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	<title>Conteúdos sobre #periódicos | Artigos, Pesquisas e Estudos | Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
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		<title>Sub-representação feminina</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/publicacoes-asiaticas-tem-menor-representatividade-feminina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jun 2023 14:20:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#cientometria]]></category>
		<category><![CDATA[#periódicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Proporção de autoras mulheres em revistas médicas da Ásia é três vezes menor do que em periódicos de Estados Unidos e Europa</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um estudo que comparou revistas científicas da área médica de quatro países e cinco especialidades constatou que as publicações asiáticas são as que têm a menor representatividade feminina entre os autores dos estudos. Os Estados Unidos possuem a maior proporção de mulheres como autoras, enquanto revistas da Europa (Alemanha e Reino Unido) tiveram o maior crescimento da representação feminina em um período de dez anos. A proporção de autoras mulheres em periódicos asiáticos (Japão) é até três vezes menor do que nas outras regiões.</p>



<p>Os resultados foram <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-022-04612-2" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color">publicados</mark></a><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-022-04612-2"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color"> </mark></a>na revista <em>Scientometrics</em> por pesquisadoras de Hamburgo, na Alemanha, e de Tóquio, no Japão.</p>



<p>Foram avaliadas revistas de ginecologia, pediatria, radiologia, urologia e cirurgia. Nos períodos comparados (2007/2008 e 2017/2018), as publicações japonesas tiveram um pequeno aumento no número de mulheres como primeiras autoras, aquelas que normalmente estão em início de carreira e fazem a maior parte do trabalho publicado. No entanto, o crescimento foi acompanhado de uma queda no número de autoras sênior, aquelas que normalmente supervisionam a pesquisa, conseguem financiamento e assinam por último os artigos.</p>



<p>Comparadas à quantidade de médicas nos respectivos países, as primeiras autoras mulheres estão bem representadas nas revistas dos Estados Unidos e da Europa, mas abaixo do esperado nos periódicos asiáticos. “Autoras sênior mulheres continuam sub-representadas em periódicos de todas as regiões”, ressaltam as autoras do estudo.</p>



<p>As pesquisadoras constataram ainda que periódicos dos Estados Unidos publicam majoritariamente autoras daquele país, enquanto nos europeus mulheres norte-americanas e do Velho Continente são igualmente representadas. Asiáticas que atuam em instituições de seu continente são as que têm pior representatividade não apenas em revistas norte-americanas e europeias, como nas próprias publicações da Ásia.</p>



<p> No intervalo de dez anos analisado, em periódicos científicos das três regiões, a autoria de pesquisadores do mesmo sexo diminuiu quando se consideram artigos escritos por homens, mas continua a mais comum. Além disso, é mais frequente duas mulheres dividirem a primeira e última autoria do que um homem ser o primeiro autor tendo uma mulher como supervisora do estudo.</p>



<p>Em um recorte das revistas dos Estados Unidos, que têm outros estudos a respeito para comparação, os números em pediatria (66,1% e 43% para primeira e última autora, respectivamente) indicam um contínuo aumento de autoria feminina. Em ginecologia (64% e 40,8%) e radiologia (33,5% como primeira autora), os números estão na mesma faixa de estudos anteriores.</p>



<p>Nesta última especialidade, porém, os 16,3% de autoria sênior são menores do que o apurado por outros estudos. Em urologia, os 23,9% de primeiras autoras em 2017/2018 indicam aumento não apenas em relação ao período de 2007/2008 (13,5%), também analisado no estudo, como quando comparado com um trabalho de 2009 que chegou em 16,7%. A quantidade de autoras sênior, no entanto, não mudou muito em relação aos 6,6% apurados em 2007/2008.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color">Revisão por pares</mark></strong></h2>



<p>Para as autoras, os resultados do estudo podem servir para conscientizar editores sobre a sub-representação feminina em periódicos asiáticos e de mulheres trabalhando em instituições da Ásia em revistas de outras partes do mundo. Além disso, podem motivar as publicações a substituírem a revisão simples-cego – em que os autores não sabem quem são os revisores – para duplo-cego (quando tanto os revisores quanto os nomes e afiliações dos autores são omitidas) e até mesmo triplo-cego (quando sequer o editor sabe quem são os autores).</p>



<p>Outros trabalhos já mostraram que tanto editores homens quanto mulheres preferem recrutar revisores do mesmo sexo, e que apenas 21% das dez principais revistas em 41 categorias têm mulheres como editoras-chefe. Ainda, as taxas de aceitação após revisão simples-cego são maiores para autores estabelecidos, normalmente homens.</p>



<p>“[O estudo] serve para ilustrar a necessidade de estruturas de rede, um ambiente de aprendizado seguro, opções de pesquisa e financiamento melhoradas, assim como suporte profissional para o avanço das mulheres, algo pelo qual lutam organizações como ‘Women in Surgery’, ‘Women in Transplantation’, ‘Women in Pediatrics’, e ‘Society of Women in Urology’”, concluem as pesquisadoras.</p>
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