<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>#Anvisa | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
	<atom:link href="https://www.sciencearena.org/tag/anvisa/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link></link>
	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
	<lastBuildDate>Tue, 09 Jun 2026 22:03:25 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.7.1</generator>

<image>
	<url>https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2023/06/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>#Anvisa | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
	<link></link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Vacina da dengue do Butantan: por que testes rigorosos não preveem todos os efeitos raros</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/vacina-da-dengue-do-butantan-por-que-testes-rigorosos-nao-preveem-todos-os-efeitos-raros/</link>
					<comments>https://www.sciencearena.org/noticias/vacina-da-dengue-do-butantan-por-que-testes-rigorosos-nao-preveem-todos-os-efeitos-raros/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 22:03:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#Anvisa]]></category>
		<category><![CDATA[#dengue]]></category>
		<category><![CDATA[#farmacovigilância]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=9070</guid>

					<description><![CDATA[<p>Após suspensão preventiva pelo Ministério da Saúde, pesquisadora do Einstein explica como funcionam ensaios clínicos randomizados e a vigilância pós-aprovação</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/vacina-da-dengue-do-butantan-por-que-testes-rigorosos-nao-preveem-todos-os-efeitos-raros/">Vacina da dengue do Butantan: por que testes rigorosos não preveem todos os efeitos raros</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O <strong>Ministério da Saúde</strong> suspendeu, em 8 de junho de 2026, a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo <strong>Instituto Butantan</strong>, em São Paulo. A decisão é preventiva: o sistema de monitoramento identificou 42 casos de reações raras e inesperadas entre as 501 mil doses aplicadas desde janeiro em profissionais de saúde da atenção primária, que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS), e em pessoas de 15 a 29 anos dos municípios de Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e Botucatu (SP), além da região de Araguaína (TO). Deste total, foram registrados dois óbitos que estão sendo investigados. Por enquanto, não há como afirmar que a vacina causou essas mortes.</p>



<p>A Butantan-DV é a primeira vacina do mundo contra a dengue aplicada em dose única e o primeiro imunizante inteiramente desenvolvido no Brasil. O Instituto Butantan levou cerca de 20 anos para criá-la, a partir de uma tecnologia licenciada dos <strong>Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH)</strong>.&nbsp;</p>



<p>Antes de ser aprovado pela <strong>Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)</strong> em dezembro de 2025, o imunizante passou por estudos clínicos com mais de 11 mil voluntários acompanhados por até cinco anos. Os resultados mostraram eficácia de 65% contra a doença e de 80,5% contra os casos mais graves, <a href="https://butantan.gov.br/noticias/vacina-da-dengue-do-butantan-mantem-805-de-eficacia-contra-casos-graves-e-com-sinais-de-alerta-apos-cinco-anos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">segundo informações do Instituto Butantan</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que foi encontrado</strong></h2>



<p>De janeiro a 30 de maio de 2026, o sistema de farmacovigilância (o conjunto de mecanismos que monitora vacinas e medicamentos depois que chegam ao mercado) registrou 42 reações que não haviam aparecido nos estudos que levaram à aprovação da vacina.&nbsp;</p>



<p>Os episódios incluíram sintomas como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Três foram classificados como graves, e dois resultaram em morte.</p>



<p>Os casos fatais envolvem uma mulher de 48 anos que desenvolveu comprometimento neurológico grave 19 dias após a vacinação, e um homem de 58 anos que evoluiu rapidamente para um quadro severo da doença cinco dias depois de receber a dose.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Em ambos os casos, a investigação ainda precisa verificar se há outras causas que possam ter contribuído para os óbitos — como doenças preexistentes ou outros fatores de risco.</p></blockquote></figure>



<p>Os 42 casos representam 0,008% do total de vacinados — uma proporção muito pequena, mas suficiente para acionar os protocolos de segurança. A decisão de suspender foi tomada em conjunto pelo Ministério da Saúde e pela Anvisa, com respaldo de dois comitês técnicos de especialistas.</p>



<p>“Essa descontinuidade tem um objetivo”, alertou Alexandre Padilha, ministro da Saúde, em pronunciamento nesta segunda-feira, 08/06. “Primeiro, trata-se de uma ação de precaução que deve sempre orientar quem respeita a vida e quem respeita a ciência”, disse Padilha.</p>



<p>“Segundo, ela permite que o Ministério da Saúde, a Anvisa e o Instituto Butantan aprofundem a investigação dos casos, em especial dos óbitos registrados, para os quais ainda não há informações suficientes que permitam estabelecer uma relação de causalidade com a vacina.”</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quem já tomou a vacina está protegido</strong></h2>



<p>Para quem já foi vacinado, a proteção está garantida, esclareceram as autoridades. &#8220;Quem já tomou a vacina pode ficar absolutamente descansado. Todos aqueles que já receberam a vacina podem contar com a proteção que ela promete, de 65% de não pegar a doença cinco anos após a aplicação e 80% para não desenvolver dengue grave&#8221;, disse <strong>Esper Kallás</strong>, médico infectologista e diretor do Instituto Butantan, em entrevista ao canal GloboNews.</p>



<p>Quem recebeu a vacina há menos de 21 dias, no entanto, deve ficar atento a sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura ou sonolência excessiva.&nbsp;</p>



<p>Se aparecer qualquer um desses sinais, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. Após 21 dias, não há mais componente ativo da vacina no organismo.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A suspensão não afeta a vacina <strong>Qdenga</strong>, produzida no Japão e disponível gratuitamente no SUS desde 2024 para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Até agora, cerca de 8 milhões de doses foram aplicadas no país. </p></blockquote></figure>



<p>O cenário epidemiológico atual é positivo: em 2026, até o fim de maio, o Brasil registrou queda de 94% no número de casos de dengue e de 97% nos óbitos em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados do Ministério da Saúde.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por que testes rigorosos não garantem que tudo seja previsto</strong></h2>



<p>A situação da vacina do Butantan ilustra um limite real da pesquisa clínica, — e não uma falha dela. Em <a href="https://www.sciencearena.org/entrevistas/karla-espirito-santo-por-que-a-ciencia-nao-pode-pular-etapas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">entrevista ao Science Arena publicada em abril de 2026</a>, a cardiologista e pesquisadora clínica <strong>Karla Espírito Santo</strong>, do Einstein Hospital Israelita, explicou como esse processo funciona e por que ele não pode ser abreviado.</p>



<p>Antes de qualquer vacina ou medicamento chegar ao mercado, ele precisa passar por quatro fases de testes. Na primeira, o produto é testado em voluntários saudáveis para verificar se é seguro.&nbsp;</p>



<p>Na segunda, avalia-se a dose certa e os primeiros sinais de que funciona. Na terceira — a mais extensa —, o teste é feito com milhares de pessoas para confirmar tanto a eficácia quanto a segurança.&nbsp;</p>



<p>É só depois de aprovado que começa a quarta fase: o monitoramento contínuo de quem já está usando o produto na vida real.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;Sem comparação adequada entre grupos, não há como provar a eficácia de um novo medicamento.&#8221; — Karla Espírito Santo, cardiologista e pesquisadora clínica do Einstein Hospital Israelita</p></blockquote></figure>



<p>O problema é que estudos clínicos, por mais rigorosos que sejam, testam um número limitado de pessoas. Efeitos adversos muito raros — que acontecem em 1 a cada 10.000 ou 100.000 casos — simplesmente não aparecem nessa escala.&nbsp;</p>



<p>Só ficam visíveis quando a vacina é usada por centenas de milhares de pessoas ao mesmo tempo. É exatamente por isso que a fase 4 existe.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Karla Espírito Santo explica que, para que os resultados de um estudo sejam confiáveis, é preciso comparar grupos equivalentes. A randomização — isto é, o sorteio de quem recebe o tratamento e quem fica no grupo de controle — existe justamente para evitar que diferenças entre os participantes contaminem os resultados. </p></blockquote></figure>



<p>Sem esse mecanismo, é impossível saber se um efeito observado foi causado pelo medicamento ou por alguma característica prévia do grupo estudado.</p>



<p>Na hierarquia das evidências científicas, os ensaios clínicos randomizados ocupam o topo entre os estudos individuais. Acima deles estão apenas as revisões sistemáticas e as meta-análises, que combinam os resultados de vários estudos para chegar a conclusões mais robustas.&nbsp;</p>



<p>Na base da pirâmide ficam os relatos de casos isolados — úteis para levantar hipóteses, mas insuficientes para provar que um tratamento funciona.</p>



<p>Karla também abordou os riscos de pular etapas sob pressão. O Brasil tem casos emblemáticos nesse sentido: a fosfoetanolamina sintética, distribuída por pesquisadores da <strong>Universidade de São Paulo (USP)</strong> sem registro na Anvisa, gerou milhares de ações judiciais de pacientes com câncer, mesmo sem evidências de segurança ou eficácia. O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional a lei que autorizava seu uso.&nbsp;</p>



<p>Mais recentemente, a polilaminina, proteína desenvolvida pela <strong>Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)</strong> para tratar lesões na medula espinhal, <a href="https://www.sciencearena.org/entrevistas/sem-grupo-controle-nao-podemos-afirmar-que-a-polilaminina-funciona-diz-coautor-de-estudo-sobre-a-substancia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">também foi alvo de pedidos judiciais antes de concluir a fase 1 dos testes,</a> voltada exclusivamente à avaliação de segurança.</p>



<p>&#8220;Mesmo em contextos de urgência, como ocorreu com as vacinas contra a Covid-19, os estudos necessários foram realizados antes da aprovação&#8221;, afirmou Karla. &#8220;Seguir esse processo é uma forma de proteger a população.&#8221; No caso da vacina do Butantan, é exatamente esse processo que está em curso: o sistema funcionou ao identificar o sinal, e agora a ciência precisa de tempo para entender o que ele significa.</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/vacina-da-dengue-do-butantan-por-que-testes-rigorosos-nao-preveem-todos-os-efeitos-raros/">Vacina da dengue do Butantan: por que testes rigorosos não preveem todos os efeitos raros</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sciencearena.org/noticias/vacina-da-dengue-do-butantan-por-que-testes-rigorosos-nao-preveem-todos-os-efeitos-raros/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Psyllium: por que ainda há lacunas sobre os efeitos dessa fibra no organismo?</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/psyllium-por-que-ainda-ha-lacunas-sobre-os-efeitos-dessa-fibra-no-organismo/</link>
					<comments>https://www.sciencearena.org/noticias/psyllium-por-que-ainda-ha-lacunas-sobre-os-efeitos-dessa-fibra-no-organismo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 16:58:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#Anvisa]]></category>
		<category><![CDATA[#microbiota]]></category>
		<category><![CDATA[#psyllium]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=8547</guid>

					<description><![CDATA[<p>O composto é usado desde a Antiguidade e, hoje, pode ser encontrado na composição de suplementos alimentares</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/psyllium-por-que-ainda-ha-lacunas-sobre-os-efeitos-dessa-fibra-no-organismo/">Psyllium: por que ainda há lacunas sobre os efeitos dessa fibra no organismo?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Diversos compostos são frequentemente estudados para o entendimento de seus efeitos no organismo. Muitas dessas análises têm como objetivo verificar as atuações de substâncias na saúde intestinal. E esse é justamente o caso do <strong>psyllium</strong>, fibra que fez parte de uma pesquisa publicada no periódico <em>Annual Review of Food Science and Technology</em>.</p>



<p>Esse composto tem origem na planta <em>Plantago ovata</em>, mais especificamente nas cascas de suas sementes. E não é de hoje que essa fibra é conhecida.</p>



<p>Na verdade, <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/psyllium-beneficios-saude-lacunas-de-pesquisa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">conforme explicamos nesta matéria</a>, o psyllium já era usado na Antiguidade. O composto atravessou séculos e hoje é bastante usado como suplemento alimentar. </p>



<p>Aliás, a própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza o registro de produtos com essa fibra, desde que atendam às exigências regulatórias.</p>



<p>Por outro lado, o órgão também já chegou a suspender produtos com propagandas enganosas, as quais prometiam resultados milagrosos envolvendo a perda de peso.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Afinal, o psyllium é realmente benéfico à saúde?</strong></h2>



<p>Mesmo em meio ao uso medicinal há séculos, muitos pesquisadores ainda buscam se aprofundar na atuação do psyllium no corpo humano.</p>



<p>Para os autores do artigo publicado no <em>Annual Review of Food Science and Technology</em>, <strong>ainda há lacunas envolvendo o composto</strong>.&nbsp;</p>



<p>Isso porque os cientistas não encontraram tantos trabalhos científicos que comprovem os efeitos nocivos da fibra.</p>



<p>Eles também destacaram a necessidade de mais estudos sobre as propriedades físicas e químicas do psyllium, ainda mais para <strong>compreender se o consumo da fibra pode, realmente, prejudicar a absorção de cálcio no organismo</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas há evidências concretas?</strong></h2>



<p><strong>Sim</strong>. Apesar da necessidade de análises mais aprofundadas, os pesquisadores destacaram alguns efeitos concretos no corpo humano.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Os benefícios englobam: redução do colesterol, controle de glicose, estabilização de emulsões e substituição do glúten. </p></blockquote></figure>



<p>A fibra também atua na <strong>saúde gastrointestinal</strong>, aliviando desconfortos como constipação crônica e, até mesmo, com a síndrome do intestino irritável.</p>



<p>Também foram identificados efeitos positivos no tratamento de câncer de cólon, por conta de suas propriedades antioxidantes. Algo que também chamou a atenção é que o composto pode ser usado para liberar substâncias bioativas.</p>



<p>Todos esses efeitos destacados e outros que foram observados pelos pesquisadores foram constatados após a realização de testes clínicos e pré-clínicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Análise aprofundada pode auxiliar o desenvolvimento de produtos</strong></h2>



<p>Uma pesquisa mais aprofundada sobre a modificação estrutural do psyllium pode até mesmo auxiliar o desenvolvimento de produtos farmacêuticos.</p>



<p>Isso porque a substância tem um grande potencial de uso, podendo ser ampliada na indústria alimentícia também.</p>



<p>Por isso, os pesquisadores reforçam a necessidade de estudos mais concretos sobre as respostas fisiológicas do psyllium e suas características enzimáticas.</p>



<p>Para ler mais sobre os benefícios e as lacunas da fibra conhecida como psyllium, <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/psyllium-beneficios-saude-lacunas-de-pesquisa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">veja o conteúdo completo nesta matéria do Science Arena</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/psyllium-por-que-ainda-ha-lacunas-sobre-os-efeitos-dessa-fibra-no-organismo/">Psyllium: por que ainda há lacunas sobre os efeitos dessa fibra no organismo?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sciencearena.org/noticias/psyllium-por-que-ainda-ha-lacunas-sobre-os-efeitos-dessa-fibra-no-organismo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Psyllium: benefícios à saúde e lacunas de pesquisa</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/psyllium-beneficios-saude-lacunas-de-pesquisa/</link>
					<comments>https://www.sciencearena.org/noticias/psyllium-beneficios-saude-lacunas-de-pesquisa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Sep 2025 02:47:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#Anvisa]]></category>
		<category><![CDATA[#FDA]]></category>
		<category><![CDATA[#microbiota]]></category>
		<category><![CDATA[#psyllium]]></category>
		<category><![CDATA[#suplemento alimentar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=6991</guid>

					<description><![CDATA[<p>Suplemento pode ser aliado do intestino e da saúde cardiovascular, mas faltam estudos robustos sobre eficácia e efeitos colaterais</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/psyllium-beneficios-saude-lacunas-de-pesquisa/">Psyllium: benefícios à saúde e lacunas de pesquisa</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Fibra solúvel derivada das cascas de sementes da planta <em>Plantago ovata</em>, o <strong>psyllium</strong> <a href="https://vidasaudavel.einstein.br/psyllium-conheca-4-beneficios-da-fibra-e-os-cuidados-ao-consumi-la/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">é usado para fins medicinais</a> desde a Antiguidade, período que remonta à origem da escrita. Com popularidade crescente nos últimos anos, o psyllium tem sido usado como <strong>ingrediente funcional e nutracêutico</strong> – ou seja, um composto bioativo altamente nutritivo, usado como suplemento alimentar.</p>



<p><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39847772/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Um trabalho publicado</a> neste ano no periódico <em>Annual Review of Food Science and Technology</em> fez uma revisão bibliográfica sobre <strong>benefícios à saúde</strong>, <strong>possíveis usos na indústria</strong> e <strong>potenciais efeitos colaterais do psyllium</strong>.</p>



<p>Os autores observaram que, embora seja amplamente usado como suplemento alimentar para beneficiar a saúde intestinal, há uma <strong>escassez de estudos científicos</strong> sobre as propriedades físicas e química do psyllium – e eventuais efeitos deletérios.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Há lacunas de conhecimento sobre o psyllium</strong></h2>



<p>Foram identificados poucos trabalhos que ajudem a compreender os efeitos secundários indesejados do psyllium – alertam os autores, vinculados a instituições da China e dos Estados Unidos.</p>



<p>Alguns desses trabalhos sugerem que o consumo da fibra pode dificultar a <strong>absorção de cálcio no organismo humano</strong>. “São necessárias mais pesquisas para uma compreensão aprofundada”, escrevem.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Interações medicamentosas</strong></h2>



<p>A pesquisa indica que, embora possa diminuir a absorção de certos medicamentos (entre eles lítio, carbamazepina, digoxina e levotiroxina), o psyllium também demonstrou potencializar os efeitos terapêuticos e mitigar eventos adversos de medicamentos como orlistate, mesalamina e hipolipemiantes.</p>



<p>“Essas descobertas sugerem que o psyllium pode inibir ou atuar em sinergia com a absorção de medicamentos, dependendo do contexto específico e da medicação envolvida”, avaliam os autores. Apesar das lacunas de conhecimento, eles ressaltam a importância do psyllium para a saúde, especialmente por sua <strong>estrutura fibrosa</strong>.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>A fibra do psyllium resiste à digestão no trato gastrointestinal superior e é fermentada por bactérias intestinais no intestino grosso, produzindo componentes benéficos como ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), que atuam no metabolismo e na regulação da resposta imune quando o organismo é acometido por infecções.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A posição de agências regulatórias</strong></h2>



<p>A Food and Drug Administration (FDA), agência responsável pelo controle de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, aprovou o psyllium como ingrediente nutracêutico – observando que o consumo de 7 gramas ou mais da fibra por dia, juntamente com uma dieta baixa em gordura saturada e colesterol, pode ser eficaz na redução do risco de doença coronariana.</p>



<p>A revisão ainda destaca estudos que indicam benefícios do psyllium no controle dos níveis de açúcar no sangue (especialmente em pessoas com diabetes tipo 2), contribuindo para evitar picos de glicemia.</p>



<p>A FDA, no entanto, ressalva que as evidências científicas ainda são limitadas, não reconhecendo o psyllium como tratamento suficiente para o diabetes.</p>



<p>No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza o registro de produtos compostos de psyllium, desde que sejam informadas (nos rótulos e peças publicitárias) alegações de propriedades comprovadas, como o fato de as fibras naturais auxiliarem no funcionamento do intestino.</p>



<p>Nos últimos anos, a Anvisa suspendeu o registro de produtos à base de psyllium cujas campanhas prometiam vantagens como eliminação de gordura, controle do apetite e perda de peso.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>Assim como o psyllium, recentemente foi a vez do <strong>glucomannan</strong> (ou glucomanano) ganhar fama na internet com anúncios destacando suas supostas propriedades emagrecedoras.</p></blockquote></figure>



<p>Essa fibra solúvel, obtida da raiz do tubérculo <em>Amophorphallus konjac</em>, originário da Ásia, chegou a ganhar o apelido de “<strong>Ozempic natural</strong>” – uma alusão ao medicamento injetável que tem com princípio ativo a <a href="https://vidasaudavel.einstein.br/ozempic-remedio-de-diabetes-usado-para-emagrecer-pode-ter-efeitos-colaterais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">semaglutida</a>, hormônio sintético que ajuda a controlar os níveis de glicose no sangue e sinaliza ao cérebro a sensação de saciedade.</p>



<p>A venda do glucomannan como <em>suplemento alimentar</em> é proibida pela Anvisa, que classifica esta fibra como <em>aditivo alimentar</em>, sem propósito de nutrir. &nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Psyllium: benefícios concretos</strong></h2>



<p>O trabalho publicado no <em>Annual Review of Food Science and Technology</em> apresenta múltiplos benefícios do psyllium para a saúde, com evidências geradas a partir de testes clínicos e pré-clínicos.</p>



<p>• <strong>Redução do colesterol:</strong> O psyllium é capaz de diminuir o colesterol total e o LDL (o chamado &#8220;mau&#8221; colesterol), contribuindo para a prevenção de doenças cardíacas.</p>



<p>• <strong>Controle da glicose:</strong> Apresenta potencial para reduzir o risco de diabetes tipo 2, melhorando a glicose plasmática em jejum e a hemoglobina glicada.</p>



<p>• <strong>Saúde gastrointestinal:</strong> É eficaz no alívio da constipação crônica e na redução da gravidade da síndrome do intestino irritável, além de modular a microbiota intestinal.</p>



<p>Outros eventuais efeitos positivos incluem: aumento da saciedade, atividades anticâncer de cólon e propriedades antioxidantes.</p>



<p>Além de seus impactos nutracêuticos, o psyllium se mostra um <em>aditivo funcional</em> versátil em alimentos. Segundo o artigo, alguns atributos permitem que atue como:</p>



<p>• <strong>Agente gelificante:</strong> Melhora a textura e inibindo a sinérese em produtos em gel.</p>



<p>• <strong>Substituto de gordura:</strong> Reduz teor calórico de produtos como iogurtes e cremes de avelã.</p>



<p>• <strong>Estabilizador de emulsões e substituto do glúten:</strong> Confere estrutura e melhora a estabilidade e as propriedades viscoelásticas em pães sem glúten e outros produtos de panificação.</p>



<p>A pesquisa também aponta para o uso do psyllium em <strong>sistemas de entrega de hidrogel</strong>, isto é, materiais com alta capacidade de absorção de água, usados para a liberação controlada de fármacos.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>O psyllium pode ser utilizado, por exemplo, para liberar compostos bioativos de forma controlada e direcionada ao cólon, contribuindo no tratamento de doenças intestinais e câncer colorretal.<br></p></blockquote></figure>



<p>A modificação estrutural, seja química, enzimática ou física, pode ainda otimizar suas propriedades para aplicações específicas na indústria farmacêutica.</p>



<p>Por isso, os autores reforçam a necessidade de haver <strong>mais estudos abrangentes sobre as características físico-químicas e respostas fisiológicas do psyllium</strong>.</p>



<p>Na visão dos pesquisadores, o psyllium oferece base sólida para o desenvolvimento de produtos alimentícios aprimorados e aplicações industriais – com vasto potencial ainda a ser explorado nos campos da saúde e da qualidade alimentar.</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/psyllium-beneficios-saude-lacunas-de-pesquisa/">Psyllium: benefícios à saúde e lacunas de pesquisa</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sciencearena.org/noticias/psyllium-beneficios-saude-lacunas-de-pesquisa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Do laboratório à vida real: como dados de pacientes ampliam a eficácia dos tratamentos</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/do-laboratorio-a-vida-real-como-dados-de-pacientes-ampliam-a-eficacia-dos-tratamentos/</link>
					<comments>https://www.sciencearena.org/noticias/do-laboratorio-a-vida-real-como-dados-de-pacientes-ampliam-a-eficacia-dos-tratamentos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 18:38:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#Anvisa]]></category>
		<category><![CDATA[#covid19]]></category>
		<category><![CDATA[#dadosdomundoreal]]></category>
		<category><![CDATA[#SUS #Zolgensma]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=6729</guid>

					<description><![CDATA[<p>Informações coletadas em hospitais e prontuários ajudam a avaliar medicamentos caros, monitorar epidemias e guiar políticas de saúde pública</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/do-laboratorio-a-vida-real-como-dados-de-pacientes-ampliam-a-eficacia-dos-tratamentos/">Do laboratório à vida real: como dados de pacientes ampliam a eficácia dos tratamentos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em março, <a href="https://www.gov.br/conitec/pt-br/assuntos/noticias/2025/marco/acordo-vai-viabilizar-oferta-do-zolgensma-para-pacientes-com-ame-no-sus" target="_blank" rel="noreferrer noopener">quando o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer Zolgensma</a>, usado no tratamento da atrofia muscular espinhal (AME) tipo 1, doença infantil rara que atrofia os músculos de crianças e pode ser letal, e um dos medicamentos mais caras do mundo, o Ministério da Saúde fez um acordo com a Novartis, fabricante do medicamento: só pagaria os R$ 7 milhões se ele funcionasse.</p>



<p>O problema não era só o custo. Devido à raridade da doença, que afeta 0,01 por cento da população, e ser aplicada em pacientes de até dois anos, os estudos clínicos da Novartis contaram com um número reduzido de participantes, o que limita a generalização dos resultados.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><em>“O setor privado pode gerenciar os riscos, mas para que o setor público adote terapias de alto custo é preciso ter segurança de que ela funciona”, ressalta o farmacêutico Nélio Cézar de Aquino, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).</em><br></p><cite><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#595959" class="has-inline-color">Aquino coordenou a elaboração do </mark><em><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-publica-guia-de-evidencias-de-mundo-real-e-anuncia-grupo-de-trabalho-para-outubro/Guian64_2023_versao1.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#1bb194" class="has-inline-color">Guia de boas práticas para estudos de dados do mundo real,</mark></a></em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#595959" class="has-inline-color"><em> </em>publicado pela Anvisa em 2023<em>.</em><strong> </strong></mark></cite></blockquote></figure>



<p>Para avaliar o medicamento, a Anvisa está acompanhando as crianças tratadas com base nos dados dos prontuários médicos, os chamados dados do mundo real, informações obtidas a partir do atendimento cotidiano, fora das condições controladas de ensaios clínicos.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">A força dos dados no combate à pandemia</h2>



<p>“Durante a pandemia de covid-19 no Brasil, a abordagem permitiu mostrar, em tempo real, o número de casos e a chegada de novas cepas, quando aumentava o número de pessoas infectadas”, relata a pesquisadora em saúde pública Érica Tatiane da Silva, da Fundação Oswaldo Cruz em Brasília.&nbsp;</p>



<p>Os dados também mostravam o efeito das medidas de mitigação, como a queda no número de casos após a vacinação, o impacto do isolamento social e do uso de máscaras. A maioria dos dados foi fornecida pelo SUS e analisados por um grupo de pesquisadores de diversas instituições<strong>, </strong>chamado<strong> </strong>pela Coalizão Covid-19,&nbsp;</p>



<p>Segundo a pesquisadora, as fontes de dados eram variadas: registro de pacientes, estudos observacionais (que não usam grupo controle), prontuário eletrônico, registros de mortalidade e doenças. Podiam ser nacionais, estaduais ou locais, fornecidos por hospitais públicos ou privados.</p>



<div class="flourish-embed flourish-table" data-src="visualisation/23029296"><script src="https://public.flourish.studio/resources/embed.js"></script><noscript><img decoding="async" src="https://public.flourish.studio/visualisation/23029296/thumbnail" width="100%" alt="table visualization" /></noscript></div>



<p>&nbsp;“O Ministério da Saúde já fazia a vigilância de doenças respiratórias com dados do mundo real desde 2012, por isso estava preparado quando a pandemia chegou”, argumenta Silva, que monitorou os casos de gripe (influenza), verificando o número de hospitalizações e óbitos e a prevalência da doença ao longo do tempo em diferentes faixas etária e regiões, além de verificar a eficácia da vacina.</p>



<p>Outra fonte de dados ainda pouco explorada são os dispositivos móveis, como os usados por diabéticos para monitorar a glicemia. As informações, captadas pelo sensor fixado no corpo, são enviadas para o celular e armazenadas na nuvem da empresa. “Os dados podem ser incorporados pelo governo federal, depois de retirar as informações pessoais”, diz Silva.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Do ceticismo à confiança: como o uso de dados reais ganha espaço na saúde</h2>



<p>&nbsp;“Não seria possível obter esses resultados com ensaios clínicos randomizados” ressalta a pesquisadora, se referindo aos estudos que distribuem os participantes de forma aleatória em grupo controle e de tratamento. “No entanto, os dados só podem ser considerados evidências que levem a uma conclusão quando são analisados em estudos criteriosos”, ressalta.</p>



<p>Embora sejam considerados padrão ouro nos testes de eficácia e segurança de tratamentos, eles podem levar anos e têm amostras limitadas pelo número e perfil dos participantes. “Além disso, nem sempre detectam eventos como efeitos colaterais raros, que aparecem na população geral”, acrescenta Silva.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><em>Segundo a pesquisadora, os dados do mundo real permitem acompanhar os pacientes no longo prazo, verificando se resultados de laboratório se confirmam no dia a dia, qual o efeito do tratamento em diferentes</em><strong><em> </em></strong><em>populações e a adesão dos pacientes</em>.&nbsp;</p></blockquote></figure>



<p>“Elas valorizam a qualidade de vida das pessoas, fornecendo informações sobre sua experiência”, observa.</p>



<p>Aquino informa que a abordagem é usada por agências reguladoras para ampliar indicações terapêuticas, retirar restrições de uso e atualizar bulas com novas evidências.&nbsp;</p>



<p>“Via-se com desconfiança as evidências do mundo real por não usarem grupo controle”, ressalta o farmacêutico. Quando a quantidade de dados disponíveis aumentou, os pesquisadores começaram a perceber que, em muitos casos, o resultado dos ensaios clínicos e dos estudos com dados do mundo real coincidiam.&nbsp;</p>



<p>A metodologia foi formalizada em 2016 no <a href="https://www.fda.gov/regulatory-information/selected-amendments-fdc-act/21st-century-cures-act#:~:text=The%2021st%20Century%20Cures%20Act,them%20faster%20and%20more%20efficiently." target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>21st Century Cures Act</em></a> (Lei das Curas do Século 21), nos Estados Unidos, quando o termo “evidências do mundo real” foi formalizado pela primeira vez e reconhecido como uma forma de avançar o desenvolvimento e aprovação de novos tratamentos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Desafios e futuro da integração de dados</h2>



<p>Embora o Brasil tenha avançado nessa área, ainda há uma série de desafios para se construir plataformas que reúnem grande quantidade de dados de uma ampla variedade de parceiros em diversos países, como foi feito nos Estados Unidos e na União Europeia.</p>



<p>Um dos problemas, segundo Aquino, é que a falta de padronização dificulta a integração de dados e os hospitais privados nem sempre tomam a iniciativa de armazenar e compartilhar dados ou não tem a capacidade para processá-los abundância.</p>



<p>“Sem padronização, os dados não são reconhecidos pelas plataformas,” constata Aquino. Além disso, segundo ele, é necessário disponibilizar dados de origem mais variada e melhorar a transparência, indicando a origem dos dados de forma mais clara. Silva cita outro desafio, a formação de profissionais qualificados para lidar com a análise, o tratamento e a segurança dos dados, além da tecnologia necessária.</p>



<p>“A Rede Nacional de Dados em saúde [RNDS] está trabalhando para elaborar padrões que permitam relacionar dados de diferentes fontes” diz Aquino, um dos integrantes da iniciativa. Isso pode ajudar a fazer uma análise mais completa do paciente, incluindo o atendimento na atenção básica, hospitalização, diagnóstico e tratamento.</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/do-laboratorio-a-vida-real-como-dados-de-pacientes-ampliam-a-eficacia-dos-tratamentos/">Do laboratório à vida real: como dados de pacientes ampliam a eficácia dos tratamentos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sciencearena.org/noticias/do-laboratorio-a-vida-real-como-dados-de-pacientes-ampliam-a-eficacia-dos-tratamentos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como proteger as crianças do vírus sincicial respiratório</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/como-proteger-as-criancas-do-virus-sincicial-respiratorio/</link>
					<comments>https://www.sciencearena.org/noticias/como-proteger-as-criancas-do-virus-sincicial-respiratorio/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Feb 2024 14:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#Anvisa]]></category>
		<category><![CDATA[#bronquiolite]]></category>
		<category><![CDATA[#pneumonia]]></category>
		<category><![CDATA[#saúde coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[#vírus sincicial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=3279</guid>

					<description><![CDATA[<p>Estudo sugere o melhor período para imunizar bebês contra a infecção que mais causa mortes no período pós-neonatal</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/como-proteger-as-criancas-do-virus-sincicial-respiratorio/">Como proteger as crianças do vírus sincicial respiratório</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Pesquisadoras da Universidade Estadual de Maringá (UEM), no Paraná, buscaram identificar o mês de início do aumento de casos de infecção pelo <strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">vírus sincicial respiratório</mark></strong> (VSR), responsável por 80% das <strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">bronquiolites</mark></strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color"> </mark>e até 60% das <strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">pneumonias</mark></strong> em menores de dois anos.</p>



<p>O vírus é a causa mais comum de <strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">infecção do trato respiratório inferior</mark> </strong>e a <a href="https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/24371d-PosicionConjto_-Imuniz_passiva_Nirsevimabe_prevencao_doenca_pelo_VSR_em_Crc__1_.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">principal causa</a> de mortalidade entre bebês além do período pós-neonatal.</p>



<p>Em <a href="https://doi.org/10.1590/1984-0462/2023/41/2021304" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo publicado</a> na <em>Revista Brasileira de Pediatria, </em>as autoras identificaram quais regiões e estados brasileiros apresentam incidência mais elevada de internações pela <strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">bronquiolite viral aguda</mark></strong> (BVA) no país.</p>



<p>Os dados mostram que o período de maior circulação do VSR e de aumento de internações foi de março a julho de 2020. Em todas as regiões, houve maior incidência de internação em meninos, especialmente os menores de seis meses.</p>



<p>A <strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">região Sul</mark></strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color"> </mark>foi a que apresentou maior incidência de internações. Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste vieram em seguida.</p>



<p>Além da adoção de medidas preventivas para evitar o contágio, há dois medicamentos capazes de aumentar a proteção contra a bronquiolite viral aguda. </p>



<p>Um deles é o <strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">anticorpo palivizumabe</mark></strong>, uma imunoglobulina de alto custo que gera uma imunização passiva. Até 2023, ele era a principal ferramenta para a prevenção das infecções pelo VSR, em razão da ausência de vacinas licenciadas.</p>



<p>Neste caso, o organismo dos bebês já recebe os anticorpos prontos, ao invés de estimular sua produção, como fazem as vacinas. Outra diferença é que na imunização passiva não há produção de células de memória para defender o corpo de novos ataques. Por isso, o palivizumabe costuma ser administrado em cinco doses durante os meses de maior incidência do VSR.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Essa imunização passiva, de acordo com os autores, reduz em 55% as taxas de internação por bronquiolite viral aguda. </p></blockquote></figure>



<p>Como o efeito protetor de cada dose dessa imunoglobulina dura cerca de 30 dias, os pesquisadores buscaram identificar o mês de início do aumento de casos e quais regiões e estados brasileiros apresentam incidência mais elevada de internações pela doença.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Novo tratamento disponível</strong></h2>



<p>Outro tratamento é feito com o medicamento <strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">nirsevimabe</mark></strong>, <a href="https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/24371d-PosicionConjto_-Imuniz_passiva_Nirsevimabe_prevencao_doenca_pelo_VSR_em_Crc__1_.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">recomendado</a> pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).</p>



<p>Trata-se de um anticorpo monoclonal cujo uso foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em outubro de 2023. </p>



<p>De acordo com comunicado da SBim e da SBP, o medicamento deve ser administrado &#8220;em dose única, para todos os recém-nascidos e lactentes menores de um ano nascidos durante ou entrando em sua primeira temporada de circulação do VSR&#8221;.</p>



<p>O estudo publicado na <em>Revista Brasileira de Pediatria</em> analisou as taxas mensais de internações em todos os estados a partir de dados obtidos no DATASUS, com informações registradas no sistema entre 2000 e 2019.</p>



<p>A coorte do estudo foi composta por 615.657 crianças abaixo de 12 meses que haviam recebido diagnóstico de bronquiolite viral aguda, sendo 60% meninos e 40% meninas.</p>



<p>Da amostra, 27% das crianças tinham mais de seis meses. A distribuição total foi de 8% na região Norte, 18% no Nordeste, 47% no Sudeste, 20% no Sul e 7% no Centro-Oeste do Brasil.</p>



<p>O artigo sugere o <strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">melhor período para a imunização passiva</mark></strong> de crianças abaixo de 12 meses. Na maior parte do Brasil, a melhor época para a administração do palivizumabe aos pacientes elegíveis é <strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">entre fevereiro e julho</mark></strong>, com exceção do Rio Grande do Sul, já que a pesquisa apontou que o período de maior circulação do VSR neste estado acontece entre maio e setembro.</p>



<p>Segundo os autores, a falta de atualização da plataforma DATASUS pode ser um fator limitante, bem como a falta de dados completos de hospitais privados, com internações não financiadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A subnotificação das internações também pode ter sido um fator prejudicial à maior precisão. &nbsp;</p>



<div style="height:26px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p style="font-size:8px;font-style:normal;font-weight:300"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#094f92" class="has-inline-color">*</mark> </strong><span style="color: initial; font-family: Montserrat, sans-serif; font-size: 12.3846px;"><i>É permitida a republicação das reportagens e artigos em meios digitais de acordo com a licença&nbsp;<a id="m_3925694335271861998OWA40f3a508-1790-884e-f964-df2df1fe812d" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/br/&amp;source=gmail&amp;ust=1709223138938000&amp;usg=AOvVaw0uUbU0QPW276EcznZGGimp" style="color: rgb(17, 85, 204); text-decoration-line: none; margin: 0px;" href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Creative Commons CC-BY-NC-ND</a>. O texto não deve ser editado e a autoria deve ser atribuída, incluindo a fonte (Science Arena).</i></span></p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/como-proteger-as-criancas-do-virus-sincicial-respiratorio/">Como proteger as crianças do vírus sincicial respiratório</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sciencearena.org/noticias/como-proteger-as-criancas-do-virus-sincicial-respiratorio/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
