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19.03.2026 Trabalho

5 dicas para traduzir a experiência acadêmica ao mercado corporativo

Jaqueline Ribas, da consultoria Pesquisa de Impacto, orienta pesquisadores sobre como traduzir a bagagem acadêmica para processos seletivos no setor privado

Duas mulheres sentadas frente a frente em uma mesa em ambiente corporativo. Ao fundo, janelas amplas com vista para prédios urbanos. A mulher à direita, negra, de cabelo afro e óculos, sorri. A mulher à esquerda, branca, de cabelo liso, a observa com atenção. Saber apresentar a bagagem acadêmica em processos seletivos é tão importante quanto tê-la, segundo Jaqueline Ribas, da consultoria Pesquisa de Impacto | Imagem: Unsplash

A trajetória científica desenvolve competências técnicas e interpessoais valorizadas no setor privado. Mas não basta tê-las: é preciso saber comunicá-las em um processo seletivo.

Em entrevista ao Science Arena, Jaqueline Ribas, especialista em contratação de profissionais da pesquisa e fundadora da consultoria Pesquisa de Impacto, aponta estratégias práticas para isso, especialmente em um cenário em que sistemas automatizados de triagem de currículos (ATS) são cada vez mais comuns.

Confira na íntegra a entrevista de Jaqueline Ribas ao Science Arena: 

A seguir, cinco orientações da especialista para pesquisadores que querem se posicionar no mercado privado.

1. Do Lattes ao LinkedIn

Para quem está migrando da pesquisa para o setor privado, o LinkedIn é uma ferramenta indispensável e diferente do Lattes em propósito e linguagem. “O Lattes se comunica com o público que é da academia e o LinkedIn se comunica com as empresas”, explicou Jaqueline. 

Segundo Ribas, o LinkedIn é o espaço para o pesquisador descrever seu papel em cada projeto, suas responsabilidades e os resultados alcançados.

2. Networking abre portas

Manter contato com outros profissionais permite obter informações sobre áreas de interesse e abrir oportunidades. Para Ribas, uma boa conversa sobre a própria trajetória já é uma forma eficaz de criar conexões relevantes.

Ela ressalva, porém, que o networking não substitui o processo seletivo: o profissional ainda precisa passar por todas as etapas e convencer o entrevistador sobre seu valor.

3. Falar a linguagem do mercado

Em processos seletivos corporativos, o vocabulário importa. Ao descrever experiências, vale substituir “pesquisa acadêmica” por “pesquisa científica” e “orientação de alunos” por “liderança e supervisão de profissionais”. 

“É uma nova forma de se comunicar. Você não vai falar só sobre a pesquisa. Cuidado para não começar a explicar a pesquisa detalhadamente e esquecer de você, sobre o seu papel”, disse Jaqueline.

4. Busca eficiente por vagas

O primeiro passo para uma busca eficiente é usar termos mais amplos do que os científicos. Em vez de “genética de células germinativas”, por exemplo, basta pesquisar “genética”. “O LinkedIn tem uma área de vagas que é muito rica para buscar informação. Oriento a começar por palavras-chave e busque pelas palavras entre aspas”, recomendou Jaqueline. Além disso, o profissional pode:

5. As entrevistas

A preparação antecipada é o que diferencia uma entrevista bem conduzida de uma improvisada. Para Ribas, o treino deve começar logo após a candidatura. “Não deixe para se preparar para a entrevista no dia em que você recebe o convite”, pontuou.

Na apresentação pessoal, o relato deve ser breve e convincente. Para estruturar as respostas, Ribas recomenda o método STAR:

Para ler o conteúdo completo sobre como um pesquisador pode se preparar para um processo seletivo no mercado de trabalho, veja a entrevista nesta matéria do Science Arena.

* É permitida a republicação das reportagens e artigos em meios digitais de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.
O texto não deve ser editado e a autoria deve ser atribuída, incluindo a fonte (Science Arena).

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