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	<title>#doenças crônicas | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
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		<title>Carreiras na saúde ainda resistem a crises econômicas e de desemprego por automação </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 13:15:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[#automação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alta empregabilidade do setor se deve a fatores como envelhecimento populacional e maior demanda por cuidados de saúde </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os <strong>profissionais da saúde</strong> estão entre os <strong>menos vulneráveis à automação e às crises econômicas</strong>. Apesar dos avanços da inteligência artificial (IA) e do risco de desemprego em setores automatizáveis, funções ligadas ao cuidado continuam essenciais e em expansão.&nbsp;</p>



<p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mesmo nas projeções mais conservadoras, o mundo pode ter um <strong>déficit de pelo menos 10 milhões de profissionais da saúde até 2030</strong>. Em cenários mais extremos, essa lacuna pode chegar a 78 milhões de pessoas. Só os Estados Unidos devem criar 1,9 milhão de novas vagas até o final da década, conforme o<a href="https://mcas-proxyweb.mcas.ms/certificate-checker?login=false&amp;originalUrl=https%3A%2F%2Fwww.bls.gov.mcas.ms%2F%3FMcasTsid%3D15600&amp;McasCSRF=370c7c957e795d41776015cec4c543b9f6410b7879a965751dac9d1f0769c888" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Bureau of Labor Statistics</a> (BLS). </p>



<p>A tendência inclui não apenas médicos e enfermeiros, mas também profissionais como nutricionistas, fisioterapeutas, dentistas, fonoaudiólogos, farmacêuticos, veterinários e especialistas em aconselhamento genético ou saúde do trabalho.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Salários acima da média e demanda em alta </h2>



<p>De acordo com o BLS, em maio de 2024 a remuneração média anual para cargos na área médica e técnica nos EUA chegou a US$ 83.090 (R$ 454.000), 67% acima da média nacional para todas as ocupações, estimada em US$ 49.500.&nbsp;</p>



<p>O envelhecimento populacional e o aumento das doenças crônicas, como câncer, diabetes e doenças cardiovasculares, ajudam a explicar essa demanda.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Estudo da RAND aponta que nos EUA,<a href="https://mcas-proxyweb.mcas.ms/certificate-checker?login=false&amp;originalUrl=https%3A%2F%2Fwww.rand.org.mcas.ms%2Fpubs%2Ftools%2FTL221.html%3FMcasTsid%3D15600&amp;McasCSRF=370c7c957e795d41776015cec4c543b9f6410b7879a965751dac9d1f0769c888" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> 60% da população vive com alguma doença crônica</a>. Além disso, cerca de 90% das despesas anuais com saúde são atribuídos ao tratamento de doenças crônicas e transtornos mentais,<a href="https://mcas-proxyweb.mcas.ms/certificate-checker?login=false&amp;originalUrl=https%3A%2F%2Fwww.cdc.gov.mcas.ms%2Fchronic-disease%2Fdata-research%2Ffacts-stats%2F%3FCDC_AAref_Val%3Dhttps%3A%2F%2Fwww.cdc.gov%2Fchronicdisease%2Fabout%2Fcosts%2Findex.htm%26McasTsid%3D15600&amp;McasCSRF=370c7c957e795d41776015cec4c543b9f6410b7879a965751dac9d1f0769c888" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> segundo informações dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças</a> (CDC) </p>



<p>A saúde mental também exige atenção crescente. Segundo a OMS, casos de transtornos mentais aumentaram 13% na última década.&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>O CDC estima que mais da metade da população americana receberá um diagnóstico de saúde mental ao longo da vida.  </p></blockquote></figure>



<p>No Brasil, os afastamentos por síndrome de burnout (esgotamento) cresceram quase 1.000% entre 2014 e 2023, de acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).&nbsp;</p>



<p>Além disso, o<a href="https://mcas-proxyweb.mcas.ms/certificate-checker?login=false&amp;originalUrl=https%3A%2F%2Fwww.mckinsey.com.mcas.ms%2Fmhi%2Foverview%3FMcasTsid%3D15600&amp;McasCSRF=370c7c957e795d41776015cec4c543b9f6410b7879a965751dac9d1f0769c888" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> McKinsey Health Institute</a> destaca uma demanda reprimida nas regiões mais pobres do mundo, que concentram 60% da população global e ainda têm acesso restrito a cuidados essenciais. </p>



<h2 class="wp-block-heading">América Latina: profissionais em falta </h2>



<p>Na América Latina, a previsão é de déficit de 600 mil profissionais da saúde até 2030, para atingir a meta de 4,5 profissionais por mil habitantes, segundo a OPAS/OMS. Para oferecer cobertura a 80% da população, serão necessários cerca de dois milhões de profissionais em enfermagem, obstetrícia, odontologia e farmácia.&nbsp;</p>



<p>Com 546 mil médicos ativos, o Brasil tem uma média de 2,6 médicos por mil habitantes — mais que o dobro de 20 anos atrás, em grande parte devido à proliferação de faculdades de medicina. O número se equipara ao de países como Estados Unidos (2,6), Canadá (2,7) e Japão (2,5), mas ainda há desigualdades severas.&nbsp;</p>



<p>Se o ritmo atual continuar, o Brasil terá 3,6 médicos por mil habitantes em 2028, um dos maiores índices do mundo. Porém, os profissionais seguem mal distribuídos: 62% estão nos grandes centros urbanos (com mais de 500 mil habitantes), que abrigam apenas 32% da população. As capitais concentram 54% dos médicos, mas só 24% da população brasileira.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Enquanto isso, municípios com até 50 mil habitantes, onde vivem quase 66 milhões de brasileiros, contam com apenas 8% dos médicos. A média é de 6,2 médicos por mil habitantes nas capitais, contra apenas 1,7 no interior do país. </p></blockquote></figure>



<p>Embora o Brasil não enfrente, por ora, escassez de enfermeiros, a má qualidade da formação preocupa. Segundo a OMS, faltam seis milhões de enfermeiros no mundo, e a tendência é de piora.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>No Brasil, caso os problemas na formação persistam, é possível que mais profissionais deixem a área nos próximos anos.&nbsp;</p>
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		<title>Para diminuir custos e aumentar diversidade em estudos clínicos</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/pesquisas-clinicas-regulacao-fda-diversidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2025 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[#doenças crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[#estudos descentralizados]]></category>
		<category><![CDATA[#estudos randomizados]]></category>
		<category><![CDATA[#pesquisa clínica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Agência reguladora norte-americana sugere analisar eficácia de tratamentos unindo estudos observacionais com coletas de dados específicas</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os <strong>estudos clínicos randomizados</strong> são aqueles necessários para a <strong>aprovação de novos medicamentos e tratamentos</strong> por agências reguladoras, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil e a Food and Drug Admnistration (FDA) nos Estados Unidos.</p>



<p>Bastante complexos, tais estudos são custosos, o que às vezes inviabiliza sua execução.</p>



<p>Já os chamados<strong> estudos observacionais</strong> acompanham pacientes que fazem determinados tratamentos, a fim de avaliar alguma condição de saúde e os efeitos dos medicamentos usados.</p>



<p>Embora não desempenhem tanto controle das condições, os estudos observacionais têm como vantagem o <strong>uso de dados da vida real</strong>, incluindo um número maior de pacientes, o que pode proporcionar a <strong>detecção de efeitos adversos de magnitude elevada</strong>, mas pouco frequentes.</p>



<p><a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/article-abstract/2819603" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Em artigo publicado no periódico <em>JAMA</em></a>, da <a href="https://www.ama-assn.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Associação Americana de Medicina</a>, profissionais da FDA defendem um <strong>meio termo entre esses dois tipos de testes</strong>: os <strong>estudos clínicos pragmáticos</strong>.</p>



<p>De acordo com os autores, essa área de pesquisa merece mais atenção e ênfase.</p>



<p>“[Este tipo de estudo clínico] apresenta <strong>desenhos simplificados</strong>, prospectivos, ajustados para responder a uma questão específica, focada, e por vezes pode aplicar randomização, apesar de outros desenhos poderem ser usados”, escreveram Ali Abbasi, Lesley Curtis e Robert Califf. </p>



<p>Para os autores, um <strong>sistema de geração de evidências integrado à rotina de tratamento</strong> após a aprovação inicial dos medicamentos pode ser bastante promissor para <strong>avaliar riscos e benefícios</strong>, algo nem sempre totalmente contemplado no sistema de avaliação atual.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="831" height="1200" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/EinsteinSA_Info_EstudosClinicos_v2-1-831x1200.jpg" alt="" class="wp-image-5274" style="width:698px;height:auto" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/EinsteinSA_Info_EstudosClinicos_v2-1-831x1200.jpg 831w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/EinsteinSA_Info_EstudosClinicos_v2-1-554x800.jpg 554w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/EinsteinSA_Info_EstudosClinicos_v2-1-277x400.jpg 277w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/EinsteinSA_Info_EstudosClinicos_v2-1-768x1108.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/EinsteinSA_Info_EstudosClinicos_v2-1-1064x1536.jpg 1064w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/EinsteinSA_Info_EstudosClinicos_v2-1-104x150.jpg 104w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/EinsteinSA_Info_EstudosClinicos_v2-1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 831px) 100vw, 831px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Custos altos e baixa diversidade</mark></strong></h2>



<p>Os autores do artigo informam que este tipo de pesquisa é bastante promissor quando <strong>incorporado aos sistemas de saúde</strong>, podendo ajudar os pesquisadores a evitar problemas típicos dos estudos clínicos tradicionais.</p>



<p>Um deles, o <strong>alto custo</strong>, por vezes proibitivo, assim como a <strong>baixa diversidade</strong>, que pode ocorrer quando os testes clínicos são <strong>conduzidos em centros não representativos</strong> de todas as configurações e populações de pacientes.</p>



<div style="height:11px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Clique aqui para saber mais sobre o esforço de pesquisadores para tornar estudos clínicos mais diversos e representativos</mark></em></strong></h2>



<div class="wp-block-buttons is-horizontal is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex">
<div class="wp-block-button has-custom-font-size is-style-fill" style="font-size:18px"><a class="wp-block-button__link has-text-color has-background has-link-color wp-element-button" href="https://www.sciencearena.org/noticias/estudos-clinicos-descentralizados-diversidade/" style="color:#374645;background-color:#00f201" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Estudos clínicos mais centrados nos pacientes</strong></a></div>



<div class="wp-block-button has-custom-font-size" style="font-size:18px"><a class="wp-block-button__link has-text-color has-background has-link-color wp-element-button" href="https://www.sciencearena.org/en/news/decentralized-clinical-trials-diversity/" style="color:#374645;background-color:#00f201" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>More patient-centric clinical trials</strong></a></div>
</div>



<div style="height:25px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Um sistema de geração de evidências integrado à rotina de tratamento após a aprovação inicial dos medicamentos é bastante promissor, diz o paper, para <strong>avaliar riscos e benefícios</strong>, algo nem sempre contemplado no sistema de avaliação atual.</p>



<p>Isso é particularmente verdadeiro em muitas áreas terapêuticas, mas especialmente para <strong>doenças crônicas comuns</strong>, como condições cardiovasculares, pulmonares, renais, diabetes tipo 2 e Alzheimer. </p>



<p>Nesses casos, completam, extensos estudos clínicos são necessários, uma vez que os efeitos dos tratamentos são por vezes modestos, enquanto os riscos e benefícios são <strong>distribuídos de forma heterogênea</strong> entre as populações afetadas.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>De acordo com o artigo, a agência norte-americana FDA tem interesse em pesquisa clínica pragmática após a aprovação inicial do tratamento em várias áreas importantes.</p></blockquote></figure>



<p>“Há uma <strong>necessidade de dados robustos</strong> para informar a prática clínica, particularmente estudos confirmatórios pós-mercado”, ressaltam os autores.</p>



<p>“Estes testes podem se assemelhar mais às condições da prática do mundo real do que os estudos clínicos tradicionais. Podem, ainda, aproveitar <strong>desenhos mais pragmáticos</strong> para focar em elementos-chaves necessários para confirmar benefícios e riscos para as populações pretendidas”, escrevem. </p>



<p>Para recrutar uma <strong>amostra ampla e diversa de pacientes</strong> com baixo custo, além do desenho simplificado dos estudos, os autores sugerem utilizar como fontes de dados <strong>registros eletrônicos de saúde</strong>, <strong>sensores vestíveis</strong> – que coletam dados de saúde de quem os usa – e <strong>métodos virtuais</strong> incorporados à prática clínica.</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/pesquisas-clinicas-regulacao-fda-diversidade/">Para diminuir custos e aumentar diversidade em estudos clínicos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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