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	<title>Arquivos #AedesAegypti | Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
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	<title>Arquivos #AedesAegypti | Science Arena</title>
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		<title>Por que o zika quase desapareceu no Brasil — e por que isso ainda preocupa cientistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 19:17:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#AedesAegypti]]></category>
		<category><![CDATA[#microcefalia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com casos de microcefalia ainda registrados, pesquisadores brasileiros mapeiam avanços desde 2015, hipóteses para a queda do zika e perguntas ainda sem resposta</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/por-que-o-zika-quase-desapareceu-no-brasil-e-por-que-isso-ainda-preocupa-cientistas/">Por que o zika quase desapareceu no Brasil — e por que isso ainda preocupa cientistas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Dez anos depois da maior <strong>epidemia de zika</strong> já registrada, a i<strong>ncidência do vírus caiu acentuadamente no Brasil</strong>. Em 2024, enquanto a dengue atingia o maior número de casos da história, com quase 6 milhões de confirmações segundo o DataSUS, o zika somou apenas 1.981 casos — sendo 1.561 confirmados por exames laboratoriais e 389 por critério clínico-epidemiológico.&nbsp;</p>



<p>O contraste é expressivo: os dois vírus compartilham o mesmo vetor, o mosquito <strong><em>Aedes aegypti</em></strong>, o que torna improvável que o controle vetorial explique sozinho a diferença.&nbsp;</p>



<p><strong>Pesquisadores ainda não chegaram a um consenso sobre o que determinou essa queda</strong>, mas apontam uma combinação de fatores biológicos e epidemiológicos.&nbsp;</p>



<p>Um estudo de Felipe Yuji Sasazaki e colaboradores do Laboratório NB3 de Neuroimunologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12952148/?" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicado no periodico <em>Virology Journal</em></a>, reúne os desafios já superados e os que ainda precisam ser enfrentados para <strong>compreender o vírus</strong> e seus impactos a longo prazo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O pico epidêmico de 2015 e a resposta das autoridades</strong></h2>



<p>As primeiras infecções por zika foram identificadas no Brasil em 2015, em amostras coletadas naquele mesmo ano. O número de casos cresceu rapidamente e, na mesma proporção, aumentaram os nascimentos de crianças com <strong>microcefalia</strong>.&nbsp;</p>



<p>A associação entre o vírus e a malformação foi formalmente confirmada em <strong>28 de novembro de 2015</strong>. Até o fim da década seguinte, foram registrados <strong>178.517 casos confirmados</strong> no Brasil, segundo o DataSUS e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) — o maior número nas Américas.&nbsp;</p>



<p>Em comparação, Porto Rico, o segundo país mais afetado nas Américas, registrou menos de 38 mil casos no mesmo período.</p>



<p>Além da microcefalia, outras manifestações clínicas foram identificadas nas crianças afetadas, incluindo alterações auditivas e visuais. O conjunto dessas condições levou especialistas a adotar o termo <strong>Síndrome Congênita do Zika Vírus (SCZ)</strong>, descrita pela primeira vez no mundo no Brasil.&nbsp;</p>



<p>Importante ressalva: a SCZ não se manifesta sempre como microcefalia ao nascer. Danos neurológicos podem aparecer com atraso, o que dificulta o diagnóstico precoce e sugere que o número de casos pode ser maior do que o registrado.</p>



<p>Diante do cenário, o governo federal declarou <strong>Emergência de Saúde Pública Nacional em 11 de novembro de 2015</strong>, que durou 18 meses.&nbsp;</p>



<p>Em 2016, lançou uma campanha massiva contra o <em>Aedes aegypti</em>, que incluiu iniciativas educacionais, treinamento de profissionais de saúde e mobilização das Forças Armadas para eliminação de criadouros.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A maioria dos casos e das microcefalias associadas ao zika ocorreu nas regiões Sudeste e Nordeste, sendo esta última a mais afetada pela malformação.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fatores associados à redução de casos</strong></h2>



<p>A análise identifica ao menos quatro hipóteses para explicar a queda. A primeira envolve a coinfecção do mosquito: quando o <em>Aedes aegypti</em> carrega simultaneamente o zika e o chikungunya, ou o zika e a dengue, sua competência vetorial para transmitir o vírus zika pode se reduzir em <strong>10%</strong>, de acordo com um estudo <a href="http://publicado no Journal of Infectious Diseases em 2021" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicado no <em>Journal of Infectious Diseases</em> em 2021</a>. </p>



<p>Embora modesta isoladamente, essa redução pode ter papel relevante em um contexto multifatorial.</p>



<p>A segunda hipótese aponta para a <strong>imunidade de rebanho</strong>.&nbsp;</p>



<p>O zika possui apenas um sorotipo descrito, o que significa que a infecção por qualquer variante provavelmente confere imunidade duradoura. Com parte significativa da população já exposta durante o pico epidêmico, a circulação viral perderia força naturalmente.</p>



<p>Um terceiro fator e a <strong>subnotificação estrutural</strong>: a maioria dos casos de zika é assintomático ou oligossintomático, o que reduz a procura por atendimento e, por consequência, os registros oficiais. Por fim, a <strong>tecnologia </strong><strong><em>Wolbachia</em></strong> avançou significativamente.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>O Brasil investiu na produção e liberação de <em>Aedes aegypti</em> infectados com a bactéria <em>Wolbachia</em>, que reduz drasticamente a competência vetorial para zika, dengue e chikungunya. Em 2025, o Ministério da Saúde inaugurou a maior biofábrica de <em>Wolbachia</em> do mundo.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Questões em aberto: imunidade, ciclo silvestre e vigilância</strong></h2>



<p>Apesar da queda, o zika não desapareceu. Entre 2021 e 2023 (os últimos anos com dados disponíveis), o Brasil registrou entre <strong>4 e 8 novos casos de microcefalia associada ao vírus por ano</strong>.&nbsp;</p>



<p>O estudo aponta questões científicas sem resposta, entre elas a duração exata da imunidade adquirida após a infecção: alguns estudos sugerem que dura cerca de dois anos; outros registram reinfecções em até seis meses.</p>



<p>Um ponto de atenção destacado pelos autores é o papel dos anticorpos contra a dengue na dinâmica do zika. Esses anticorpos podem tanto neutralizar o vírus quanto facilitar sua entrada nas células.&nbsp;</p>



<p>O mecanismo é conhecido como<strong> ADE</strong> (do inglês <em>antibody-dependent enhancement</em>). A recente campanha nacional de vacinação contra a dengue pode alterar o perfil imunológico da população e interferir na transmissão do zika. Os pesquisadores recomendam monitorar esse efeito cuidadosamente.</p>



<p>O artigo também alerta para a possibilidade de um <strong>ciclo silvestre do zika</strong>: um estudo detectou RNA viral em populações de <em>Ae. albopictus</em> e <em>Haemagogus leucocelaenus</em> coletados em áreas com baixa interferência humana no Rio de Janeiro, entre 2018 e 2019, período em que os casos urbanos já haviam caído.&nbsp;</p>



<p>Isso sugere que <strong>o vírus pode continuar circulando fora do radar da vigilância convencional</strong>, possivelmente envolvendo primatas não humanos como reservatórios.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Não há vacina licenciada para o zika, embora candidatos estejam em ensaios clínicos de fases 1 e 2. Tampouco há antiviral aprovado; candidatos a antivirais precisam demonstrar ausência de risco teratogênico, o que torna o desenvolvimento ainda mais complexo. </p></blockquote></figure>



<p>Os autores recomendam ampliar a vigilância vetorial, aprimorar o diagnóstico e garantir suporte de longo prazo às famílias afetadas pela SCZ.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Avanços sociais e diagnósticos</strong></h2>



<p>Além do controle vetorial, o Brasil avançou em outras frentes. O governo federal instituiu <strong>compensação financeira às famílias com SCZ</strong> por meio da <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2025/lei-15156-1-julho-2025-797675-publicacaooriginal-175782-pl.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lei nº 15.156, de 1º de julho de 2025</a>, e sancionou em 2020 uma <strong>pensão vitalícia para as crianças afetadas</strong>. </p>



<p>O sistema público de saúde também oferece acompanhamento médico a gestantes com suspeita de infecção por zika.</p>



<p>No campo do diagnóstico, avançou-se consideravelmente desde 2015. Kits multiplexados para detecção simultânea de zika, dengue e chikungunya foram desenvolvidos no Brasil e distribuídos aos <strong>27 Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN)</strong>, o que aumentou a capacidade de confirmação laboratorial em todas as regiões do país.&nbsp;</p>



<p>O principal desafio atual é a reatividade cruzada entre o zika e outros flavivírus circulantes no Brasil, especialmente a dengue, que compromete a especificidade dos testes sorológicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fatores associados à queda de casos de Zika no Brasil</strong></h2>



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                <h3>1. Coinfecção vetorial</h3>
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                <p>a presença simultânea de zika com dengue ou chikungunya no mesmo mosquito pode reduzir em até 10% a competência do Aedes aegypti para transmitir o vírus zika.</p>
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                <h3>2. Imunidade de rebanho:</h3>
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            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>O zika possui um único sorotipo descrito. Após o pico epidêmico de 2015-2016, parte significativa da população já desenvolveu anticorpos, o que tende a reduzir a circulação viral ao longo do tempo.</p>
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                <h3>3. Subnotificação estrutural</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>A maioria das infecções é assintomática ou apresenta sintomas leves, o que diminui a busca por atendimento e, consequentemente, os registros oficiais. Isso significa que os números reportados subestimam a circulação real do vírus.</p>
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                <h3>4. Controle vetorial e Wolbachia</h3>
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            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>A campanha nacional de 2016 mobilizou as Forças Armadas e profissionais de saúde para eliminar criadouros. Em paralelo, o Brasil expandiu o uso de Aedes aegypti infectados com Wolbachia, bactéria que reduz a competência vetorial para zika, dengue e chikungunya. Em 2025, o Ministério da Saúde inaugurou a maior biofábrica de Wolbachia do mundo.</p>
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                <h3>5. Efeito dos anticorpos da dengue (ADE)</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>anticorpos gerados por infecção ou vacinação contra dengue podem interferir na dinâmica do Zika pelo mecanismo de antibody-dependent enhancement (ADE), potencializando ou neutralizando a infecção conforme fatores do hospedeiro e do vírus. A campanha nacional de vacinação contra dengue, lançada recentemente, torna esse monitoramento ainda mais urgente.<strong>6. Ciclo silvestre: </strong>estudos detectaram RNA de zika em mosquitos de vacinação silvestres no Rio de Janeiro, mesmo após a queda dos casos urbanos. Isso sugere que o vírus pode persistir em áreas de baixa interferência humana, possivelmente em primatas não humanos, sem ser captado pela vigilância convencional.</p>
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