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	<title>#saúde única | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
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	<title>#saúde única | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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		<title>Clima e saúde: academias de medicina lançam frente internacional para enfrentar impactos climáticos na saúde</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/clima-e-saude-academias-de-medicina-lancam-frente-internacional-para-enfrentar-impactos-climaticos-na-saude/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 19:48:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#COP30]]></category>
		<category><![CDATA[#medicina]]></category>
		<category><![CDATA[#mudança climática]]></category>
		<category><![CDATA[#políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[#saúde única]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entidades de diferentes países se unem para promover adaptações nos sistemas de saúde frente à crise climática, com base em plano lançado na COP30</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/clima-e-saude-academias-de-medicina-lancam-frente-internacional-para-enfrentar-impactos-climaticos-na-saude/">Clima e saúde: academias de medicina lançam frente internacional para enfrentar impactos climáticos na saúde</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os <strong>eventos climáticos extremos</strong>, como fortes ondas de calor, e a piora da qualidade do ar são apenas alguns dos <strong>efeitos diretos da crise climática na saúde humana</strong>. Estudos científicos apontam que mudanças no clima <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/pesquisas-buscam-entender-efeitos-do-calor-extremo-na-saude/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">intensificam doenças cardiovasculares e respiratórias, propagam enfermidades infecciosas</a> e <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/ansiedade-climatica-caminhos-ainda-a-serem-explorados-pela-ciencia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">agravam transtornos mentais</a>.</p>



<p>A estimativa é alarmante: se não forem adotadas medidas eficazes, os impactos das mudanças climáticas podem causar até 14 milhões de mortes até o fim do século.</p>



<p>Apesar de já discutida por pesquisadores, a <strong>conexão entre clima e saúde</strong> <a href="https://www.sciencearena.org/entrevistas/saude-precisa-ser-forca-motriz-na-cop30-diz-diretor-do-wellcome-trust/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">só recentemente passou a integrar o debate político global</a>. Em 2023, pela primeira vez, a Conferência das Partes da ONU (COP) incluiu o <strong>Health Day</strong>, espaço dedicado à relação entre clima e saúde. Na COP30, realizada em Belém (PA) em 2025, esse compromisso se fortaleceu com o lançamento do <a href="https://cdn.who.int/media/docs/default-source/climate-change/en---belem-action-plan.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Belém Health Action Plan (BHAP)</a>.</p>



<p>O BHAP estabelece metas para adaptar os sistemas de saúde frente aos efeitos das mudanças climáticas. Entre os principais eixos do plano estão:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Reforço da vigilância sanitária</strong> com sistemas de alerta precoce;</li>



<li><strong>Formulação de políticas baseadas em evidências</strong>, incorporando dados climáticos nas decisões sanitárias;</li>



<li><strong>Inovação e sustentabilidade</strong> nas infraestruturas e cadeias de abastecimento do setor.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ação liderada pelas academias médicas</strong></h2>



<p>Atentas à urgência climática, instituições de saúde também vêm assumindo protagonismo. É o caso da <strong>Global Coalition of Academies of Medicine on Climate and Health</strong> (GCAMCH), coalizão internacional destacada em <a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(25)02323-2/fulltext?rss=yes" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo publicado na seção “Comentário” da revista científica <em>The Lancet</em></a>, em novembro de 2025.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“Proteger o planeta e proteger a saúde humana são imperativos inseparáveis”, alerta o artigo na <em>The Lancet</em></p></blockquote></figure>



<p>Criada por iniciativa da <strong>National Academy of Medicine</strong> (EUA) e da <strong>Academia Nacional de Medicina</strong> (Brasil), a GCAMCH articula redes internacionais para acelerar a implementação do BHAP.</p>



<p>O plano é descrito no artigo como “marco fundamental para integrar a saúde às estratégias de adaptação e mitigação da crise climática”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Compromissos práticos da GCAMCH</strong></h2>



<p>Durante a COP30, a GCAMCH já expressou apoio ao BHAP. Agora, busca colocar compromissos em prática por meio de:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Redução das emissões do setor de saúde</strong>;</li>



<li><strong>Pesquisa sobre vulnerabilidades regionais</strong> frente às mudanças climáticas;</li>



<li><strong>Elaboração de diretrizes baseadas em evidências</strong> para adaptação dos sistemas de saúde;</li>



<li><strong>Capacitação profissional</strong>, com oficinas, reuniões e materiais educativos sobre clima e saúde;</li>



<li><strong>Fortalecimento de redes locais</strong>, reconhecendo que os efeitos da crise climática variam conforme o território.</li>
</ul>



<p>A coalizão ultrapassou as fronteiras de Brasil e EUA: o artigo na <em>The Lancet</em> foi assinado por representantes de 30 academias de medicina de diferentes regiões do mundo.</p>



<p>Em declaração conjunta, essas instituições reafirmaram seu compromisso com o BHAP e com ações coordenadas frente à crise climática.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“Juntos, manifestamos nosso apoio à ação coletiva que salvaguarda a saúde e o bem-estar de todas as pessoas, agora e para as gerações futuras”, dizem as academias signatárias no artigo.</p></blockquote></figure>
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		<item>
		<title>Evento debate intervenções baseadas na natureza na América Latina</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/intervencoes-baseadas-na-natureza-america-latina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Oct 2025 13:02:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[#Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[#meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[#natureza]]></category>
		<category><![CDATA[#saúde única]]></category>
		<category><![CDATA[#webinar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Webinar gratuito discute, no dia 17/10, como práticas baseadas na natureza podem beneficiar a saúde; inscrições abertas</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/intervencoes-baseadas-na-natureza-america-latina/">Evento debate intervenções baseadas na natureza na América Latina</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Como as <strong>intervenções baseadas na natureza</strong> (IBN) podem apoiar a <strong>saúde</strong> e <strong>criar conexões</strong> em diferentes comunidades da <strong>América Latina</strong>? Em regiões marcadas por desigualdades sociais, ecológicas e de saúde, surgem <strong>abordagens inovadoras que buscam estreitar as relações entre humanos e natureza</strong>.</p>



<p>De plataformas digitais que orientam o envolvimento consciente com a natureza até &#8220;prescrições sociais&#8221; que combatem a solidão, essas intervenções ajudam a redefinir o atendimento além das clínicas.</p>



<p>Iniciativas desse tipo, que usam a natureza para promover bem-estar, conexões e equidade em países latino-americanos, estarão no centro do debate durante o <strong>evento virtual</strong> <a href="https://resonate-horizon.eu/nature-based-interventions-in-latin-america-from-research-to-practiceovercoming-barriers-and-building-strengths/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Nature-based Interventions in Latin America – From Research to Practice: Overcoming Barriers and Building Strengths</em></a>, que acontece no dia <strong>17 de outubro</strong>, às <strong>11h (BRT)</strong> — 16h no horário central europeu (CET).</p>



<p>Promovido pelo <a href="https://resonate-horizon.eu/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Resilience Through Nature-Based Therapies</a> (RESONATE), uma iniciativa financiada pelo <a href="https://research-and-innovation.ec.europa.eu/funding/funding-opportunities/funding-programmes-and-open-calls/horizon-europe_en" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Horizon Europe</a> (o principal programa de apoio à ciência da União Europeia), o webinar reunirá pesquisadores de <strong>Brasil e Equador </strong>para discutir desafios e oportunidades de implementar e investigar <strong>modelos de intervenções baseadas na natureza no</strong> <strong>Sul global</strong>.</p>



<p>As <strong>inscrições são gratuitas </strong>e podem ser feitas clicando no ícone a seguir (ou copie o link que aparece no final do texto e cole em seu navegador):</p>



<div class="wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex">
<div class="wp-block-button has-custom-width wp-block-button__width-50"><a class="wp-block-button__link has-black-color has-vivid-green-cyan-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-element-button" href="https://www.eventbrite.es/e/resonate-spotlight-series-nature-based-interventions-in-ecuador-and-brazil-tickets-1480226480249?aff=oddtdtcreator" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>INSCREVA-SE AGORA</strong></a></div>
</div>



<p>O evento também permitirá refletir sobre como diferentes ambientes naturais podem moldar tanto resultados individuais quanto ecológicos. </p>



<p>&#8220;Intervenções baseadas na natureza são práticas realizadas direta ou indiretamente em ambientes naturais, a fim de gerar benefícios à saúde e aumentar nossa conexão com a natureza&#8221;, explica a enfermeira <strong>Giulia Catissi</strong>, doutoranda em ciências da saúde no Einstein Hospital Israelita e uma das organizadoras do evento.</p>



<p>&#8220;Alguns exemplos de intervenções são jardins terapêuticos, banhos de floresta e visualização de imagens de natureza por meio de óculos de realidade virtual&#8221;, ressalta Catissi. </p>



<p>A programação do webinar conta com a participação de:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Lis Leão</strong> [Einstein Hospital Israelita &#8211; Brasil];</li>



<li><strong>Silvana Vintimilla</strong> [Universidad de Cuenca &#8211; Equador];</li>



<li><strong>David Acurio</strong> [Universidad de Cuenca &#8211; Equador];</li>



<li><strong>Felipe Feliciani</strong> [WWF Brasil].</li>
</ul>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p><strong>Serviço</strong><br>📅 <strong>Data:</strong> 17 de outubro de 2025<br>⏰ <strong>Hora:</strong> 09h (ECU) / 11h (BR) / 16h (CET)<br>📍 <strong>Formato:</strong> Online e Gratuito<br>🌍<strong> Idiomas:</strong> Inglês, Espanhol e Português (com legendas)</p></blockquote></figure>



<p><strong>Global Spotlight Series</strong></p>



<p>O evento <a href="https://resonate-horizon.eu/nature-based-interventions-in-latin-america-from-research-to-practiceovercoming-barriers-and-building-strengths/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Nature-based Interventions in Latin America</em></a> faz parte da série <a href="https://resonate-horizon.eu/resonate-events/">Global Spotlights</a>, realizada ao longo de 2025 pelo projeto <strong>RESONATE</strong>, com objetivo de reunir pesquisadores e outros profissionais de todo o mundo e discutir os insights e as inovações mais recentes em <strong>terapias baseadas na natureza</strong>.  </p>



<p>A iniciativa conta com 10 eventos online e 5 encontros presenciais em Pádua (Itália), Seul (Coréia do Sul), Salzburgo (Áustria) e 2 em Barcelona (Espanha). Segundo a organização, os encontros também buscam criar oportunidades para networking e colaborações internacionais. </p>



<p><strong>Inscrições e mais informações: </strong><a href="https://resonate-horizon.eu/nature-based-interventions-in-latin-america-from-research-to-practiceovercoming-barriers-and-building-strengths/">https://resonate-horizon.eu/nature-based-interventions-in-latin-america-from-research-to-practiceovercoming-barriers-and-building-strengths/</a></p>



<p></p>



<p></p>
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		<title>O que a natureza pode fazer por sua saúde mental?</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/colunas/o-que-a-natureza-pode-fazer-por-sua-saude-mental/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Mar 2024 16:39:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[#ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[#depressão]]></category>
		<category><![CDATA[#natureza]]></category>
		<category><![CDATA[#saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[#saúde única]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Contato com paisagens naturais, espaços verdes e o canto dos pássaros pode ajudar no enfrentamento de transtornos como ansiedade e depressão</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Vamos começar este texto com alguns números. Estados depressivos são bastante comuns. Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades sofram com esse transtorno. No Brasil, os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 5,8% da população brasileira sofre de depressão, o equivalente a&nbsp;11,7 milhões&nbsp;de brasileiros, sendo um dos cinco mais elevados do planeta. </p>



<p>Em relação à ansiedade não é diferente; infelizmente, com dados mais alarmantes. O Brasil tem a população com a maior prevalência de transtornos de ansiedade do mundo, considerada como uma epidemia, na qual aproximadamente 18,6 milhões de brasileiros (equivalente a 9,3% da população)&nbsp;convivem com este transtorno.&nbsp;</p>



<p>Transtornos mentais geram, ainda, perdas de US$ 1 trilhão por ano para a economia global.</p>



<p>Mas vamos lá, nem tudo são más notícias. O Brasil também é o país com a maior biodiversidade do mundo. São mais de 116.000 espécies animais e mais de 46.000 espécies vegetais catalogadas, espalhadas pelos seis biomas terrestres e três grandes ecossistemas marinhos. Sem falar sobre o quanto ainda desconhecemos. E o que esses números de áreas que parecem diferentes, mas que na realidade não o são, têm a ver uns com os outros? &nbsp;</p>



<p>Se pensarmos em termos de Saúde Única, já temos a resposta. A partir de 2023, inclusive, passamos a ter o <a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2024/01/08/lei-oficializa-3-de-novembro-como-dia-nacional-da-saude-unica" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dia Nacional da Saúde Única</a>, celebrado no dia 03 de novembro, justamente com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a relação indissociável entre as &#8220;saúdes&#8221; animal, humana e ambiental.</p>



<p>As pessoas, normalmente quando se sentem estressadas, buscam a natureza para relaxar, se recompor, se &#8220;reenergizar&#8221;, para sentirem-se revigoradas. O que parece ser algo intuitivo, desde a década de 1960 já era alvo da psicologia, com a criação da Hipótese da Biofilia, disseminada nos anos 1980 pelo biólogo norte-americano Edward Wilson (1929-2021), segundo a qual os seres humanos têm uma afinidade com o mundo natural, porque a espécie <em>Homo sapiens</em> também faz parte da natureza. &nbsp;</p>



<p>É também daquela década (1980) um estudo clássico publicado na revista <em>Science</em>, que demonstrou que pacientes cirúrgicos com vistas para áreas verdes receberam alta hospitalar mais precocemente e necessitaram de menos analgesia, quando comparados com aqueles que tinham vista para edificações.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>As experiências na natureza são diversas e podem ocorrer mediante o contato “real” com ambientes naturais, mas também têm resultados observáveis a partir de vistas de janelas, representações (como fotografias de paisagens) ou simulações (por exemplo, por realidade virtual). </p></blockquote></figure>



<p>Essas experiências decorrem de percepções e/ou interações dos indivíduos com estímulos do mundo natural (desde vasos de plantas e jardins privados até espaços verdes públicos mais amplos e áreas selvagens, clima e movimentos do sol) por meio de uma variedade de estímulos sensoriais (visão, audição, paladar, tato e olfato), além de sentimentos de conexão, de apreciação estética e de experiências prévias e positivas na natureza.</p>



<p>Atualmente, sabe-se que adultos que foram mais expostos à natureza quando crianças têm melhor saúde mental em relação aos que não foram. O bem-estar psicológico de uma população tem sido relacionado a atividades como viver próximo de espaços verdes, espaços azuis (ou seja, ambientes aquáticos e marinhos) e árvores em ruas ou jardins privados. </p>



<p>O contato com a natureza tem sido visto como recurso útil para controle de déficit de atenção e transtorno de hiperatividade (TDAH). </p>



<p>Evidências atestam, ainda, que em comparação com a experiência urbana, a experiência com a natureza se traduz em benefícios afetivos, dos quais, além da diminuição da ansiedade, depressão e agressividade, há uma redução também da ruminação mental, de estados de humor negativos com preservação ou aumento dos positivos. &nbsp;</p>



<p>Também há benefícios cognitivos como aumento do desempenho da memória de trabalho, que é a nossa memória operacional usada para desempenhar nossas atividades no cotidiano.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fadiga mental</strong></h2>



<p>Há uma teoria chamada de Teoria da Recuperação da Atenção, que busca explicar como a natureza reduz nossa fadiga mental. Essa mesma fadiga mental que só aumenta quanto mais tempo ficamos na frente das telas tecnológicas (drenos de atenção e energia). </p>



<p>A atenção não dirigida que ocorre, por exemplo, quando caminhamos na natureza, e nossa atenção se volta ao canto de um pássaro, à beleza de uma flor, a um perfume no ar, nosso cérebro se recupera do desgaste mental, conferindo à natureza o <em>status </em>de ambiente restaurador.&nbsp;</p>



<p>Estar próximo à natureza foi fator determinante para melhorar a saúde mental, com redução do estresse e aumento de bem-estar, durante a pandemia de Covid-19. Isso variou desde maior duração das visitas ao quintal, porque as pessoas passaram a procurar utilizar mais os espaços naturais imediatamente disponíveis para regulação emocional, até aqueles que moravam em áreas urbanas e buscaram refúgios mais naturais durante aqueles tempos difíceis, dos quais muitos nem retornaram pós pandemia.</p>



<p>Ah, e os pássaros! Sim, o canto dos pássaros é um dos elementos mais citados na literatura científica sobre a percepção nos ambientes naturais que melhoram significativamente os benefícios restauradores percebidos. A abundância de pássaros na vizinhança tem sido também associada com menor prevalência de depressão, ansiedade e estresse.</p>



<p>Voltando aos números, em um país que tem 1.825 espécies de aves, muitas delas vivendo em espaços urbanos, com certeza ao menos 20 espécies são vizinhas de qualquer pessoa. É, portanto, uma questão de apenas prestar atenção, ouvir seu canto, respirar fundo e sentir o bem-estar que a natureza pode te proporcionar.</p>



<div  class="custom-block perfil-autor " aria-label="Informações do autor">
    
    </div>


<p><strong>Os artigos opinativos não refletem necessariamente a visão do Science Arena e do Einstein.</strong></p>
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