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	<title>Arquivos #enfermagem | Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
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		<title>Psiquiatria e imunologia para decifrar psicoses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 16:35:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Prestes a iniciar um pós-doc no Reino Unido, Fabiana Corsi Zuelli recebeu<br />
prêmio global para jovens cientistas por seus estudos sobre mecanismos imunológicos<br />
em transtornos mentais</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/imunologia-psiquiatria-fabiana-corsi-zuelli-premio-usern/">Psiquiatria e imunologia para decifrar psicoses</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Desde criança, a pesquisadora <a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/670668/fabiana-maria-das-gracas-corsi-zuelli/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Fabiana Corsi Zuelli</strong></a>, 34, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), acompanhava o pai biomédico, Edison Zuelli, nos laboratórios.&nbsp; A curiosidade que a guiou para o mundo da ciência contribuiu para que, agora, ela se tornasse a <strong>primeira brasileira a receber o </strong><a href="https://usern.org/prize" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>USERN Prize</strong></a>, prêmio internacional concedido pela Rede Universal de Educação Científica e Pesquisa (<a href="https://usern.org" target="_blank" rel="noreferrer noopener">USERN</a>, da sigla em inglês).</p>



<p>O reconhecimento é decidido por um conselho composto por mais de <strong>600 cientistas de todo o mundo</strong>, incluindo ganhadores dos prêmios Nobel e Abel.</p>



<p>A honraria, concedida a <strong>cientistas em início de carreira</strong>, foi atribuída a Fabiana Corsi Zuelli pelos seus estudos sobre a relação entre <strong>alterações inflamatórias</strong> e <strong>fatores ambientais</strong> no desenvolvimento do primeiro <strong>episódio psicótico</strong>.</p>



<p>Zuelli construiu sua <strong>trajetória acadêmica</strong> inteiramente na rede pública. “Enfrentei as barreiras da escassez de recursos físicos e pessoais, mas com a vontade de ter um ensino superior público de qualidade.”</p>



<p>Em 2009, foi aprovada no vestibular para cursar a graduação na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP. Logo no primeiro ano, conseguiu uma bolsa de iniciação científica financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).</p>



<p>Zuelli também participou do Ciência sem Fronteiras – programa do governo brasileiro, que vigorou entre 2011 e 2017, a fim de apoiar o <strong>intercâmbio de universitários brasileiros </strong>no exterior. Zuelli passou uma temporada no Reino Unido, onde participou de pesquisas sobre o impacto do estresse no desenvolvimento de transtornos mentais.</p>



<p>A passagem pelo Reino Unido, ainda na graduação, ajudou a <strong>ampliar os horizontes de Zuelli na pesquisa</strong>. Também sedimentou o caminho da brasileira no exterior ao longo da pós-graduação stricto sensu na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.</p>



<p>No mestrado em neurociências, concluído em 2019, a enfermeira passou um <strong>período “sanduíche”</strong> no King&#8217;s College London. Em seguida, engatou um doutorado (também em neurociências) com bolsa sanduíche na Universidade de Birmingham, no Reino Unido. A tese foi defendida em 2024 com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).</p>



<p>Em suas pesquisas, Zuelli busca <strong>integrar duas áreas das ciências da saúde</strong>: a psiquiatria e a imunologia. A motivação, diz ela, veio de uma experiência pessoal.</p>



<p>“Minha tia, já falecida, havia sido diagnosticada com esquizofrenia. Convivi diariamente com o sofrimento gerado por este transtorno debilitante, que também impacta a vida de quem cuida dos pacientes. No caso da minha tia, a ajuda era dada pela minha mãe”, conta Zuelli.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“Eu queria ajudar, de alguma forma, a melhorar a qualidade de vida de pessoas com transtornos mentais, como a esquizofrenia. Minha contribuição se dá por meio da pesquisa científica.”</p></blockquote></figure>



<p>Durante quase dez anos, Zuelli se dedicou a uma pesquisa que investigava alterações imunológicas e fatores ambientais no desenvolvimento das psicoses. </p>



<p>A iniciativa fez parte de um projeto temático (com apoio de FAPESP, CNPq e Center for Research in Inflammatory Diseases) e integrava um consórcio internacional conhecido como <em>European Network of National Networks studying Gene-Environment Interactions in Schizophrenia</em>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Inflamação e comportamento</mark></strong></h2>



<p>Em suas investigações em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Zuelli e a equipe da pesquisa identificaram 588 casos de psicose entre 2012 e 2015. Cerca de 166 participantes concordaram em ceder amostras de sangue para serem analisadas.</p>



<p>“Observamos que pacientes&nbsp;no primeiro episódio psicótico&nbsp;apresentaram maiores concentrações de proteínas inflamatórias, como citocinas, no sangue, quando comparados aos demais indivíduos da comunidade”, explica Zuelli. </p>



<p>A pesquisa ainda sugere que pessoas que sofreram maus-tratos na infância podem ser mais suscetíveis a essas alterações inflamatórias. “Indivíduos que passaram por traumas na infância eram mais propensos a desenvolver enfermidades com causas inflamatórias.”</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1200" height="800" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/Fabiana-Corsi-Tese-1200x800.jpg" alt="No doutorado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, com período sanduíche no Reino Unido, a enfermeira Fabiana Corsi Zuelli investigou mediadores inflamatórios em fases que antecedem a psicose: “A identificação de marcadores inflamatórios pode abrir caminhos para tratamentos personalizados” | Imagem: Joel Silva" class="wp-image-5417" style="width:767px;height:auto" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/Fabiana-Corsi-Tese-1200x800.jpg 1200w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/Fabiana-Corsi-Tese-800x533.jpg 800w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/Fabiana-Corsi-Tese-400x267.jpg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/Fabiana-Corsi-Tese-768x512.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/Fabiana-Corsi-Tese-1536x1024.jpg 1536w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/Fabiana-Corsi-Tese-2048x1365.jpg 2048w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/Fabiana-Corsi-Tese-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption class="wp-element-caption">No doutorado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, com período sanduíche no Reino Unido, a enfermeira Fabiana Corsi Zuelli investigou mediadores inflamatórios em fases que antecedem a psicose: “A identificação de marcadores inflamatórios pode abrir caminhos para tratamentos personalizados” | Imagem: Joel Silva</figcaption></figure>



<p>De acordo com Zuelli, indivíduos com alterações inflamatórias também demonstraram maior vulnerabilidade aos efeitos negativos do consumo diário da planta <em>Cannabis sativa</em>, a maconha.</p>



<p>“O estado inflamatório detectado em alguns desses indivíduos estava associado com a exacerbação dos sintomas da doença, e com redução de estruturas do cérebro que estão envolvidas nos processos sociais e cognitivos&#8221;,&nbsp;esclarece Zuelli.</p>



<p>Um dos méritos da pesquisa, ressalta Zuelli, é seu caráter interdisciplinar. “Por muito tempo, os transtornos mentais foram considerados ‘problemas’ exclusivos do cérebro”, diz. </p>



<p>“Hoje, porém, sabemos que há uma interligação importante entre o cérebro e o restante do corpo, e os nossos resultados fundamentam essa perspectiva ao mostrar que alterações orgânicas – a inflamação detectada no sangue – podem influenciar o comportamento.”</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Zuelli enfatiza que aproximadamente 30% dos pacientes diagnosticados com psicose não respondem às terapias convencionais com antipsicóticos.</p></blockquote></figure>



<p>A identificação de possíveis marcadores inflamatórios, diz Zuelli, pode abrir caminhos para tratamentos mais personalizados.</p>



<p>No doutorado-sanduíche na Inglaterra, ela participou do primeiro ensaio clínico que está testando a terapia adjuvante de antipsicóticos com um fármaco que modula a atividade do sistema imunológico, especificamente em pacientes com psicose que apresentem alterações inflamatórias no sangue. </p>



<p>“Esse é um excelente exemplo de medicina de precisão, em que a terapia é direcionada de acordo com as características biológicas do indivíduo.”</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Reconhecimento internacional</mark></strong></h2>



<p>A trajetória de Zuelli é marcada por diversas premiações internacionais, entre elas o reconhecimento de entidades como a <a href="https://schizophreniaresearchsociety.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Schizophrenia International Research Society</a> e a <a href="https://wfsbp.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">World Federation of Societies of Biological Psychiatry</a>.</p>



<p>No final de janeiro, a enfermeira embarca para a Universidade de Oxford, no Reino Unido, onde iniciará uma pesquisa de pós-doutorado.</p>



<p>“Darei continuidade à investigação sobre mecanismos relacionados às alterações inflamatórias e metabólicas causadas por transtornos mentais, para o delineamento de novos ensaios clínicos estratificados”, conta Zuelli.</p>



<p>&#8220;Acredito que, nos próximos anos, a chamada ‘imunopsiquiatria’ deve avançar para intervenções cada vez mais personalizadas, ajustadas às características individuais, promovendo tratamentos mais eficazes e alinhados às necessidades específicas de cada paciente.&#8221;<span style="font-size: medium; white-space-collapse: collapse;"></span></p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/imunologia-psiquiatria-fabiana-corsi-zuelli-premio-usern/">Psiquiatria e imunologia para decifrar psicoses</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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