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	<title>Conteúdos sobre #fisetina | Artigos, Pesquisas e Estudos | Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
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	<title>Conteúdos sobre #fisetina | Artigos, Pesquisas e Estudos | Science Arena</title>
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		<title>Benefícios e ressalvas da fisetina</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/beneficios-e-ressalvas-da-fisetina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Sep 2023 20:21:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#antioxidantes]]></category>
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		<category><![CDATA[#fisetina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Composto encontrado em frutas e legumes mostra potencial para combater tumores, mas aplicação demanda mais estudos, apontam pesquisadores</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Estudos epidemiológicos ligando uma dieta rica em frutas e legumes a um baixo risco de câncer deram origem a uma sucessão de pesquisas sobre a eficácia da fisetina no combate a tumores. O objetivo de vários grupos de pesquisa é entender como esse flavonoide (com atividade antioxidante), presente em cebolas e maçãs, morangos e pepinos, uvas e caquis, pode combater e prevenir diferentes tipos de tumor.</p>



<p>Dois estudos publicados recentemente, disponíveis em acesso aberto, buscam sintetizar o conhecimento existente sobre os mecanismos de ação do composto, além de trazer perspectivas do seu uso no tratamento do câncer.</p>



<p>O mais recente dos trabalhos foi <a href="https://eurjmedres.biomedcentral.com/articles/10.1186/s40001-023-01271-8" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicado</a> no <em>European Journal of Medical Research</em> por pesquisadores chineses, enquanto o outro está <a href="https://www.thieme-connect.de/products/ejournals/abstract/10.1055/s-0043-1772219" target="_blank" rel="noreferrer noopener">disponível</a> na revista <em>Global Medical Genetics</em> e é assinado majoritariamente por autores baseados na China, mas também na Rússia, Iêmen e Estados Unidos.</p>



<p>A fisetina é conhecida por diversas atividades biológicas, sejam anti-inflamatórias, de inibição de estresse oxidativo, neuroproteção e anticâncer. Os efeitos foram demonstrados em vários tipos de tumor, como de fígado, pulmão, de boca, gástrico, colorretal, câncer de mama, de rim e cervical, entre outros.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color">Vantagens da fisetina</mark></h2>



<p>Estudos ao longo dos últimos anos demonstraram muitos benefícios do flavonoide em células tumorais, incluindo a supressão da proliferação, indução de morte celular, redução da angiogênese (a geração de vasos sanguíneos que nutrem o tumor), inibição da migração celular e o aumento dos efeitos da quimioterapia.</p>



<p>Essas propriedades são atribuídas ao envolvimento de numerosas moléculas e vias de sinalização celular, incluindo o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), a proteína quinase ativada por mitógeno (MAPK) e o fator nuclear kappa B (NF-κB), entre outros.</p>



<p>Os autores do artigo do <em>European Journal of Medical Research</em> afirmam que estudos recentes indicam que a autofagia reduz a resistência à quimioterapia e à radiação, o que é positivo para o tratamento de câncer.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color"><strong>Limitações e desafios</strong></mark></h2>



<p>No entanto, as pesquisas sobre os efeitos da fisetina sobre a autofagia em tumores são limitadas, com resultados inconsistentes. Enquanto alguns estudos mostram autofagia induzida pela fisetina em câncer de próstata, por exemplo, o mesmo não se aplica ao tumor de fígado.</p>



<p>Além disso, escrevem, as vias de sinalização celular específicas envolvidas na autofagia induzida pela fisetina continuam não sendo muito bem compreendidas. </p>



<p>Como exemplo, os autores citam dois estudos divergentes. Enquanto um demonstra que a autofagia ocorre por meio de uma via de sinalização celular (AMPK/mTOR), outro mostra que esta ocorreria em resposta ao estresse do retículo endoplasmático, por meio de outra via.</p>



<p>Do ponto de vista farmacológico, os autores do segundo estudo ressaltam que, embora o uso da fisetina seja uma oportunidade, ainda há diversos desafios a superar. Um deles é aumentar sua biodisponibilidade e a estabilidade, um obstáculo comum no uso de compostos naturais. Novos sistemas de entrega (“drug delivery”) e formulações são alguns dos caminhos possíveis.</p>



<p>Além disso, entender a farmacocinética e a toxicidade do composto são essenciais para seu uso clínico. De acordo com o grupo de autores chineses, russos e iemenitas, novos estudos são necessários para elucidar os efeitos em longo prazo, dosagens e potenciais efeitos adversos.</p>



<p>Por fim, investigar os efeitos sinergísticos da fisetina com outros agentes terapêuticos ou modalidades de tratamento poderia aumentar sua eficácia. Isso sem falar no papel junto a imunoterapias e terapias-alvo, que podem oferecer caminhos promissores de tratamento.</p>



<p>“Antes de poder ser usado com segurança [em combinação] com outras drogas, a influência da fisetina no metabolismo desses fármacos deve ser mais estudada. Futuros estudos para esclarecer essas questões são necessários”, encerram os autores do artigo da <em>Global Medical Genetics</em>.</p>
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