<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>#pâncreas | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
	<atom:link href="https://www.sciencearena.org/tag/pancreas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link></link>
	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
	<lastBuildDate>Tue, 02 Jun 2026 16:22:19 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.7.1</generator>

<image>
	<url>https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2023/06/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>#pâncreas | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
	<link></link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Câncer de pâncreas: remédio oral quase dobra sobrevida em ensaio clínico</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/cancer-de-pancreas-remedio-oral-quase-dobra-sobrevida-em-ensaio-clinico/</link>
					<comments>https://www.sciencearena.org/noticias/cancer-de-pancreas-remedio-oral-quase-dobra-sobrevida-em-ensaio-clinico/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 16:22:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#câncer]]></category>
		<category><![CDATA[#Daraxonrasib]]></category>
		<category><![CDATA[#pâncreas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=9000</guid>

					<description><![CDATA[<p>Dados apresentados na ASCO 2026 indicam que o daraxonrasib reduziu em 60% o risco de morte em pacientes com câncer de pâncreas metastático</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/cancer-de-pancreas-remedio-oral-quase-dobra-sobrevida-em-ensaio-clinico/">Câncer de pâncreas: remédio oral quase dobra sobrevida em ensaio clínico</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Apresentado nesta semana na sessão plenária da <a href="https://meetings.asco.org/meetings" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ASCO</a>, o principal congresso internacional de oncologia clínica, o daraxonrasib foi apontado como um dos resultados mais relevantes recentes no tratamento do câncer de pâncreas metastático. </p>



<p>Os <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2605555" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dados finais do estudo RASolute 302</a>, um ensaio clínico randomizado de fase 3 com aproximadamente 500 pacientes, indicaram que o medicamento oral, tomado uma vez ao dia, quase dobrou a sobrevida mediana em comparação com a quimioterapia convencional em pacientes previamente tratados: 13,2 meses com daraxonrasib contra 6,6 a 6,7 meses com quimioterapia. </p>



<p>O estudo também registrou redução de 60% no risco de morte e maior tempo até a progressão da doença.</p>



<p>Esses resultados se somam a dados anteriores <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2505783" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicados no início de maio de 2026 no New England Journal of Medicine</a> (NEJM), que já sugeriam que o daraxonrasib poderia frear o avanço do câncer de pâncreas, um dos tumores mais letais. </p>



<p>Em pacientes que já haviam recebido outros tratamentos, o tumor reduziu de tamanho em cerca de 1 a cada 3 casos, e a sobrevida mediana ultrapassou 13 meses — resultados acima do observado hoje nessa etapa da doença.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>O medicamento atua contra mutações do gene KRAS, presentes em mais de 90% dos tumores pancreáticos e consideradas um dos principais motores biológicos da doença. </p></blockquote></figure>



<p>Essas mutações mantêm o sinal de crescimento celular permanentemente ativado, favorecendo a proliferação do câncer. Os inibidores desenvolvidos anteriormente cobriam apenas uma variante específica, a KRAS G12C, rara no câncer de pâncreas.</p>



<p>O daraxonrasib surge como resposta a essa limitação.&nbsp;</p>



<p>Em vez de esperar a proteína RAS entrar em estado inativo para bloqueá-la, ele usa uma segunda proteína, a ciclofilina A, para interceptar o sinal enquanto o RAS ainda está ativo.</p>



<p>Além disso, o composto cobre múltiplas variantes da mutação, incluindo KRAS G12D, G12V e G12R, que juntas respondem pela maior parte dos casos de câncer pancreático.</p>



<p>Para testar seu potencial, os pesquisadores conduziram um <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2505783" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ensaio clínico com 168 pessoas</a> com câncer de pâncreas e mutação RAS que já haviam recebido ao menos uma terapia anterior. </p>



<p>O estudo combinou fases 1 e 2, usadas para avaliar segurança, dose ideal e sinais iniciais de eficácia. Entre as doses testadas, 300 mg apresentou os melhores resultados: cerca de 1 em cada 3 pacientes teve redução do tumor, e a sobrevida mediana passou de 13 meses após o início do tratamento.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Hoje, menos de 10% dos pacientes respondem ao segundo tratamento disponível para câncer de pâncreas avançado, e a sobrevida costuma ficar entre cinco e sete meses após seu início. O novo resultado, portanto, representa um avanço relevante num cenário em que as opções terapêuticas permanecem limitadas.</p></blockquote></figure>



<p>O câncer de pâncreas costuma ser diagnosticado tardiamente, muitas vezes quando a doença já se espalhou para outros órgãos.&nbsp;</p>



<p>No Brasil, o INCA (Instituto Nacional de Câncer) estima 13.240 casos novos por ano no triênio 2026–2028. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de pâncreas ocupa a nona posição entre os mais frequentes no país, com as maiores taxas de incidência na região Sul.</p>



<p>Contudo, 1 em cada 3 pacientes apresentou efeitos adversos graves, principalmente rash cutâneo e diarreia, embora nenhum tenha abandonado o tratamento por causa disso.&nbsp;</p>



<p>Além disso, o estudo foi relativamente pequeno, não teve grupo controle para comparação direta e recebeu financiamento da Revolution Medicines, fabricante do composto.</p>



<p>Mesmo preliminares, os resultados ajudam a consolidar uma nova geração de terapias voltadas ao KRAS, alvo considerado “indrogável” por décadas e hoje visto como uma das principais fronteiras no tratamento do câncer de pâncreas.</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/cancer-de-pancreas-remedio-oral-quase-dobra-sobrevida-em-ensaio-clinico/">Câncer de pâncreas: remédio oral quase dobra sobrevida em ensaio clínico</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sciencearena.org/noticias/cancer-de-pancreas-remedio-oral-quase-dobra-sobrevida-em-ensaio-clinico/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Transplantes prejudicados</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/transplantes-prejudicados/</link>
					<comments>https://www.sciencearena.org/noticias/transplantes-prejudicados/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Oct 2023 21:03:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[#ilhotas pancreáticas]]></category>
		<category><![CDATA[#insulina]]></category>
		<category><![CDATA[#pâncreas]]></category>
		<category><![CDATA[#transplante]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=2914</guid>

					<description><![CDATA[<p>Levantamento mostra que órgãos são recusados para doação de ilhotas pancreáticas por fatores que vão de problemas de saúde do doador a falta de pessoal treinado</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/transplantes-prejudicados/">Transplantes prejudicados</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A diabetes tipo 1 (mellitus) é uma condição resultante da destruição das células beta do pâncreas pelo próprio sistema imune, fazendo com que o órgão produza pouca ou nenhuma insulina – hormônio responsável pelo transporte de glicose, a principal fonte de energia celular, para o interior das células musculares. Por conta disso, portadores da doença precisam de aplicações de insulina para o resto da vida. Frequentemente, porém, o tratamento não evita as complicações mais comuns da diabetes.</p>



<p>Uma alternativa promissora de terapia é o transplante de células isoladas de ilhotas pancreáticas, responsáveis pela produção de insulina e que podem ser retiradas do pâncreas de doadores com morte cerebral. As condições de saúde dessas pessoas e questões técnicas para manutenção, transporte e isolamento dessas células, contudo, impedem que mais procedimentos do tipo sejam realizados no Brasil, revela um <a href="https://dmsjournal.biomedcentral.com/articles/10.1186/s13098-023-01089-8" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo publicado</a> na revista <em>Diabetology &amp; Metabolic Syndrome</em> por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP).</p>



<p>Os autores, membros do <a href="http://w3nucel.webhostusp.sti.usp.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Grupo NUCEL de Terapia Celular e Molecular</a> da FM-USP, fizeram uma análise retrospectiva dos pâncreas recebidos no centro entre janeiro de 2007 e janeiro de 2010 e as justificativas para recusar a maior parte dos órgãos.</p>



<p>No período, 558 pâncreas foram oferecidos pela Central de Transplantes do Estado de São Paulo, sendo que 512 foram recusados e 46 aceitos para o isolamento e transplante de ilhotas.</p>



<p>Os dados indicam que hiperglicemia, questões técnicas, idade, sorologia positiva e hiperamilasemia são as principais razões para recusar os órgãos. No caso da hiperamilasemia, que é o excesso da enzima digestiva amilase, ela pode estar associada a traumas de crânio, uma das maiores causas de morte cerebral no Brasil. Foi a quinta maior causa de recusa de pâncreas no estudo (8,2%).</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A primeira causa de recusa de pâncreas, porém, foi a hiperglicemia (14,8%), que pode ser prejudicial às ilhotas pancreáticas, uma vez que é associada a uma taxa aumentada de morte de células beta – justamente as que sintetizam e secretam a insulina.</p></blockquote></figure>



<p>A glicose elevada pode ser uma consequência da internação do doador em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os medicamentos administrados e a alimentação parenteral podem contribuir para a instabilidade nesse fator.</p>



<p>Questões técnicas responderam por 8,7% das recusas, a segunda causa mais frequente. As dificuldades incluem: número insuficiente de pessoal qualificado para isolamento das ilhotas, problemas relacionados a disponibilidade de reagentes e suprimentos específicos, e problemas no transporte do órgão, dada as grandes distâncias entre os hospitais onde estão os doadores e os centros de transplante.</p>



<p>Por fim, a idade elevada dos doadores (8,5% das recusas) e a sorologia positiva para uma série de infecções (8,4% das recusas) completam o quadro de dificuldades para obter as ilhotas pancreáticas.</p>



<p>“Considerando a oferta de pâncreas para transplante de ilhotas no Brasil, nosso estudo aponta para a necessidade de concentrar os esforços em ações que permitam melhorias na qualidade da manutenção dos doadores em UTI [Unidade de Terapia Intensiva] e a minimizar os problemas técnicos”, escreveram os autores do estudo.</p>



<p>“Acreditamos que as conclusões do trabalho possam ajudar a aumentar a disponibilidade de pâncreas de melhor qualidade, levando à melhoria do isolamento das ilhotas e dos resultados do transplante”, concluíram.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color"><strong>Transplante no Brasil</strong></mark></h2>



<p>O NUCEL foi o primeiro centro no Brasil a fazer um transplante de células de ilhotas pancreáticas, em 2002. No total, cinco pacientes passaram pelo procedimento, que consiste em uma ou mais infusões das células isoladas na corrente sanguínea.</p>



<p>Apenas outros dois centros realizam o isolamento e transplante: um laboratório da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná, em Curitiba, e outro do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.</p>



<p>Na maioria dos casos, os portadores de diabetes mellitus que recebem o tratamento passam a produzir a própria insulina e dependem menos das injeções do hormônio, além de diminuir ou eliminar episódios de hiperglicemia.</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/transplantes-prejudicados/">Transplantes prejudicados</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sciencearena.org/noticias/transplantes-prejudicados/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
