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16.03.2026 Criatividade

Entenda como o ócio é fundamental no desenvolvimento da criatividade do pesquisador

Períodos de descanso e foco em interesses pessoais devem fazer parte da rotina do acadêmico e do profissional da pesquisa

Ponto de vista subjetivo de pessoa deitada em rede listrada dentro de casa, tênis Nike nos pés cruzados. À direita, cachorro caramelo de porte médio apoia o queixo no que parece ser um sofá de couro, olhando diretamente para a câmera. Ao fundo, janela com cortina floral e vaso de planta na parede. Momentos de pausa e de descanso são fundamentais para a criatividade, assim como para o desenvolvimento do projeto de pesquisa, explica Lis Leão | Imagem: Unsplash

Se há um elemento que deve estar presente na rotina de um pesquisador, é a criatividade. Muitos podem pensar que o processo científico envolve apenas regras e processos. Mas, na verdade, ser criativo é algo essencial para que o trabalho flua bem.

Em entrevista ao Science Arena, a pesquisadora Lis Leão, do Einstein Hospital Israelita e referência em estudos sobre natureza, saúde e bem-estar, reforçou como esse elemento é importante. “Ciência e inovação caminham de mãos dadas”, disse. 

Para inovar, é preciso ter uma dose de criatividade. E isso está presente na trajetória do pesquisador desde o momento em que pensa em uma pergunta sobre um tema para buscar uma resposta que ninguém ainda encontrou. 

Confira na íntegra a entrevista de Lis Leão ao Science Arena:

Ir além para inovar

A inovação no meio científico exige que o pesquisador vá além da procura por uma resposta. Leão explica que, quando uma pessoa gosta de pesquisa aplicada, ela deve pensar em como aplicá-la. Desse modo, é possível ter ideias sobre a criação de um programa ou aplicativo, por exemplo. 

Ainda, por meio desse pensamento, o pesquisador pode até mesmo compreender se precisa ou não entrar em contato com outro profissional para buscar uma colaboração.

Busque momentos de ócio para estimular a criatividade

Momentos de pausa e de descanso são fundamentais para a criatividade, assim como para o desenvolvimento do projeto de pesquisa. Para Lis Leão, a fotografia da vida selvagem faz parte de seu ócio criativo, com impacto direto na sua criação intelectual.

“A fotografia é um momento de escape e isso restaura a fadiga mental. Porque a vida do pesquisador é pensar no projeto o tempo todo”, ela relatou. “O projeto te invade fora do seu horário de trabalho”, acrescentou. 

Segundo Leão, “a fotografia me leva para esse lugar de ‘vamos ver’. Então, me proporciona esse lugar de pausa e respiro”. Esses momentos mostram a necessidade de o pesquisador separar um tempo para focar em seus interesses pessoais, evitando o surgimento de problemas relacionados à saúde mental, como a ansiedade e a depressão. 

Outro efeito desses períodos de descompressão é justamente o surgimento de novas ideias. Leão afirma que, muitas vezes, a inquietude do cientista nasce de sua própria vivência. A partir disso, o profissional consegue pensar em uma nova maneira para resolver algum problema. “Eu trago tudo que gosto para dentro da minha pesquisa”, destacou.


Para ler o conteúdo completo sobre a importância de construir e manter laços com pesquisadores de outras áreas científicas, veja a entrevista nesta matéria do Science Arena.

* É permitida a republicação das reportagens e artigos em meios digitais de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.
O texto não deve ser editado e a autoria deve ser atribuída, incluindo a fonte (Science Arena).

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