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	<title>#computação | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
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	<title>#computação | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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		<title>Editoras científicas como &#8220;curadoras de contexto&#8221; na era da IA</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/editoras-cientificas-como-curadoras-de-contexto-na-era-da-ia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 18:14:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#computação]]></category>
		<category><![CDATA[#comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[#editoras científicas]]></category>
		<category><![CDATA[#inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[#redes neurais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Publicações devem transformar artigos estáticos em “objetos de conhecimento” acessíveis a máquinas, defende consultor em mercado editorial</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Se nas últimas duas décadas a <strong>acessibilidade dos papers</strong> foi um debate central para <strong>editoras científicas</strong>, o cenário parece agora estar mudando. Para <strong>Steve Smith</strong>, fundador da consultoria <a href="https://www.stem-kp.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">STEM Knowledge Partners</a>, nos Estados Unidos, a questão atual gira em torno de <strong>como ferramentas computacionais exigem a reinvenção do modelo editorial científico</strong>.</p>



<p>Em <a href="https://www.researchinformation.info/analysis-opinion/from-access-to-answers-knowledge-as-a-service/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">uma análise publicada no portal <em>Research Information</em></a>, o especialista em <strong>mercado editorial científico </strong>propõe que o setor supere o modelo focado em conteúdo “estático” e migre para o que ele define como &#8220;<strong>conhecimento computacional</strong>&#8221; — informações estruturadas, conectadas e contextualizadas para serem reutilizadas em larga escala por máquinas.</p>



<p>No artigo, Smith argumenta que a consolidação de ferramentas de <strong>inteligência artificial</strong> (IA) como o ChatGPT, capazes de analisar rapidamente grandes volumes de publicações científicas, exige que editoras repensem seus produtos.</p>



<p>Ele defende que o conhecimento científico não pode mais ser apresentado apenas como artigos estáticos disponíveis em PDF, mas sim como <strong>objetos de conhecimento</strong>,ou seja, produtos consistentes compostos por imagens, legendas, detalhes metodológicos e proveniência de dados, todos estruturados para análises confiáveis feitas por ferramentas computacionais.</p>



<p>“O que está emergindo é um modelo de ‘<strong>conhecimento como serviço</strong>”, escreve Smith, referindo-se ao conceito conhecido como <strong>knowledge-as-a-service</strong>. Trata-se, explica o autor, de uma forma de <strong>entregar o significado essencial e estruturado da pesquisa</strong>, e não apenas seus resultados formatados.</p>



<p>Nesse modelo, dados e informações são processados, muitas vezes com auxílio de IA e aprendizado de máquina (como redes neurais), a fim de responder a perguntas, resolver problemas complexos e apoiar a tomada de decisão em tempo real.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A última era da publicação científica foi marcada pela publicação de artigos científicos e dados de pesquisa em acesso aberto. “A nova era buscará conectar ‘salas’: articular pessoas, máquinas e significados por meio de uma infraestrutura confiável”, avalia Smith.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Riscos de ficar para trás</strong></h2>



<p>O consultor alerta que, sem adaptação, editoras científicas podem perder protagonismo — como já ocorreu em outras circunstâncias. Ele cita o caso da plataforma <strong>Google Acadêmico</strong> (Google Scholar), que integrou modelos de citação desenvolvidos por publicações científicas.</p>



<p>Também menciona a ascensão do site <strong>Sci-Hub</strong>, usado por muitos cientistas para contornar paywalls das editoras.</p>



<p>“A oportunidade do ‘conhecimento como serviço’ pode seguir a mesma trajetória se as editoras não agirem”, resume Smith no artigo.</p>



<p>Para viabilizar o chamado “conhecimento como serviço”, Smith propõe três requisitos fundamentais:</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:15px">Interoperabilidade de sistemas digitais</h3>



<p>A construção e incorporação de sistemas digitais compatíveis e interconectados é essencial, segundo Smith. Se existir uma variedade de interfaces de programação sem compatibilidade entre elas, haverá fragmentação.</p>



<p>O objetivo de consolidar objetos de conhecimento confiáveis com proveniência acessível não será alcançado sem essa interoperabilidade.</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:15px">Governança confiável</h3>



<p>Quando máquinas (as ferramentas de IA) se tornarem consumidoras importantes de conteúdo científico, a reputação de grandes publicações não será mais a forma central de assegurar a confiabilidade do conhecimento veiculado.</p>



<p>Nesse cenário, a verificação de proveniência será valiosa, e o desenvolvimento de políticas de governança se torna crucial. Smith aponta a necessidade de transparência sobre como máquinas consomem conteúdo, como dados são atualizados ou deletados e como a fonte do conteúdo é checada.</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:15px">Transparência sobre preços e direitos</h3>



<p>A terceira etapa envolvida no estabelecimento do conhecimento como serviço é a transparência sobre preços e direitos. A partir de políticas comprometidas em fornecer informações claras para clientes, editoras científicas poderão gerar confiança naqueles que pagam por seus serviços nesse novo modelo de negócio.</p>



<p>Embora considere a transformação digital como fator fundante para as mudanças de mercado no mundo das publicações científicas, o especialista ressalta as limitações atuais das ferramentas de IA.</p>



<p>Inteligências artificiais podem acessar grandes volumes de conteúdo rapidamente, mas ainda têm dificuldades em compreender materiais de forma completamente adequada e inter-relacionada, observa Smith.</p>



<p>Para ele, cabe às editoras científicas, definidas por Smith como &#8220;curadoras de contexto&#8221;, gerar as conexões entre diferentes conteúdos, consolidando o modelo de conhecimento como serviço.</p>
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		<title>A importância de políticas de saúde baseadas em ciência de dados</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/ensaios/sus-bigdata-digitalhealth-saude/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2024 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[#ciência de dados]]></category>
		<category><![CDATA[#computação]]></category>
		<category><![CDATA[#InterSCity]]></category>
		<category><![CDATA[#políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[#SUS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar da infinidade de dados sobre o sistema público de saúde, grande parte é pouco utilizada por governos para elaborar e aprimorar políticas públicas</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>No Brasil, o <strong>Sistema Único de Saúde</strong> (SUS) produz uma <strong>quantidade enorme de dados</strong> a partir de coletas diárias nos diversos tipos de serviços públicos de saúde. Há sistemas de informação oficiais específicos para coletar, armazenar e agregar dados sobre nascimentos (SINASC) e mortes (SIM), utilizados em todos os serviços de saúde do país, incluindo os privados. <strong></strong></p>



<p>Há outros que buscam acompanhar o que ocorre nesse intercurso, como a busca por consultas com profissionais de saúde em nível ambulatorial (SIA) e hospitalar (SIH), e o de notificação de doenças e agravos de interesse (SINAN), entre outros.</p>



<p>Infelizmente, <strong>a grande maioria desses dados é pouco utilizada</strong> pelos governos federal, estaduais e municipais para a elaboração de <strong>políticas públicas</strong>.</p>



<p>E, quando utilizados, baseiam-se normalmente em longos e rígidos relatórios impressos (ou em PDF) com estatísticas descritivas básicas, utilizando ferramentas do século XX.</p>



<p>Salvo raríssimas e honrosas exceções, por exemplo, motivadas pela recente pandemia de covid-19, no que diz respeito à operação diária do sistema, os <strong>dados disponíveis em tempo real</strong> são praticamente ignorados. </p>



<p>O SUS é uma grande conquista e um patrimônio do povo brasileiro, mas temos um sistema que opera na inércia, com <strong>desperdício</strong> e onde muito <strong>pouca inovação</strong> é incentivada.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Indicadores acessíveis</mark></strong></h2>



<p>Imaginem se fosse possível criar um dashboard interativo que apresentasse dados sobre o <strong>fluxo de pacientes</strong> entre municípios, identificando regiões de saúde que não estão conseguindo atender adequadamente a população de sua região. <strong></strong></p>



<p>E se esse dashboard pudesse indicar <strong>os itinerários terapêuticos de pacientes</strong> em busca de atendimentos de saúde para diferentes especialidades médicas e de outros profissionais, além de ser utilizado todos os anos (ou meses?) para <strong>definir o orçamento</strong> para a área de saúde para o próximo período? <s></s></p>



<p>Ou então, se tivéssemos um outro dashboard mostrando a <strong>distribuição geográfica das doenças </strong>que levam a internações hospitalares numa grande cidade como São Paulo ou no estado do Rio de Janeiro?</p>



<p>Com isso, seria possível analisar, por exemplo, o deslocamento exigido dos pacientes desde sua residência até o local de internação e ver como essa distância varia de acordo com a especialidade médica, e como essa realidade difere nos vários municípios e estados brasileiros. Todo o <strong>planejamento do investimento</strong> em novas infraestruturas de saúde poderia ser balizado por esse tipo de informação.</p>



<p>E se tivéssemos <strong>algoritmos de aprendizado de máquina</strong> capazes <strong>de prever surtos de dengue</strong> com um, dois, ou três meses de antecedência, de forma que as campanhas de informação e de combate ao <em>Aedes aegypti</em> pudessem começar mais cedo e o atendimento de saúde pudesse se preparar melhor para atender a população?</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>E se tivéssemos um melhor entendimento da sazonalidade das doenças causadoras de mortalidade em diferentes épocas do ano, seguindo a sazonalidade específica nas várias regiões do país?</p></blockquote></figure>



<p>E se um sistema emitisse <strong>alertas semanais</strong> para as secretarias municipais de saúde informando sobre um provável aumento de certas doenças nas semanas seguintes?</p>



<p>Parece um sonho, não?</p>



<p>Mas todas as possibilidades exemplificadas acima têm duas coisas em comum:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Nenhuma delas é utilizada pelo poder público no Brasil e;</li>



<li>Todas são fáceis de implementar, já havendo protótipos funcionais desenvolvidos nos últimos anos com baixíssimo investimento.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Projetos e financiamento</mark></strong></h2>



<p>Estou me referindo ao <a href="https://interscity.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">InterSCity</a>, projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) que desenvolveu uma série de projetos na área da Saúde no Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).</p>



<p>Em colaboração com profissionais de saúde e cientistas, alunos e alunas de graduação e mestrado na área de <strong>Computação e Ciência de Dados</strong>, criaram ferramentas que provam que nada disso é um sonho, basta querer fazer.</p>



<p>Você mesmo pode visitar o site do InterSCity, conhecer <a href="https://interscity.org/health/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">projetos na área da saúde</a> e interagir com os dashboards, ler os artigos que descrevem a pesquisa realizada e, caso saiba programar, baixar o código dos sistemas e contribuir para o seu desenvolvimento (todos eles são <strong>software livre</strong>). </p>



<p>Obviamente, esses sistemas são apenas demonstrações do que pode ser feito e demandariam melhorias para serem utilizados em larga escala. Mas eles já são sistemas funcionais, com <strong>dados reais do SUS</strong> e que podem já fornecer insights para o poder público.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Se estudantes de computação foram capazes de desenvolver sistemas tão ricos e com potencial tão grande, imagine o que uma equipe profissional bem organizada poderia criar.&nbsp;</p></blockquote></figure>



<p>Se o SUS investisse, com inteligência, uma pequena parcela de seu orçamento em inovação tecnológica baseada em Ciência da Computação e Ciência de Dados de alto nível, seria possível criar <strong>sistemas de software altamente inovadores</strong>, capazes de transformar radicalmente a qualidade da informação disponível aos gestores de saúde pública no país.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">A tecnologia da informação (TI) resolveria todos os problemas do SUS?</mark></strong></h2>



<p>Claro que não! Há uma série de dificuldades de outras naturezas. Mas esse movimento poderia trazer grandes ganhos, <strong>melhorando as políticas públicas</strong> e a operação do sistema <strong>nos três níveis da federação</strong>.&nbsp;</p>



<p>Já passou da hora de o Ministério e das Secretarias estaduais e municipais de Saúde do país investirem seriamente em projetos de inovação que utilizem Ciência da Computação e Ciência de Dados de forma moderna.</p>



<p>Isso possibilitaria a construção de ferramentas online interativas e visuais para fornecer <strong>informações estratégicas</strong> que balizassem o planejamento e a operação do SUS.</p>



<p>Não faz mais sentido focar quase todos os esforços de gestão em tecnologias de décadas atrás.</p>



<p>Mas, então, qual seria a solução? Obviamente, não tenho nenhuma receita mágica. Contudo, ela começaria por reconhecer que é necessário um investimento compatível com o benefício que podemos obter.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Investimento efetivo</mark></strong></h2>



<p>Por exemplo, investir, com qualidade, 1% do orçamento de saúde em inovação para <strong>gestão baseada em evidências</strong>, muito provavelmente traria uma economia bem maior do que 1%. </p>



<p>Isso permitiria investir os recursos já disponíveis de forma mais efetiva, oferecendo um serviço de melhor qualidade pelo mesmo custo atual. Mas o que significa investir com qualidade?</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>É fundamental que projetos piloto – que possam posteriormente ser replicados para todo o país – sejam conduzidos por equipes capazes, com especialistas das diversas subáreas da Saúde trabalhando em conjunto com Cientistas da Computação, Arquitetos e Engenheiros de <em>Software</em>, Estatísticos, Economistas e Designers.</p></blockquote></figure>



<p>Portanto, é fundamental a parceria dos governos com universidades, institutos de pesquisa, startups e Organizações da Sociedade Civil.</p>



<p>Todos os sistemas desenvolvidos devem obrigatoriamente ser software livre,construídos a partir de padrões abertos da indústria e baseados nos <strong>dados padronizados pelo Ministério da Saúde</strong>.</p>



<p>Isso possibilitaria a fácil replicação das soluções para <strong>todo o território nacional</strong> com baixíssimo custo.</p>



<p>A ciência e a TI do século XXI nos oferecem uma série de oportunidades, e o custo que estamos pagando por não aproveitá-las é muito alto. </p>



<p>A qualidade do serviço de saúde oferecido à nossa população merece mais do que isso.</p>



<p><strong>Fabio Kon</strong> <em>é professor titular de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP) e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Internet do Futuro para Cidades Inteligentes (InterSCity.org).</em></p>



<p><strong>Os artigos opinativos não refletem necessariamente a visão do Science Arena e do Hospital Israelita Albert Einstein.</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/ensaios/sus-bigdata-digitalhealth-saude/">A importância de políticas de saúde baseadas em ciência de dados</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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