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Polilaminina e laminina: entenda a diferença e sua relação com a placenta na gestação
Cada uma das proteínas apresenta características que impactam o organismo em casos específicos
Ao recuperar sua estrutura polimérica natural em laboratório, os cientistas conseguiram que a polilaminina formasse uma rede tridimensional capaz de induzir o crescimento de axônios e reestabelecer conexões nervosas | Imagem gerada por IA
Durante o desenvolvimento de um feto na gestação, a placenta realiza papéis fundamentais até o momento do parto. Uma das funções do órgão é a criação de uma proteína conhecida como laminina, que atua diretamente na formação embrionária.
A partir dessa substância, cientistas conseguiram criar uma molécula chamada polilaminina, capaz de influenciar o tratamento de lesões medulares.
Apesar de estarem relacionadas, a laminina e a polilaminina têm suas diferenças, tanto na origem quanto na atuação no corpo humano. Enquanto a primeira é criada em processo natural da gravidez, a segunda é fonte de uma criação laboratorial, conforme explicamos nesta matéria.
Função da laminina
A laminina auxilia no desenvolvimento de neurônios e no processo de adesão celular. A proteína abundante na placenta estabelece a conexão entre células, especialmente no sistema nervoso.
Quando se trata da fase da vida em que a laminina é mais presente, é possível observar uma influência maior no período em que o feto se forma no útero.
Muitas substâncias costumam ser descartadas logo após o nascimento de uma criança. Nesse momento, diversas proteínas criadas para fornecer um suporte maior na gravidez podem ser eliminadas, como a laminina.
Polilaminina e sua atuação no organismo
Em meio à busca por tratamentos eficientes em lesões medulares, cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveram uma nova versão da laminina, que recebeu o nome de polilaminina.
Durante a gestação, o organismo forma redes tridimensionais e o polímero feito em laboratório é capaz de criar redes semelhantes.
Assim, a relação da polilaminina com a placenta está justamente ligada à sua origem, por ser extraída da laminina presente no órgão temporário. Durante o experimento com essa estrutura e seu efeito em lesões medulares, foi analisado que ela pode reestabelecer conexões nervosas.
A nova molécula é ainda mais eficaz quando pacientes a recebem em até 72 horas após o trauma. O resultado em uma pesquisa feita em cães paraplégicos também é destacado, já que os cientistas constataram uma melhora funcional nos animais.
O efeito foi mais potente quando houve uma combinação com alguns adjuvantes, já que essa técnica fez a matriz cicatricial quebrar.
Depois desse estudo sobre a polilaminina em animais, os pesquisadores da UFRJ realizaram testes com pacientes humanos que tinham lesões na medula espinhal.
Por meio de uma substância elaborada a partir de uma proteína natural da placenta, os cientistas esperavam encontrar um método terapêutico capaz de regenerar significativamente traumas medulares.
Para ler o conteúdo completo sobre polilaminina, leia esta matéria do Science Arena.
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