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	<title>Arquivos #hereditariedade | Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
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		<title>Mutação inédita em gene ligado ao reparo do DNA esclarece casos hereditários de câncer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 19:03:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#câncer]]></category>
		<category><![CDATA[#genética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Descoberta ajuda a explicar a síndrome de Lynch, condição associada a tumores intestinais e uterinos que ainda passa despercebida em muitas famílias</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/mutacao-inedita-em-gene-ligado-ao-reparo-do-dna-esclarece-casos-hereditarios-de-cancer/">Mutação inédita em gene ligado ao reparo do DNA esclarece casos hereditários de câncer</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um estudo publicado em dezembro de 2025 na <a href="https://dx.doi.org/10.31744/einstein_journal/2026AO0757" target="_blank" rel="noreferrer noopener">revista <em>einstein</em></a> apresenta as características de uma <strong>mutação inédita do gene MSH2</strong>, que foi identificada em uma mulher brasileira e caracteriza a manifestação clínica da <a href="https://www.einstein.br/n/glossario-de-saude/sindrome-de-lynch" target="_blank" rel="noreferrer noopener">síndrome de Lynch</a>. A condição tem natureza <strong>genética e é hereditária</strong>, podendo levar núcleos familiares a uma predisposição ao desenvolvimento de <strong>cânceres, principalmente no cólon e no endométrio</strong>.</p>



<p>O projeto foi conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Mário Penna, em Minas Gerais.</p>



<p>A variante genética classificada como patogênica/mutação é nomeada como NM_000251.3(MSH2):c.1894_1898del (p.Ile633Lysfs*9).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Caso clínico levantou suspeitas genéticas</strong></h2>



<p>A mutação foi notada durante a investigação de uma <strong>paciente de 55 anos</strong>, diagnosticada com <strong>dois cânceres colorretais distintos</strong> em um intervalo de menos de um ano.</p>



<p>Os tumores surgiram em regiões diferentes do cólon (um no sigmoide e outro no ceco) e foram identificados em fase inicial, o que permitiu o tratamento cirúrgico sem necessidade de quimioterapia ou radioterapia.</p>



<p>Mesmo assim, o fato de a paciente ter apresentado <strong>neoplasias metacrônicas em um período tão curto </strong>despertou a suspeita de uma <strong>causa hereditária</strong>.</p>



<p>Para investigar o caso, a equipe adotou uma metodologia integrada, que combinou avaliação clínica a análises anatomopatológica e imunohistoquímica dos tumores, bem como testes genéticos moleculares e um conjunto extensivo de avaliações bioinformáticas.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>O histórico familiar da paciente reforçou a suspeita de uma condição hereditária, já que sete de seus parentes já haviam tido câncer, incluindo tumores no intestino e no útero – tipos frequentemente associados à síndrome de Lynch.</p></blockquote></figure>



<p>Embora a falta de registros médicos antigos tenha dificultado a confirmação detalhada de todos os casos, as informações disponíveis foram suficientes para justificar uma <strong>investigação genética aprofundada</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mutação afeta o funcionamento das células</strong></h2>



<p>Os exames mostraram a <strong>ausência de proteínas fundamentais para a correção de erros no DNA</strong>, especialmente a <strong>MSH2</strong>. Essa proteína faz parte de um sistema de revisão do material genético, o que significa que ela atua como uma <strong>espécie de “corretor”</strong>, que identifica e elimina pequenos erros que tendem a acontecer quando a célula se divide e replica seu DNA.</p>



<p>Sendo assim, quando a MSH2 não funciona corretamente, os erros se acumulam ao longo do tempo, aumentando o risco de transformação maligna nas células, o que pode levar ao câncer.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A análise genética revelou uma alteração inédita no gene MSH2, que nunca havia sido registrada em bancos de dados internacionais nem em estudos realizados no Brasil.</p></blockquote></figure>



<p>Essa alteração consiste na perda de um pequeno trecho do gene – cinco “letras” do código genético. Por mais que isso possa soar como uma mudança mínima, ela causa um efeito em cadeia. Essa pequena perda de material no gene MSH2 é suficiente para prejudicar seriamente o funcionamento da proteína que ele produz.</p>



<p>Basicamente, em vez de atuar em conjunto com outras proteínas para identificar e corrigir erros no DNA, a <strong>versão alterada da MSH2 fica incompleta</strong> e não consegue desempenhar seu papel.</p>



<p>Sem esse mecanismo de correção, as células passam a acumular defeitos genéticos ao longo do tempo, o que aumenta a chance de surgirem tumores.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Os pesquisadores também investigaram se o próprio organismo poderia compensar esse defeito, produzindo, por exemplo, versões alternativas da proteína ou eliminando a informação genética defeituosa antes que ela fosse usada.</p></blockquote></figure>



<p>As análises indicaram, porém, que esses mecanismos de proteção não funcionam nesse caso, o que ajuda a explicar por que a MSH2 não foi encontrada nos tumores da paciente durante os exames.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Implicações do achado</strong></h2>



<p>Com base nas evidências observadas, a equipe concluiu que a mutação deveria ser classificada como patogênica e compreendida como a <strong>provável causadora da síndrome de Lynch</strong>. Tal identificação traz impactos diretos às pessoas com a condição.</p>



<p>Os autores reiteram que os pacientes em tratamento podem se beneficiar do acompanhamento médico rigoroso, com exames periódicos, para detectar possíveis novos tumores ainda no início.</p>



<p>Além disso, eles lembram que familiares que ainda não desenvolveram a doença podem realizar <strong>testes genéticos para verificar a presença da mutação</strong> e, assim, adotar medidas preventivas e de vigilância antes do aparecimento do câncer.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referência</strong></h2>



<p>Chami AM, Zózimo TRS, Matosinho CGR, Silva Filho AL, Carvalho MRS, Braga LC. Characterization of a novel MSH2 variant in Lynch syndrome: clinical data and complementary bioinformatics assessment. einstein (Sao Paulo). 2025;24:eAO0757. <a href="https://doi.org/10.31744/einstein_journal/2026AO0757" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://doi.org/10.31744/einstein_journal/2026AO0757</a></p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/mutacao-inedita-em-gene-ligado-ao-reparo-do-dna-esclarece-casos-hereditarios-de-cancer/">Mutação inédita em gene ligado ao reparo do DNA esclarece casos hereditários de câncer</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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