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	<title>#polimedicação | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
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		<title>Desprescrição: retirada de medicamentos ganha força no cuidado de idosos</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/desprescricao-retirada-de-medicamentos-ganha-forca-no-cuidado-de-idosos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#desprescrição]]></category>
		<category><![CDATA[#farmacologia]]></category>
		<category><![CDATA[#polimedicação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudos recentes discutem quando suspender anti-hipertensivos, estatinas e outros remédios pode reduzir riscos em pacientes idosos, frágeis ou polimedicados</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/desprescricao-retirada-de-medicamentos-ganha-forca-no-cuidado-de-idosos/">Desprescrição: retirada de medicamentos ganha força no cuidado de idosos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A ideia de que a <strong>prática clínica</strong> precisa incluir não apenas a introdução, mas também a <strong>retirada racional de medicamentos</strong>, especialmente em <strong>pacientes idosos</strong>, frágeis, multimórbidos ou submetidos à polifarmácia, tem sido objeto de discussões e estudos, como retratado em <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/medicamentos-cardiovasculares-desprescricao-polifarmacia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">reportagem do Science Arena</a> publicada em 2024.</p>



<p>Entre 2025 e 2026, a literatura internacional aprofundou esse debate, sobretudo em torno da <strong>retirada de medicamentos </strong>cardiovasculares, anti-hipertensivos, medicamentos preventivos e modelos multiprofissionais de revisão terapêutica.</p>



<p>Em artigos de revisão sistemática e de meta-análise publicados recentemente na revista <em>BMC Geriatrics</em> – referência internacional em pesquisas com populações idosas –, diferentes estudos buscam evidências que possam subsidiar a prática clínica na <strong>retirada segura de fármacos</strong>.</p>



<p>No artigo <a href="https://link.springer.com/article/10.1186/s12877-025-06941-2" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Deprescribing antihypertensive medications in older people: a systematic review and a meta-analysis</em></a>, os autores fizeram a revisão de ensaios clínicos e estudos observacionais envolvendo pacientes acima de 65 anos para avaliar especificamente os efeitos da retirada de anti-hipertensivos.</p>



<p>Os desfechos avaliados pelos pesquisadores incluíram mortalidade, infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e eventos cardiovasculares maiores, destacando a necessidade de tomada de decisão individualizada, especialmente em populações frágeis e com múltiplas comorbidades.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A desprescrição pode ser apropriada em grupos selecionados, especialmente em pacientes frágeis e com baixa expectativa de vida, mas também com hipotensão ortostática, que é a queda súbita da pressão arterial ao levantar-se, algo relativamente comum em pacientes idosos.</p></blockquote></figure>



<p>De acordo com os autores, a revisão fornece uma base para pesquisas futuras que visem preencher lacunas e orientar retiradas mais seguras em idosos na prática clínica de rotina.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Objetivos reais do paciente</strong></h2>



<p>Outro <a href="https://link.springer.com/article/10.1186/s12877-026-07354-5" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo recente</a> publicado na mesma revista trata da <strong>retirada de medicamentos preventivos em idosos com fragilidade avançada</strong>, demência ou expectativa de vida limitada.</p>



<p>O artigo sintetiza evidências sobre o efeito da suspensão de anti-hipertensivos, estatinas, anticoagulantes e antidiabéticos, efetuando uma comparação com a sua manutenção em desfechos clínicos, fisiológicos, de segurança e centrados no paciente.</p>



<p>Embora a polifarmácia e o uso prolongado de medicamentos preventivos sejam comuns em idosos nessas condições, com benefícios incertos e riscos potenciais, a suspensão da prescrição desses fármacos nesse perfil de paciente não foi associada a piores desfechos, destacam os autores.</p>



<p>Contudo, o artigo enfatiza o conceito de <em>goal-concordant care,</em> que busca alinhar a prescrição aos objetivos reais do paciente, e não apenas às diretrizes populacionais.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Manter terapias preventivas crônicas oferece benefício secundário, mas aumenta o risco de interações medicamentosas, eventos adversos e até hospitalizações, além da perda de qualidade de vida.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Impactos da desprescrição</strong></h2>



<p>Um <a href="https://link.springer.com/article/10.1186/s12877-025-06964-9" target="_blank" rel="noreferrer noopener">terceiro estudo</a> publicado na <em>BMC Geriatrics</em> destaca <strong>o papel de farmacêuticos clínicos</strong> nesse processo, avaliando o impacto dessas intervenções em pacientes idosos, em diferentes contextos.</p>



<p>O estudo avaliou programas conduzidos por farmacêuticos clínicos para revisão terapêutica e retirada de medicamentos potencialmente inapropriados, destacando a redução da carga medicamentosa e de risco de eventos adversos.</p>



<p>Também foi apontada a melhora na adesão (considerada crítica em pacientes idosos fragilizados) e maior <strong>segurança terapêutica</strong> em pacientes polimedicados.</p>



<p>Considerando a expertise desses profissionais em farmacoterapia, o que lhes possibilita implementar intervenções de retirada racional visando reduzir medicamentos potencialmente inadequados, além da carga medicamentosa geral, os pesquisadores reforçam a tendência internacional de transformar a prática em <strong>processo multidisciplinar estruturado</strong>, evitando decisões individuais do médico.</p>



<p>Trabalhos mais recentes apontam mudanças conceituais importantes, posicionando essa abordagem não como exceção, mas como parte de estratégias para alavancar objetivos clínicos focados na segurança do paciente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Regulação brasileira</strong></h2>



<p>O Brasil ainda não conta com uma legislação nacional específica sobre o tema, nem diretrizes oficiais capazes de melhorar a integração entre médicos e farmacêuticos clínicos, mas possui um conjunto regulatório e ético que sustenta a prática.</p>



<p>A retirada de medicamentos é considerada ato médico legítimo, desde que baseada em evidência científica, avaliação risco-benefício e com consentimento do paciente.</p>



<p>Essa lógica também está alinhada ao <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/seguranca-do-paciente" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Programa Nacional de Segurança do Paciente</a> (PNSP), principalmente na prevenção de eventos adversos, interações medicamentosas e possíveis erros relacionados à polifarmácia.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não regula diretamente protocolos de retirada de medicamentos, mas atua no controle de risco-benefício dos medicamentos, na farmacovigilância e na reclassificação terapêutica.</p></blockquote></figure>



<p>Na prática, a lógica regulatória da Anvisa incorpora esse princípio central, ao preconizar que medicamentos devem ser prescritos apenas quando benefícios superarem riscos.</p>



<p>Embora ainda não exista um marco legal específico para a prática no Brasil, o sistema regulatório, ético e assistencial oferece bases para sua implementação progressiva, desde que baseada em evidências, especialmente no contexto de segurança do paciente e do uso racional de medicamentos.</p>
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