><![CDATA[#mercado de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[#networking]]></category>
		<category><![CDATA[#webinar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=7240</guid>

					<description><![CDATA[<p>Habilidades desenvolvidas na pesquisa podem ser decisivas na transição para o mercado, avalia especialista</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/mudanca-de-carreira-formacao-cientifica-precisa-ser-vista-como-trunfo-profissional/">Mudança de carreira: “Formação científica precisa ser vista como trunfo profissional”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Como valorizar e aproveitar anos de dedicação à pesquisa em uma <strong>carreira fora do ambiente acadêmico</strong>? Essa foi a pergunta central do terceiro encontro da série de conversas sobre carreira científica promovida pelo <strong>Science Arena</strong>, realizado virtualmente em 30 de setembro.&nbsp;</p>



<p>O encontro teve a participação de <strong>Jaqueline Ribas</strong>, especialista na contratação de profissionais da pesquisa e fundadora da consultoria Pesquisa de Impacto, para discutir estratégias e desafios enfrentados por mestres e doutores que desejam <strong>migrar da vida acadêmica para o mercado de trabalho</strong>.</p>



<p>Na live, Ribas compartilhou experiências e <strong>orientações práticas</strong> sobre como pesquisadores podem <strong>valorizar suas habilidades</strong>, adaptar seus currículos e comunicar melhor seu potencial às empresas — <strong>sem renunciar à identidade científica</strong> construída ao longo dos anos.</p>



<p>Graduada em linguística pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e mestre em gestão de produtos digitais pelo Nuclio Digital School, na Espanha, Jaqueline Ribas fundou a consultoria em 2021 com o propósito de ajudar profissionais da pesquisa a reposicionar suas carreiras e <strong>aproveitar habilidades fora do ambiente acadêmico</strong>.&nbsp;</p>



<p>Confira abaixo o vídeo na íntegra:<strong>&nbsp;</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="SCIENCE ARENA_EP03" src="https://player.vimeo.com/video/1125321537?h=9ccec44557&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p>A seguir, veja os principais tópicos abordados na live:</p>



<h2 class="wp-block-heading">1. Uso responsável da experiência acadêmica no mercado</h2>



<p>A conversa abordou como a experiência acadêmica deve ser vista como uma trajetória profissional. Ribas destacou que é <strong>fundamental mudar a mentalidade</strong> de se ver apenas como &#8220;aluno(a)&#8221; ou &#8220;estudante&#8221;.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A pesquisa é um trabalho, e a bagagem acadêmica deve ser valorizada para a transição, pois o profissional não está &#8220;começando do zero&#8221;.</p></blockquote></figure>



<p>A especialista enfatizou que a transição da academia para o mercado privado é uma mudança de ambiente, <strong>não necessariamente uma mudança completa de carreira</strong>, visto que há muitas semelhanças entre os processos da pesquisa acadêmica (como escrita científica e submissão de projetos) e as atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&amp;D) em empresas.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">2. Competências valorizadas</h2>



<p>Várias habilidades desenvolvidas na academia podem ser altamente valorizadas no mercado. Ribas citou como exemplos diversas competências, divididas em “interpessoais” e “práticas”:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Competências interpessoais (soft skills):</strong> resiliência, adaptabilidade, flexibilidade, habilidade de comunicação, capacidade didática e disposição para resolver problemas.<br></li>



<li><strong>Competências práticas:</strong> gerenciamento de projetos (planejamento, cronograma, entregas), liderança de pessoas (guiar, conduzir e supervisionar, em vez de apenas orientar alunos; treinamento de equipe; escrita técnica e científica, levantamento bibliográfico, submissão de projetos a comitês de ética, e domínio de técnicas para analisar dados (estatística, Python, R, bioinformática).</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1200" height="800" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/10/jaqueline-ribas-transicao-carreira-1200x800.jpg" alt="Jaqueline Ribas, especialista na contratação de profissionais da pesquisa, sorri para a câmera, vestindo um casaco branco e um lenço estampado em tons terrosos, sobre fundo neutro" class="wp-image-7243" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/10/jaqueline-ribas-transicao-carreira-1200x800.jpg 1200w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/10/jaqueline-ribas-transicao-carreira-800x534.jpg 800w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/10/jaqueline-ribas-transicao-carreira-400x267.jpg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/10/jaqueline-ribas-transicao-carreira-768x512.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/10/jaqueline-ribas-transicao-carreira-1536x1025.jpg 1536w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/10/jaqueline-ribas-transicao-carreira-2048x1366.jpg 2048w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/10/jaqueline-ribas-transicao-carreira-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption class="wp-element-caption">Jaqueline Ribas: “Há um medo comum entre mestres e doutores recém-formados de não conseguir oportunidades no mercado de trabalho por falta de experiência” | Imagem: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">3. Estratégias para a transição</h2>



<p>Para comunicar esse valor ao mercado, é necessário adotar estratégias específicas, especialmente no contexto dos processos seletivos modernos, que utilizam sistemas de triagem automatizada (ATS) de currículos.&nbsp;</p>



<p>A. <strong>Posicionamento e linguagem:</strong> é preciso adotar uma postura de “pesquisador profissional”, em vez de estudante. O profissional deve saber usar vocabulário de mercado e trocar termos acadêmicos por equivalentes corporativos. Por exemplo, substituir &#8220;pesquisa acadêmica&#8221; por &#8220;pesquisa científica/de P&amp;D&#8221; e &#8220;orientação de alunos&#8221; por &#8220;liderança/supervisão de profissionais&#8221;).<br></p>



<p>B. <strong>LinkedIn e plataforma Lattes:</strong> o LinkedIn, rede social voltada para negócios e inserção profissional, é a principal ferramenta para buscar vagas. É necessário entender, portanto, que a plataforma Lattes (base de dados que reúne milhões de currículos de pesquisadores e estudantes do Brasil) comunica com o meio acadêmico, enquanto o LinkedIn comunica com empresas e indústrias.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Nesse sentido, é<strong> </strong>fundamental adaptar o conteúdo do currículo acadêmico para um perfil no LinkedIn. Essa “tradução” deve focar nas responsabilidades e resultados do indivíduo, e não apenas nos objetos de estudo de suas pesquisas.</p></blockquote></figure>



<p>C.<strong> Busca de vagas:</strong> recomenda-se procurar por vagas utilizando termos mais amplos da área (Ex.: genética) e não subáreas ou termos científicos muito específicos (Ex.: genética de células germinativas). A busca por vagas de trabalho deve ser feita com qualidade, limitando-se a no máximo cinco candidaturas por semana, otimizando o currículo para cada oportunidade – de forma que as competências descritas no currículo correspondam aos pré-requisitos do cargo.<br></p>



<p><strong>D. Entrevistas:</strong>  é importante se preparar com antecedência para a entrevista de emprego. É crucial estar preparado para o clássico pedido &#8220;Conte-me mais sobre você&#8221; (usando técnicas de apresentação breve, direta e convincente, como a abordagem <em>elevator pitch</em>). Para responder perguntas e apresentar suas habilidades, pode-se usar o método conhecido como STAR (Situação, Tarefa, Ação e Resultado).<br></p>



<p>E. <strong>Networking:</strong> estabelecer e manter uma rede de contatos é valioso para abrir portas e conseguir informações sobre a área. Contudo, o networking não sustenta a contratação; o profissional precisa convencer na entrevista. A melhor forma de fazer networking é perguntar sobre a jornada da pessoa e se abster de pedir emprego diretamente, mantendo sempre uma postura positiva e valorizando a própria trajetória.</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/mudanca-de-carreira-formacao-cientifica-precisa-ser-vista-como-trunfo-profissional/">Mudança de carreira: “Formação científica precisa ser vista como trunfo profissional”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sciencearena.org/carreiras/mudanca-de-carreira-formacao-cientifica-precisa-ser-vista-como-trunfo-profissional/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Live: Como transitar da academia para o mercado de trabalho?</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/live-como-transitar-da-academia-para-o-mercado-de-trabalho/</link>
					<comments>https://www.sciencearena.org/carreiras/live-como-transitar-da-academia-para-o-mercado-de-trabalho/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 21:47:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreiras]]></category>
		<category><![CDATA[#carreira acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[#emprego]]></category>
		<category><![CDATA[#mercado de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[#networking]]></category>
		<category><![CDATA[#webinar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=6977</guid>

					<description><![CDATA[<p>Encontro virtual do Science Arena discute, no dia 30/09, como pesquisadores podem reinventar suas carreiras fora da academia</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/live-como-transitar-da-academia-para-o-mercado-de-trabalho/">Live: Como transitar da academia para o mercado de trabalho?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O <strong>Science Arena </strong>promove no dia <strong>30 de setembro</strong>, das <strong>18h30 às 19h30 (BRT)</strong>, um encontro virtual com <strong>Jaqueline Ribas</strong>, especialista na contratação de profissionais da pesquisa e fundadora da consultoria <a href="https://www.instagram.com/pesquisadoradeimpacto/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pesquisa de Impacto</a>, que auxilia mestres e doutores<strong> </strong>a <strong>transitar da academia para o mercado</strong>.</p>



<p>A transmissão será ao vivo, via Zoom, com o objetivo de discutir caminhos que pesquisadores podem percorrer para reposicionar suas carreiras e aproveitar habilidades fora do ambiente acadêmico. </p>



<p><em>Para se inscrever gratuitamente, clique no botão abaixo ou copie o link disponível no final do texto.</em></p>



<div class="wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex">
<div class="wp-block-button has-custom-width wp-block-button__width-50 has-custom-font-size has-medium-font-size"><a class="wp-block-button__link has-black-color has-vivid-green-cyan-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-element-button" href="https://einstein.zoom.us/webinar/register/WN_UmX-QkFZQ5qBJBEge7TKrw?#/registration" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>INSCREVA-SE AGORA</strong></a></div>
</div>



<h2 class="wp-block-heading">Saiba mais sobre transição de carreiras e como identificar oportunidades de trabalho</h2>



<p>O encontro online ajudará a entender tópicos como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Identificação de oportunidades em empresas, ONGs, entidades filantrópicas e órgãos públicos; </li>



<li>A importância de valorizar sua trajetória acadêmica como experiência profissional;</li>



<li>De que maneira aproveitar suas habilidades de pesquisa fora da academia;</li>



<li>Construção de networking, adaptação de currículo e o papel do LinkedIn;</li>



<li>Precarização do trabalho e desenvolvimento profissional.</li>
</ul>



<p>&#8220;Falar sobre transição de carreira é relevante mesmo para quem nunca atuou fora do ambiente acadêmico&#8221;, explica Jaqueline Ribas. &#8220;Há um medo comum entre mestres e doutores recém-formados de não conseguir oportunidades no mercado de trabalho por falta de experiência.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1200" height="800" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/07/jaqueline-ribas-science-careers-1200x800.jpg" alt="Jaqueline Ribas, career strategist, smiling in a professional setting with a neutral background" class="wp-image-6649" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/07/jaqueline-ribas-science-careers-1200x800.jpg 1200w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/07/jaqueline-ribas-science-careers-800x534.jpg 800w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/07/jaqueline-ribas-science-careers-400x267.jpg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/07/jaqueline-ribas-science-careers-768x512.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/07/jaqueline-ribas-science-careers-1536x1025.jpg 1536w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/07/jaqueline-ribas-science-careers-2048x1366.jpg 2048w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/07/jaqueline-ribas-science-careers-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption class="wp-element-caption">Jaqueline Ribas, estrategista de carreiras de profissionais da pesquisa, participa de encontro virtual do <em>Science Arena</em> no dia 30 de setembro, das 18h30 às 19h30 (BRT) | Imagem: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>



<p>Este será o terceiro de uma série de lives do <strong>Science Arena</strong> sobre carreira científica. A primeira, realizada em julho, abordou <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/webinar-impactos-da-ia-na-carreira-cientifica/">como a inteligência artificial (IA) impacta a formação e a trajetória profissional de pesquisadores</a>. Em agosto, discutiu-se <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/webinar-o-que-aprender-para-liderar-grupos-de-pesquisa/">o que é preciso aprender para liderar grupos de pesquisa</a>.</p>



<p>A série é voltada a estudantes de graduação, docentes, pós-graduandos, pós-docs e gestores que atuam em organizações de pesquisa públicas e privadas.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p><strong>Data:</strong> 30 de setembro<br><strong>Horário: </strong>18h30 às 19h30 (BRT)<br><strong>Modalidade: </strong>Virtual<br><strong>Custo:</strong> Gratuito</p></blockquote></figure>



<p><strong>Mais informações:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O webinar contará com intérprete de libras em tempo real;</li>



<li>Haverá emissão de certificado de participação;</li>



<li>Link do Zoom: <a href="https://einstein.zoom.us/webinar/register/WN_UmX-QkFZQ5qBJBEge7TKrw?#/registration ">https://einstein.zoom.us/webinar/register/WN_UmX-QkFZQ5qBJBEge7TKrw?#/registration </a></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/live-como-transitar-da-academia-para-o-mercado-de-trabalho/">Live: Como transitar da academia para o mercado de trabalho?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sciencearena.org/carreiras/live-como-transitar-da-academia-para-o-mercado-de-trabalho/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Proximidade física é essencial para a colaboração científica</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/a-proximidade-fisica-e-essencial-para-a-colaboracao-cientifica/</link>
					<comments>https://www.sciencearena.org/carreiras/a-proximidade-fisica-e-essencial-para-a-colaboracao-cientifica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clóvis Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Apr 2024 21:24:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreiras]]></category>
		<category><![CDATA[#carreira acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[#cientometria]]></category>
		<category><![CDATA[#colaborações científicas]]></category>
		<category><![CDATA[#homofilia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=3508</guid>

					<description><![CDATA[<p>Estudo mostra que o principal fator a impulsionar a formação de parcerias entre pesquisadores é a (pouca) distância entre eles</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/a-proximidade-fisica-e-essencial-para-a-colaboracao-cientifica/">Proximidade física é essencial para a colaboração científica</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os avanços das tecnologias de informação e comunicação não parecem ter sido fortes o suficiente para derrubar os efeitos da distância na hora de semear parcerias científicas, essenciais para o progresso da ciência. Pelo contrário, a proximidade física ainda é o principal fator a impulsionar a formação de novas colaborações em todas as áreas do conhecimento. </p>



<p>A conclusão é de um grupo internacional de pesquisadores do Instituto Universitário de Lisboa, em Portugal, e da Universidade de Hong Kong, na China.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Sob coordenação do sociólogo português Hugo Horta, da Faculdade de Educação da Universidade de Hong Kong, eles analisaram os fatores que levam os cientistas a iniciarem novas colaborações, e a mantê-las ao longo do tempo. </p>



<p>Para isso, fizeram um amplo levantamento dos autores correspondentes de papers publicados entre 2010 e 2016 em periódicos de diversas áreas indexados na base de dados Scopus, da editora holandesa Elsevier — os autores correspondentes são aqueles que assumem a responsabilidade global sobre o paper, ou o último nome da lista, em geral o líder do grupo de pesquisa.&nbsp;</p>



<p>Os autores, então, os convidaram a responder um questionário on-line com perguntas que abrangiam uma série de variáveis ​​identificadas na literatura como determinantes para um fenômeno da sociologia conhecido como <em>homofilia</em>, o qual sugere que indivíduos com valores e experiências semelhantes têm uma tendência inerente de se relacionar entre si. </p>



<p>A essência desse fenômeno vai além das interações sociais, impregnando-se também nos relacionamentos profissionais, inclusive aqueles no âmbito da pesquisa, moldando a maneira como os cientistas escolhem e interagem com seus pares.&nbsp;</p>



<p>&#8220;A homofilia cria uma camada adicional de complexidade nos estudos sobre colaborações&#8221;, esclarece Horta, autor principal de um artigo publicado em fevereiro na revista científica <em>Scientometrics</em> apresentando os <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-024-04950-3" target="_blank" rel="noreferrer noopener">resultados do levantamento</a>. </p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;A maioria dos estudos se concentra na propensão dos cientistas a colaborar, nos padrões dessas colaborações e em outros aspectos relacionados ao processo colaborativo, ao passo em que a influência da homofilia nas relações colaborativas de pesquisa é menos analisada.&#8221;&nbsp;</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Proximidade física é determinante&nbsp;</strong></h2>



<p>Horta e seus colegas se debruçaram sobre esse fenômeno com base nas respostas de 4.855 participantes de diversas áreas do conhecimento e na análise de suas colaborações. De modo geral, verificaram que o principal determinante para a formação de novas colaborações é a proximidade física, e não variáveis organizacionais ou o compartilhamento de agendas científicas estratégicas, como se pensava até então.</p>



<p>&#8220;Indivíduos que compartilham atributos geográficos, isto é, que trabalham na mesma universidade, cidade ou país, colaboram mais entre si, apesar dos esforços das agências de financiamento em estimular parcerias internacionais&#8221;, comenta Horta, em entrevista ao <strong>Science Arena</strong>, acrescentando que a geolocalização também é um componente importante para a manutenção de parcerias de longo prazo.&nbsp;</p>



<p>O sociólogo e sua equipe já haviam identificado esse fenômeno na área das ciências sociais, &#8220;o que nos parecia fazer sentido, uma vez que os estudos nessa área costumam tratar de questões próprias das realidades locais e regionais, o que pressupõe parcerias mais localizadas&#8221;, diz o pesquisador. </p>



<p>O que Horta e sua equipe observaram agora é que esse fenômeno parece se manifestar em todas as áreas, inclusive nas ciências físicas, tradicionalmente marcadas por grandes projetos cooperativos e interdisciplinares, como os desenvolvidos no Grande Colisor de Hádrons (LHC), o acelerador de partículas da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern), na fronteira da França com a Suíça.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Idade e gênero</strong></h2>



<p>Outros dois fatores que favorecem a formação das chamadas colaborações homofílicas são idade e gênero. &#8220;Em geral, os pesquisadores tendem a colaborar com colegas do mesmo grupo etário e do mesmo gênero&#8221;, diz o sociólogo português.</p>



<p>&#8220;Ou seja, cientistas seniores, com carreiras mais consolidadas, tendem a colaborar mais com colegas nas mesmas condições, muito provavelmente porque conhecem e reconhecem suas qualidades e competências, ao passo que aqueles em início de carreira colaboram mais com outros colegas de nível equivalente&#8221;, destaca o pesquisador.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O achado, sinaliza Horta, contradiz duas narrativas amplamente aceitas na comunidade científica. A primeira é a noção geral de que estudantes de doutorado — em geral, mais jovens — colaboram mais com os seus orientadores, mais velhos e experientes. A segunda é que investigadores menos conhecidos tendem a gravitar em direção àqueles com mais prestígio — provavelmente mais velhos — e a colaborar com eles para avançar na carreira.&nbsp;</p>



<p>Da mesma forma, cientistas homens parecem colaborar mais com outros homens, enquanto cientistas mulheres colaboram mais com outras mulheres, sobretudo nas áreas multidisciplinares, das ciências naturais, sociais e humanidades.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cenário se repete no Brasil</strong>&nbsp;</h2>



<p>A cientista política Elizabeth Balbachevsky, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), explica que fez um estudo, com metodologias diferentes, e já havia identificado esse fenômeno no Brasil. </p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;Observamos à época que as redes de colaboração de muitos pesquisadores restringiam-se à sua própria instituição, muitas vezes ao seu próprio departamento&#8221;, afirma Balbachevsky, estudiosa da profissão acadêmica.&nbsp;&nbsp;</p></blockquote></figure>



<p>Outro estudo, mais recente, publicado por pesquisadores da USP e da Universidade Federal do ABC (UFABC) no <em>Journal of the Association for Information Science and Technology</em> com base em dados de mais de 1 milhão de currículos acadêmicos da Plataforma Lattes, também constatou que as colaborações entre pesquisadores brasileiros ainda são significativamente influenciadas pela <a href="https://doi.org/10.1002/asi.23635" target="_blank" rel="noreferrer noopener">proximidade geográfica dos parceiros</a>.&nbsp;</p>



<p>Segundo o estudo, uma distância de 100 quilômetros entre dois pesquisadores brasileiros reduz a probabilidade de colaboração em 16,3% em média, ao passo que um aumento de 300 quilômetros na distância diminuiria a probabilidade de cooperação em 41,3%. </p>



<p>&#8220;O estudo de Horta mostra que esse fenômeno se manifesta inclusive em países com sistemas de pesquisa mais consolidados&#8221;, destaca Balbachevsky.&nbsp;</p>



<p>Na sua avaliação, é compreensível que as colaborações se formem a partir de afinidades entre pesquisadores e da confiança que um tem no outro, ou mesmo da proximidade física. </p>



<p>&#8220;No entanto, penso que esse fenômeno, se perpetuado indefinitivamente, pode contribuir para manter os cientistas em sua zona de conforto e a tornar a ciência mais conservadora no que diz respeito aos seus objetivos, abordagens e metodologias&#8221;, conclui a pesquisadora da USP.&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/a-proximidade-fisica-e-essencial-para-a-colaboracao-cientifica/">Proximidade física é essencial para a colaboração científica</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sciencearena.org/carreiras/a-proximidade-fisica-e-essencial-para-a-colaboracao-cientifica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
