<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos #Human Cell Atlas | Science Arena</title>
	<atom:link href="https://www.sciencearena.org/tag/human-cell-atlas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.sciencearena.org/tag/human-cell-atlas/</link>
	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
	<lastBuildDate>Mon, 18 May 2026 16:53:08 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.7.1</generator>

<image>
	<url>https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2023/06/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivos #Human Cell Atlas | Science Arena</title>
	<link>https://www.sciencearena.org/tag/human-cell-atlas/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Da célula única à medicina de precisão</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/da-celula-unica-a-medicina-de-precisao/</link>
					<comments>https://www.sciencearena.org/noticias/da-celula-unica-a-medicina-de-precisao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 16:53:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#bioinformática]]></category>
		<category><![CDATA[#Human Cell Atlas]]></category>
		<category><![CDATA[#medicina de precisão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=8823</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com sequenciamento de RNA de célula única, consórcio Human Cell Atlas está redefinindo a compreensão da diversidade celular humana e abrindo novos caminhos para a medicina de precisão</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/da-celula-unica-a-medicina-de-precisao/">Da célula única à medicina de precisão</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O desenvolvimento do <strong>sequenciamento de RNA</strong> <strong>de célula única</strong> transformou profundamente a biologia ao permitir a análise detalhada de quais genes estão ativos em cada célula, individualmente.&nbsp;</p>



<p>Isso porque, embora o DNA das células humanas seja praticamente o mesmo, cada uma delas expressa <strong>combinações específicas</strong> <strong>de genes</strong>, produzindo <strong>diferentes proteínas</strong> e assumindo funções distintas no organismo.&nbsp;</p>



<p>Desde 2010, a tecnologia de <strong>sequenciamento de célula única</strong> vem evoluindo e tornou possível mapear, com precisão inédita, a diversidade celular dos tecidos humanos. Isso permitiu que, em 2016, o consórcio internacional <a href="https://www.humancellatlas.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Human Cell Atlas</a> (Atlas de Células Humanas) iniciasse a <strong>catalogação</strong> de todas as células do corpo humano, estabelecendo uma <strong>referência molecular de células saudáveis</strong>.</p>



<p>O estudo de células únicas revelou uma <strong>heterogeneidade</strong> muito maior do que se imaginava: mesmo dentro de um único tecido existem subpopulações celulares distintas, apesar de morfologicamente idênticas, com funções específicas.</p>



<p>O projeto, retratado em <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/o-atlas-que-pode-revolucionar-a-medicina/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">reportagem do Science Arena</a> em 2024, utiliza sequenciamento de RNA de célula única para identificar padrões de expressão gênica, permitindo classificar células por <strong>afinidade molecular</strong> em vez de apenas por anatomia tradicional.  </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dados acessíveis</strong></h2>



<p>Concebido como ciência aberta, o projeto oferece dados gratuitos para pesquisadores e médicos do mundo todo, consolidando uma <strong>infraestrutura internacional</strong> de colaboração em bioinformática, biologia celular e medicina translacional.</p>



<p>Em 2024, o Atlas já reunia <strong>milhares de pesquisadores</strong> de mais de uma centena de países, incluindo o Brasil, onde a bióloga molecular Patricia Severino, uma das representantes do projeto na América Latina, lidera o projeto no Einstein Hospital Israelita com foco na biologia do câncer.</p>



<p>“A colaboração entre pesquisadores latino-americanos obteve muito bons resultados, entre eles os chamados Single Cell Notebooks, voltados a democratizar o acesso à formação em análise de célula única e transcriptômica espacial, com materiais didáticos multilíngues gratuitos reunidos em uma plataforma aberta e reutilizável, numa contribuição em âmbito global”, diz a pesquisadora.</p>



<p>Impulsionada pela colaboração da comunidade científica, a iniciativa resultou em um artigo publicado em maio deste ano na <a href="https://www.nature.com/articles/s41588-026-02584-0" target="_blank" rel="noreferrer noopener">revista Nature Genetics</a>, que descreve como a redução de obstáculos de idioma e tecnologia eleva a capacitação global, favorecendo pesquisas genômicas mais inclusivas e equitativas. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Trabalho em rede</strong></h2>



<p>Nos diferentes países, o trabalho em rede fortaleceu as <strong>capacidades científicas</strong> não apenas pela coleta de amostras, mas pela <strong>formação de equipes</strong> em sequenciamento, análise computacional e inovação biomédica.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“A<strong> </strong>capacidade tecnológica avançou rapidamente, partindo de poucas centenas de células sequenciadas por experimento para dezenas de milhares atualmente”, observa Patricia Severino. </p></blockquote></figure>



<p>Com isso, o desafio do projeto passou a incluir armazenamento, padronização e processamento de <strong>volumes massivos</strong> <strong>de dados biológicos</strong>.&nbsp;</p>



<p>De acordo com Severino, o principal valor científico do Atlas está em criar um <strong>mapa de referência</strong> para compreender estados celulares fisiológicos e, por comparação, detectar alterações associadas a doenças.&nbsp;</p>



<p>O avanço nas pesquisas deve gerar diagnósticos moleculares cada vez mais precisos, com a <strong>identificação de novos alvos terapêuticos</strong>, abrindo caminho para tratamentos personalizados, incluindo uma melhor compreensão de metástases e avanços em doenças infecciosas e tropicais negligenciadas.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Impacto biomédico </strong></h2>



<p>Ainda durante a pandemia de Covid-19, os dados do Atlas ajudaram a identificar células com expressão do receptor ACE2, contribuindo para pesquisas sobre mecanismos de infecção e potenciais tratamentos.</p>



<p>Além disso, o projeto fortaleceu capacidades científicas em regiões como América Latina e Ásia não apenas pela coleta de amostras, mas pela <strong>formação de equipes</strong> em sequenciamento, análise computacional e inovação biomédica.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Em escala global, o projeto já mapeou mais de 70 milhões de células, coletadas a partir de mais de onze mil doadores, subsidiando 530 projetos em mais de 1.900 instituições de pesquisa em 103 países.</p></blockquote></figure>



<p>Contudo, seu maior mérito está em redefinir a<strong> compreensão do corpo humano</strong> a partir da diversidade celular e molecular, com <strong>profundas implicações</strong> para pesquisas biomédicas, diagnósticos e terapias personalizadas.</p>



<p>Desde 2025, o Atlas mantém uma <a href="https://www.humancellatlas.org/news/the-human-cell-atlas-collaborates-with-unesco-to-advance-open-science-3081/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">parceria com a UNESCO</a> para ajudar a promover a ciência aberta e aumentar a capacidade de garantir os benefícios da genômica em escala global.</p>



<p>“Em nível celular já é possível entender porque alguns pacientes ou populações resistem a determinados tratamentos”, ressalta Severino. Por isso, diz ela, os dados obtidos têm sido utilizados para aplicações objetivas.&nbsp;</p>



<p>“Ainda não há testes clínicos, mas o nível de conhecimento acumulado também poderá ser usado para esse tipo de desenvolvimento.”</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Atualmente, os principais desafios do projeto incluem integrar e gerenciar os dados obtidos entre os países, a fim de reduzir custos tecnológicos, elevar a representatividade populacional global e ampliar possíveis aplicações clínicas.</p></blockquote></figure>



<p>Embora a <strong>diversidade genética</strong> seja uma preocupação desde o início dos estudos, o Atlas conta hoje com um grupo voltado à equidade e diversidade, para que populações diversas possam ser atendidas com base em dados que reflitam suas especificidades, como é o caso das populações latino-americanas.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Estudos computacionais</strong></h2>



<p>Depois de caracterizar as <strong>células saudáveis</strong>, em sua fase atual as pesquisas do Atlas buscam descobrir porque células morfologicamente semelhantes se comportam de maneira distinta em partes diferentes de um mesmo tecido – o que é considerado fundamental para o desenvolvimento de novos tratamentos e medicamentos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Atualmente, <strong>células virtuais, </strong>ou modelos computacionais criados com o apoio de inteligência artificial (IA) que simulam o funcionamento de células reais, utilizam os dados já coletados para <strong>identificar padrões</strong> que técnicas de análise tradicionais não identificam.&nbsp;</p>



<p>“Células virtuais permitem analisar grandes volumes de dados biológicos e estudar como genes estão envolvidos em doenças sem precisar fazer tantos experimentos em laboratório, o que pode reduzir muito o custo e o tempo no desenvolvimento de novos medicamentos”, diz a pesquisadora do Einstein, para quem o ecossistema desse desenvolvimento deve tornar a medicina de precisão ainda mais precisa.</p>



<p>Em um estudo já em fase final, a equipe latino-americana desenvolve um mapa celular dos perfis de expressão gênica para células imunológicas saudáveis ​​de <strong>diversas populações</strong> <strong>indígenas e miscigenadas das Américas</strong>, cujos resultados têm previsão de publicação para o segundo semestre de 2026.</p>



<p>O Atlas também organiza seu trabalho em torno de “Redes Biológicas”, lançando progressivamente <strong>versões preliminares</strong> que são continuamente atualizadas com a adição de novos doadores e populações.</p>



<p>&nbsp;Anotações de tipos e estados celulares são aprimoradas ao longo do tempo e a harmonização de dados baseada em IA é cada vez mais incorporada.</p>



<p>Após dez anos de pesquisas, o Human Cell Atlas fará sua reunião anual em junho, em Boston, nos Estados Unidos, com foco no impacto dos estudos na saúde global e na medicina, enfatizando como pesquisadores e médicos podem utilizar IA para beneficiar pacientes em todo o mundo.</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/da-celula-unica-a-medicina-de-precisao/">Da célula única à medicina de precisão</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sciencearena.org/noticias/da-celula-unica-a-medicina-de-precisao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
