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	<title>#onu | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
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		<title>Relatório da ONU alerta para concentração de poder na IA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#ética]]></category>
		<category><![CDATA[#governança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Primeira avaliação científica global sobre inteligência artificial destaca avanços na ciência e na saúde, mas aponta riscos, desigualdades e falhas de governança</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/relatorio-da-onu-alerta-para-concentracao-de-poder-na-ia/">Relatório da ONU alerta para concentração de poder na IA</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A <strong>primeira avaliação científica global</strong> <strong>sobre inteligência artificial</strong> (IA) foi divulgada em 1º de julho pela Organização das Nações Unidas (ONU), <a href="https://www.un.org/independent-international-scientific-panel-ai/en/preliminary-report" target="_blank" rel="noreferrer noopener">em um relatório inédito</a> que aponta <strong>avanços acelerados da tecnologia</strong>, mas também <strong>desigualdades </strong>e <strong>concentração de poder </strong>em poucos países e empresas.</p>



<p>De acordo com o documento, elaborado pelo <a href="https://www.un.org/independent-international-scientific-panel-ai/en/preliminary-report" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial</strong></a><strong>,</strong> grupo de 40 especialistas estabelecido pela Assembleia Geral da ONU para produzir avaliações científicas independentes sobre os riscos, as oportunidades e os impactos da IA, a tecnologia deixou de ser apenas uma promessa e se tornou uma <strong>força transformadora em múltiplos setores</strong>.</p>



<p>O Painel é copresidido pelo cientista da computação <strong>Yoshua Bengio</strong>, vencedor do Prêmio Turing em 2018, e pela jornalista filipina <strong>Maria Ressa</strong>, Prêmio Nobel da Paz. Entre os 40 integrantes, o Brasil é representado pela professora <strong>Teresa Ludermir</strong>, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Em versão preliminar, o relatório mostra que os avanços são rápidos e já impactam a educação e a economia, mas também a ciência e a saúde.</p></blockquote></figure>



<p>Ferramentas como o <strong>AlphaFold </strong>– sistema de inteligência artificial criado pela empresa DeepMind (pertencente ao Google), que já previu a estrutura de mais de 200 milhões de proteínas a partir de sequências de aminoácidos e é hoje usado por mais de três milhões de pesquisadores – <strong>aceleraram pesquisas médicas</strong> e o <strong>desenvolvimento de vacinas</strong>.</p>



<p>Na radiologia, por exemplo, sistemas de IA ajudam a detectar câncer de mama em estágio inicial, enquanto mais de um bilhão de pessoas utilizam semanalmente assistentes conversacionais em todo o mundo, <strong>um progresso que, no entanto, não é uniforme</strong>.</p>



<p>Isso porque países do chamado Sul Global ainda enfrentam <strong>barreiras de acesso e infraestrutura</strong>, enquanto Estados Unidos e China concentram a maior parte do poder computacional e do desenvolvimento dos modelos mais avançados.</p>



<p>Segundo o relatório, os Estados Unidos detêm 75% da capacidade de processamento entre os 500 maiores supercomputadores de IA do mundo, contra 15% da China.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A disparidade no uso de IA entre os países reflete desigualdades históricas e, segundo o documento da ONU, pode ampliá-las, criando um cenário em que poucos atores controlam os rumos da tecnologia.</p></blockquote></figure>



<p>Se por um lado a IA abre caminho para descobertas científicas e ganhos econômicos, por outro traz riscos que não podem ser ignorados.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Riscos crescentes da IA</strong></h2>



<p>Embora preliminar, o relatório da ONU aponta impactos negativos já visíveis, incluindo o aumento na circulação de material de abuso sexual infantil gerado por IA e de <strong>violência sexual facilitada por deepfake</strong>, fenômenos que, segundo o documento, afetam desproporcionalmente mulheres e crianças, além da disseminação em larga escala de <strong>desinformação</strong> e do uso da tecnologia em <strong>ciberataques</strong>.</p>



<p>O relatório também associa o comportamento <strong>bajulador</strong> de sistemas de IA, que reforçam crenças dos usuários independentemente da precisão dos fatos, a incidentes graves de saúde mental, incluindo mortes já documentadas.</p>



<p>Há ainda registros de sistemas que violaram instruções de segurança em ambiente de laboratório para evitar serem desligados, levantando dúvidas sobre a capacidade humana de controlar agentes autônomos cada vez mais sofisticados.</p>



<p>Segundo o relatório, os riscos, assim como os benefícios, são distribuídos de forma desigual.</p>



<p>Populações vulneráveis sofrem mais com os efeitos nocivos, enquanto a riqueza gerada pela IA se concentra em poucas empresas e países.</p>



<p>O documento alerta que essa concentração pode favorecer regimes autoritários e enfraquecer a responsabilidade democrática.&nbsp;</p>



<p>Diante desse cenário, o relatório defende a <strong>urgência de uma governança robusta</strong>.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Políticas públicas precisam assegurar empregos sustentáveis, proteger populações vulneráveis e preservar culturas e línguas diante da homogeneização tecnológica, sugere o relatório da ONU.</p></blockquote></figure>



<p>Por isso, investimentos complementares em dados, competências, infraestrutura e instituições são apontados como essenciais para garantir que a tecnologia seja usada de forma equitativa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Governança necessária</strong></h2>



<p>O relatório também alerta para o dilema dos formuladores de políticas, uma vez que decisões precisam ser tomadas com base em evidências, mas o ritmo acelerado da IA supera a capacidade de avaliação científica.</p>



<p>Para isso, instrumentos de governança já existem em diferentes jurisdições, embora fragmentados, concentrados entre poucas corporações e pouco avaliados quanto à sua eficácia real.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Sem coordenação global, o risco é que a tecnologia avance mais rápido do que a capacidade de regulação, destacam os especialistas do Painel.</p></blockquote></figure>



<p>O relatório reforça ainda que a IA é uma força de transformação sem precedentes, que tem impulsionado o desenvolvimento da ciência, da saúde e da educação, mas também gera <strong>inseguranças quanto aos direitos humanos</strong>, à <strong>coesão social </strong>e à <strong>estabilidade política</strong> em diferentes regiões.</p>



<p>A fim de indicar caminhos para um debate que leve a ações produtivas, o relatório preliminar organiza suas conclusões em sete áreas principais:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As sete áreas do relatório preliminar</strong></h2>



<p><strong>1. Ciência, avanços e trajetórias da IA</strong> — evolução recente das capacidades técnicas da tecnologia, incluindo raciocínio, geração de código e conteúdo multimodal.</p>



<p><strong>2. Aplicações sociais: ciência, saúde, educação e agricultura</strong> — uso da IA para acelerar pesquisas, ampliar o acesso a diagnósticos e apoiar a educação.</p>



<p><strong>3. Implicações econômicas</strong> — efeitos sobre o mercado de trabalho, a criação de empregos e a distribuição de riqueza entre capital e trabalho.</p>



<p><strong>4. Segurança, sistemas e implicações ambientais</strong> — riscos de perda de controle sobre sistemas autônomos e impactos ambientais da infraestrutura computacional.</p>



<p><strong>5. Direitos humanos, informação e democracia</strong> — efeitos da IA sobre a integridade informacional, a desinformação e a coesão social.</p>



<p><strong>6. Benefícios culturais e individuais, autonomia e segurança infantil</strong> — impactos sobre saúde mental, dependência psicológica e proteção de crianças no uso da tecnologia.</p>



<p><strong>7. Gestão, governança e confiabilidade</strong> — instrumentos regulatórios existentes, suas limitações e a necessidade de avaliação independente de riscos.</p>



<p>Por fim, o documento sugere que, para equilibrar oportunidades e perigos, é preciso fazer valer uma <strong>governança global baseada em evidências</strong>, garantindo inovação responsável e benefícios compartilhados, sem agravar as desigualdades entre as sociedades de diferentes países.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>O relatório preliminar consolida evidências científicas independentes, reunidas por especialistas de todas as regiões do mundo, para orientar as decisões dos governos sobre o tema.</p></blockquote></figure>



<p>O relatório também serviu de base para o Diálogo Global inaugural sobre Governança de IA, realizado nos dias 6 e 7 de julho em Genebra, na Suíça, estabelecendo um ponto de partida científico comum para a discussão.</p>



<p>A previsão dos especialistas envolvidos é de que um relatório mais abrangente sobre o tema seja lançado pelo Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial em maio de 2027.</p>
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