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	<title>#ebola | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
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		<title>Como nos preparar para os próximos desafios globais: o exemplo da vacina contra o Ebola</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/colunas/virus-ebola-vacinas-oms-pandemias/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Caio Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jan 2025 13:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[#ebola]]></category>
		<category><![CDATA[#imunologia]]></category>
		<category><![CDATA[#saúde pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desenvolvimento e fabricação de vacinas com impacto mundial exigem trabalho com parceiros globais, visando entregar soluções reais para a ameaça contínua de uma próxima pandemia</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/colunas/virus-ebola-vacinas-oms-pandemias/">Como nos preparar para os próximos desafios globais: o exemplo da vacina contra o Ebola</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Existe necessidade urgente não atendida de <strong>desenvolver e testar vacinas e terapêuticas</strong> contra <strong>patógenos emergentes </strong>e de surtos, assim como de definir soluções rápidas, escaláveis ​​e implementáveis ​​por meio das quais essas vacinas e terapêuticas sejam usadas.</p>



<p>Em setembro de 2022, Uganda declarou o primeiro surto de Ebola em uma década, causado pelo <strong>vírus Ebola do Sudão</strong> (SUDV). Logo depois, dois surtos distintos do vírus de Marburg foram declarados na Guiné Equatorial e na Tanzânia e, mais recentemente, em Ruanda.</p>



<p>O <strong>vírus Ebola</strong>, cujo nome provém do vale do Rio Ebola – local de seu primeiro surto em 1976 –, é um <strong>filovírus que causa febre hemorrágica</strong> e está associado a uma <strong>alta taxa de mortalidade</strong>.&nbsp;</p>



<p><a href="https://www.clinicalkey.com.au/#!/content/book/3-s2.0-B9780323357616000201" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Existem cinco espécies bem conhecidas no gênero</a>: <em>Zaire ebolavirus</em>, <em>Sudan ebolavirus</em>, <em>Taï Forest ebolavirus</em> (anteriormente chamada de <em>Cote d&#8217;Ivoire ebolavirus</em>), <em>Reston ebolavirus</em> e <em>Bundibugyo ebolavirus</em>, descoberta em 2007.</p>



<p>O vírus Ebola do Sudão<em> </em>sobrevive em animais selvagens, e os humanos são frequentemente infectados pela exposição animal.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Preocupação de longa data</mark></strong></h2>



<p>O <strong>vírus de Marburg</strong> (MARV), outro membro da família dos filovírus, permanece sendo uma grande preocupação desde 1967, <a href="https://www.ijidonline.com/article/S1201-9712(20)30586-5/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener">causando muitos surtos</a> na <strong>África Subsaariana</strong>, com dois graves tendo acontecido em 1998 e em 2004.</p>



<p>Existe uma única espécie do vírus de Marburg: <em>Marburg Marburgvirus</em>. A infecção humana com MARV geralmente resulta da exposição prolongada a <strong>colônias infectadas de morcegos Rousettus</strong> e, semelhante ao EBOV e ao SUDV, sua infecção causa <a href="https://doi.org/10.1080/21505594.2022.2054760" target="_blank" rel="noreferrer noopener">febre hemorrágica grave, falência de órgãos e morte</a>.</p>



<p>Embora menos frequente do que o vírus Ebola do Zaire (EBOV), a infecção pelo SUDV apresenta <strong>sintomas semelhantes aos do EBOV</strong>, com uma <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.medmal.2014.08.005" target="_blank" rel="noreferrer noopener">taxa de mortalidade de 55%</a>. A doença do vírus de Marburg pode ter uma <a href="https://www.who.int/health-topics/marburg-virus-disease#tab=tab_1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">taxa de mortalidade de até 88%</a>.</p>



<p><a href="https://www.who.int/news-room/events/detail/2023/01/12/default-calendar/save-the-date---sudan-ebolavirus-candidate-vaccines---what-additional-research-should-be-conducted-to-advance-the-evaluation-of-these-vaccines" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O controle</a> é alcançado principalmente por meio da <strong>vigilância</strong> e do envolvimento da comunidade, do rastreamento de contatos e do gerenciamento de casos, bem como da comunicação de risco.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>O surto mais recente em<strong> Ruanda</strong> (outubro de 2024) destaca a séria <strong>ameaça à saúde pública</strong> que a transmissão de um filovírus representa.</p></blockquote></figure>



<p>O alto número de <strong>fatalidades</strong> e o potencial da <strong>rápida disseminação na comunidade</strong> significam que o desenvolvimento de vacinas e de terapias segue sendo uma alta prioridade.</p>



<p>Várias <strong>vacinas contra o vírus Ebola</strong> (originalmente chamado de vírus Ebola do Zaire) foram licenciadas para uso.</p>



<p>Essas vacinas incluem <strong>tecnologias de plataforma de vetor viral</strong>, algumas das quais demonstraram eficácia durante o surto da África Ocidental de 2013-2015 e outras que foram licenciadas pela &#8220;regra de eficácia animal&#8221;.</p>



<p>Não há vacinas licenciadas contra o vírus Ebola do Sudão ou contra o vírus de Marburg.&nbsp;No entanto, a tecnologia da plataforma ChAdOx1, que foi usada com sucesso durante a <strong>pandemia de covid-19</strong>, representa uma solução viável para desenvolver uma vacina contra os filovírus.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Plataforma eficaz</mark></strong></h2>



<p>Quando comparada a outras tecnologias, a <strong>plataforma ChAdOx1</strong> responde bem à alta demanda, ao alto volume, ao <strong>baixo custo</strong>, às condições globais de armazenamento e à necessidade de <strong>rápida implantação</strong> em uma situação de pandemia.</p>



<p><a href="https://www.thelancet.com/article/S0140-6736(20)31604-4/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Esta plataforma é altamente imunogênica</a>, provocando uma resposta imune mediada por células, especificamente uma resposta por <strong>linfócitos T CD8 +</strong>, e uma resposta imune humoral.</p>



<p><a href="https://www.nature.com/articles/s41591-021-01301-0" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Outras vantagens igualmente importantes</a> são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Velocidade;</li>



<li>Facilidade de fabricação e aumento de escala;&nbsp;</li>



<li>Facilidade de implantação;</li>



<li>Transferência de tecnologia para outros fabricantes, a fim de garantir o fornecimento mundial;</li>



<li>Custo dos produtos.</li>
</ul>



<p>A <strong>vacina ChAdOx1 nCoV-19</strong> foi aprovada ou recebeu autorização de emergência em aproximadamente 100 países e teve mais de 20 parceiros colaborando em sua fabricação.</p>



<p>Isso resultou em <a href="https://www.thelancet.com/journals/laninf/article/PIIS1473-3099(22)00320-6/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mais de 3 bilhões de doses liberadas</a> para fornecimento em mais de 180 países e uma estimativa de mais de 6 milhões de vidas salvas somente em 2021.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Trabalhar com parceiros globais é a melhor abordagem para gerar vacinas suficientes e causar um impacto global.</p></blockquote></figure>



<p>Durante os <strong>surtos de filovírus</strong> em 2022 e em 2023, as vacinas candidatas contra filovírus projetadas e desenvolvidas pela equipe da <a href="https://www.psi.ox.ac.uk/our-team/teresa-lambe" target="_blank" rel="noreferrer noopener">professora Lambe</a> na Universidade de Oxford foram selecionadas pelo <strong>Grupo Consultivo Técnico da Organização Mundial da Saúde (OMS)</strong> sobre priorização de vacinas candidatas (TAG-CVP) para <strong>inclusão em protocolos de vacinação</strong> em anel para combater os surtos.</p>



<p>A profa. Lambe e sua equipe, baseados no <a href="https://www.psi.ox.ac.uk/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pandemic Sciences Institute</a> e no Oxford Vaccine Group, trabalharam com parceiros para <strong>escalar rapidamente a produção de vacinas</strong>, gerando mais de 300 mil doses de imunizantes.</p>



<p>Eles preencheram 40 mil doses em menos de 80 dias após receber o material inicial para a vacina candidata contra a cepa do surto de vírus Ebola do Sudão.&nbsp;</p>



<p>Parcerias globais, trabalhando em <strong>estreita colaboração com a OMS</strong> e os ministérios da saúde relevantes, oferecem soluções do mundo real para a ameaça contínua da próxima pandemia.</p>



<p>A pandemia de covid-19 demonstrou que um caminho mais rápido para o desenvolvimento e a implantação de vacinas é necessário e, dada essa experiência, estamos em uma posição única para fazer mudanças reais e nos preparar melhor para o próximo surto.</p>



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    </div>


<p><strong>Os artigos opinativos não refletem necessariamente a visão do Science Arena e do Hospital Israelita Albert Einstein.</strong><br></p>
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