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	<title>#gestão | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
	<lastBuildDate>Mon, 23 Feb 2026 18:56:44 +0000</lastBuildDate>
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	<title>#gestão | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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		<title>Da bancada à liderança: a virada de chave na carreira científica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 18:54:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[#carreira científica]]></category>
		<category><![CDATA[#gestão]]></category>
		<category><![CDATA[#liderança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ricardo Weinlich, do Einstein, analisa “gap” na formação acadêmica e explica por que assumir um laboratório exige habilidades de gestão, estratégia e mediação de conflitos</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/da-bancada-a-lideranca-a-virada-de-chave-na-carreira-cientifica/">Da bancada à liderança: a virada de chave na carreira científica</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A <strong>trajetória clássica na ciência</strong> — que passa pela iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado — é quase inteiramente voltada para o <strong>desenvolvimento de habilidades técnicas </strong>e a <strong>publicação de artigos</strong> de alto impacto.&nbsp;</p>



<p>No entanto, ao <strong>assumir a liderança de um grupo</strong>, o pesquisador enfrenta uma <strong>&#8220;virada de chave&#8221; abrupta</strong>, para a qual o sistema acadêmico oferece pouco ou nenhum preparo formal.&nbsp;</p>



<p>Para o biólogo <strong>Ricardo Weinlich</strong>, pesquisador sênior do Einstein Hospital Israelita, o cientista líder precisa aprender &#8220;na marra&#8221; a <strong>gerir orçamentos</strong>, <strong>mediar conflitos</strong> e <strong>tomar decisões estratégicas</strong>.</p>



<p>&#8220;Há um <strong>gap muito grande na formação</strong> <strong>de um cientista líder</strong>; ele é meio que ‘jogado aos leões’ e precisa dar um jeito de fazer dar certo&#8221;, afirmou Weinlich, que coordena grupo de pesquisa voltado ao desenvolvimento de terapias gênicas, usando a técnica de edição genética CRISPR-Cas9, para tratar doenças como anemia falciforme e epidermólise bolhosa.</p>



<p>Weinlich falou sobre liderança de grupos de pesquisa em um encontro virtual organizado pelo <strong>Science Arena</strong>.</p>



<p>A live fez parte de uma série realizada em 2025 com o objetivo de discutir os rumos da ciência de fronteira e as transformações da carreira científica.</p>



<p>Além de liderança, a série abordou os seguintes temas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/webinar-impactos-da-ia-na-carreira-cientifica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">como a IA impacta a carreira científica</a>;</li>



<li><a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/mudanca-de-carreira-formacao-cientifica-precisa-ser-vista-como-trunfo-profissional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">transição de carreira da academia para o mercado de trabalho</a>;</li>



<li><a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/colaboracao-interdisciplinar-ciencia-e-tambem-sobre-encontros/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">networking científico interdisciplinar</a>;</li>



<li><a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/saude-mental-estrategias-para-lidar-com-o-estresse-pos-graduacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estratégias para lidar com o estresse na pós-graduação</a>.</li>
</ul>



<p>Veja no vídeo a seguir a íntegra da conversa com Ricardo Weinlich:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="28_08_2025_SCIENCE_ARENA_ZOOM" src="https://player.vimeo.com/video/1121284291?h=dc3086d872&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p>&nbsp;A seguir, veja os principais tópicos abordados pelo pesquisador:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>1. O momento histórico e a &#8220;virada de chave&#8221;</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>A transição do pós-doutorado para a liderança de um laboratório é descrita como um choque de realidade. </li>



<li>Enquanto a formação anterior é focada em responder perguntas científicas, a nova posição exige subitamente habilidades em gestão de pessoas, projetos e finanças. </li>



<li>No início, o aprendizado pode ocorrer por tentativa e erro, buscando modelos em gestores próximos ou em conteúdos externos ao ambiente acadêmico.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>2. Desafios e pressões da liderança</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>O maior desafio pessoal na transição é a insegurança e o peso de ter carreiras e vidas sob sua responsabilidade. </li>



<li>Diferentemente do pós-doutorado, no qual as consequências de um erro são individuais, as decisões de um líder impactam todo o grupo. </li>



<li>A posição de liderança pode ser solitária, criando uma barreira de sincronia com a equipe e exigindo que o pesquisador busque apoio em seus pares.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>3. Estratégias de gestão e o papel do facilitador</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>O papel do líder é atuar como um facilitador, conectando ideias e pessoas para a pesquisa avançar.</li>



<li>É fundamental entender que o líder não deve (e nem consegue) saber mais que a somatória de toda a sua equipe. </li>



<li>O processo decisório deve buscar o consenso, ouvindo inclusive os membros menos experientes, que podem trazer perspectivas inovadoras.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>4. A importância do fator humano e do equilíbrio</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>A ciência é um mercado de trabalho formal e deve ser tratada como profissão, não apenas como &#8220;hobby&#8221; ou paixão. </li>



<li>Weinlich admite a dificuldade de gerir o próprio tempo e utiliza sua sobrecarga pessoal como um &#8220;contraexemplo&#8221; para sua equipe, protegendo-os do estresse excessivo para garantir a produtividade e a saúde mental. </li>



<li>Equipes de sucesso, afirma Weinlich, valorizam o capital intelectual de todos os membros, em vez de tratá-los apenas como mão de obra executora.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>5. Gestão de conflitos e combate ao ego</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>O sistema acadêmico muitas vezes eleva a figura do pesquisador a um patamar de ego e arrogância, o que prejudica a liderança, observa Weinlich. </li>



<li>Um bom líder deve ser coerente: se ele se coloca em uma posição de poder absoluto, a equipe replicará esse comportamento competitivo. </li>



<li>Conflitos devem ser resolvidos isoladamente, incentivando o diálogo direto entre os envolvidos antes que o problema se espalhe pela equipe, alerta Weinlich.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>6. O futuro da formação e mentoria</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>O papel do orientador é incompleto se focar apenas na técnica; ele deve se preocupar com a formação de carreira integral do aluno. </li>



<li>Pesquisadores em início de carreira devem buscar ativamente entender a gestão de recursos e projetos, aproveitando cursos complementares em plataformas digitais, aconselha Weinlich.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>7. Visão estratégica na fronteira do conhecimento</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Liderar na fronteira do conhecimento, como na terapia gênica para anemia falciforme e epidermólise bolhosa, exige gerenciar grandes incertezas. </li>



<li>A gestão estratégica envolve liberar o líder do operacional diário para que ele possa antecipar movimentos da sociedade e garantir o financiamento do grupo a longo prazo, explica Weinlich.</li>



<li>Ideias disruptivas devem ser priorizadas, mesmo que exijam realocação de recursos financeiros e humanos.</li>
</ul>
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		<title>Ciência aplicada às urgências do país</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/entrevistas/karin-herrera-ciencia-aplicada-as-urgencias-do-pais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jan 2026 21:09:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[#cooperação]]></category>
		<category><![CDATA[#desigualdade social]]></category>
		<category><![CDATA[#diplomacia científica]]></category>
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		<category><![CDATA[#políticas públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vice-presidenta da Guatemala, Karin Herrera relata como a formação científica orienta decisões públicas em contextos de alta desigualdade</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A <strong>ciência não pode ficar restrita ao laboratório</strong> quando as pessoas precisam de <strong>respostas concretas</strong> para melhorar sua qualidade de vida. A afirmação de <strong>Karin Larissa Herrera Aguilar </strong>sintetiza o eixo central da conversa que a microbiologista e atual vice-presidenta da Guatemala teve com a reportagem de <strong>Science Arena</strong> em outubro passado.</p>



<p>De passagem pelo Brasil*, onde participou da <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/evento-discute-papel-da-ciencia-para-enfrentar-desafios-globais-urgentes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">17ª Conferência Geral da The World Academy of Sciences (TWAS)</a>, no Rio de Janeiro, Herrera defendeu o <strong>papel do conhecimento científico na formulação de políticas públicas</strong> capazes de <strong>enfrentar desigualdades sociais, crises ambientais e desafios estruturais como a desnutrição crônica</strong>.</p>



<p>Cientista de carreira, Herrera é formada em química biológica pela Universidade de San Carlos da Guatemala (USAC), com mestrado em estudos ambientais e doutorado em sociologia, este último defendido na Universidad Pontificia de Salamanca, na Espanha.</p>



<p>Antes de assumir a vice-presidência do país centro-americano, cujo mandato se enerra em 2028, Herrera construiu uma trajetória de mais de três décadas na universidade pública.</p>



<p>Atuou como professora, pesquisadora e gestora acadêmica na Faculdade de Ciências Químicas e Farmácia – a única instituição pública de ensino superior da Guatemala. Suas pesquisas se concentraram em temas como <strong>microbiologia</strong>, <strong>qualidade da água</strong>, <strong>saúde ambiental</strong> e <strong>educação científica</strong>.</p>



<p>Na entrevista a seguir, Herrera reflete sobre sua <strong>transição da academia para a política</strong>, e argumenta que temas como segurança alimentar, acesso à educação, riscos climáticos e cooperação internacional exigem articulação entre ciência, Estado e sociedade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Science Arena – A senhora construiu uma trajetória sólida na ciência, com décadas de atuação acadêmica. Em que momento decidiu entrar para a política e o que motivou essa transição da microbiologia para a administração pública?</strong></h2>



<p><strong>Karin Herrera –</strong> Minha formação começou na universidade pública da Guatemala, onde fiz a graduação, e depois segui para a pós-graduação e o doutorado em instituições privadas. Trabalhei por mais de 30 anos na universidade pública, o que também me levou a participar, de forma voluntária, de diferentes instâncias governamentais ligadas à academia.</p>



<p>Um ponto decisivo foi minha atuação, em 2017, no Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Ali ficou muito evidente para mim a distância entre o que se pesquisa nas universidades e centros científicos e o que efetivamente acontece nas instituições do Estado.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>Percebi que, se houvesse maior articulação, a pesquisa poderia orientar de forma muito mais direta a formulação de políticas públicas e normas baseadas em evidências.</p></blockquote></figure>



<p>Ao mesmo tempo, vivíamos crises importantes na educação superior pública. Eu me sentia limitada, sem conseguir promover as mudanças estruturais necessárias a partir daquele espaço. Foi nesse contexto que surgiu o convite para integrar a chapa presidencial liderada por Bernardo Arévalo.</p>



<p>Não entrei com a certeza da vitória, mas com a convicção de que, se vencêssemos, eu estaria ali por compromisso com temas que sempre me moveram — especialmente ciência, educação e desenvolvimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sua formação é marcada pela interdisciplinaridade: a senhora é bióloga, com doutorado em sociologia, e atuou em áreas como microbiologia, meio ambiente e saúde. Qual foi a importância desse percurso para sua carreira científica e para sua atuação política?</strong></h2>



<p>Essa transição foi fundamental. Durante meu mestrado, trabalhei com análises de qualidade da água em regiões como a bacia do rio Polochic e o Petén. Ao apresentar os resultados, percebíamos o interesse de prefeitos, pescadores e representantes da sociedade civil.</p>



<p>Mas nós falávamos em termos muito técnicos — bactérias, nitratos, fosfatos — sem responder às perguntas práticas que eles tinham.</p>



<p>Nunca me esqueço de um prefeito que me disse: “Só tenho recursos para uma estação de tratamento. Onde devo colocá-la? Quem polui mais?”. Aquilo foi um alerta.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>Eu estava excessivamente focada no diagnóstico técnico e pouco atenta às necessidades concretas das pessoas.</p></blockquote></figure>



<p>Foi esse incômodo que me levou ao doutorado em sociologia. Continuei trabalhando com água, mas passei a olhar para os problemas a partir das pessoas, dos riscos sociais, da tomada de decisão com poucos recursos.</p>



<p>A interdisciplinaridade me ensinou a priorizar, a entender que dados e números precisam se traduzir em melhorias reais na qualidade de vida.</p>



<p>Hoje, como vice-presidenta da Guatemala, essa visão é ainda mais essencial. Lidamos com temas que eu não tinha no radar, como migração irregular ou tráfico de pessoas, mas a lógica é a mesma: políticas precisam ter metas, indicadores, monitoramento e avaliação para que possam ser corrigidas e aprimoradas ao longo do tempo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-red-color">Cinco ideias-chave da trajetória de Karin Herrera</mark></strong></h3>



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                <h3>A transição da ciência à política</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>A entrada de Herrera na política nasce da percepção de uma desconexão persistente entre a produção científica nas universidades e as decisões do Estado. Sua experiência em conselhos governamentais revelou que políticas públicas carecem de maior articulação com evidências científicas e com as necessidades reais da população.</p>
            </dd>
        </div>

        
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                <h3>Interdisciplinaridade para decisões públicas mais eficazes</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>A trajetória que combina microbiologia, estudos ambientais e sociologia foi decisiva para ampliar o olhar de Herrera além do laboratório. A interdisciplinaridade permitiu priorizar recursos escassos, traduzir dados técnicos em decisões práticas e considerar dimensões sociais, econômicas e humanas nos processos de formulação de políticas.</p>
            </dd>
        </div>

        
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                <h3>Políticas públicas baseadas em evidências</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Herrera defende metas claras, indicadores e avaliação contínua como pilares da gestão pública. O principal obstáculo, segundo ela, não é técnico, mas cultural: nem todos os setores do governo estão habituados a trabalhar com monitoramento, evidências e ajustes sistemáticos das políticas implementadas.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
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                <h3>Ciência conectada à população e às desigualdades sociais</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>A entrevista enfatiza que dados científicos só fazem sentido quando se traduzem em melhorias concretas na qualidade de vida. Segurança alimentar, educação, acesso à água, migração e desnutrição crônica aparecem como problemas complexos que exigem escuta ativa, diálogo horizontal e soluções construídas com as comunidades.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
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                <h3>Fortalecimento da infraestrutura científica </h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Herrera destaca esforços para ampliar parcerias internacionais, mobilidade de pesquisadores e intercâmbio de conhecimento, ao mesmo tempo em que reconhece a fragilidade da infraestrutura científica nacional. Seu objetivo é articular universidades, centros de pesquisa e governo em uma visão integrada de desenvolvimento baseada na ciência.</p>
            </dd>
        </div>

        
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<p class="has-small-font-size"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A senhora costuma defender fortemente políticas públicas baseadas em evidências. Quais são os principais desafios para implementar essa lógica na gestão pública da Guatemala?</strong></h2>



<p>O principal desafio é cultural. Nem todos estão acostumados a trabalhar com metas claras, indicadores e avaliação contínua. Mas é um caminho sem volta. Quando políticas são formuladas com base em evidências, podemos demonstrar o que funciona e o que precisa ser ajustado.</p>



<p>A Guatemala enfrenta grandes desigualdades no acesso à educação. Temos uma cobertura muito limitada no ensino médio e superior, o que impacta diretamente nossa capacidade de desenvolvimento.</p>



<p>Para falar em desenvolvimento sustentável e integral, precisamos fortalecer a educação e enfrentar temas estruturais como segurança alimentar e desnutrição crônica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como sua experiência científica influencia a forma como a senhora dialoga com a população e com diferentes setores da sociedade?</strong></h2>



<p>Aprendi que é preciso escutar mais. Quando comecei a dialogar diretamente com comunidades, percebi muita desconfiança, fruto de questões históricas. Isso não se resolve rapidamente.</p>



<p>É essencial demonstrar interesse genuíno, agir com respeito e não impor soluções. O diálogo precisa ser horizontal. As pessoas têm os mesmos direitos e precisam sentir que fazem parte do processo. Só assim é possível construir confiança e avançar em políticas que realmente atendam às suas necessidades.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1200" height="800" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/karin-herrera-twas-guatemala-1200x800.jpg" alt="Karin Herrera, vice-presidenta da Guatemala, discursa em um púlpito durante evento internacional, diante de um grande painel que destaca ciência e tecnologia" class="wp-image-7489" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/karin-herrera-twas-guatemala-1200x800.jpg 1200w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/karin-herrera-twas-guatemala-800x533.jpg 800w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/karin-herrera-twas-guatemala-400x267.jpg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/karin-herrera-twas-guatemala-768x512.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/karin-herrera-twas-guatemala-1536x1024.jpg 1536w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/karin-herrera-twas-guatemala-2048x1365.jpg 2048w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/karin-herrera-twas-guatemala-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption class="wp-element-caption">Karin Herrera discursa durante a 17ª Conferência Geral da The World Academy of Sciences (TWAS), que reuniu cientistas, formuladores de políticas e líderes globais entre os dias 29 de setembro e 02 de outubro de 2025, no Rio de Janeiro | Imagem: Vicepresidencia de Guatemala</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais são hoje os principais esforços do governo guatemalteco para fortalecer a infraestrutura científica do país e ampliar colaborações internacionais?</strong></h2>



<p>A partir da vice-presidência, tenho buscado aproveitar encontros bilaterais para colocar a ciência no centro do diálogo internacional. Defendo fortemente a mobilidade de pesquisadores, bolsas de estudo e o intercâmbio de conhecimento — com a lógica de que nossos profissionais possam sair, mas também retornar ao país.</p>



<p>Temos dialogado com instituições como o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (CIRAD), da França, e com representantes da Agência Espacial Europeia (ESA), discutindo inclusive a possibilidade de centros de monitoramento no país para riscos climáticos, segurança alimentar e vulnerabilidade social.</p>



<p>Ao mesmo tempo, sabemos que precisamos investir mais em infraestrutura científica. Esse é um grande desafio.</p>



<p>Meu sonho é que a Guatemala tenha uma visão integrada de país, com universidades e centros de pesquisa articulados, mesmo diante de recursos limitados.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E qual é o papel da ciência no enfrentamento de problemas estruturais como a desnutrição crônica?</strong></h2>



<p>A desnutrição não é apenas uma questão de alimento, mas de pobreza, acesso, qualidade e políticas integradas. Estou convencida de que a ciência pode e deve oferecer respostas a esses problemas.</p>



<p>Se for necessário, iremos às universidades buscar nutricionistas, médicos, agrônomos, engenheiros, pedindo que ajudem a construir projetos voltados a essas questões.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>Integrar o setor acadêmico às necessidades reais da população é essencial para promover um desenvolvimento mais justo.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Para finalizar, que mensagem a senhora deixaria a jovens pesquisadores interessados em atuar na interface entre ciência e políticas públicas?</strong></h2>



<p>Diria que não tenham medo da interdisciplinaridade. A ciência não termina no laboratório nem na publicação de artigos. Quando conectada às necessidades da sociedade, ela se torna uma ferramenta poderosa de transformação. Precisamos de cientistas dispostos a dialogar, ouvir e construir soluções junto com as pessoas.</p>



<p class="has-small-font-size"><em>*A equipe do Science Arena viajou ao Rio de Janeiro a convite da TWAS.</em></p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/entrevistas/karin-herrera-ciencia-aplicada-as-urgencias-do-pais/">Ciência aplicada às urgências do país</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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		<item>
		<title>Pressão e falta de apoio: pesquisa revela desafios enfrentados por docentes no Reino Unido</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/pressao-e-falta-de-apoio-pesquisa-revela-desafios-enfrentados-por-docentes-no-reino-unido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Oct 2025 21:57:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[#bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[#carreira docente]]></category>
		<category><![CDATA[#colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[#gestão]]></category>
		<category><![CDATA[#saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Menos da metade dos docentes britânicos se sente capaz de lidar com carga de trabalho; relatório traz recomendações que podem inspirar mudanças no Brasil</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um levantamento com cerca de <strong>240 mil funcionários</strong> de mais de <strong>75 instituições de ensino superior do Reino Unido</strong> revelou uma realidade preocupante: <strong>menos da metade dos acadêmicos acredita que consegue manter um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional</strong>. <a href="https://peopleinsight.co.uk/employee-experience-in-higher-education/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A pesquisa pode ser acessada aqui</a>.</p>



<p>Conduzido pela consultoria <a href="https://peopleinsight.co.uk/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">People Insight</a> em parceria com a <a href="https://www.ucea.ac.uk/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Associação de Empregadores de Universidades e Faculdades</a> (UCEA), o estudo expôs <strong>disparidades marcantes entre docentes e profissionais de serviços administrativos</strong>.</p>



<p>De acordo com o relatório:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Apenas <strong>43% dos docentes</strong> sentem-se aptos a gerenciar confortavelmente sua carga de trabalho;</li>



<li>Quando se trata de saúde mental e apoio institucional, o cenário também é desfavorável: <strong>apenas 44% dizem receber suporte adequado</strong> das universidades;</li>



<li>&nbsp;<strong>48% </strong>afirmam conseguir<strong> equilibrar trabalho e vida pessoal</strong>.</li>
</ul>



<p>Entre os <strong>profissionais administrativos</strong>, os índices são consideravelmente mais altos:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>63%</strong> relatam conforto com a carga de trabalho;</li>



<li><strong>61% </strong>sentem-se apoiados quanto ao bem-estar;</li>



<li><strong>71% </strong>dizem alcançar equilíbrio entre vida pessoal e profissional.</li>
</ul>



<p>Ainda assim, os números estão abaixo da média de outros setores, alertou a revista eletrônica <a href="https://www.timeshighereducation.com/news/less-half-academics-happy-work-life-balance" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Times Higher Education</em></a> (THE). </p>



<h2 class="wp-block-heading">Satisfação versus benefícios </h2>



<p>Outro ponto crítico do estudo é a <strong>baixa satisfação com os pacotes de benefícios</strong> oferecidos aos docentes: apenas 38% dos acadêmicos estão satisfeitos, contra 54% dos profissionais administrativos, índice que acompanha a média de outros setores.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Além disso, embora o trabalho híbrido tenha trazido maior flexibilidade e fortalecido a camaradagem nas equipes, houve uma queda na percepção de colaboração interdepartamental desde a pandemia. </p></blockquote></figure>



<p>A pesquisa alerta que os diferentes arranjos de trabalho, com horários conflitantes entre departamentos, têm limitado as oportunidades de interação presencial.</p>



<p>Acordos de trabalho híbrido, que provavelmente variam entre os departamentos, podem estar contribuindo para esse problema, já que horários conflitantes reduzem as oportunidades de interação presencial — essencial para uma colaboração interdepartamental eficaz, aponta o relatório.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pequenos avanços e grandes lacunas </h2>



<p>Entre os profissionais administrativos, a percepção de equilíbrio entre vida pessoal e trabalho melhorou ligeiramente desde 2021 — um aumento de três pontos percentuais, atribuído à <strong>maior flexibilidade para o trabalho remoto parcial</strong>.&nbsp;</p>



<p>Já entre os acadêmicos, <strong>não houve progresso</strong>, o que reforça a necessidade de <strong>políticas institucionais</strong> mais direcionadas às suas demandas específicas.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Apesar das dificuldades, 87% dos docentes consideram seu trabalho interessante e desafiador.</p></blockquote></figure>



<p>Além disso, 80% relatam forte senso de realização pessoal, índices mais altos do que os observados em outros setores.&nbsp;</p>



<p>Isso demonstra o envolvimento dos acadêmicos com suas atividades, mesmo diante de condições adversas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Recomendações práticas: caminhos para transformar o ambiente acadêmico</h2>



<p>Com base nos resultados, o relatório propõe <strong>cinco recomendações-chave</strong> para as instituições de ensino superior. Apesar de focadas no contexto britânico, elas oferecem <strong>aprendizados úteis</strong> para universidades de outros países, incluindo o Brasil:</p>



<p>1. <strong>Aprimorar a colaboração interdepartamental: </strong>incentivar projetos interdisciplinares, canais de comunicação entre equipes e calendários compartilhados de eventos para fortalecer o trabalho conjunto.</p>



<p>2. <strong>Oferecer apoio efetivo à gestão da carga de trabalho:</strong> implementar treinamentos em gestão do tempo, reuniões regulares para redistribuição de tarefas e melhorias nos sistemas administrativos.]</p>



<p>3. <strong>Fortalecer iniciativas de bem-estar e equilíbrio: </strong>criar programas de saúde mental, escuta ativa e campanhas de conscientização sobre o uso de licenças, férias e flexibilidade.]</p>



<p>4. <strong>Melhorar os sistemas de reconhecimento e recompensa: </strong>estabelecer práticas claras de valorização, com reconhecimento formal, recompensas financeiras e incentivo à carreira docente.</p>



<p><strong>5. Adotar uma abordagem de escuta contínua: </strong>realizar pesquisas frequentes de clima organizacional, grupos focais e planos de ação baseados nas demandas dos funcionários.</p>
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		<title>Webinar: O que aprender para liderar grupos de pesquisa?</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/webinar-o-que-aprender-para-liderar-grupos-de-pesquisa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2025 22:14:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[#carreira científica]]></category>
		<category><![CDATA[#gestão]]></category>
		<category><![CDATA[#liderança]]></category>
		<category><![CDATA[#pós-doc]]></category>
		<category><![CDATA[#webinar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=6764</guid>

					<description><![CDATA[<p>Evento virtual do Science Arena ocorre no dia 28 de agosto para discutir habilidades de liderança na ciência; inscrições gratuitas</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/webinar-o-que-aprender-para-liderar-grupos-de-pesquisa/">Webinar: O que aprender para liderar grupos de pesquisa?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O <strong>Science Arena </strong>promove no dia <strong>28 de agosto</strong>, das <strong>18h30 às 19h30 (BRT)</strong>, um encontro virtual com o biólogo <strong>Ricardo Weinlich</strong>, pesquisador sênior do <strong>Einstein Hospital Israelita</strong>, sobre <strong>como pesquisadores em início de carreira podem se preparar para assumir cargos de liderança</strong>. Transmissão será via Zoom.</p>



<p>O objetivo da live é discutir os desafios da transição de pós-doc para líder de grupo de pesquisa, a falta de treinamento em gestão e liderança na academia, e a necessidade de ferramentas práticas para gerir pessoas, projetos e recursos financeiros. </p>



<p><em>Para se inscrever, clique no botão abaixo ou copie o link disponível no final do texto.</em></p>



<div class="wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex">
<div class="wp-block-button"><a class="wp-block-button__link has-black-color has-vivid-green-cyan-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-element-button" href="https://einstein.zoom.us/webinar/register/WN_OQlRlxb_TwS79vl0QjBbDQ#/registration" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>INSCREVA-SE AGORA</strong></a></div>
</div>



<h2 class="wp-block-heading">Habilidades e competências para líderes em pesquisa</h2>



<p>&#8220;Em muitos lugares, incluindo o Brasil, a academia e os estágios de pós-doc não preparam o pesquisador para gerir uma equipe, lidar com conflitos e tomar decisões em situações difíceis&#8221;, afirma Weinlich, que coordena grupo de pesquisa voltado ao desenvolvimento de terapias gênicas, usando a técnica de edição genética CRISPR-Cas9, para tratar doenças como anemia falciforme e epidermólise bolhosa.</p>



<p>No encontro, Weinlich vai contar como moldou seu percurso acadêmico para liderar grupos e projetos, além de refletir sobre o que significa ser uma liderança em um mundo cada vez mais complexo e instável.</p>



<p>&#8220;Não podemos mais &#8216;romantizar&#8217; a carreira científica, como se pesquisadores trabalhassem só &#8216;por amor&#8217;, passando por inúmeras dificuldades simplesmente porque amam o que fazem&#8221;, diz Weinlich. </p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;É preciso tratar a ciência como uma carreira profissional, com processos e métodos corretos para uma gestão mais eficiente de projetos e atividades relacionadas à produção do conhecimento.&#8221;</p></blockquote></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1200" height="800" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/08/270e37f3-2023_07_25_e6_0066-min-1200x800.jpg" alt="O Science Arena realiza, no dia 28/08, um encontro virtual com o biólogo Ricardo Weinlich, doutor em imunologia pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e pesquisador sênior do Einstein Hospital Israelita, em São Paulo" class="wp-image-6769" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/08/270e37f3-2023_07_25_e6_0066-min-1200x800.jpg 1200w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/08/270e37f3-2023_07_25_e6_0066-min-800x533.jpg 800w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/08/270e37f3-2023_07_25_e6_0066-min-400x267.jpg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/08/270e37f3-2023_07_25_e6_0066-min-768x512.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/08/270e37f3-2023_07_25_e6_0066-min-1536x1024.jpg 1536w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/08/270e37f3-2023_07_25_e6_0066-min-2048x1365.jpg 2048w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/08/270e37f3-2023_07_25_e6_0066-min-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption class="wp-element-caption">O Science Arena realiza, no dia 28/08, um encontro virtual com o biólogo Ricardo Weinlich, doutor em imunologia pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e pesquisador sênior do Einstein Hospital Israelita, em São Paulo | Imagem: Fábio H. Mendes/E6 Imagens</figcaption></figure>



<p>Este será o segundo de uma série de webinars do <strong>Science Arena</strong> sobre carreira científica. O primeiro, realizado no dia 30 de julho, discutiu <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/webinar-impactos-da-ia-na-carreira-cientifica/">como a inteligência artificial (IA) impacta a formação e a trajetória profissional de pesquisadores</a>. A série é voltada para estudantes de graduação, docentes, pós-graduandos, pós-docs e gestores que atuam em instituições de pesquisa públicas e privadas.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p><strong>Data:</strong> 28 de agosto<br><strong>Horário: </strong>18h30 às 19h30 (BRT)<br><strong>Modalidade: </strong>Virtual<br><strong>Custo:</strong> Gratuito</p></blockquote></figure>



<p><strong>Mais informações:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O webinar contará com intérprete de libras em tempo real;</li>



<li>Haverá emissão de certificado de participação;</li>



<li>Link do Zoom: <a href="https://einstein.zoom.us/webinar/register/WN_OQlRlxb_TwS79vl0QjBbDQ#/registration" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://einstein.zoom.us/webinar/register/WN_OQlRlxb_TwS79vl0QjBbDQ#/registration</a></li>
</ul>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Ferramenta verifica conflitos de interesse em bancas e poupa tempo</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/ferramenta-verifica-conflito-de-interesses-em-bancas-e-economiza-tempo/</link>
					<comments>https://www.sciencearena.org/noticias/ferramenta-verifica-conflito-de-interesses-em-bancas-e-economiza-tempo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jul 2024 19:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#Ética]]></category>
		<category><![CDATA[#gestão]]></category>
		<category><![CDATA[#inovação]]></category>
		<category><![CDATA[#inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[#Plataforma Lattes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=4120</guid>

					<description><![CDATA[<p>Conflitulus Lattes cruza informações do currículo de dezenas de candidatos e avaliadores e pode economizar muitas horas de trabalho dos organizadores</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/ferramenta-verifica-conflito-de-interesses-em-bancas-e-economiza-tempo/">Ferramenta verifica conflitos de interesse em bancas e poupa tempo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Uma das tarefas que mais consomem tempo quando se organiza bancas de concursos é verificar se há conflitos de interesse entre os avaliadores e as dezenas de candidatos. Os organizadores precisam comparar manualmente os perfis na <a href="https://lattes.cnpq.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">plataforma Lattes</a>, que reúne mais de 6 milhões de currículos acadêmicos e informações sobre linhas de pesquisa. Nesta tarefa, procuram identificar eventuais coautorias em artigos ou projetos em comum. Como, geralmente, pesquisadores da mesma área escrevem artigos que podem ter dezenas de autores, a incumbência é árdua e trabalhosa.&nbsp;</p>



<p>O imunologista Helder Nakaya, pesquisador do Hospital Israelita Albert Einstein e professor da Universidade de São Paulo (USP), se viu diante desse drama quando foi convidado para avaliar 26 candidatos em uma banca.</p>



<p>“Para facilitar minha vida, desenvolvi um código capaz de fazer o trabalho automaticamente”, conta Nakaya, que usa linguagens de programação em suas pesquisas.</p>



<p>Para usar o <a href="https://conflitulus.org/index" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Conflitulus Lattes</a>, programa desenvolvido por Nakaya e sua equipe, o usuário deve primeiro baixar o currículo de todos os candidatos e avaliadores na plataforma do<a href="https://mcas-proxyweb.mcas.ms/certificate-checker?login=false&amp;originalUrl=https%3A%2F%2Flattes.cnpq.br.mcas.ms%2F%3FMcasTsid%3D15600&amp;McasCSRF=e77b1c99a1c4a8c9024bde3da4ac5fdeb19fe52e581863cc0172066fd6acdf3b"> </a>currículo Lattes, clicando no botão XML, que faz o download do arquivo comprimido em formato <em>.zip</em>.</p>



<p>Os arquivos, compactados ou não, podem ser carregados na plataforma<a href="https://mcas-proxyweb.mcas.ms/certificate-checker?login=false&amp;originalUrl=https%3A%2F%2Fconflitulus.org.mcas.ms%2Findex%3FMcasTsid%3D15600&amp;McasCSRF=e77b1c99a1c4a8c9024bde3da4ac5fdeb19fe52e581863cc0172066fd6acdf3b"> </a>Conflitulus Lattes depois de fazer o cadastro.</p>



<p>A ferramenta cruza os currículos e faz uma triagem inicial, listando todas as coautorias e projetos em comum entre cada avaliador e candidato, além de mostrar um gráfico ilustrando os possíveis conflitos.</p>



<p>Para uma banca com 3 avaliadores e 20 candidatos, o processo todo dura cerca de 10 minutos.</p>



<p>Nakaya desenvolveu o programa no <a href="https://www.csbiology.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Laboratório de Biologia de Sistemas Computacional</a> (CSBL) que fica situado no Centro de Inovação da USP (Inova USP).&nbsp; O aplicativo recebeu apoio do Hospital Israelita Albert Einstein e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). “Meu laboratório desenvolve ferramentas computacionais on-line ‘amigáveis’, então decidi transformar isso em algo útil para as pessoas”, diz Nakaya, que lidera o CSBL.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="676" height="611" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/07/Conflitulus-Lattes-Esquema.jpg" alt="" class="wp-image-4125" style="width:632px;height:auto" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/07/Conflitulus-Lattes-Esquema.jpg 676w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/07/Conflitulus-Lattes-Esquema-400x362.jpg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/07/Conflitulus-Lattes-Esquema-150x136.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 676px) 100vw, 676px" /><figcaption class="wp-element-caption">O Conflitulus Lattes cruza informações de candidatos e membros de bancas ou comitês avaliadores, com o objetivo de detectar rapidamente membros que têm publicações ou projetos em comum com os candidatos | Imagem: <a href="https://conflitulus.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://conflitulus.org/</a></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cruzamento de dados</strong><strong></strong></h2>



<p>“O sistema usa algoritmos genômicos que convertem informações como nome e data de nascimento, em sequências de DNA, usando as letras A, T, C e G”, explica o bioinformata José Deney Alves de Araújo, CEO da startup brasileira <a href="https://d2dna.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">D2DNA</a>, especializada em análise de dados na área de saúde, que desenvolveu a tecnologia de cruzamento de dados e foi ex-aluno de doutorado de Nakaya</p>



<p>Segundo Araújo, o sistema gera uma sequência de DNA para cada currículo, que é tratada como o DNA de um vírus ou bactéria, com mutações como erros, deleções e inserções. Um algoritmo chamado BLAST, usado para comparar informações de sequências biológicas, como aminoácidos ou DNA, identifica sequências similares, mesmo com erros.</p>



<p>“Alinhamos as sequências de DNA, ou seja, os nomes dos pesquisadores e suas publicações, para verificar se há coincidências”, conta Araújo.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Quando o sistema encontra repetições, acusa um possível conflito de interesse.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tempo livre</strong><strong></strong></h2>



<p>Nakaya publicou em seu perfil do Instagram um cálculo de quanto tempo por dia sobra para um pesquisador fazer ciência. Depois das atividades de ensino, extensão e administração, sobrou uma média de duas horas para fazer experimentos, criar hipóteses, escrever artigos e debater resultados.&nbsp;</p>



<p>“A tecnologia deve nos ajudar a liberar tempo para as coisas que realmente importam, seja fazendo ciência ou algo prazeroso e pessoal”, defende Nakaya, que é Chief Scientific Officer (CSO) da D2DNA. Para ilustrar essa filosofia, o aplicativo Conflitulus Lattes faz uma estimativa das horas de trabalho economizadas, que já passava de 24 mil horas, com quase 8.400 currículos cruzados até o momento da publicação desta reportagem.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="448" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/07/Horas-Cientista-Helder-Nakaya.jpeg" alt="" class="wp-image-4127" style="width:600px;height:auto" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/07/Horas-Cientista-Helder-Nakaya.jpeg 580w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/07/Horas-Cientista-Helder-Nakaya-400x309.jpeg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/07/Horas-Cientista-Helder-Nakaya-150x116.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px" /><figcaption class="wp-element-caption">O gráfico publicado por Helder Nakaya representa as 24 horas de um cientista médio. De acordo com o pesquisador, sobram poucas horas para “fazer ciência.” Para Nakaya, a inteligência artificial (IA) precisa ser usada a fim de “liberar mais tempo para se pensar e discutir, e passar mis tempo com a família e amigos.” | Imagem: Helder Nakaya</figcaption></figure>



<p>Nakaya estima que cruzar uma centena de currículos Lattes pode poupar 10 horas de trabalho ou mais. “Atualmente, os concursos têm mais candidatos e as pessoas publicam mais artigos, dificultando o cruzamento de informações”, ressalta Nakaya.&nbsp;</p>



<p>Segundo o imunologista, a ferramenta foi elogiada por reitores, pró-reitores e professores que costumam organizar bancas. Segundo Nakaya, um único usuário usou a ferramenta 30 vezes e cruzou quase 1.500 currículos. “Hoje temos quase 2 mil usuários cadastrados de todo o Brasil”.</p>



<p>Uma das limitações do Conflitulus Lattes é a necessidade de baixar os currículos um a um. Isso acontece porque o site do Currículo Lattes usa uma ferramenta de autenticação chamada captcha, que bloqueia o acesso de robôs.</p>



<p>Nakaya argumenta que se o CNPq fornecesse acesso direto, o site poderia usar os dados diretamente de suas bases, o que tornaria o uso mais rápido e menos trabalhoso para o usuário. “Isso eliminaria a necessidade de baixar os arquivos – bastaria a lista de nomes”, diz Nakaya.</p>



<p>“Pretendemos integrar o Conflitulus Lattes com outras plataformas acadêmicas e bases de dados, o que ampliará ainda mais a capacidade de detectar conflitos de interesse em diferentes contextos”, diz Araújo. Segundo ele, o Conflitulus Lattes tem potencial para ser usado na detecção de fraudes e inconsistências de dados.&nbsp; Araújo conta que, durante uma rápida verificação na base de currículos Lattes, ele e sua equipe encontraram milhares de erros de digitação em títulos em inglês. “Essas inconsistências podem causar muitos problemas, mas nossa tecnologia permite contornar esses erros de forma inovadora e eficiente”, diz ele.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Precisamos direcionar a mudança tecnológica</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/colunas/precisamos-direcionar-a-mudanca-tecnologica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jul 2024 13:39:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[#gestão]]></category>
		<category><![CDATA[#inovação]]></category>
		<category><![CDATA[#mudanças climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Inovações que precisamos não podem depender só do surgimento espontâneo da descoberta guiada pela curiosidade</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/colunas/precisamos-direcionar-a-mudanca-tecnologica/">Precisamos direcionar a mudança tecnológica</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os grandes desafios de nossa geração – e é claro que estou falando da mudança climática e da maneira como cuidamos dessa terceira rocha a partir do Sol –, tornaram óbvia a necessidade da humanidade em produzir e difundir uma nova onda de inovações que permita desenvolver economicamente, sem destruir o que restou do planeta.</p>



<p>O problema é que o tempo urge. Por isso, não podemos depender da importante, porém lenta, transformação da curiosidade científica em soluções concretas. Esse modelo linear, que permite à Big Science criar a base de conhecimento na qual as sociedades capitalistas contemporâneas se apoiam, é por demais difuso para esse momento. É preciso acelerar, interagir, testar, mas, sobretudo, direcionar.</p>



<p>Justamente por isso, nós, economistas da tecnologia, mudamos a perspectiva de intervenção pública em ciência, tecnologia e inovação. Passamos a organizar essas intervenções com base nos problemas que precisamos resolver, e não no que já é possível fazer do ponto de vista tecnológico.</p>



<p>Justamente por isso, passamos a falar em políticas baseadas em missões e resgatamos os ensinamentos do impressionante Programa Apollo, que em surpreendentes oito anos, colocou o “Homem” na lua.</p>



<p>Capitaneados pela economista ítalo-americana Mariana Mazzucato, é isso que o mundo desenvolvido está fazendo neste momento.</p>



<p>Um de seus últimos livros, <em><a href="https://marianamazzucato.com/books/mission-economy/">Mission Economy: A Moonshot Guide to Changing Capitalism</a></em>, é uma verdadeira ode à capacidade humana de resolver problemas por meio do desenvolvimento tecnológico coordenado pelo Estado.</p>



<p>Só que executar esse tipo de intervenção na economia não é nada fácil. Principalmente em países periféricos.</p>



<p>Esse tipo de abordagem, baseada numa demanda concreta, exige toda uma mudança no sistema de fomento público e privado.</p>



<p>O apoio, que era setorizado por área científica, passa a ocorrer em decorrência da aplicação efetiva das soluções, e as relações de comando e controle, que estavam assentadas em torno da comunidade científica, se alteram.</p>



<p>O usuário potencial ganha maior destaque, e aqueles que produzem novo conhecimento passam a ser organizados em função da aplicação.</p>



<p>Isso significa que é preciso haver, agora, uma gestão efetiva do desenvolvimento científico e tecnológico, e que essa gestão seja coordenada por um corpo técnico altamente qualificado, que consiga fazer a correta tradução entre as lógicas científica e de mercado. Isso não é trivial e nem facilmente encontrado nos gestores públicos mundo afora.</p>



<p>De fato, o sucesso do programa Apollo não aconteceu só como resultado da montanha de dinheiro investida e nem só da pressão geopolítica da época.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>O que os norte-americanos tinham, e ainda têm, são bons gestores de ciência e tecnologia, que têm sólida formação acadêmica, experiência em empresas e conhecimento da dinâmica do setor público.</p></blockquote></figure>



<p>É justamente este o profissional responsável pelo sucesso do modelo <a href="https://www.darpa.mil/">DARPA</a> (Defense Advanced Research Projects Agency), que nos deu o GPS, a internet e a <a href="https://bostondynamics.com/">Boston Dynamics</a> e seus robôs dançantes.</p>



<p>Sobre essa importantíssima instituição, eu sugiro a leitura de <em><a href="https://anniejacobsen.com/pentagons-brain/">The Pentagon&#8217;s Brain: An Uncensored History of DARPA, America&#8217;s Top-Secret Military Research Agency</a></em>, de <a href="https://anniejacobsen.com">Annie Jacobsen</a>.</p>



<p>No final do dia, é o seguinte: quando passamos a fomentar a ciência e a tecnologia com vistas a resolver problemas concretos, específicos e socialmente relevantes, precisamos de um tipo de profissional que ainda não temos em grande escala, nem no país nem no mundo. Esse profissional se chama gestor de políticas ou ações em ciência, tecnologia e inovação. Historicamente, essa posição foi preenchida por notórios cientistas, que sabiam muito bem sobre suas áreas científicas de atuação, mas pouco da lógica de mercado e da maneira como funciona o serviço público, com seu orçamento plurianual, demanda por controle e compliance, bem como impacto social concreto.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>O sucesso da intervenção pública em CT&amp;I no século XXI não vai depender apenas do montante de recursos disponíveis, mas também da qualidade do profissional que planeja, executa e avalia essas intervenções.</p></blockquote></figure>



<p>Isso porque, diferentemente do passado, quando a dimensão dos problemas e a forma de tratar o desenvolvimento tecnológico – sempre de maneira linear – permitiam uma organização mais subjetiva e difusa, neste alvorecer de novo século, a realidade concreta se impõe, e é preciso direcionar e catalisar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Certificação profissional</strong></h2>



<p>Por isso, é tão relevante a recente criação do <a href="https://institutodainovacao.org.br/">Instituto da Inovação</a>, iniciativa da qual faço parte, mas que conta, também, com as pessoas mais atuantes no tema no país.</p>



<p>Trata-se de uma instituição sem fins lucrativos, sem filiação partidária, que foi criada pela comunidade de prática aos moldes do <a href="https://www.pmi.org/">Project Management Institute</a> (PMI) e se destina a certificar o profissional de fomento à ciência, tecnologia e inovação no Brasil.</p>



<p>A ideia aqui é garantir que a complexidade do objeto de fomento se reflita na qualidade do profissional que atua sobre ele.</p>



<p>Independentemente da existência ou não de instituições certificadoras, o fato essencial é que o volume e velocidade das inovações que precisamos, neste momento histórico, não podem depender só do surgimento espontâneo da descoberta guiada pela curiosidade. É obvio que essa abordagem – da curiosidade – precisa continuar existindo, pois, do contrário, não teríamos base científica na qual nos apoiar. Contudo, só o tratamento profissional e direcionado dos recursos públicos e privados à CT&amp;I pode nos tirar da enrascada ambiental em que nos colocamos.</p>



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