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	<title>#emprego | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
	<lastBuildDate>Thu, 27 Nov 2025 20:56:00 +0000</lastBuildDate>
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	<title>#emprego | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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		<title>Condição socioeconômica e estigma afetam reinserção de transplantados no mercado de trabalho</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/condicao-socioeconomica-reinsercao-transplantados-mercado-de-trabalho/</link>
					<comments>https://www.sciencearena.org/noticias/condicao-socioeconomica-reinsercao-transplantados-mercado-de-trabalho/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2025 20:52:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#emprego]]></category>
		<category><![CDATA[#mercado de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[#saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[#transplantes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo explica como fatores sociais e de saúde influenciam retorno de pessoas transplantadas às atividades profissionais</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/condicao-socioeconomica-reinsercao-transplantados-mercado-de-trabalho/">Condição socioeconômica e estigma afetam reinserção de transplantados no mercado de trabalho</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O <a href="https://www.sciencearena.org/ensaios/transplante-de-orgaos-no-brasil-desafios/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">transplante de órgãos</a> possibilita a sobrevivência de muitas pessoas, mas o <strong>retorno ao trabalho</strong> não acompanha esse ganho: <strong>apenas 53,7% dos pacientes retomam alguma atividade profissional</strong>, com influência direta de renda, raça e histórico laboral.</p>



<p>O dado vem de um <strong>estudo transversal</strong> conduzido por pesquisadores da Escola Paulista de Enfermagem e da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), publicado em outubro <a href="https://journal.einstein.br/wp-content/uploads/articles_xml/2317-6385-eins-23-eAO1737/2317-6385-eins-23-eAO1737.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">na revista <em>Einstein</em></a>.</p>



<p>De acordo com os autores, a <strong>probabilidade de um paciente retornar ao trabalho</strong> (RTW, na sigla em inglês) varia ao longo do tempo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Chega a <strong>67,4%</strong> no primeiro ano após o transplante;</li>



<li>Cai para <strong>33,5%</strong> após dez anos do transplante.</li>
</ul>



<p>As <strong>chances de reinserção</strong> são maiores entre pessoas com histórico de emprego anterior ao transplante, pertencentes às <strong>classes econômicas A e B</strong>, e <strong>receptores de rim</strong>.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>Indivíduos transplantados com mais de 51 anos, negros, desempregados antes da cirurgia ou pertencentes às classes D e E apresentaram menores taxas de reintegração ao mercado de trabalho.</p></blockquote></figure>



<p>Foram avaliados <strong>352 transplantados</strong> com idade média de 42 anos, todos cadastrados na <a href="https://www.abtx.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos</a> (ABTx), que reúne dados nacionais sobre transplantes. A coleta ocorreu entre julho e agosto de 2021, com exigência mínima de seis meses desde o procedimento.</p>



<p>“Esses achados sublinham a <strong>necessidade urgente de estratégias direcionadas para a redução do estigma</strong>, como campanhas de conscientização pública e acomodações no local de trabalho, que podem ser adaptadas a diversos contextos culturais e econômicos”, escreveram os autores.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fatores que influenciam o retorno ao trabalho</strong></h2>



<p>O estudo incluiu indivíduos de todas as regiões do país, com predominância do Sudeste (64,1%). A maioria era mulher (56,1%), branca (56,5%) e casada ou em união estável (58,2%).</p>



<p>Quanto ao tipo de transplante, 62,2% receberam um rim, seguidos por fígado (19,6%), coração (4,5%), medula óssea (4,3%) e outros órgãos. Em termos de classe econômica, 46,6% estavam na classe C, 33,2% na B, 7,7% na A e 12,5% nas classes D e E.</p>



<p>A análise identificou cinco fatores fortemente associados ao retorno ao trabalho:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Idade;</li>



<li>Raça;</li>



<li>Classe econômica;</li>



<li>Tipo de transplante;</li>



<li>Situação ocupacional anterior.</li>
</ul>



<p>Pessoas com 51 anos ou mais foram 47% menos propensas a voltar ao trabalho do que aquelas com entre 31 e 40 anos.</p>



<p>Participantes negros apresentaram probabilidade 64% menor de retorno em comparação aos brancos. Indivíduos das classes A e B tiveram 2,5 e 2,4 vezes mais chances de retomar suas atividades profissionais em relação à classe C, respectivamente; já os das classes D e E tiveram 62% menos chance.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>Receptores de medula óssea também enfrentaram maior dificuldade: 61% menos chance de retorno em relação aos receptores renais.</p></blockquote></figure>



<p>O histórico ocupacional se mostrou determinante: pessoas desempregadas antes da cirurgia foram 45% menos propensas a retornar ao trabalho, e aquelas que nunca haviam tido emprego formal apresentaram 87% menos chance de reinserção.</p>



<p>“Em consonância com a literatura, esses resultados destacam o papel crucial dos fatores socioeconômicos, incluindo o nível de escolaridade e o tipo de ocupação, na determinação do retorno ao trabalho”, escreveram os autores.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1274" height="2048" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/11/infografico-transplantados-mercado-trabalho.jpg" alt="" class="wp-image-7396" style="aspect-ratio:2/3;object-fit:cover" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/11/infografico-transplantados-mercado-trabalho.jpg 1274w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/11/infografico-transplantados-mercado-trabalho-498x800.jpg 498w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/11/infografico-transplantados-mercado-trabalho-746x1200.jpg 746w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/11/infografico-transplantados-mercado-trabalho-249x400.jpg 249w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/11/infografico-transplantados-mercado-trabalho-768x1235.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/11/infografico-transplantados-mercado-trabalho-956x1536.jpg 956w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/11/infografico-transplantados-mercado-trabalho-93x150.jpg 93w" sizes="(max-width: 1274px) 100vw, 1274px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Estigma percebido e qualidade de vida</strong></h2>



<p>A pesquisa também avaliou o impacto do estigma e da qualidade de vida nos desfechos ocupacionais. Os autores definem estigma como a desvalorização de indivíduos com base em doenças, deficiências ou raça, com potencial de afetar perspectivas de emprego.</p>



<p>Na prática, o <strong>estigma</strong> pode se manifestar em situações como a dificuldade de ser contratado após mencionar o transplante ou receio de expor a condição de saúde no ambiente de trabalho.</p>



<p>A mensuração foi feita por meio de uma escala de cinco itens que avalia sensação de diferença, desconforto alheio, evitação, impacto nas relações sociais e medo associado à condição. Cada item foi avaliado em escala de sete pontos entre “concordo totalmente” e “discordo totalmente”, com reescalonamento final de 0 a 100.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1200" height="800" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/11/transplante-retorno-trabalho-.jpg" alt="Escritório amplo com iluminação pendente e diversas pessoas trabalhando em frente a computadores em um espaço de coworking à noite" class="wp-image-7402" style="aspect-ratio:16/9;object-fit:cover" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/11/transplante-retorno-trabalho-.jpg 1200w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/11/transplante-retorno-trabalho--800x533.jpg 800w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/11/transplante-retorno-trabalho--400x267.jpg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/11/transplante-retorno-trabalho--768x512.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/11/transplante-retorno-trabalho--150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption class="wp-element-caption">Pacientes transplantados enfrentam desafios para retomar suas atividades profissionais devido ao estigma e às desigualdades socioeconômicas | Imagem: Israel Andrade/Unsplash</figcaption></figure>



<p>Pessoas que voltaram ao trabalho relataram percepção de estigma mais baixa do que aquelas que permaneceram desempregadas — diferença média de 9,8 pontos.</p>



<p>Separados ou viúvos apresentaram níveis mais elevados que casados ou em união estável, e pacientes das classes D e E relataram mais estigma que aqueles das classes A e B. </p>



<p>A qualidade de vida foi medida pelo SF-36 (instrumento validado para avaliar qualidade de vida em populações clínicas), que cobre capacidade funcional, limitações físicas, dor, saúde geral, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e saúde mental. Em todos os domínios, transplantados apresentaram índices inferiores aos da população geral brasileira.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>“O estigma pode levar à vergonha, à autolimitação e à discriminação, o que prejudica diretamente tanto a qualidade de vida quanto o retorno ao trabalho”, apontaram os pesquisadores.<br></p></blockquote></figure>



<p>O estudo também identificou correlação estatisticamente significativa entre <strong>estigma e piora da qualidade de vida</strong>. O aumento de um ponto na percepção de estigma foi associado à redução em capacidade funcional (0,24), saúde geral (0,20), vitalidade (0,25), função social (0,37), saúde mental (0,33), limitação por aspectos físicos (0,40) e maior percepção de dor (0,23).</p>



<p>“Os efeitos negativos do estigma na qualidade de vida e no retorno ao trabalho são consistentes com estudos internacionais, mostrando que o estigma relacionado a doenças crônicas reduz a confiança, a autoestima e a integração social”, escreveram os pesquisadores.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Limitações e conclusões</strong></h2>



<p>Os autores apontaram limitações: o desenho transversal, baseado em observações em um único momento, sem acompanhar os participantes ao longo do tempo, não permite estabelecer relações de causa e efeito; a concentração de participantes no Sudeste reduz a generalização; e a falta de dados sobre comorbidades — como doenças cardiovasculares e transtornos mentais — pode influenciar os desfechos analisados.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>A escala de estigma usada, embora com boas propriedades psicométricas, ainda não foi validada especificamente para a população transplantada.</p></blockquote></figure>



<p>Mesmo assim, os resultados reforçam a necessidade de estratégias públicas voltadas à reabilitação profissional, redução do estigma e enfrentamento das desigualdades estruturais que dificultam a plena reintegração de pacientes transplantados à vida social e econômica.</p>



<p>“Superar essas barreiras estruturais é essencial para otimizar os resultados a longo prazo e garantir que os receptores de transplantes se reintegrem plenamente às suas vidas profissionais”, dizem os autores</p>



<p>Políticas públicas voltadas à inclusão no trabalho e combate ao estigma podem transformar essa realidade, garantindo que o sucesso clínico do transplante também se traduza em qualidade de vida social e econômica.</p>
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		<item>
		<title>Mudança de carreira: “Formação científica precisa ser vista como trunfo profissional”</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/mudanca-de-carreira-formacao-cientifica-precisa-ser-vista-como-trunfo-profissional/</link>
					<comments>https://www.sciencearena.org/carreiras/mudanca-de-carreira-formacao-cientifica-precisa-ser-vista-como-trunfo-profissional/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 15:16:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreiras]]></category>
		<category><![CDATA[#carreira acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[#emprego]]></category>
		<category><![CDATA[#mercado de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[#networking]]></category>
		<category><![CDATA[#webinar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Habilidades desenvolvidas na pesquisa podem ser decisivas na transição para o mercado, avalia especialista</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Como valorizar e aproveitar anos de dedicação à pesquisa em uma <strong>carreira fora do ambiente acadêmico</strong>? Essa foi a pergunta central do terceiro encontro da série de conversas sobre carreira científica promovida pelo <strong>Science Arena</strong>, realizado virtualmente em 30 de setembro.&nbsp;</p>



<p>O encontro teve a participação de <strong>Jaqueline Ribas</strong>, especialista na contratação de profissionais da pesquisa e fundadora da consultoria Pesquisa de Impacto, para discutir estratégias e desafios enfrentados por mestres e doutores que desejam <strong>migrar da vida acadêmica para o mercado de trabalho</strong>.</p>



<p>Na live, Ribas compartilhou experiências e <strong>orientações práticas</strong> sobre como pesquisadores podem <strong>valorizar suas habilidades</strong>, adaptar seus currículos e comunicar melhor seu potencial às empresas — <strong>sem renunciar à identidade científica</strong> construída ao longo dos anos.</p>



<p>Graduada em linguística pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e mestre em gestão de produtos digitais pelo Nuclio Digital School, na Espanha, Jaqueline Ribas fundou a consultoria em 2021 com o propósito de ajudar profissionais da pesquisa a reposicionar suas carreiras e <strong>aproveitar habilidades fora do ambiente acadêmico</strong>.&nbsp;</p>



<p>Confira abaixo o vídeo na íntegra:<strong>&nbsp;</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="SCIENCE ARENA_EP03" src="https://player.vimeo.com/video/1125321537?h=9ccec44557&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p>A seguir, veja os principais tópicos abordados na live:</p>



<h2 class="wp-block-heading">1. Uso responsável da experiência acadêmica no mercado</h2>



<p>A conversa abordou como a experiência acadêmica deve ser vista como uma trajetória profissional. Ribas destacou que é <strong>fundamental mudar a mentalidade</strong> de se ver apenas como &#8220;aluno(a)&#8221; ou &#8220;estudante&#8221;.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A pesquisa é um trabalho, e a bagagem acadêmica deve ser valorizada para a transição, pois o profissional não está &#8220;começando do zero&#8221;.</p></blockquote></figure>



<p>A especialista enfatizou que a transição da academia para o mercado privado é uma mudança de ambiente, <strong>não necessariamente uma mudança completa de carreira</strong>, visto que há muitas semelhanças entre os processos da pesquisa acadêmica (como escrita científica e submissão de projetos) e as atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&amp;D) em empresas.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">2. Competências valorizadas</h2>



<p>Várias habilidades desenvolvidas na academia podem ser altamente valorizadas no mercado. Ribas citou como exemplos diversas competências, divididas em “interpessoais” e “práticas”:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Competências interpessoais (soft skills):</strong> resiliência, adaptabilidade, flexibilidade, habilidade de comunicação, capacidade didática e disposição para resolver problemas.<br></li>



<li><strong>Competências práticas:</strong> gerenciamento de projetos (planejamento, cronograma, entregas), liderança de pessoas (guiar, conduzir e supervisionar, em vez de apenas orientar alunos; treinamento de equipe; escrita técnica e científica, levantamento bibliográfico, submissão de projetos a comitês de ética, e domínio de técnicas para analisar dados (estatística, Python, R, bioinformática).</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1200" height="800" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/10/jaqueline-ribas-transicao-carreira-1200x800.jpg" alt="Jaqueline Ribas, especialista na contratação de profissionais da pesquisa, sorri para a câmera, vestindo um casaco branco e um lenço estampado em tons terrosos, sobre fundo neutro" class="wp-image-7243" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/10/jaqueline-ribas-transicao-carreira-1200x800.jpg 1200w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/10/jaqueline-ribas-transicao-carreira-800x534.jpg 800w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/10/jaqueline-ribas-transicao-carreira-400x267.jpg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/10/jaqueline-ribas-transicao-carreira-768x512.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/10/jaqueline-ribas-transicao-carreira-1536x1025.jpg 1536w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/10/jaqueline-ribas-transicao-carreira-2048x1366.jpg 2048w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/10/jaqueline-ribas-transicao-carreira-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption class="wp-element-caption">Jaqueline Ribas: “Há um medo comum entre mestres e doutores recém-formados de não conseguir oportunidades no mercado de trabalho por falta de experiência” | Imagem: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">3. Estratégias para a transição</h2>



<p>Para comunicar esse valor ao mercado, é necessário adotar estratégias específicas, especialmente no contexto dos processos seletivos modernos, que utilizam sistemas de triagem automatizada (ATS) de currículos.&nbsp;</p>



<p>A. <strong>Posicionamento e linguagem:</strong> é preciso adotar uma postura de “pesquisador profissional”, em vez de estudante. O profissional deve saber usar vocabulário de mercado e trocar termos acadêmicos por equivalentes corporativos. Por exemplo, substituir &#8220;pesquisa acadêmica&#8221; por &#8220;pesquisa científica/de P&amp;D&#8221; e &#8220;orientação de alunos&#8221; por &#8220;liderança/supervisão de profissionais&#8221;).<br></p>



<p>B. <strong>LinkedIn e plataforma Lattes:</strong> o LinkedIn, rede social voltada para negócios e inserção profissional, é a principal ferramenta para buscar vagas. É necessário entender, portanto, que a plataforma Lattes (base de dados que reúne milhões de currículos de pesquisadores e estudantes do Brasil) comunica com o meio acadêmico, enquanto o LinkedIn comunica com empresas e indústrias.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Nesse sentido, é<strong> </strong>fundamental adaptar o conteúdo do currículo acadêmico para um perfil no LinkedIn. Essa “tradução” deve focar nas responsabilidades e resultados do indivíduo, e não apenas nos objetos de estudo de suas pesquisas.</p></blockquote></figure>



<p>C.<strong> Busca de vagas:</strong> recomenda-se procurar por vagas utilizando termos mais amplos da área (Ex.: genética) e não subáreas ou termos científicos muito específicos (Ex.: genética de células germinativas). A busca por vagas de trabalho deve ser feita com qualidade, limitando-se a no máximo cinco candidaturas por semana, otimizando o currículo para cada oportunidade – de forma que as competências descritas no currículo correspondam aos pré-requisitos do cargo.<br></p>



<p><strong>D. Entrevistas:</strong>  é importante se preparar com antecedência para a entrevista de emprego. É crucial estar preparado para o clássico pedido &#8220;Conte-me mais sobre você&#8221; (usando técnicas de apresentação breve, direta e convincente, como a abordagem <em>elevator pitch</em>). Para responder perguntas e apresentar suas habilidades, pode-se usar o método conhecido como STAR (Situação, Tarefa, Ação e Resultado).<br></p>



<p>E. <strong>Networking:</strong> estabelecer e manter uma rede de contatos é valioso para abrir portas e conseguir informações sobre a área. Contudo, o networking não sustenta a contratação; o profissional precisa convencer na entrevista. A melhor forma de fazer networking é perguntar sobre a jornada da pessoa e se abster de pedir emprego diretamente, mantendo sempre uma postura positiva e valorizando a própria trajetória.</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/mudanca-de-carreira-formacao-cientifica-precisa-ser-vista-como-trunfo-profissional/">Mudança de carreira: “Formação científica precisa ser vista como trunfo profissional”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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		<item>
		<title>Live: Como transitar da academia para o mercado de trabalho?</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/live-como-transitar-da-academia-para-o-mercado-de-trabalho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 21:47:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreiras]]></category>
		<category><![CDATA[#carreira acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[#emprego]]></category>
		<category><![CDATA[#mercado de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[#networking]]></category>
		<category><![CDATA[#webinar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Encontro virtual do Science Arena discute, no dia 30/09, como pesquisadores podem reinventar suas carreiras fora da academia</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/live-como-transitar-da-academia-para-o-mercado-de-trabalho/">Live: Como transitar da academia para o mercado de trabalho?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O <strong>Science Arena </strong>promove no dia <strong>30 de setembro</strong>, das <strong>18h30 às 19h30 (BRT)</strong>, um encontro virtual com <strong>Jaqueline Ribas</strong>, especialista na contratação de profissionais da pesquisa e fundadora da consultoria <a href="https://www.instagram.com/pesquisadoradeimpacto/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pesquisa de Impacto</a>, que auxilia mestres e doutores<strong> </strong>a <strong>transitar da academia para o mercado</strong>.</p>



<p>A transmissão será ao vivo, via Zoom, com o objetivo de discutir caminhos que pesquisadores podem percorrer para reposicionar suas carreiras e aproveitar habilidades fora do ambiente acadêmico. </p>



<p><em>Para se inscrever gratuitamente, clique no botão abaixo ou copie o link disponível no final do texto.</em></p>



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<div class="wp-block-button has-custom-width wp-block-button__width-50 has-custom-font-size has-medium-font-size"><a class="wp-block-button__link has-black-color has-vivid-green-cyan-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-element-button" href="https://einstein.zoom.us/webinar/register/WN_UmX-QkFZQ5qBJBEge7TKrw?#/registration" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>INSCREVA-SE AGORA</strong></a></div>
</div>



<h2 class="wp-block-heading">Saiba mais sobre transição de carreiras e como identificar oportunidades de trabalho</h2>



<p>O encontro online ajudará a entender tópicos como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Identificação de oportunidades em empresas, ONGs, entidades filantrópicas e órgãos públicos; </li>



<li>A importância de valorizar sua trajetória acadêmica como experiência profissional;</li>



<li>De que maneira aproveitar suas habilidades de pesquisa fora da academia;</li>



<li>Construção de networking, adaptação de currículo e o papel do LinkedIn;</li>



<li>Precarização do trabalho e desenvolvimento profissional.</li>
</ul>



<p>&#8220;Falar sobre transição de carreira é relevante mesmo para quem nunca atuou fora do ambiente acadêmico&#8221;, explica Jaqueline Ribas. &#8220;Há um medo comum entre mestres e doutores recém-formados de não conseguir oportunidades no mercado de trabalho por falta de experiência.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1200" height="800" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/07/jaqueline-ribas-science-careers-1200x800.jpg" alt="Jaqueline Ribas, career strategist, smiling in a professional setting with a neutral background" class="wp-image-6649" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/07/jaqueline-ribas-science-careers-1200x800.jpg 1200w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/07/jaqueline-ribas-science-careers-800x534.jpg 800w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/07/jaqueline-ribas-science-careers-400x267.jpg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/07/jaqueline-ribas-science-careers-768x512.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/07/jaqueline-ribas-science-careers-1536x1025.jpg 1536w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/07/jaqueline-ribas-science-careers-2048x1366.jpg 2048w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/07/jaqueline-ribas-science-careers-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption class="wp-element-caption">Jaqueline Ribas, estrategista de carreiras de profissionais da pesquisa, participa de encontro virtual do <em>Science Arena</em> no dia 30 de setembro, das 18h30 às 19h30 (BRT) | Imagem: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>



<p>Este será o terceiro de uma série de lives do <strong>Science Arena</strong> sobre carreira científica. A primeira, realizada em julho, abordou <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/webinar-impactos-da-ia-na-carreira-cientifica/">como a inteligência artificial (IA) impacta a formação e a trajetória profissional de pesquisadores</a>. Em agosto, discutiu-se <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/webinar-o-que-aprender-para-liderar-grupos-de-pesquisa/">o que é preciso aprender para liderar grupos de pesquisa</a>.</p>



<p>A série é voltada a estudantes de graduação, docentes, pós-graduandos, pós-docs e gestores que atuam em organizações de pesquisa públicas e privadas.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p><strong>Data:</strong> 30 de setembro<br><strong>Horário: </strong>18h30 às 19h30 (BRT)<br><strong>Modalidade: </strong>Virtual<br><strong>Custo:</strong> Gratuito</p></blockquote></figure>



<p><strong>Mais informações:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O webinar contará com intérprete de libras em tempo real;</li>



<li>Haverá emissão de certificado de participação;</li>



<li>Link do Zoom: <a href="https://einstein.zoom.us/webinar/register/WN_UmX-QkFZQ5qBJBEge7TKrw?#/registration ">https://einstein.zoom.us/webinar/register/WN_UmX-QkFZQ5qBJBEge7TKrw?#/registration </a></li>
</ul>
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		<title>Carreiras na saúde ainda resistem a crises econômicas e de desemprego por automação </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 13:15:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreiras]]></category>
		<category><![CDATA[#automação]]></category>
		<category><![CDATA[#doenças crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[#emprego]]></category>
		<category><![CDATA[#Envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[#profissionais da saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alta empregabilidade do setor se deve a fatores como envelhecimento populacional e maior demanda por cuidados de saúde </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os <strong>profissionais da saúde</strong> estão entre os <strong>menos vulneráveis à automação e às crises econômicas</strong>. Apesar dos avanços da inteligência artificial (IA) e do risco de desemprego em setores automatizáveis, funções ligadas ao cuidado continuam essenciais e em expansão.&nbsp;</p>



<p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mesmo nas projeções mais conservadoras, o mundo pode ter um <strong>déficit de pelo menos 10 milhões de profissionais da saúde até 2030</strong>. Em cenários mais extremos, essa lacuna pode chegar a 78 milhões de pessoas. Só os Estados Unidos devem criar 1,9 milhão de novas vagas até o final da década, conforme o<a href="https://mcas-proxyweb.mcas.ms/certificate-checker?login=false&amp;originalUrl=https%3A%2F%2Fwww.bls.gov.mcas.ms%2F%3FMcasTsid%3D15600&amp;McasCSRF=370c7c957e795d41776015cec4c543b9f6410b7879a965751dac9d1f0769c888" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Bureau of Labor Statistics</a> (BLS). </p>



<p>A tendência inclui não apenas médicos e enfermeiros, mas também profissionais como nutricionistas, fisioterapeutas, dentistas, fonoaudiólogos, farmacêuticos, veterinários e especialistas em aconselhamento genético ou saúde do trabalho.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Salários acima da média e demanda em alta </h2>



<p>De acordo com o BLS, em maio de 2024 a remuneração média anual para cargos na área médica e técnica nos EUA chegou a US$ 83.090 (R$ 454.000), 67% acima da média nacional para todas as ocupações, estimada em US$ 49.500.&nbsp;</p>



<p>O envelhecimento populacional e o aumento das doenças crônicas, como câncer, diabetes e doenças cardiovasculares, ajudam a explicar essa demanda.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Estudo da RAND aponta que nos EUA,<a href="https://mcas-proxyweb.mcas.ms/certificate-checker?login=false&amp;originalUrl=https%3A%2F%2Fwww.rand.org.mcas.ms%2Fpubs%2Ftools%2FTL221.html%3FMcasTsid%3D15600&amp;McasCSRF=370c7c957e795d41776015cec4c543b9f6410b7879a965751dac9d1f0769c888" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> 60% da população vive com alguma doença crônica</a>. Além disso, cerca de 90% das despesas anuais com saúde são atribuídos ao tratamento de doenças crônicas e transtornos mentais,<a href="https://mcas-proxyweb.mcas.ms/certificate-checker?login=false&amp;originalUrl=https%3A%2F%2Fwww.cdc.gov.mcas.ms%2Fchronic-disease%2Fdata-research%2Ffacts-stats%2F%3FCDC_AAref_Val%3Dhttps%3A%2F%2Fwww.cdc.gov%2Fchronicdisease%2Fabout%2Fcosts%2Findex.htm%26McasTsid%3D15600&amp;McasCSRF=370c7c957e795d41776015cec4c543b9f6410b7879a965751dac9d1f0769c888" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> segundo informações dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças</a> (CDC) </p>



<p>A saúde mental também exige atenção crescente. Segundo a OMS, casos de transtornos mentais aumentaram 13% na última década.&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>O CDC estima que mais da metade da população americana receberá um diagnóstico de saúde mental ao longo da vida.  </p></blockquote></figure>



<p>No Brasil, os afastamentos por síndrome de burnout (esgotamento) cresceram quase 1.000% entre 2014 e 2023, de acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).&nbsp;</p>



<p>Além disso, o<a href="https://mcas-proxyweb.mcas.ms/certificate-checker?login=false&amp;originalUrl=https%3A%2F%2Fwww.mckinsey.com.mcas.ms%2Fmhi%2Foverview%3FMcasTsid%3D15600&amp;McasCSRF=370c7c957e795d41776015cec4c543b9f6410b7879a965751dac9d1f0769c888" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> McKinsey Health Institute</a> destaca uma demanda reprimida nas regiões mais pobres do mundo, que concentram 60% da população global e ainda têm acesso restrito a cuidados essenciais. </p>



<h2 class="wp-block-heading">América Latina: profissionais em falta </h2>



<p>Na América Latina, a previsão é de déficit de 600 mil profissionais da saúde até 2030, para atingir a meta de 4,5 profissionais por mil habitantes, segundo a OPAS/OMS. Para oferecer cobertura a 80% da população, serão necessários cerca de dois milhões de profissionais em enfermagem, obstetrícia, odontologia e farmácia.&nbsp;</p>



<p>Com 546 mil médicos ativos, o Brasil tem uma média de 2,6 médicos por mil habitantes — mais que o dobro de 20 anos atrás, em grande parte devido à proliferação de faculdades de medicina. O número se equipara ao de países como Estados Unidos (2,6), Canadá (2,7) e Japão (2,5), mas ainda há desigualdades severas.&nbsp;</p>



<p>Se o ritmo atual continuar, o Brasil terá 3,6 médicos por mil habitantes em 2028, um dos maiores índices do mundo. Porém, os profissionais seguem mal distribuídos: 62% estão nos grandes centros urbanos (com mais de 500 mil habitantes), que abrigam apenas 32% da população. As capitais concentram 54% dos médicos, mas só 24% da população brasileira.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Enquanto isso, municípios com até 50 mil habitantes, onde vivem quase 66 milhões de brasileiros, contam com apenas 8% dos médicos. A média é de 6,2 médicos por mil habitantes nas capitais, contra apenas 1,7 no interior do país. </p></blockquote></figure>



<p>Embora o Brasil não enfrente, por ora, escassez de enfermeiros, a má qualidade da formação preocupa. Segundo a OMS, faltam seis milhões de enfermeiros no mundo, e a tendência é de piora.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>No Brasil, caso os problemas na formação persistam, é possível que mais profissionais deixem a área nos próximos anos.&nbsp;</p>
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