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04.03.2026 Saúde Mental

4 estratégias eficientes para cuidar da saúde mental na pós-graduação

A adoção de hábitos saudáveis proporciona bem-estar emocional, além de auxiliar na produtividade

Pessoa caminhando por uma estrada arborizada ao entardecer, com a luz dourada do sol iluminando o cenário. A cena transmite sensação de tranquilidade, movimento e conexão com a natureza De acordo com a neurocientista Elisa Kozasa, as práticas para cuidar do psicológico durante o mestrado e doutorado envolvem o sono, as pausas durante o dia, metas realistas e exercícios físicos | Imagem: Unsplash

Em meio à correria da carreira científica, é fundamental manter hábitos estratégicos para cuidar da saúde mental. Essas práticas se mostram ainda mais necessárias em um contexto onde casos de ansiedade e depressão aumentaram consideravelmente na população em geral após a pandemia de covid-19.

As práticas para cuidar do psicológico durante o mestrado e doutorado envolvem o sono, as pausas durante o dia, metas realistas e exercícios físicos.

Em entrevista ao Science Arena, a neurocientista Elisa Harumi Kozasa, pesquisadora do Einstein Hospital Israelita, fornece dicas de ouro para passar pela trajetória de um projeto de pesquisa com mais tranquilidade.

1. Proteja o período do sono

Noites bem dormidas são cruciais para o bom funcionamento do organismo. Por isso, estabelecer um horário para o sono é um dos primeiros passos para proteger a mente contra transtornos. Para fazer isso de uma maneira mais eficaz, vale elaborar a chamada “agenda reversa”. 

Nesse tipo de agenda, a pessoa deve começar a planejar o seu dia a partir do horário de dormir. Conforme Kozasa, esse método faz com que as atividades sejam organizadas de uma maneira que o período de sono seja reservado.

2. Respeite os horários de pausas

Com a correria do dia a dia, muitos acadêmicos acabam se esquecendo de realizar pequenas pausas. Os períodos de descanso ou descontração são essenciais até mesmo para a produtividade.

Kozasa explicou que costuma reservar cerca de 1hora para o almoço e para conversas divertidas com os colegas. 

“Se eu puder encerrar uma reunião 1 hora antes da hora reservada, eu faço isso para ter 15 ou 10 minutos para ir ao toalete, beber uma água, respirar um pouco ou olhar para o horizonte”, complementou a neurocientista.

Confira na íntegra a entrevista de Elisa Kozasa ao Science Arena:

3. Metas atingíveis

Ao pensar no que deve ser feito sobre o projeto em um dia, é importante ter em mente que esse conjunto de tarefas vai além de uma lista de afazeres. Isso porque o aluno precisa colocar na agenda as metas que ele conseguirá cumprir. 

Se a pessoa não pensar que naquele dia só é possível fazer determinadas demandas, poderá levar o que não conseguiu fazer para a cama, que é um lugar de descanso.

Agora, se o estudante criou metas atingíveis, ele pode chegar no final do dia aliviado por ter conseguido finalizar as tarefas.

4. Atividade física 

Durante um projeto acadêmico, muitos alunos se deparam com um “travamento” que os impossibilita de realizar suas pesquisas. Isso também acontece por conta de cobranças excessivas. Nesses casos, a maior recomendação é aprender a relaxar o corpo e a mente por meio de atividades físicas.

“Nós temos um mecanismo de feedback do corpo para o cérebro. Então, o seu cérebro percebe o seu corpo mais relaxado e ele também vai entender que existe uma possibilidade da mente relaxar”, explicou Elisa.

Para ler o conteúdo completo sobre saúde mental na pós-graduação, veja a entrevista completa nesta matéria do Science Arena.

* É permitida a republicação das reportagens e artigos em meios digitais de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.
O texto não deve ser editado e a autoria deve ser atribuída, incluindo a fonte (Science Arena).

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