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17.07.2026 Live

Escrita científica e IA: como preservar pensamento crítico e autoria?

Live gratuita do Science Arena, em 27 de julho, discute os desafios e os limites do uso de IA na escrita científica

Pessoa digita em um notebook ao lado de um caderno em branco e um lápis, sobre uma mesa de madeira. A cena remete ao processo de escrita, organização de ideias e uso de ferramentas digitais No dia 27 de julho, o Science Arena promove uma live gratuita sobre os desafios da escrita científica e o uso responsável da inteligência artificial na elaboração de artigos e propostas de financiamento | Imagem: Unsplash

A escrita de um artigo científico vai muito além da escolha das palavras. Para apresentar uma pesquisa de forma clara e convincente, é preciso compreender os resultados, organizar os argumentos e posicionar os achados diante do conhecimento já produzido na área.

Esse processo costuma trazer dificuldades mesmo para pesquisadores experientes. Como selecionar os resultados mais relevantes? Por onde começar a redação? Como construir uma discussão que não apenas repita os dados, mas demonstre de que maneira o estudo confirma, amplia ou questiona trabalhos anteriores?

Essas são algumas das questões que serão abordadas no próximo encontro virtual do Science Arena, que acontece no dia 27 de julho, das 18h30 às 19h30, com transmissão online e gratuita pelo Zoom.

A convidada é Érika Rangel, pesquisadora do Einstein Hospital Israelita e professora livre-docente da disciplina de Nefrologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A live será realizada via Zoom, mediante inscrição gratuita. Os participantes também poderão enviar perguntas durante a transmissão.

O que será discutido na live?

Ao longo do encontro virtual do Science Arena, serão abordados temas como:

Dos resultados à discussão científica

Durante o encontro, Érika Rangel abordará os principais desafios envolvidos na redação de artigos científicos e propostas de financiamento: desde a estruturação do texto e a apresentação dos resultados até a construção de uma discussão consistente, capaz de evidenciar a contribuição da pesquisa.

“Se você tem seus resultados prontos, se você tem clareza dos seus achados, seu artigo está praticamente meio caminho andado”, afirma Rangel.

Um dos momentos mais desafiadores, porém, é a passagem dos resultados para a discussão. É nessa etapa que o pesquisador precisa comparar seus achados com a literatura, identificar aproximações e divergências e explicar por que determinado resultado acrescenta algo novo ao conhecimento existente.

Mulher de cabelos loiros posa em um ambiente interno iluminado, com fundo desfocado e elementos de vegetação. A imagem mostra um retrato em plano médio
Érika Rangel, pesquisadora do Einstein Hospital Israelita e professora da Unifesp, discutirá como a inteligência artificial pode apoiar a escrita científica sem substituir o pensamento crítico, a criatividade e a autoria do pesquisador | Imagem: Arquivo Einstein

Qual deve ser o papel da inteligência artificial?

A conversa também discutirá como ferramentas de inteligência artificial (IA) podem ser incorporadas à escrita científica.

Recursos de IA já são utilizados para organizar textos, revisar a gramática, melhorar a clareza de determinados trechos, apoiar levantamentos iniciais da literatura e auxiliar na criação de elementos visuais. Essas aplicações podem reduzir barreiras linguísticas e facilitar etapas operacionais da redação.

O desafio é impedir que a ferramenta assuma tarefas que pertencem ao pesquisador, como interpretar resultados, elaborar hipóteses, avaliar o desenho metodológico, analisar limitações e construir argumentos científicos.

“O pesquisador continua sendo o especialista. É ele que vai interpretar os resultados, fazer a discussão científica, elaborar hipóteses, julgar o desenho metodológico e conhecer as limitações do estudo. Essa avaliação crítica não pode sair do pesquisador”, ressalta Rangel.

Também serão abordados dilemas éticos associados ao uso dessas ferramentas. Entre eles estão a necessidade de declarar sua utilização, a proteção de dados e manuscritos ainda não publicados e os riscos de submeter a sistemas de IA materiais confidenciais.

Por que não perder esta live gratuita?

O encontro é voltado a estudantes de pós-graduação, pesquisadores em início de carreira, professores, orientadores e profissionais de diferentes áreas interessados em aprimorar a comunicação de seus trabalhos científicos.

Além de discutir princípios fundamentais da escrita acadêmica, a live pretende ajudar os participantes a refletir sobre decisões práticas: como organizar o processo de redação, como reconhecer as partes que exigem maior elaboração intelectual e como usar a inteligência artificial sem comprometer a qualidade, a originalidade e a integridade da pesquisa.

A discussão parte da experiência de Érika Rangel nas ciências da saúde, tanto como pesquisadora quanto como professora de escrita científica. Os desafios abordados, no entanto, são comuns a diferentes campos do conhecimento.

Serviço

📅 27 de julho de 2026 (segunda-feira) 
⏰ 18h30 às 19h30 (horário de Brasília) 
📍 Transmissão online via Zoom 

Participantes

Ou copie e cole o endereço em seu navegador:

https://einstein.zoom.us/webinar/register/WN_RP15WPNxRW2Jlsu8psbfYQ#/registration

* É permitida a republicação das reportagens e artigos em meios digitais de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.
O texto não deve ser editado e a autoria deve ser atribuída, incluindo a fonte (Science Arena).

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