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	<title>#docência | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
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	<title>#docência | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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		<title>Professores e licenciandos querem usar IA, mas falta formação para isso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2026 19:39:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#docência]]></category>
		<category><![CDATA[#educação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo mostra que a inteligência artificial generativa ainda é pouco explorada na formação docente por ausência de treinamento e diretrizes institucionais</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/uso-de-ia-por-professores-e-licenciandos-falta-de-formacao/">Professores e licenciandos querem usar IA, mas falta formação para isso</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A <strong>inteligência artificial</strong> (IA) generativa desperta interesse crescente como recurso pedagógico, mas sua adoção encontra entraves significativos na formação docente. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0742051X25001659" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Segundo estudo publicado na revista <em>Teaching and Teacher Education</em></a>, de autoria da pesquisadora Priya Panday-Shukla, da Washington State University (EUA), tanto licenciandos quanto professores universitários que os formam relatam <strong>falta de preparo</strong> e <strong>ausência de treinamento formal</strong> para <strong>integrar a tecnologia ao ensino</strong>.</p>



<p>O levantamento foi realizado em janeiro e fevereiro de 2024, em uma universidade do noroeste dos Estados Unidos, com <strong>52 licenciandos</strong> (média de 20 anos) e <strong>21 professores universitários</strong> formadores de docentes (média de 54 anos e duas décadas de experiência em média). Os dados mostram um uso mínimo da tecnologia na formação inicial:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Entre licenciandos</strong>: 48 não usam IA em suas disciplinas; 49 nunca receberam treinamento; apenas 3 relataram algum tipo de orientação.</li>



<li><strong>Entre professores universitários</strong>: 18 não utilizam IA nas aulas; 18 não receberam treinamento; apenas 9 permitem que os alunos usem a ferramenta de forma limitada, em tarefas como brainstorming ou esboços de planos de aula.</li>
</ul>



<p>Essa baixa adesão se reflete na autopercepção: em uma escala de 0 a 10, licenciandos deram nota média 4,2 para sua alfabetização em IA, enquanto os docentes se avaliaram em 3,9.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>“O principal recado do estudo é que nossos alunos e professores querem aprender sobre IA, mas não têm o apoio necessário para isso”, afirma Priya Panday-Shukla, especialista em educação na Washington State University.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>IA: entre entusiasmo e desconfiança</strong></h2>



<p>Apesar da pouca prática, muitos licenciandos enxergam vantagens no uso da IA, como economia de tempo, apoio na geração de ideias e facilidade para aprender novos conteúdos. Professores também citaram benefícios, como <strong>maior consciência tecnológica e suporte na criação de materiais</strong>.</p>



<p>Ao mesmo tempo, ambos os grupos manifestaram preocupações.</p>



<p>Alunos temem que o uso excessivo leve a <strong>aprendizado superficial e dependência das ferramentas</strong>; já professores destacam questões de <strong>integridade acadêmica</strong>, plágio, além da curva de aprendizado necessária para dominar a tecnologia.</p>



<p>Os grupos focais revelaram a tensão entre otimismo e resistência.</p>



<p>Uma futura professora de inglês relatou interesse em usar IA para iniciar atividades, mas alertou para os riscos de uso irresponsável. Já um licenciando de matemática declarou-se contra a adoção em sala de aula, embora reconhecesse que poderia “deixar seus alunos para trás” se ignorasse completamente a ferramenta.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Barreiras e caminhos para adoção da IA</strong></h2>



<p>O estudo foi estruturado com base na <strong>teoria da Difusão da Inovação, de Everett Rogers</strong>, que avalia atributos que favorecem ou dificultam a adoção de novas tecnologias. </p>



<p>No caso da IA na educação, os participantes reconheceram vantagens claras, mas relataram baixa compatibilidade com práticas atuais e ausência de treinamento formal – o que limita a percepção dos benefícios.</p>



<p>Para enfrentar essas barreiras, Panday-Shukla desenvolveu um workshop piloto no WSU Global Campus, inspirado em uma matriz criada pelo órgão estadual de educação (OSPI).</p>



<p>O modelo propõe quatro níveis graduais de uso, que vão desde a proibição total até a obrigatoriedade em certas atividades, sempre com transparência sobre o que é ou não permitido.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>“Quando você precisa verificar informações, ainda tem que fazer do jeito antigo: uma fonte de cada vez, uma informação de cada vez. Isso não muda.” — Priya Panday-Shukla</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Implicações para o futuro do trabalho</strong></h2>



<p>O debate não se restringe à sala de aula. O estudo cita <a href="https://www.mckinsey.com/mgi/media-center/will-generative-ai-be-good-for-us-workers" target="_blank" rel="noreferrer noopener">projeções do McKinsey Global Institute</a> segundo as quais até <strong>30% das horas de trabalho nos Estados Unidos poderão ser automatizadas até 2030</strong>, forçando milhões de trabalhadores a buscar novas áreas de atuação. Nesse cenário, resistir ao uso da IA sem preparo pode prejudicar não apenas os futuros professores, mas também os alunos que eles irão formar.</p>



<p>A principal recomendação é investir em alfabetização digital e em IA para docentes e licenciandos, com programas de capacitação, diretrizes institucionais claras e espaços de debate sobre usos éticos.</p>



<p>Para Panday-Shukla, trata-se de uma questão de <strong>justiça educacional</strong>: preparar os futuros educadores para ensinar em um mundo que já está sendo moldado pela inteligência artificial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Difusão da Inovação aplicada à IA na educação</strong></h2>



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                <h3>O que é?</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>A Difusão da Inovação, formulada por Everett Rogers em 2003, é uma teoria que busca explicar como novas tecnologias e práticas se espalham em um grupo social, por meio de cinco atributos. No caso da IA na educação, ela ajuda a entender por que futuros professores e seus formadores, mesmo reconhecendo o potencial da tecnologia, ainda relutam em incorporá-la em sala de aula.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
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                <h3>Os cinco atributos no caso da IA</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <ol>
<li><strong>Vantagem relativa</strong></li>
</ol>
<p>A adoção de uma inovação depende de ela ser vista como melhor que o que já existe. Muitos licenciandos perceberam que a IA pode oferecer ganhos concretos, como economizar tempo na criação de materiais e apoiar no brainstorming de ideias. Alguns professores também reconheceram esse potencial, destacando que a ferramenta pode facilitar a personalização de aulas e auxiliar na produção de conteúdos didáticos.</p>
<ol start="2">
<li><strong>Compatibilidade</strong></li>
</ol>
<p>A compatibilidade diz respeito ao quanto a tecnologia se encaixa nos valores e práticas atuais. Aqui, surgem barreiras importantes: vários docentes consideraram que a IA entra em conflito com normas institucionais. Em muitos casos, o uso é tratado como plágio ou trapaça, e com princípios de integridade acadêmica. Essa percepção dificulta aceitar a IA como parte legítima da formação docente.</p>
<ol start="3">
<li><strong>Complexidade</strong></li>
</ol>
<p>Quando uma inovação parece difícil de aprender ou usar, sua adoção tende a ser menor. Entre os licenciandos, alguns disseram que a IA é intuitiva e fácil de explorar, mas outros relataram dificuldades e mencionaram a “curva de aprendizado” como um obstáculo. Professores universitários, por sua vez, afirmaram que falta tempo para dominar as ferramentas e adaptá-las às necessidades de suas disciplinas, aumentando a resistência.</p>
<ol start="4">
<li><strong>Experimentação (trialability)</strong></li>
</ol>
<p>Outra condição essencial é a possibilidade de experimentar a tecnologia de forma controlada antes de adotá-la plenamente. Quase todos os licenciandos já tinham testado ChatGPT ou Gemini, mas a maioria usava a IA para fins pessoais, como entretenimento ou auxílio em estudos informais. Poucos se arriscavam a aplicá-la em tarefas pedagógicas, justamente porque não havia espaço ou incentivo para esse tipo de teste no curso.</p>
<ol start="5">
<li><strong>Observabilidade</strong></li>
</ol>
<p>Por fim, os resultados precisam ser visíveis para a inovação ganhar credibilidade. No caso da IA, a falta de treinamento formal e a ausência de exemplos práticos em sala de aula reduzem muito a observabilidade. Alunos e professores sabem que a tecnologia existe e ouvem as promessas, mas raramente veem demonstrações concretas de como ela pode melhorar a prática pedagógica.</p>
            </dd>
        </div>

        
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                <h3>Por que importa?</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Esses cinco atributos ajudam a entender o dilema revelado pelo estudo. A IA é percebida como útil e promissora, mas esbarra em normas institucionais restritivas, na dificuldade de aprendizagem, na falta de oportunidades para testes e na ausência de modelos visíveis de aplicação. Sem treinamento e diretrizes claras, tanto futuros professores quanto seus formadores permanecem divididos entre a curiosidade e o receio, retardando a integração da tecnologia à formação docente.</p>
            </dd>
        </div>

        
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		<title>Conheça 4 estratégias para o desenvolvimento de professores</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/conheca-4-estrategias-para-o-desenvolvimento-de-professores/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 14:11:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreiras]]></category>
		<category><![CDATA[#aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[#desenvolvimento profissional]]></category>
		<category><![CDATA[#docência]]></category>
		<category><![CDATA[#ensino]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Especialista elenca habilidades prioritárias para aprimorar práticas de ensino e promover abordagens mais centradas nos alunos</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/conheca-4-estrategias-para-o-desenvolvimento-de-professores/">Conheça 4 estratégias para o desenvolvimento de professores</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nos dias <strong>10 e 11 de outubro</strong>, o Centro de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (Campus Cecília e Abram Szajman), em São Paulo, sediará o <strong>IV Simpósio Internacional de Educação – Transformando a Educação do Brasil</strong>, voltado para educadores, pesquisadores e alunos de pós-graduação com foco em educação. <strong>As inscrições estão abertas até 20 de agosto</strong>.&nbsp;</p>



<p>Mais informações estão disponíveis na seção de <a href="https://www.sciencearena.org/oportunidades/simposio-internacional-educacao-ensino-einstein/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Oportunidades do Science Arena</a>. </p>



<p>A programação inclui workshops e a participação de especialistas como Galina Gheihman, professora de neurologia da Harvard Medical School, nos Estados Unidos; Priscila Cruz, presidente do movimento Todos Pela Educação; e Welbert Pereira, coordenador da Pós-graduação em Bioengenharia do Einstein Hospital Israelita.</p>



<p><a href="https://ensino.einstein.br/evento_simposio_internacional_educacao_p4642/p?tab=52" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Clique aqui e veja a lista completa dos palestrantes</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Desenvolvimento docente</h2>



<p>O simpósio pretende promover reflexões sobre práticas pedagógicas capazes de atender demandas de um mundo em transformação.</p>



<p>Desenvolvimento socioemocional, ensino interprofissional e as implicações do uso de inteligência artificial (IA) na educação são alguns dos temas a serem abordados.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>O encontro também abre espaço para discussões sobre <strong>desenvolvimento docente</strong> – isto é, ações de educação continuada para que professores aprimorem suas práticas de ensino, competências de relacionamento interpessoal e habilidades gerenciais.&nbsp;&nbsp;</p></blockquote></figure>



<p>“Algumas das principais habilidades a serem desenvolvidas na docência, especialmente na educação superior, buscam promover um ensino mais inovador e centrado no aluno”, explica a médica <strong>Elda Maria Stafuzza Gonçalves Pires</strong>, coordenadora acadêmica da graduação em medicina do Einstein e membro da organização do evento.</p>



<p>A seguir, Stafuzza enumera demandas e lacunas na formação de docentes – e que serão discutidas mais a fundo durante o simpósio:</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. Estratégias de ensino centradas no aluno:</h3>



<p>&#8211; Conhecer e se apropriar de estratégias que coloquem o aluno no centro do processo, superando o modelo expositivo em que o professor é o &#8220;dono&#8221; do conhecimento.</p>



<p>&#8211; Professores podem atuar como facilitadores em sala de aula, desafiando alunos, propondo problemas e perguntas que estimulem o pensamento crítico – o que é aplicável a qualquer área do conhecimento.</p>



<p>&#8211; Estratégias pedagógicas específicas incluem o <a href="https://fiquepordentro.ensinoeinstein.com/metodologias-colaborativas-colocam-o-aluno-no-centro-do-processo-de-ensino-aprendizagem/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Team Based Learning</a>, a gamificação e o uso de simulação.</p>



<p>&#8211; Capacitação no uso da IA como apoio na sala de aula ou na preparação das aulas.</p>



<p>&#8211; Para a área da saúde, destacam-se as técnicas de ensino e avaliação em ambiente clínico multiprofissional (como o ensino à beira leito em ambulatórios ou enfermarias), e o microteaching para análise da oratória e recebimento de feedback.</p>



<h3 class="wp-block-heading">2. Desenvolvimento de mindset e habilidades interpessoais:</h3>



<p>&#8211; Os docentes podem aprender a criar um ambiente acolhedor, onde o aluno se sinta confortável para expor suas dúvidas e questionamentos.</p>



<p>&#8211; É possível aprimorar habilidades de controle de sala e dinâmica, importantes para conduzir aulas colaborativas, nas quais os alunos participam ativamente, fazem escolhas e tomam decisões, justificando-as em debates.</p>



<h3 class="wp-block-heading">3. Habilidades de avaliação e feedback:</h3>



<p>&#8211; A forma de avaliar o aluno precisa evoluir para além da memorização, focando na avaliação do raciocínio, da capacidade de articular informações e fazer inferências.</p>



<p>&#8211; Para cursos que requerem o desenvolvimento de técnicas, habilidades e competências (como a medicina), o professor precisa saber fazer o &#8220;diagnóstico” de aprendizagem do aluno e dar feedback.</p>



<p>&#8211; No contexto da saúde, é essencial ensinar o raciocínio clínico, que envolve juntar as peças do &#8220;quebra-cabeça&#8221; para chegar a um diagnóstico. Isso inclui usar perguntas abertas para entender as dificuldades dos estudantes (coleta de informação, interpretação de dados ou exames) e reconhecer vieses que os alunos podem ter, como ancorar na primeira hipótese.</p>



<h3 class="wp-block-heading">4. Estímulo à pesquisa:</h3>



<p>&#8211; O desenvolvimento docente, ao focar na autonomia dos alunos, pode ajudar a estimular o interesse dos jovens pela pesquisa científica movida pela curiosidade e a criatividade.</p>



<p>&#8211; O ensino contextualizado, que mostra ao aluno a relevância prática do que está aprendendo, evita a memorização e estimula o raciocínio.</p>



<p>&#8211; É importante desenvolver no aluno o &#8220;self-regulated learning&#8221; e a metacognição, ou seja, a capacidade de os alunos olharem para si mesmos, perceberem o que sabem e o que não sabem, identificarem lacunas e buscarem aprimoramento.</p>
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