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	<title>#clínica médica | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
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		<title>Quando a desprescrição de remédios é necessária?</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/medicamentos-cardiovasculares-desprescricao-polifarmacia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Nov 2024 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#boas práticas]]></category>
		<category><![CDATA[#clínica médica]]></category>
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		<category><![CDATA[#pesquisa clínica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Médicos devem interromper prescrição de medicamentos cardiovasculares diante de potenciais danos ou quando houver melhores alternativas, alertam pesquisadores</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/medicamentos-cardiovasculares-desprescricao-polifarmacia/">Quando a desprescrição de remédios é necessária?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Uma das bases da prática médica é a <strong>prescrição de medicamentos</strong>, baseada em evidências obtidas em <strong>estudos clínicos</strong>. Estes, porém, normalmente testam a adoção de <strong>novos medicamentos de uso contínuo</strong> em ensaios de curta duração.</p>



<p>Muito menos atenção é dada à questão da <strong>descontinuação de tratamentos farmacológicos</strong>, especialmente após um período de tratamento em que o paciente envelhece e as doenças podem progredir e novas condições podem surgir.</p>



<p>Dada a escassez de dados, as diretrizes da prática clínica oferecem pouca ou nenhuma orientação sobre quando e como <strong>desprescrever medicamentos</strong> para <strong>condições cardiovasculares</strong>.</p>



<p>As decisões são muitas vezes deixadas à critério dos clínicos que, junto com seus pacientes, decidem parar com algum tratamento por conta de efeitos colaterais.</p>



<p>“Mesmo na ausência de efeitos adversos, a continuação de medicamentos sem efeito comprovado pode causar prejuízo devido a <strong>interação medicamentosa</strong>, emergência da chamada <strong>polifarmácia</strong> e gastos adicionais que poderiam ser evitados para sistemas de saúde já sufocados”, defendem pesquisadores dos Estados Unidos e da Áustria <a href="https://academic.oup.com/eurheartj/article-abstract/45/23/2039/7688420" target="_blank" rel="noreferrer noopener">em artigo no <em>European Heart Journal</em></a><em>,</em> da Sociedade Europeia de Cardiologia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Tipos de medicamentos</mark></strong></h2>



<p>A publicação traz uma lista de tipos de medicamentos e as respectivas condições nas quais devem ser <strong>descontinuados </strong>por causar prejuízo ao paciente, não ter efeito comprovado ou pela existência de melhores opções.</p>



<p>Os autores trazem ainda uma abordagem a ser aplicada por clínicos para descontinuar certos tratamentos, levando em conta as <strong>expectativas dos pacientes</strong>.</p>



<p>Pacientes com <strong>insuficiência cardíaca avançada</strong>, por exemplo, muitas vezes expressam preferência por qualidade em vez de extensão de vida, o que chama a atenção para a potencial discrepância entre as expectativas do médico e do paciente, escrevem os autores.</p>



<p>“Além disso, cada um pode perceber a severidade dos efeitos colaterais de forma diferente, como fadiga e disfunção erétil.”</p>



<p>Entre os 11 tratamentos que podem causar prejuízo, os pesquisadores listam, por exemplo, <strong>antiplaquetários</strong> em pacientes com doença cardiovascular estável que já tomam anticoagulantes por via oral. Evidências mostram que a abordagem aumenta o risco de hemorragia, sem redução de eventos isquêmicos.</p>



<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6a6602a40bea2&quot;}" data-wp-interactive="core/image" class="wp-block-image size-medium is-resized wp-lightbox-container"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="503" height="800" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on-async--click="actions.showLightbox" data-wp-on-async--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on-async-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/11/Infografico-Desprescricao-503x800.jpg" alt="" class="wp-image-4823" style="width:511px" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/11/Infografico-Desprescricao-503x800.jpg 503w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/11/Infografico-Desprescricao-755x1200.jpg 755w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/11/Infografico-Desprescricao-252x400.jpg 252w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/11/Infografico-Desprescricao-768x1221.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/11/Infografico-Desprescricao-966x1536.jpg 966w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/11/Infografico-Desprescricao-94x150.jpg 94w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/11/Infografico-Desprescricao.jpg 1201w" sizes="(max-width: 503px) 100vw, 503px" /><button
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		</button><figcaption class="wp-element-caption">Konstantin A Krychtiuk, Bernard J Gersh, Jeffrey B Washam, Christopher B Granger, When cardiovascular medicines should be discontinued, European Heart Journal, Volume 45, Issue 23, 14 June 2024, Pages 2039–2051, https://doi.org/10.1093/eurheartj/ehae302</figcaption></figure>



<p>Suplemento de <strong>óleo de peixe</strong> para redução do risco de doença cardiovascular é um dos sete tratamentos cuja descontinuação é recomendada pelos autores por falta de benefício comprovado. </p>



<p>Por sua vez, drogas que dispõem de melhores alternativas incluem a <strong>varfarina</strong> em casos de fibrilação atrial e <strong>clopidogrel</strong> após síndrome coronária aguda. Estes e mais quatro tratamentos podem, segundo os autores, ser substituídos por outros com mais benefícios.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>De acordo com os autores, uma grande barreira para a desprescrição de medicamentos é a falta de evidências de alta qualidade sobre o tema.</p></blockquote></figure>



<p>Isso inclui a falta de informações sobre o processo e o tempo da descontinuação, a estratégica correta (trocar por outro, parar parcial ou totalmente), ausência de dados sobre a eficácia de medicamentos em idosos com comorbidades e de informações sobre interação entre medicamentos.</p>



<p>Os autores advogam que os comitês para diretrizes de prática clínica devem incluir uma <strong>revisão estruturada regular dos medicamentos</strong> a serem utilizados, incluindo a desprescrição como uma diretriz a ser seguida.</p>



<p>Além disso, financiamento à pesquisa deve ser fornecido para investigar estratégias escaláveis para o procedimento.</p>



<p>Os pesquisadores afirmam, no artigo, que, como clínicos, é dever deles assegurar que seus pacientes sejam tratados com medicamentos atualizados e baseados em evidências, de forma a reduzir morbidade e mortalidade, além de melhorar a qualidade de vida. </p>



<p>Também afirmam que tão ou mais importante é prevenir danos desnecessários causados por drogas ou intervenções comprovadamente capazes de prejudicar os pacientes.</p>
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