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	<title>Arquivos #ultraprocessados | Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
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	<title>Arquivos #ultraprocessados | Science Arena</title>
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		<title>Pesquisadores brasileiros alertam G20 sobre &#8220;tríplice monotonia&#8221; que coloca sistema alimentar em colapso</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/pesquisadores-brasileiros-alertam-g20-sobre-triplice-monotonia-que-coloca-sistema-alimentar-em-colapso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 17:15:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[#G20]]></category>
		<category><![CDATA[#segurança alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[#sistema alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[#ultraprocessados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sistema que reduziu a fome no século 20 agora alimenta epidemia de obesidade e superbactérias, alertam cientistas</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Força-Tarefa 4 do G20 da África do Sul — grupo dedicado ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável — <a href="https://t20southafrica.org/commentaries/translating-t20-recommendations-into-g20-actions-the-case-of-food-security-through-sustainable-food-systems/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">incorporou em seu documento final</a> o conceito de &#8220;tríplice monotonia&#8221;, um alerta sobre três crises interligadas no sistema alimentar global. A primeira crise é a dependência excessiva de poucas culturas agrícolas. A segunda envolve a produção intensiva de animais, que favorece o uso massivo de antibióticos. A terceira é a monotonia alimentar: o aumento do consumo de ultraprocessados com custos ocultos para a saúde.</p>



<p>O conceito <a href="https://catedrajc.fsp.usp.br/wp-content/uploads/2025/10/T20_TF-4_SB-3-PB-2_GlobalAgriFood.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">foi proposto em documento de 2025</a> elaborado por pesquisadores da Cátedra Josué de Castro e do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), do Instituto Comida do Amanhã, do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (CIRAD), da França, e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Da Revolução Verde aos limites planetários</strong></h2>



<p>Os pesquisadores argumentam que a fome global diminuiu nas últimas seis décadas, mas essa conquista se apoiou em métodos de produção, formas de industrialização, políticas públicas e programas de pesquisa científica que já não correspondem às necessidades atuais. Ao contrário: extrapolam os limites planetários.</p>



<p>Um número decrescente de culturas vegetais responde por uma parcela crescente da produção agrícola mundial, intensificando a dependência do uso de água, fertilizantes nitrogenados e agrotóxicos.</p>



<p>Paralelamente, as criações intensivas de aves e suínos concentram grandes contingentes de animais em espaços reduzidos, favorecendo a disseminação de microrganismos. Para conter esse problema, produtores recorrem crescentemente ao uso massivo de antibióticos, uma dinâmica que pode levar ao surgimento de superbactérias resistentes aos tratamentos convencionais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Seis culturas alimentam três quartos do mundo</strong></h2>



<p>Os efeitos desse sistema extrapolam o campo e se refletem diretamente na alimentação das populações, marcada por uma crescente monotonia.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><em>Globalmente, 75% das calorias consumidas no mundo provêm de apenas seis culturas: trigo, milho, arroz, batata, soja e cana-de-açúcar.</em></p></blockquote></figure>



<p>Nesse contexto, os alimentos ultraprocessados se destacam com formulações industriais que oferecem uma diversidade artificial de cores e sabores, mas se baseiam em um número cada vez menor de espécies vegetais.</p>



<p>A redução da diversidade alimentar, o aumento do consumo de ultraprocessados e a erosão das culturas culinárias tradicionais compõem um quadro preocupante. Os impactos nutricionais, econômicos e sanitários se refletem no aumento da incidência de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e diferentes tipos de câncer.</p>



<p>Diante desse cenário, os pesquisadores recomendam ações prioritárias aos países do G20:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Serviços ecossistêmicos na agricultura</strong>: governos e agentes financeiros devem fazer da provisão de serviços ecossistêmicos, como preservação de solos, ciclos de água e biodiversidade, componente central da oferta de produtos agrícolas.</li>



<li><strong>Regeneração de solos degradados</strong>: estabelecer metas claras para que a recuperação de terras hoje exauridas contribua para a segurança alimentar e nutricional.</li>



<li><strong>Redução no uso de antibióticos</strong>: definir objetivos quantitativos e sistemas transparentes de monitoramento para reduzir o uso de antibióticos na produção animal.</li>



<li><strong>Menos ultraprocessados, mais alimentos frescos</strong>: reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e ampliar a ingestão de uma maior variedade de alimentos frescos e minimamente processados.</li>
</ul>
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		<title>Rita Lobo: “A ciência tem impacto quando chega à mesa das pessoas”</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/entrevistas/rita-lobo-a-ciencia-tem-impacto-quando-chega-a-mesa-das-pessoas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 22:16:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[#alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[#comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[#nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[#transdisciplinaridade]]></category>
		<category><![CDATA[#ultraprocessados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chef e apresentadora fala sobre parceria com cientistas e criação de estratégias contra má alimentação no Brasil</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/entrevistas/rita-lobo-a-ciencia-tem-impacto-quando-chega-a-mesa-das-pessoas/">Rita Lobo: “A ciência tem impacto quando chega à mesa das pessoas”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A chef e apresentadora de TV<strong> Rita Lobo</strong> é um dos nomes mais reconhecidos da <strong>culinária brasileira</strong>, mas sua atuação há muito transcendeu o preparo de receitas saborosas. Criadora do <em>Panelinha</em>, iniciativa multiplataforma dedicada a melhorar a alimentação das pessoas, Rita se tornou uma voz importante na <strong>comunicação de saúde pública no Brasil</strong>, atuando como <strong>interlocutora entre o rigor acadêmico e a mesa da população</strong>.</p>



<p>Embora não seja cientista de formação, a chef colabora há mais de uma década com o <a href="https://www.fsp.usp.br/nupens/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde</a> (<strong>Nupens</strong>) da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), coordenado por <strong>Carlos Monteiro</strong>.</p>



<p>A parceria, formalizada em 2014, ajudou a <strong>transformar evidências científicas</strong> — como a classificação de alimentos por grau de processamento — em <strong>ferramentas práticas para enfrentar o avanço dos ultraprocessados</strong> (formulações industriais com aditivos químicos e excesso de sal, açúcar e gordura).</p>



<p>Essa colaboração é um exemplo do que os filósofos da ciência Silvio Funtowicz e Jerome Ravetz chamam de “<strong>comunidade ampliada de pares</strong>”, na qual <strong>cientistas e outros atores sociais trabalham juntos para lidar com problemas complexos</strong>, tais como insegurança alimentar e o aumento da obesidade no mundo.</p>



<p>Da <strong>união entre a pesquisa epidemiológica e a experiência em falar de culinária para um grande público </strong>surgiram projetos de grande impacto, como os livros <em>Cozinha a quatro mãos</em> e <em>Comida de Bebê</em>, além de séries de TV que promovem a dieta brasileira.</p>



<p>Filha de uma antropóloga e de um engenheiro, ambos professores universitários, Rita não apenas “traduz” o conhecimento técnico, mas o tensiona com <strong>questões do mundo real</strong>, como a <strong>divisão do trabalho doméstico</strong> e a <strong>organização da alimentação</strong>.</p>



<p>Esse trabalho a levou a espaços tradicionalmente reservados à academia, como congressos internacionais e o lançamento da <a href="https://www.thelancet.com/series-do/ultra-processed-food" target="_blank" rel="noreferrer noopener">série sobre ultraprocessados da revista <em>The Lancet</em></a>. Nesses fóruns, a profissional defende a “<strong>comida de verdade</strong>” e sustenta que cozinhar é um aprendizado libertador e um instrumento de transformação social.</p>



<p>Na entrevista a seguir, Rita Lobo fala sobre suas parcerias com pesquisadores, os desafios de transitar no meio acadêmico e explica por que a cozinha é, em última instância, um elo direto com a saúde pública.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Science Arena: Como você vê hoje a sua atuação em congressos científicos e a parceria de mais de uma década com o Nupens da USP?</strong></h2>



<p><strong>Rita Lobo:</strong> O Nupens tem um convênio formal com o Panelinha para criar conteúdo baseadoemevidências científicas. Tudo começou em 2014, com a publicação do <em>Guia Alimentar para a População Brasileira</em>, que indicava meu livro <em>Panelinha</em> como referência para uma alimentação saudável.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>O professor Carlos Monteiro, da USP, e eu entendemos que poderíamos unir o conceito científico com a prática da cozinha.</p></blockquote></figure>



<p>Enquanto a ciência traz o conceito, o Panelinha mostra como executar no dia a dia. Nosso objetivo é criar conteúdos baseados em evidências e que levem as pessoas de volta para a cozinha, tirando os ultraprocessados da mesa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>De que maneira a base científica aparece nos projetos práticos que você desenvolve?</strong></h2>



<p>Olho para os dados que a ciência aponta e busco soluções práticas. Por exemplo, ao notar que o consumo de hortaliças estava caindo no Brasil, criei o projeto “<em>O que tem na geladeira?</em>”, com 200 receitas baseadas nos 30 legumes e verduras mais populares do país.</p>



<p>Outro exemplo é o livro &#8220;<em>Comida de Bebê</em>&#8220;: percebemos que a introdução alimentar é uma janela de oportunidade para melhorar a dieta da casa toda. Mostramos que comida de bebê não é papinha, é &#8220;pê-efinho&#8221;.</p>



<p>Os pais aprendem que o que o bebê come é o que os adultos também deveriam comer: cereais, leguminosas, hortaliças e carnes e ovos.</p>



<p><strong>Você menciona o &#8220;pê-efe&#8221; (prato feito) quase como uma fórmula. Como a ciência ajudou a refinar esse conceito?</strong></p>



<p>Aprendo muito com meus livros: cada projeto é como um mestrado para mim! O “prato feito” é uma fórmula, já que é possível propor combinações nutricionalmente equivalentes, mantendo os quatro grupos alimentares.</p>



<p>Ele combina de forma balanceada quatro grupos que deveríamos consumir todos os dias: hortaliças (legumes e verduras), cereais, raízes e tubérculos (como arroz, batata, farinha de mandioca etc.), leguminosas (todos os tipos de feijão) e carnes e ovos, para quem consome, claro.</p>



<p>De um lado do prato, hortaliças, do outro, arroz e feijão e carne. Um prato de homus, tabule e berinjela recheada, em termos nutricionais, equivale a um pê-efe.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="512" height="640" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/rita-lobo-lancet-1.png" alt="Encontro presencial após evento científico, com participantes conversando informalmente em um auditório, sob projeção da revista The Lancet ao fundo" class="wp-image-7540" style="aspect-ratio:3/2;object-fit:cover" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/rita-lobo-lancet-1.png 512w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/rita-lobo-lancet-1-320x400.png 320w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/rita-lobo-lancet-1-120x150.png 120w" sizes="(max-width: 512px) 100vw, 512px" /><figcaption class="wp-element-caption">Rita Lobo (no centro da imagem) conversa com pesquisadores durante o lançamento da série da revista The Lancet sobre alimentos ultraprocessados e saúde humana, em evento realizado em Londres, no Reino Unido, em novembro de 2025 | Imagem: Arquivo Panelinha </figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Em seus discursos, você enfatiza que a alimentação saudável é indissociável da divisão de tarefas na casa. Por que esse recorte é tão central?</strong></h2>



<p>Porque ultraprocessados também são uma questão de gênero. Nesse sentido, trago o olhar da cozinha, da prática, e ajudo a pautar discussões que vão além dos nutrientes.</p>



<p>No Brasil, a responsabilidade pela alimentação ainda recai majoritariamente sobre as mulheres. Se essa mulher trabalha, estuda e ainda tem que dar conta da cozinha sozinha, ela vai acabar recorrendo ao &#8220;macarrão com nuggets&#8221; por pura sobrecarga.</p>



<p>Defendo que a alimentação não é assunto de &#8220;dona de casa&#8221;, é assunto da casa. Sem divisão de tarefas (planejar, cozinhar, comprar, limpar), não há comida de verdade na mesa.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>Eu reforço, nos congressos científicos e médicos dos quais participo, que a cozinha é o elo direto com a saúde pública.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como tem sido a recepção do seu trabalho em congressos médicos?</strong></h2>



<p>Eu tento dar uma &#8220;chacoalhada&#8221; nesses eventos. E é necessário. Recentemente, em um congresso com auditório cheio de médicos, apenas uma pessoa soube definir conceitualmente o que era um alimento ultraprocessado. <del></del></p>



<p>Meu papel é mostrar que cozinhar é uma ferramenta de saúde, não é dom nem arte; é um aprendizado libertador que dá autonomia para uma vida mais saudável.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1200" height="800" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/carlos-monteiro-usp-1200x800.jpg" alt="Professor Carlos Monteiro, da USP, em palco escuro, usando paletó e camisa social clara, fala ao público com gestos expressivos enquanto segura anotações na mão" class="wp-image-7547" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/carlos-monteiro-usp-1200x800.jpg 1200w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/carlos-monteiro-usp-800x533.jpg 800w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/carlos-monteiro-usp-400x267.jpg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/carlos-monteiro-usp-768x512.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/carlos-monteiro-usp-1536x1024.jpg 1536w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/carlos-monteiro-usp-150x100.jpg 150w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/carlos-monteiro-usp.jpg 1620w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption class="wp-element-caption">Parceiro de Rita Lobo na promoção da alimentação saudável, o médico epidemiologista Carlos Monteiro, da USP, é o criador da classificação Nova, que separa os alimentos em grupos que vão dos não ou minimamente processados aos ultraprocessados; considerado um dos cientistas mais importantes do mundo, Monteiro foi reconhecido pelo jornal estadunidense <em>The Washington Post </em>como uma das pessoas mais influentes de 2025 | Imagem: Marcos Santos / USP Imagens</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A classificação dos alimentos por grau de processamento ainda gera resistência no meio acadêmico ou médico?</strong></h2>



<p>Sim, porque ela incomoda narrativas estabelecidas. Há profissionais da saúde que focam apenas em macronutrientes, dizendo para comer mais proteína e tirar carboidrato, ignorando se essa proteína vem de um iogurte ultraprocessado cheio de adoçante e conservante.</p>



<p>A ciência mostra que o corpo às vezes nem entende aquilo como alimento. É um conflito de visões entre olhar para o alimento ou apenas para o nutriente. A classificação dos alimentos por grau de processamento está conseguindo quebrar paradigmas na nutrição mundial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Que conselho você daria para pesquisadores em início de carreira que desejam causar mais impacto na sociedade?</strong></h2>



<p>Invistam na forma de explicar a sua pesquisa. Hoje existem ferramentas que ajudam a comunicar melhor e a tirar o &#8220;tom acadêmico&#8221; para alcançar mais pessoas.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>Minha parceria com o Nupens-USP deu certo porque houve um alinhamento ético: eles têm a evidência e eu tenho habilidades de comunicação e a convicção de nunca fazer publicidade para ultraprocessados.</p></blockquote></figure>



<p>Se a orientação é comer comida de verdade, alguém precisa ensinar como ela chega à mesa; a ciência e a cozinha precisam caminhar juntas para mudar a saúde pública.</p>



<p></p>
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