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	<title>#sistema imunológico | Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
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	<title>#sistema imunológico | Science Arena</title>
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		<title>Nobel de Medicina reconhece estudos que ajudaram a desvendar sistema imunológico</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/nobel-de-medicina-reconhece-estudos-que-ajudaram-a-desvendar-sistema-imunologico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 17:35:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#leucócitos]]></category>
		<category><![CDATA[#Prêmio Nobel]]></category>
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		<category><![CDATA[#tolerância imune]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Laureados ajudaram a desvendar as chamadas células T reguladoras, que impedem sistema imune de atacar o próprio organismo</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/nobel-de-medicina-reconhece-estudos-que-ajudaram-a-desvendar-sistema-imunologico/">Nobel de Medicina reconhece estudos que ajudaram a desvendar sistema imunológico</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Passados 125 anos desde que o microbiologista alemão Emil Adolf von Behring (1854–1917) se tornou o primeiro laureado com o <strong>Nobel de Fisiologia ou Medicina</strong> por desenvolver uma terapia de soro contra a difteria — sendo considerado um dos precursores da imunoterapia —, outros três cientistas da área foram agraciados em 2025 pelo <strong>Instituto Karolinska</strong>, na Suécia, responsável por selecionar os vencedores.</p>



<p>O <strong>Nobel de Medicina de 2025</strong>, anunciado na <strong>segunda-feira (06/10)</strong> reconheceu <strong>pesquisas que</strong> <strong>desvendaram mecanismos do sistema imunológico</strong>.&nbsp;</p>



<p>A láurea foi concedida aos imunologistas <strong>Mary Brunkow</strong>, 63 anos, e <strong>Frederick Ramsdell</strong>, 64, ambos dos Estados Unidos, e <strong>Shimon Sakaguchi</strong>, 74, do Japão. Os três vão compartilhar (em partes iguais) a premiação no valor de 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões). Além disso, cada um receberá um diploma e uma medalha de ouro.</p>



<p>A cerimônia de entrega está prevista para <strong>10 de dezembro</strong>, aniversário da morte do químico sueco <strong>Alfred Nobel</strong> (1833-1896), inventor da dinamite e que, em testamento, destinou parte de sua fortuna para premiar pessoas que, de alguma forma, contribuíram para trazer algum benefício à humanidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tolerância imune periférica</h2>



<p>Basicamente, os três cientistas mostraram – em pesquisas publicadas entre 1995 e 2003 – como o organismo evita atacar a si mesmo. É como se o sistema imunológico dissesse: “se não me regular, eu vou atacar”.</p>



<p>Eles impulsionaram linhas de pesquisa que revelaram a função dos chamados <strong>linfócitos T reguladores (Treg)</strong> – células do sistema imune que suprimem a resposta inflamatória e desativam outras células T capazes de atacar o próprio corpo.&nbsp;</p>



<p>&#8220;Os achados publicados por esses pesquisadores foram decisivos para a nossa compreensão de como o sistema de defesa funciona e por que nem todas as pessoas desenvolvem doenças autoimunes graves”, declarou Olle Kämpe, presidente do comitê Nobel, em um <a href="https://www.nobelprize.org/prizes/medicine/2025/press-release/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">comunicado de imprensa</a>.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Na prática, os linfócitos T reguladores impedem que o sistema imune ataque as próprias células e tecidos do organismo. Quando falham em sua missão de controle, o corpo se volta contra si mesmo e pode desencadear doenças autoimunes como lúpus, esclerose múltipla, diabetes tipo 1 e artrite reumatoide.</p></blockquote></figure>



<p><a href="https://www.nobelprize.org/prizes/medicine/2025/popular-information/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O comunicado oficial da Assembleia do Instituto Karolinska</a> destaca que as descobertas lançaram as bases para um novo campo de pesquisa, dedicado a investigar a chamada <strong>tolerância imune periférica.&nbsp;</strong></p>



<p>Trata-se de um dos mecanismos responsáveis por controlar a ação de linfócitos T efetores – um tipo específico de linfócito que combate ativamente os agentes infecciosos. A tolerância periférica, porém, só começou a ser desvendada em meados dos anos 1990, pelo japonês <strong>Shimon Sakaguchi</strong>.</p>



<p>Até então, já se sabia desde a década de 1980 que, após serem produzidas no interior dos ossos, uma parte das células de ataque (os linfócitos T efetores) passam por um processo de seleção no timo.</p>



<p>Nesta glândula, localizada na parte mais alta do peito, são identificados e eliminados exatamente os linfócitos T capazes de reconhecer proteínas do próprio organismo, gerando resposta autoimune.&nbsp;</p>



<p>Ocorre que esse primeiro mecanismo de controle, conhecido desde os anos 1980 e batizado de <strong>tolerância imune central</strong>, não é infalível: alguns linfócitos T efetores “burlam” a triagem do timo, levando ao desenvolvimento de doenças autoimunes.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Por muito tempo, cientistas se perguntaram por que o sistema imunológico não se volta contra o próprio corpo com mais frequência – uma vez que há células T que escapam desse &#8220;processo seletivo” no timo.&nbsp;&nbsp;</p>



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<p>Tudo levava a crer que o sistema imunológico contava com um segundo mecanismo para frear linfócitos T fora de controle. Alguns pesquisadores trabalharam com a possibilidade de haver o que chamaram de “células supressoras”, isto é, linfócitos T encarregados de aniquilar linfócitos efetores que escapam do timo.&nbsp;</p>



<p>No entanto, quando se constatou que algumas das evidências a favor da hipótese das células supressoras eram falsas, esse campo de investigação perdeu força e prestígio dentro da comunidade científica.&nbsp;</p>



<p>Sakaguchi, contudo, seguiu na direção contrária. No Instituto de Pesquisa do Centro de Câncer Aichi, em Nagoia, no Japão, realizou experimentos com camundongos a fim de compreender a função do timo no controle do sistema imune.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A função do gene Foxp3</h2>



<p>Inspirado por um experimento anterior, cujos autores removeram cirurgicamente o timo de camundongos recém-nascidos, Sakaguchi isolou linfócitos T que haviam amadurecido em camundongos geneticamente idênticos, e as injetou em camundongos sem timo.&nbsp;</p>



<p>Isso teve um efeito surpreendente: parecia mesmo haver células T capazes de proteger os roedores de doenças autoimunes.</p>



<p>Este e outros resultados semelhantes convenceram o pesquisador japonês de que, entre os linfócitos T, deveria existir um tipo específico, que atuasse como “guarda” ou “vigilante”, acalmando outras células T e as mantendo sob controle.&nbsp;</p>



<p>Em 1995, Sakaguchi conseguiu isolar um pequeno subconjunto de linfócitos T que expressavam uma proteína chamada CD25 e demonstrou que, quando essas células T eram removidas, os camundongos passavam a desenvolver doenças autoimunes graves.&nbsp;</p>



<p>Esse achado foi a primeira evidência direta da existência dos linfócitos T reguladores.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Em 2001, Mary Brunkow e Fred Ramsdell fizeram outra descoberta fundamental. Encontraram respostas para explicar por que uma linhagem específica de camundongos era particularmente vulnerável a doenças autoimunes.&nbsp;</p></blockquote></figure>



<p>Brunkow e Ramsdell descobriram que os camundongos tinham uma mutação em um gene que chamaram de <strong>Foxp3</strong>. Também demonstraram que mutações no equivalente humano desse gene causam uma doença autoimune grave, a síndrome da imunodesregulação, poliendocrinopatia e enteropatia ligada ao cromossomo X (Ipex), mais comum em meninos.&nbsp;</p>



<p>Dois anos depois, Sakaguchi conseguiu relacionar suas descobertas com as de Brunkow e Ramsdell. Ele provou que o gene Foxp3 “governa” o desenvolvimento das células que havia identificado em 1995 – os linfócitos T reguladores.&nbsp;</p>



<p>Os achados dos três pesquisadores – somados aos de outros cientistas – ajudaram a estimular, nas últimas décadas, a busca por novos tratamentos contra câncer e doenças autoimunes.&nbsp;</p>



<p>É o caso, por exemplo, dos medicamentos inibidores de checkpoint – um tipo de imunoterapia que procura diminuir a ação dos linfócitos T reguladores, possibilitando que o sistema imune ataque células tumorais de forma mais eficiente.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Saiba mais sobre as células T reguladoras (Treg)</h2>



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                <h3>1. O que são? </h3>
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            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>As células T reguladoras, conhecidas como Treg, são um tipo de linfócito responsável por manter o equilíbrio do sistema imunológico. Elas controlam as respostas imunes para evitar que o corpo ataque os próprios tecidos.</p>
            </dd>
        </div>

        
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                <h3>2. Onde atuam?</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>São formadas no timo e circulam por diferentes tecidos do corpo, onde monitoram e ajustam a atividade de outras células do sistema imune.</p>
            </dd>
        </div>

        
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                <h3>3. Quando falham?</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Quando as Treg perdem sua capacidade de controle, o sistema imunológico se torna hiperativo e começa a atacar o próprio organismo, originando doenças autoimunes como lúpus, esclerose múltipla e diabetes tipo 1.</p>
            </dd>
        </div>

        
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                <h3>4. Quando &quot;pecam pelo excesso”?</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Em alguns casos, as Treg podem ser “boas demais” — protegendo tumores e impedindo que o sistema imune os reconheça como ameaça. Esse efeito é uma das grandes barreiras na luta contra o câncer.</p>
            </dd>
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        <div class="ac-item">
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                <h3>5. Como podem ser usadas em imunoterapias?</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>O desafio atual da medicina é ajustar esse equilíbrio. Em câncer, busca-se inibir as Treg para liberar a resposta imune; nas doenças autoimunes, o objetivo é fortalecê-las ou reeducá-las para restaurar a tolerância imunológica.</p>
            </dd>
        </div>

        
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		<title>Sistema imune contra tumor cerebral</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/oncologia-glioblastoma-celulas-car-nk-cancer-cerebral/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2025 14:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#CAR-NK]]></category>
		<category><![CDATA[#CAR-T]]></category>
		<category><![CDATA[#sistema imunológico]]></category>
		<category><![CDATA[#terapia celular]]></category>
		<category><![CDATA[#terapias avançadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa revela que células imunológicas modificadas com receptor CAR e citocina têm potencial para curar até 67% de camundongos com glioblastoma, abrindo caminho para novos tratamentos </p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/oncologia-glioblastoma-celulas-car-nk-cancer-cerebral/">Sistema imune contra tumor cerebral</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, conseguiram curar de 40% a 67% dos camundongos com <strong>glioblastoma</strong>, uma das formas mais agressivas de <strong>câncer cerebral</strong>.</p>



<p>Eles inseriram o gene do receptor CAR (<strong>chimeric antigen receptor</strong>), que reconhece o tumor e ativa a resposta imune, em três tipos de <strong>células do sistema imunológico</strong> retiradas do sangue dos animais: linfócitos T, macrófagos e células NK (Natural Killers).</p>



<p>O estudo <a href="https://www.cell.com/cell-reports-medicine/fulltext/S2666-3791(25)00004-7" target="_blank" rel="noreferrer noopener">foi publicado em 18 de fevereiro na revista <em>Cell</em>.</a> </p>



<p>Além do CAR, que reconhece o tumor e desencadeia a resposta imune, os pesquisadores introduziram um segundo gene, responsável pela produção de <strong>citocina</strong>, uma substância que estimula a inflamação e <strong>potencializa a ação das células imunes</strong>. Em seguida, as células modificadas foram reinseridas na corrente sanguínea dos próprios animais.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Entre os três tipos de células testadas, as NK foram as mais eficazes: após 40 dias, curaram 4 de 6 camundongos (67%). Os macrófagos tiveram uma taxa de cura de 50%, e os linfócitos T, de 40%.</p></blockquote></figure>



<p>A abordagem se assemelha à <strong>terapia CAR-T</strong>, já aprovada para o tratamento de cânceres hematológicos, como linfomas, alguns tipos de leucemia e mieloma múltiplo. No entanto, a CAR-T apresenta <strong>limitações para o tratamento de tumores sólidos</strong>. </p>



<p>“Sem a citocina, as células imunes com o receptor CAR tiveram pouco efeito sobre o tumor: aumentaram ligeiramente a sobrevida dos camundongos, mas não os curaram”, escreveram os autores do estudo.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Desenvolvimento de novas terapias</mark></strong></h2>



<p>Os pesquisadores sugerem que as terapias CAR-NK e CAR-macrófagos são alternativas promissoras aos linfócitos T modificados, pois apresentam menor risco de inflamação excessiva, um dos desafios da terapia CAR-T (<a href="https://academiadigitalqas.einstein.br/oe/2031/video" target="_blank" rel="noreferrer noopener">saiba mais sobre terapias com células CAR-NK</a>).</p>



<p>A bióloga molecular Erica Heipertz, da empresa norte-americana de biotecnologia Thermo Fisher Scientific, que não participou do estudo, também acredita no potencial da terapia CAR-NK.</p>



<p>Segundo ela, esse tipo de célula é especialmente seguro e não causou efeitos colaterais graves em ensaios clínicos com humanos, mesmo quando derivado de doadores – algo que não ocorre com a terapia CAR-T. </p>



<p>“As células NK podem ser mais uma opção para tumores do sangue ou, talvez, até para tratar tumores sólidos”, afirmou Heipertz ao site da empresa.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Diferencial</mark></strong></h2>



<p>Outro diferencial do estudo foi o uso de camundongos com sistema imunológico intacto. Normalmente, pesquisas desse tipo são conduzidas em animais com o sistema imune suprimido, o que limita a compreensão das interações entre tumor e sistema imunológico.</p>



<p>Além de testar a eficácia dos diferentes tipos de células, os pesquisadores detalharam seus mecanismos de ação, o que pode auxiliar no desenvolvimento de novas terapias. Os linfócitos T modificados foram os que mais infiltraram o tumor, mas se acumularam menos sobre ele em comparação com as células NK e os macrófagos. </p>



<p>Os resultados reforçam a necessidade de explorar diferentes estratégias de engenharia genética para enfrentar tumores sólidos. “Entender as vantagens e limitações de diferentes células do sistema imune é crucial para desenvolver as próximas gerações de imunoterapias celulares”, concluem os pesquisadores.</p>



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                <h3>Como funciona a terapia com células CAR?</h3>
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                <p>Células do sistema imunológico são modificadas geneticamente para reconhecer e atacar tumores, potencializando a resposta imune.</p>
            </dd>
        </div>

        
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                <h3>Qual a diferença entre CAR-T, CAR-NK e CAR-macrófagos?</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p><strong>• CAR-T:</strong> eficaz contra cânceres do sangue, mas com risco de inflamação excessiva.</p>
<p><strong>• CAR-NK:</strong> mais seguro e promissor para tumores sólidos.</p>
<p><strong>• CAR-macrófagos:</strong> podem atuar melhor no microambiente tumoral.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
            <dt class="ac-titulo" role="button">
                <h3>Por que a citocina é importante no tratamento?</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Ela estimula a inflamação, auxiliando as células CAR a combater o tumor de forma mais eficaz.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
            <dt class="ac-titulo" role="button">
                <h3>Por que o estudo usou camundongos com sistema imune intacto?</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Isso permite entender melhor como o tumor e o sistema imunológico interagem, auxiliando no desenvolvimento de novas terapias.</p>
            </dd>
        </div>

        
    </dl>
    
</div>


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                    });
                    item.addClass('ac-aberto');

                }

            });

        });

    });

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