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	<title>#colaboração | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Mar 2026 14:03:01 +0000</lastBuildDate>
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	<title>#colaboração | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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		<title>&#8220;A IA é uma boa ferramenta para quem sabe usá-la&#8221;, diz a especialista em pesquisa Lis Leão</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/a-ia-e-uma-boa-ferramenta-para-quem-sabe-usa-la-diz-a-especialista-em-pesquisa-lis-leao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 14:02:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[#colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[#inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[#pesquisa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisadora do Einstein Hospital Israelita discute os desafios de montar equipes multidisciplinares e os limites do uso da IA na ciência</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>&#8220;Queremos que essas pessoas participem, mas ainda não criamos uma estrutura para isso acontecer de uma forma tranquila para todos.&#8221; A frase é de Lis Leão, pesquisadora do Einstein Hospital Israelita Einstein com atuação em estudos sobre natureza, saúde e bem-estar.&nbsp;</p>



<p>O diagnóstico resume bem o estágio atual da ciência colaborativa no Brasil: a exigência por equipes multidisciplinares cresceu nos editais de fomento, mas a infraestrutura para viabilizá-la ainda patina.&nbsp;</p>



<p><a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/colaboracao-interdisciplinar-ciencia-e-tambem-sobre-encontros/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Em entrevista ao <strong>Science Arena</strong></a>, Leão discute os desafios práticos de construir esses times e os limites — e possibilidades — do uso da inteligência artificial na pesquisa.</p>



<p>Confira na íntegra a entrevista de Lis Leão ao Science Arena:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Colaboração na ciência: como construir pontes entre áreas | Science Arena Encontros – Ep. 4" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/nQrq00eG6XM?list=PLB_rcPiqiMPzCD3pOBdwEsLEdwBN2yr7x" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O desafio de incluir comunidades na pesquisa</strong></h2>



<p>Quando se trata da exigência por times compostos por pessoas de diferentes áreas, Lis Leão afirmou que equipes multidisciplinares não se constroem da noite para o dia.</p>



<p>“Hoje se discute muito a inclusão da comunidade que você está estudando dentro do seu projeto”, disse. Ela também comentou que assistiu a uma discussão a respeito de uma nova lei sobre os Comitês de Ética incluírem um representante da população que uma determinada pesquisa irá estudar.&nbsp;</p>



<p>No entanto, Lis destacou que esse tipo de movimento ainda precisa de ajustes. Por exemplo, ao incluir alguém da comunidade ribeirinha, a pessoa precisa realizar um cadastro na plataforma do Sagem (Sistema de Avaliação e Gestão de Membros de Comitês de Ética). No entanto, muitas vezes, ela mora em local distante e terá dificuldade para concluir esse procedimento.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><em>“Queremos que essas pessoas participem, mas ainda não criamos uma estrutura para isso acontecer de uma forma tranquila para todos”, reforçou. </em></p></blockquote></figure>



<p>Outro desafio é a necessidade de ter financiamento para construir essa relação colaborativa com a comunidade. “Hoje existem alguns mecanismos para ampliar essa inclusão. Quando conversamos com as comunidades locais, vemos que vem um aporte de outros saberes muito interessantes. Mas, às vezes, você não tem tempo de fazer isso antes de ter o financiamento, porque é longe”, explicou.</p>



<p>Algo que Lis destacou durante a conversa é que o pesquisador pode ir até o local pesquisado depois e, assim, realizar ajustes no projeto. “Isso é exigido na entrada de uma série de editais, que eu acho que ainda precisa de um ajuste fino”, reforçou.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>IA na pesquisa: ferramenta para quem tem domínio</strong></h2>



<p>Muitos pesquisadores têm recorrido à inteligência artificial (IA) como um facilitador na jornada da pesquisa. Para Leão, a IA é uma boa ferramenta para a pessoa que sabe como usá-la, como, por exemplo, para agilizar ou refinar processos da própria pesquisa científica. “Ela pode ganhar tempo com isso, mas precisa ter domínio do assunto”, disse.&nbsp;</p>



<p>Para quem está ingressando no campo, o uso da ferramenta é arriscado: sem domínio do tema, o pesquisador não tem base para avaliar a qualidade do que a IA entrega.</p>



<p>Para ler o conteúdo completo sobre a composição de equipes multidisciplinares e o uso da inteligência artificial no projeto científico,  <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/colaboracao-interdisciplinar-ciencia-e-tambem-sobre-encontros/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">veja a entrevista nesta matéria do Science Arena</a>.</p>
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		<title>Colaboração entre pesquisadores: saiba como driblar os desafios na comunicação e fortalecer laços</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/colaboracao-entre-pesquisadores-saiba-como-driblar-os-desafios-na-comunicacao-e-fortalecer-lacos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 15:03:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[#colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[#comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[#pesquisa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A conexão com um profissional de outra área envolve não só competências técnicas, mas também habilidades interpessoais</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O processo de uma pesquisa científica envolve diversas etapas. Muitos projetos exigem a colaboração com pesquisadores de outras áreas, algo capaz de enriquecer um trabalho, ainda mais em meio a assuntos complexos e globais.&nbsp;</p>



<p>Ao entrar em contato com outros profissionais, muitos acadêmicos podem encontrar um desafio: a dificuldade na comunicação. No entanto, esse problema pode ser resolvido com algumas técnicas para que o trabalho seja desenvolvido de maneira eficiente.&nbsp;</p>



<p>Além disso, a busca pela conexão com o outro requer habilidades interpessoais, a fim de estabelecer uma relação saudável com o colaborador.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A necessidade de uma boa relação humana</strong></h2>



<p><a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/colaboracao-interdisciplinar-ciencia-e-tambem-sobre-encontros/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Em entrevista ao Science Arena</a>, a pesquisadora Lis Leão, do Einstein Hospital Israelita e referência em estudos sobre natureza, saúde e bem-estar, destacou que quando um pesquisador encontra outra pessoa para auxiliar em sua pesquisa, é preciso que o interesse seja genuíno.</p>



<p>“Você precisa ir atrás também da informação do outro que está compondo a sua equipe, para entender um pouco o que ele faz”, disse Lis. “Tem uma mistura de proficiência técnica e, também, de habilidades interpessoais”, acrescentou. De acordo com a pesquisadora, o “contrato científico” é decorrente do relacionamento, e não o contrário.&nbsp;</p>



<p>Para uma melhor compreensão, ela exemplificou: na Europa, é comum o lançamento de editais por parte dos pesquisadores para, em seguida, colocá-los em plataformas para que alguém demonstre interesse pela área. No entanto, essa interação espontânea não acontece facilmente, por conta da necessidade de um relacionamento prévio entre as pessoas. “Você tem que ter uma relação de confiança”, ressaltou.</p>



<p>Confira na íntegra a entrevista de Lis Leão ao Science Arena:</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>A importância de uma linguagem comum</strong></h2>



<p>Quando o pesquisador cria uma conexão com outro profissional, é importante que se estabeleça uma linguagem em comum. Isso porque muitos termos técnicos podem aparecer em uma conversa e, assim, prejudicar o entendimento.&nbsp;</p>



<p>Nesse caso, Lis orienta o uso de metáforas para que uma boa comunicação seja desenvolvida. A pesquisadora ilustra: quando deseja falar sobre o cuidado com as pessoas e o planeta, ela pergunta para um cientista de dados que está colaborando com o trabalho como ele costuma cuidar das informações que coleta.</p>



<p>“Assim, eu chego em um lugar que é mais fácil de conversar, porque você vai explicar como cuida dos dados e eu vou tentar entender algumas coisas”, acrescentou.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vibrar pelas conquistas do outro</strong></h2>



<p>A relação com colaboradores vai além da realização dos objetivos de pesquisa de cada um.  Outro elemento essencial é o fortalecimento dos laços. Uma maneira de realizar esse processo é vibrar pela conquista do colega quando, por exemplo, ele publica uma pesquisa. “Todo mundo que está na ciência sabe como é para conquistar as coisas”, destacou Lis.Para ler o conteúdo completo sobre a importância de construir e manter laços com pesquisadores de outras áreas científicas, <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/colaboracao-interdisciplinar-ciencia-e-tambem-sobre-encontros/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">veja a entrevista nesta matéria do Science Arena</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/colaboracao-entre-pesquisadores-saiba-como-driblar-os-desafios-na-comunicacao-e-fortalecer-lacos/">Colaboração entre pesquisadores: saiba como driblar os desafios na comunicação e fortalecer laços</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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		<title>Como iniciar uma colaboração interdisciplinar para a sua pesquisa? Veja o passo a passo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 19:11:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[#colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[#pesquisa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Relacionar-se com pesquisadores de outras áreas é fundamental no momento de desenvolver um projeto mais rico.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Durante a evolução de um projeto de pesquisa, muitos profissionais desejam buscar contatos para aprimorar seus estudos. No entanto, muitos podem ter dúvidas sobre como começar esse processo, principalmente quando o tema do trabalho é complexo e global.&nbsp;</p>



<p><a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/colaboracao-interdisciplinar-ciencia-e-tambem-sobre-encontros/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Em entrevista ao Science Arena</a>, a pesquisadora Lis Leão, do Einstein Hospital Israelita e referência em estudos sobre natureza, saúde e bem-estar, elencou um passo a passo que pode auxiliar os acadêmicos a encontrarem outras pessoas e, assim, iniciar uma troca de conhecimentos com elas.</p>



<p>Confira na íntegra a entrevista de Lis Leão ao Science Arena:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>1. Leitura de publicações</strong></h2>



<p>Pesquisar artigos que envolvem o tema em desenvolvimento é o primeiro passo durante a busca por contatos. Lis orientou que o acadêmico observe os nomes das pessoas inseridos em cada título que for aberto. Com isso, é possível verificar o tema e de qual área os autores do artigo pertencem.</p>



<p>Essa prática é essencial até mesmo para quem está começando, por meio da qual o pesquisador consegue ter uma compreensão maior se o assunto que deseja abordar tem um interesse interdisciplinar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>2. Lista de contatos</strong></h2>



<p>Depois de toda a análise das publicações, o segundo passo envolve a criação de uma lista de contatos. Em seguida, vale procurar um evento em que uma das pessoas elencadas irá palestrar. Aqui, Lis destacou que é preciso ter “um pouco de ousadia, sem ser inconveniente”.</p>



<p>“Quando termina um evento, os palestrantes estão muito disponíveis. É aquele momento que faz uma rodinha e as pessoas vão perguntar. Esse é o momento que você vai ter para conversar com aquela pessoa um pouquinho, mesmo que seja para pedir o e-mail dela para depois”, disse a pesquisadora.&nbsp;</p>



<p>Caso o meio de contato escolhido seja o e-mail, vale separar um tempo para escrever uma mensagem, apresentar-se e ressaltar que estava na palestra e, em seguida, abordar o assunto que deseja.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1200" height="937" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/03/Eliseth-Leao2-1200x937-1.jpg" alt="Texto Alternativo	Retrato de mulher sorridente com cabelos castanhos longos, usando blazer branco sobre blusa preta" class="wp-image-8109" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/03/Eliseth-Leao2-1200x937-1.jpg 1200w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/03/Eliseth-Leao2-1200x937-1-800x625.jpg 800w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/03/Eliseth-Leao2-1200x937-1-400x312.jpg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/03/Eliseth-Leao2-1200x937-1-768x600.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/03/Eliseth-Leao2-1200x937-1-150x117.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption class="wp-element-caption">Lis Leão, pesquisadora do Einstein Hospital Israelita: a colaboração é uma via de mão dupla</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>3. Via de mão dupla na colaboração</strong></h2>



<p>A colaboração entre pesquisadores é crucial para o desenvolvimento de um material mais rico. E, nesse processo de procurar conexões, é preciso ter em mente que a colaboração é uma via de mão dupla.&nbsp;</p>



<p>“Ela tem que ser boa para mim”, disse Lis. “Que no seu campo de pesquisa, você ganhe tanto quanto eu e que saia enriquecido dessa relação”, complementou. Ela também destacou que quando há um interesse no tema, todos já se reúnem com um propósito.&nbsp;</p>



<p>Agora, quando um campo mais técnico é abordado por parte de quem está colaborando com a pesquisa, basta solicitar ao profissional que ele traduza para uma linguagem que condiz com a área do projeto em desenvolvimento.&nbsp;</p>



<p>“O que facilita é ter uma boa escuta, porque se a outra pessoa perceber que você não tem interesse naquilo que ela está falando, a colaboração acaba ali”, pontuou Lis. Outra dica que a especialista oferece é tentar encontrar uma linguagem mais comum quando se trata de termos mais técnicos, como o uso de metáforas.</p>



<p>Para ler o conteúdo completo sobre a importância de construir e manter laços com pesquisadores de outras áreas científicas, <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/colaboracao-interdisciplinar-ciencia-e-tambem-sobre-encontros/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">veja a entrevista nesta matéria do Science Arena</a>.</p>
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		<title>Relação com pesquisadores de outras áreas: como o contato enriquece um projeto de pesquisa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 19:30:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[#colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[#pesquisa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao desenvolver um estudo sobre um determinado tema, é importante que o pesquisador tenha uma visão mais ampla sobre o assunto</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A manutenção de laços com outros pesquisadores é fundamental para a área científica. Esse contato proporciona diferentes benefícios tanto aos profissionais quanto para os projetos. Essa relação se torna ainda mais indispensável diante de um contexto em que muitos problemas são vivenciados pela sociedade de forma global.&nbsp;</p>



<p><a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/colaboracao-interdisciplinar-ciencia-e-tambem-sobre-encontros/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Em entrevista ao Science Arena</a>, a pesquisadora Lis Leão, do Einstein Hospital Israelita e referência em estudos sobre natureza, saúde e bem-estar, destacou que a conversa com outras pessoas faz com que o profissional enxergue outras nuances de um determinado tema. </p>



<p>Assim, um pesquisador brasileiro pode ter outras visões sobre o seu trabalho quando realiza um contato com pessoas de países do exterior, por exemplo. Esse mesmo efeito pode ser sentido e aplicado entre profissionais do Brasil, mas de estados diferentes.</p>



<p>Confira na íntegra a entrevista de Lis Leão ao Science Arena:</p>



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</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A colaboração como forma de enriquecer a pesquisa</strong></h2>



<p>Criar e manter a relação com profissionais de outras localidades agrega valor ao projeto de pesquisa, fazendo com que o trabalho apresentado à sociedade seja mais amplo, especialmente quando se trata de questões complexas.&nbsp;</p>



<p>Mas como o pesquisador pode compreender se realmente precisa buscar contatos para desenvolver melhor seu projeto? De acordo Leão, é necessário entender se o tema é de interesse interdisciplinar. Com isso, o primeiro passo envolve a busca por leituras científicas referentes ao assunto para, então, verificar os nomes dos envolvidos no artigo.</p>



<p>“O segundo passo é fazer uma lista de pessoas de interesse para as quais você vai colocar um alerta quando os artigos delas saírem”, orientou a pesquisadora. Depois disso, o pesquisador pode frequentar palestras desses profissionais e, no final do evento, tentar conversar com a pessoa, explicar seu projeto e pedir um meio de contato.</p>



<p>Em um de seus projetos mais recentes, Lis Leão relatou que precisou trabalhar com um engenheiro, uma médica, uma geóloga e um fotógrafo da National Geographic. Ainda, ela teve contato com uma enfermeira e biólogos. “São pessoas com saberes diversos. Uns são bons de biologia e outros são de exatas”, complementou.</p>



<p>Dessa maneira, é possível construir uma relação científica com base não só em proficiência técnica, mas também em habilidades interpessoais. Por isso, o interesse pelo trabalho do outro deve ser genuíno.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Grandes problemas exigem muitas pessoas</strong></h2>



<p>Para além da busca por autores de outros artigos, também existe a possibilidade de conhecer outras pessoas por meio do orientador, uma vez que ele pode apresentar vários contatos.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><em>“A colaboração é o </em>modus operandi <em>de se fazer ciência”, disse Lis. </em></p></blockquote></figure>



<p>Ela também citou o momento da pandemia de Covid-19, que demandou a produção de estudos de vários cientistas. “Para grandes problemas e pela complexidade, é preciso muita gente trabalhando com expertises diversas”, acrescentou.&nbsp;</p>



<p>Para ler o conteúdo completo sobre a importância de construir e manter laços com pesquisadores de outras áreas científicas, <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/colaboracao-interdisciplinar-ciencia-e-tambem-sobre-encontros/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">veja a entrevista nesta matéria do Science Arena</a>.</p>
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		<title>&#8220;Trabalho em equipe é primordial para ser cientista”, diz brasileiro premiado por estudo sobre TOC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 16:20:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[#carreira acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[#colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[#premiação]]></category>
		<category><![CDATA[#psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[#TOC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Médico, Leonardo Saraiva defende integração entre pesquisa e prática clínica e celebra o espírito colaborativo da ciência</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/trabalho-em-equipe-e-primordial-para-ser-cientista-diz-brasileiro-premiado-por-estudo-sobre-toc/">&#8220;Trabalho em equipe é primordial para ser cientista”, diz brasileiro premiado por estudo sobre TOC</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando <strong>Leonardo Cardoso Saraiva</strong>, de 30 anos, estava no sexto ano da faculdade de medicina, em 2019, seus colegas se preparavam para prestar a prova de residência e escolher suas especialidades, mas ele pensava em <strong>trilhar um caminho diferente</strong>.</p>



<p>Desde o ano anterior, entre o internato e os plantões, ele mantinha contato com o psiquiatra <strong>Euripedes Constantino Miguel</strong>, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), e com a geneticista Carolina Cappi, professora da Rutgers University, para participar de pesquisas sobre <strong>transtorno obsessivo-compulsivo</strong>, o <strong>TOC</strong>.</p>



<p>Em 2025, o médico recebeu o prêmio <a href="https://iocdf.org/blog/2025/07/24/international-ocd-foundation-announces-2025-research-grant-recipients-to-advance-breakthroughs-in-ocd-and-related-disorders/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Michael A. Jenike Young Investigator</a>, concedido pela <a href="https://iocdf.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">International OCD Foundations</a> (IOCDF), uma das maiores organizações do mundo dedicada ao TOC.</p>



<p>Saraiva foi agraciado por seu estudo em busca das <strong>bases biológicas do transtorno</strong>. Em sua investigação, o brasileiro usa exames de neuroimagem, como a <strong>ressonância magnética</strong>, para encontrar formas mais eficazes de diagnosticar o TOC e, quem sabe, outras doenças psiquiátricas.</p>



<p>A pesquisa laureada, <a href="https://iocdf.org/recipients/comprehensive-structural-neuroimaging-in-ocd-a-cross-disorder-comparison/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Comprehensive structural neuroimaging in OCD: A cross-disorder comparison</a>, busca ir além das análises convencionais de neuroimagem.</p>



<p>Enquanto estudos anteriores focaram em alterações de volume e espessura em regiões cerebrais de pacientes com TOC, Saraiva investiga aspectos ainda pouco conhecidos, como os padrões de dobramento do córtex cerebral, além do formato de estruturas subcorticais. Também explora as bases genéticas associadas a essas possíveis alterações cerebrais.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A pesquisa faz parte de seu trabalho na <strong>Universidade Yale</strong>, nos Estados Unidos, instituição onde ele é pesquisador de pós-doutorado.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Bases biológicas do TOC e uso de neuroimagem</strong></h2>



<p>“Em outras áreas da medicina, há biomarcadores importantes para ajudar a fechar um diagnóstico, mas na psiquiatria você identifica um transtorno por meio de <strong>sintomas</strong> determinados em consenso por um grupo de especialistas”, explica Saraiva.</p>



<p>“Ninguém sabe quais seriam as <strong>bases biológicas </strong>dos transtornos, é tudo feito por convenções. Acredito que isso seja uma limitação”, afirma o pesquisador.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Diagnóstico, tecnologia e tratamentos</strong></h2>



<p>Em suas pesquisas, Saraiva usa exames de ressonância magnética, pois é o que a maioria dos centros de saúde tem disponível. Dessa forma, o pesquisador consegue ter uma <strong>amostra grande para investigar</strong>.</p>



<p>No dia a dia, boa parte de sua rotina consiste em trabalhar na frente do computador desvendando os “mistérios” do cérebro de pacientes.</p>



<p>Existem vários métodos que podem ser usados para estudar o cérebro e os transtornos psiquiátricos, diz Saraiva. Seu foco e interesse estão nos métodos que envolve o uso de supercomputadores.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="420" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/leonardo-saraiva-pesquisador.jpeg" alt="Retrato de Leonardo Saraiva, um jovem homem com barba curta, cabelos curtos e camisa social azul, posando para a câmera com fundo neutro" class="wp-image-7657" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/leonardo-saraiva-pesquisador.jpeg 800w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/leonardo-saraiva-pesquisador-400x210.jpeg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/leonardo-saraiva-pesquisador-768x403.jpeg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/01/leonardo-saraiva-pesquisador-150x79.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">Leonardo Saraiva, médico e pesquisador em estágio de pós-doutorado na Universidade Yale, nos EUA, foi premiado pela International OCD Foundation por seu estudo sobre as bases genéticas do transtorno obsessivo-compulsivo | Imagem: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“Meu trabalho consiste em ‘rodar’ análises e códigos em um tipo de cluster, onde ficam vários computadores potentes. Participo de reuniões para mostrar resultados e discutir projetos. É uma rotina muito diferente da imagem que se tem de um médico.”</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aproximação com o público e responsabilidade científica</strong></h2>



<p>Desde sua premiação, Saraiva tem se importado cada vez mais com a divulgação de seu trabalho como cientista.</p>



<p>“Me veio à tona que isso deveria ser uma preocupação mais forte entre os pesquisadores e que eu preciso buscar isso constantemente.”</p>



<p>Para ele, a falta de compreensão sobre alguns temas de pesquisa contribui para afastar investimentos em projetos de pesquisa.</p>



<p>“Nós, pesquisadores, podemos ficar muito isolados da população, então nem todos entendem o benefício da ciência e os motivos de a pesquisa necessitar de investimento público e privado”, avalia Saraiva.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Pesquisa como prática médica ampliada</strong></h2>



<p>A decisão de seguir carreira como pesquisador foi inicialmente encarada com estranhamento entre seus colegas médicos, observa Saraiva. “No Brasil ainda se tem uma ideia da medicina como uma profissão assistencialista”, analisa.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“A prática assistencial, porém, é só uma das facetas da medicina. Existem várias formas de ajudar pacientes – e fazer pesquisa é uma delas. Por isso, a carreira científica deveria ser mais estimulada no país”, afirma Saraiva.</p></blockquote></figure>



<p>De acordo com ele, a área científica, no fundo, dialoga muito com o campo assistencial, “afinal são duas esferas de atuação que precisam estar integradas.” Isso porque, ressalta Saraiva, os avanços da ciência devem embasar decisões em consultórios, clínicas e hospitais.</p>



<p>Na faculdade, seu primeiro contato com a pesquisa foi tão marcante que Saraiva decidiu não pleitear uma vaga na residência médica. O intuito, ele recorda, era abrir caminho no mundo acadêmico logo no início da carreira.</p>



<p>Ainda assim, Saraiva fez estágios clínicos, deu plantões e participou de atividades ambulatoriais no Instituto de Psiquiatria. “Foi uma ótima experiência, aprendi muito na parte clínica e levei muito disso para a pesquisa.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Admiração como ponto de partida</strong></h2>



<p>Mesmo não sendo formalmente um psiquiatra, por não ter feito a residência médica na área, o interesse pela pesquisa sobre o TOC começou por conta da admiração de Saraiva pelo psiquiatra Eurípedes Miguel.</p>



<p>“Acho que trabalharia com qualquer transtorno que ele trabalhasse, para ser muito franco”, confessa o médico, que também é membro do projeto Gen_TOC, sediado na USP e liderado por Miguel e pela geneticista Carolina Cappi. O projeto é focado em estudos sobre a genética do TOC e de transtornos relacionados.</p>



<p>“Com o tempo, passei a achar o assunto muito interessante e fascinante”, diz Saraiva, que cursou o doutorado na área e é entusiasta de formações como o MD-PhD, programa de dupla formação voltado para médicos-cientistas, no qual o estudante obtém simultaneamente o título de Médico (MD, Doctor of Medicine) e de Doutor (PhD, Doctor of Philosophy), disponível nos EUA, mas ainda incipiente no Brasil. Esse título permite uma dupla formação para médicos na parte clínica e de pesquisa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ciência não é solitária</strong></h2>



<p>Sem planos de atuar em consultório, o pesquisador se diz atraído pelo espírito colaborativo proporcionado pelo trabalho em equipe no meio científico. “Atuar em grupos de pesquisa é parte importante da minha trajetória.Sou mais produtivo em equipe do que sozinho”, declara.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“Saber interagir é crucial”, diz Saraiva. “Na ciência, se a pessoa não tem disposição para dialogar e trocar ideias, as chances de ‘sobreviver’ diminuem. É preciso saber trabalhar em grupo.”</p></blockquote></figure>



<p>Sobre sua premiação recente, ele lista uma série de pessoas de quem recebeu ajuda, como os professores Eurípides Miguel e Carolina Capi, que foram seus orientadores no doutorado, e o professor Christopher Pittenger, que o orienta em Yale.</p>



<p>“Tive sorte de trabalhar com pessoas muito conscientes dessa importância da troca e da união de esforços na ciência”, observa.</p>
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		<title>Colaboração Interdisciplinar: “Ciência é também sobre encontros”</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/colaboracao-interdisciplinar-ciencia-e-tambem-sobre-encontros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Diogo Rodriguez]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2025 20:11:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[#ciência]]></category>
		<category><![CDATA[#colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[#interdisciplinaridade]]></category>
		<category><![CDATA[#networking]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Capacidade de construir laços e integrar saberes complementares é fundamental para enfrentar desafios globais, defende pesquisadora do Einstein</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A pesquisadora <strong>Lis Leão</strong>, do Einstein Hospital Israelita e referência em estudos sobre natureza, saúde e bem-estar, participou de um encontro virtual do <strong>Science Arena</strong> para discutir <strong>a importância de construir e manter laços com pesquisadores de outras áreas científicas</strong>.<br>Atuando em <strong>iniciativas interdisciplinares</strong>, a <a href="https://www.sciencearena.org/autor/lis-leao/">colunista do Science Arena</a> enfatizou que, no cenário atual, saber criar e fortalecer pontes entre diferentes campos do conhecimento é essencial.<br>Para Leão – que é graduada em Letras e em Enfermagem –, a colaboração deve ser uma <strong>via de mão dupla</strong>, sendo benéfica para todas as partes envolvidas.<br>A seguir, veja os principais tópicos abordados pela pesquisadora:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="SCIENCE ARENA_OUTUBRO" src="https://player.vimeo.com/video/1133847709?h=805d2b68b5&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Motivação e perfil multidisciplinar</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>O interesse pela ciência geralmente indica que a pessoa “não [gosta] muito de caixinhas fechadas”.</li>



<li>A formação em Letras e Enfermagem moldou sua visão sistêmica: o enfermeiro é o <strong>“grande articulador do cuidado”</strong>.</li>



<li>Sua trajetória é marcada por temas complexos que exigem <strong>“muitos olhares e muitos saberes”</strong>, como dor, natureza, clima e saúde pública.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A importância da colaboração</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>A ciência precisa de colaboração para enfrentar <strong>problemas globais e complexos</strong>.</li>



<li>Projetos interdisciplinares geram resultados mais amplos e relevantes para a sociedade.</li>



<li>“Problemas grandes” exigem o trabalho de <strong>“muita gente”</strong>.</li>



<li>Em projetos recentes, trabalhou com engenheiros, médicos, zoólogos, ornitólogos, fotógrafos da <em>National Geographic</em> e gestores de relações internacionais — inclusive utilizando <em>softwares</em> da NASA para análises.</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1200" height="937" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2022/08/Eliseth-Leao2-1200x937.jpg" alt="Retrato de mulher sorridente com cabelos castanhos longos, usando blazer branco sobre blusa preta" class="wp-image-2842" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2022/08/Eliseth-Leao2-1200x937.jpg 1200w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2022/08/Eliseth-Leao2-800x625.jpg 800w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2022/08/Eliseth-Leao2-400x312.jpg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2022/08/Eliseth-Leao2-768x600.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2022/08/Eliseth-Leao2-1536x1199.jpg 1536w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2022/08/Eliseth-Leao2-2048x1599.jpg 2048w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2022/08/Eliseth-Leao2-150x117.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption class="wp-element-caption">Lis Leão, pesquisadora do Einstein Hospital Israelita: o interesse pela ciência geralmente indica que a pessoa “não [gosta] muito de caixinhas fechadas”.</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como iniciar a colaboração interdisciplinar</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>O primeiro passo é <strong>ler publicações</strong> e identificar autores e áreas relacionadas ao tema.</li>



<li>Criar uma lista de pesquisadores de interesse e acompanhar suas produções.</li>



<li>Participar de eventos e ter <strong>“ousadia sem ser inconveniente”</strong>, aproveitando o pós-palestra para fazer contato direto.</li>



<li>Jovens pesquisadores podem se <strong>oferecer para colaborar</strong> em projetos em andamento.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Desafios na relação e na comunicação</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>A colaboração depende de <strong>relações humanas</strong>, baseadas na <strong>confiança</strong>.</li>



<li>É fundamental ter uma <strong>“boa escuta”</strong> ativa.</li>



<li>Usar <strong>metáforas e linguagem comum</strong> ajuda a conectar áreas diferentes.</li>



<li>O líder do projeto deve evitar que os saberes desviem o foco da pesquisa e saber reconhecer ideias que pertencem a <strong>outros projetos futuros</strong>.</li>



<li><strong>A comunicação constante é chave</strong> para o avanço e manutenção dos vínculos.</li>



<li>Celebrar as conquistas dos parceiros também fortalece os laços.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O papel da criatividade e dos interesses pessoais</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mostrar interesses fora da ciência (como música ou fotografia) <strong>autoriza o outro a fazer o mesmo</strong> e enriquece a convivência.</li>



<li>A <strong>criatividade é essencial</strong> no processo científico, da formulação da pergunta até a inovação e aplicação.</li>



<li>Interesses pessoais podem inspirar projetos: Leão começou a estudar a relação entre natureza e saúde a partir da observação da vida selvagem, o que levou à criação de um banco de imagens voltado ao bem-estar.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Reflexões sobre financiamento e inteligência artificial</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Muitos editais hoje <strong>exigem equipes interdisciplinares</strong>.</li>



<li>A legislação brasileira passou a demandar <strong>a participação das comunidades estudadas</strong>, o que exige ajustes finos em plataformas como o Sagem.</li>



<li>A <strong>Inteligência Artificial (IA)</strong> pode agilizar etapas da pesquisa, mas só é útil para quem <strong>já domina a área</strong>.</li>



<li>Para iniciantes, há risco de <strong>“atalho ruim”</strong> pela falta de pensamento crítico.</li>
</ul>



<p></p>
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		<item>
		<title>Pressão e falta de apoio: pesquisa revela desafios enfrentados por docentes no Reino Unido</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/pressao-e-falta-de-apoio-pesquisa-revela-desafios-enfrentados-por-docentes-no-reino-unido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Oct 2025 21:57:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[#bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[#carreira docente]]></category>
		<category><![CDATA[#colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[#gestão]]></category>
		<category><![CDATA[#saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Menos da metade dos docentes britânicos se sente capaz de lidar com carga de trabalho; relatório traz recomendações que podem inspirar mudanças no Brasil</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um levantamento com cerca de <strong>240 mil funcionários</strong> de mais de <strong>75 instituições de ensino superior do Reino Unido</strong> revelou uma realidade preocupante: <strong>menos da metade dos acadêmicos acredita que consegue manter um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional</strong>. <a href="https://peopleinsight.co.uk/employee-experience-in-higher-education/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A pesquisa pode ser acessada aqui</a>.</p>



<p>Conduzido pela consultoria <a href="https://peopleinsight.co.uk/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">People Insight</a> em parceria com a <a href="https://www.ucea.ac.uk/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Associação de Empregadores de Universidades e Faculdades</a> (UCEA), o estudo expôs <strong>disparidades marcantes entre docentes e profissionais de serviços administrativos</strong>.</p>



<p>De acordo com o relatório:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Apenas <strong>43% dos docentes</strong> sentem-se aptos a gerenciar confortavelmente sua carga de trabalho;</li>



<li>Quando se trata de saúde mental e apoio institucional, o cenário também é desfavorável: <strong>apenas 44% dizem receber suporte adequado</strong> das universidades;</li>



<li>&nbsp;<strong>48% </strong>afirmam conseguir<strong> equilibrar trabalho e vida pessoal</strong>.</li>
</ul>



<p>Entre os <strong>profissionais administrativos</strong>, os índices são consideravelmente mais altos:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>63%</strong> relatam conforto com a carga de trabalho;</li>



<li><strong>61% </strong>sentem-se apoiados quanto ao bem-estar;</li>



<li><strong>71% </strong>dizem alcançar equilíbrio entre vida pessoal e profissional.</li>
</ul>



<p>Ainda assim, os números estão abaixo da média de outros setores, alertou a revista eletrônica <a href="https://www.timeshighereducation.com/news/less-half-academics-happy-work-life-balance" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Times Higher Education</em></a> (THE). </p>



<h2 class="wp-block-heading">Satisfação versus benefícios </h2>



<p>Outro ponto crítico do estudo é a <strong>baixa satisfação com os pacotes de benefícios</strong> oferecidos aos docentes: apenas 38% dos acadêmicos estão satisfeitos, contra 54% dos profissionais administrativos, índice que acompanha a média de outros setores.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Além disso, embora o trabalho híbrido tenha trazido maior flexibilidade e fortalecido a camaradagem nas equipes, houve uma queda na percepção de colaboração interdepartamental desde a pandemia. </p></blockquote></figure>



<p>A pesquisa alerta que os diferentes arranjos de trabalho, com horários conflitantes entre departamentos, têm limitado as oportunidades de interação presencial.</p>



<p>Acordos de trabalho híbrido, que provavelmente variam entre os departamentos, podem estar contribuindo para esse problema, já que horários conflitantes reduzem as oportunidades de interação presencial — essencial para uma colaboração interdepartamental eficaz, aponta o relatório.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pequenos avanços e grandes lacunas </h2>



<p>Entre os profissionais administrativos, a percepção de equilíbrio entre vida pessoal e trabalho melhorou ligeiramente desde 2021 — um aumento de três pontos percentuais, atribuído à <strong>maior flexibilidade para o trabalho remoto parcial</strong>.&nbsp;</p>



<p>Já entre os acadêmicos, <strong>não houve progresso</strong>, o que reforça a necessidade de <strong>políticas institucionais</strong> mais direcionadas às suas demandas específicas.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Apesar das dificuldades, 87% dos docentes consideram seu trabalho interessante e desafiador.</p></blockquote></figure>



<p>Além disso, 80% relatam forte senso de realização pessoal, índices mais altos do que os observados em outros setores.&nbsp;</p>



<p>Isso demonstra o envolvimento dos acadêmicos com suas atividades, mesmo diante de condições adversas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Recomendações práticas: caminhos para transformar o ambiente acadêmico</h2>



<p>Com base nos resultados, o relatório propõe <strong>cinco recomendações-chave</strong> para as instituições de ensino superior. Apesar de focadas no contexto britânico, elas oferecem <strong>aprendizados úteis</strong> para universidades de outros países, incluindo o Brasil:</p>



<p>1. <strong>Aprimorar a colaboração interdepartamental: </strong>incentivar projetos interdisciplinares, canais de comunicação entre equipes e calendários compartilhados de eventos para fortalecer o trabalho conjunto.</p>



<p>2. <strong>Oferecer apoio efetivo à gestão da carga de trabalho:</strong> implementar treinamentos em gestão do tempo, reuniões regulares para redistribuição de tarefas e melhorias nos sistemas administrativos.]</p>



<p>3. <strong>Fortalecer iniciativas de bem-estar e equilíbrio: </strong>criar programas de saúde mental, escuta ativa e campanhas de conscientização sobre o uso de licenças, férias e flexibilidade.]</p>



<p>4. <strong>Melhorar os sistemas de reconhecimento e recompensa: </strong>estabelecer práticas claras de valorização, com reconhecimento formal, recompensas financeiras e incentivo à carreira docente.</p>



<p><strong>5. Adotar uma abordagem de escuta contínua: </strong>realizar pesquisas frequentes de clima organizacional, grupos focais e planos de ação baseados nas demandas dos funcionários.</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/pressao-e-falta-de-apoio-pesquisa-revela-desafios-enfrentados-por-docentes-no-reino-unido/">Pressão e falta de apoio: pesquisa revela desafios enfrentados por docentes no Reino Unido</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Esforço colaborativo para desvendar a síndrome de Down</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/entrevistas/sindrome-de-down-joaquin-espinosa-nih/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Dec 2024 21:02:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[#colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[#NIH]]></category>
		<category><![CDATA[#pesquisa clínica]]></category>
		<category><![CDATA[#pesquisa translacional]]></category>
		<category><![CDATA[#síndrome de down]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=5145</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com foco na medicina personalizada, biólogo argentino Joaquin Espinosa detalha como avanços na pesquisa podem antecipar riscos e melhorar a vida de pessoas com Down</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/entrevistas/sindrome-de-down-joaquin-espinosa-nih/">Esforço colaborativo para desvendar a síndrome de Down</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em encontro com pesquisadores brasileiros no Centro de Ensino e Pesquisa Albert Einstein – Campus Cecília e Abram Szajman –, em São Paulo, o biólogo argentino <strong>Joaquin Espinosa</strong> destacou as novas <strong>descobertas e oportunidades terapêuticas</strong> relacionadas à <strong>síndrome de Down</strong>.</p>



<p>Espinosa é diretor-executivo do&nbsp;<a href="https://medschool.cuanschutz.edu/linda-crnic-institute">Linda Crnic Institute for Down Syndrome</a>,&nbsp;um dos principais centros de pesquisa em Down do mundo, sediado na&nbsp;Universidade do Colorado, nos Estados Unidos. Fundado em 2008, o instituto é responsável por <strong>plataformas translacionais de pesquisa</strong>, abrangendo desde a pesquisa básica até a ciência aplicada, incluindo ensaios clínicos e assistência médica.</p>



<p>Durante a visita, foi oficializada a participação do Brasil, por meio do Einstein, no braço latino-americano do projeto global <strong><a href="https://www.trisome.org/">Human Trisome Project</a></strong>, liderado por Espinosa e vinculado ao programa INCLUDE, com apoio dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos. O estudo é aberto, com dados disponíveis no site <em>TrisomExplorer</em>.</p>



<p>O objetivo do Human Trisome Project é melhorar a qualidade de vida de pessoas com Down, condição causada por uma cópia extra do cromossomo 21 (<strong>trissomia 21</strong>), abordando fenótipos comuns e condições associadas.</p>



<p>Apesar de alterações cromossômicas geralmente serem incompatíveis com a vida, a trissomia 21 permite que a maioria das pessoas tenha uma <strong>vida plena e autônoma</strong>, desde que receba estímulos e suporte clínico desde cedo.</p>



<p>O sequenciamento do cromossomo 21 em 2000 identificou 225 genes e revelou um <strong>perfil clínico único</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Menor risco de câncer, aterosclerose e alergias;</li>



<li>Mas maior prevalência de doenças autoimunes, Alzheimer, infecções pulmonares, problemas cardíacos, de visão e audição, além de transtornos do espectro do autismo.</li>
</ul>



<p>De acordo com Espinosa, a cópia extra do cromossomo 21 modula a aparência e a gravidade das principais condições médicas.</p>



<p>“O entendimento desta condição resultará em uma <strong>abordagem médica personalizada</strong>, que incluirá terapias para as pessoas que são afetadas por qualquer uma das muitas condições médicas moduladas pela trissomia 21”, explica o pesquisador.</p>



<p>Entre os estudos em andamento, investiga-se o uso do medicamento <strong>tofacitinibe</strong> em doenças imunológicas de pele.</p>



<p>“A trissomia 21 causa sinalização hipersensível de <strong>interferon</strong> [um tipo de sinalizador químico que inibe a multiplicação de vírus e ativa células de defesa no organismo], o que leva à desregulação imunológica”, esclarece Espinosa.</p>



<p>A partir disso, o grupo liderado por ele testou um <strong>inibidor da Janus quinase</strong> (JAK) – uma proteína intracelular fundamental nos processos inflamatórios – para mitigar a resposta de interferon, agindo nas condições de pele causadas por desregulação imunológica e em outras condições comuns na síndrome de Down, como hipotireoidismo e comprometimento cognitivo.</p>



<p>Em entrevista ao <strong>Science Arena</strong>, Joaquin Espinosa falou sobre a amplitude do Human Trisome Project, a inclusão de países da América Latina e os avanços na medicina personalizada para a Síndrome de Down.</p>



<p class="has-black-color has-vivid-cyan-blue-background-color has-text-color has-background has-link-color has-medium-font-size wp-elements-5d6e52c795e6bd4c2236bab163415703"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Condições Autoimunes em Pessoas com Síndrome de Down</mark></strong></p>



<p><em><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Clique nos tópicos para saber mais:</mark></strong></em></p>



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    <dl class="acordeon-itens" aria-label="Clique no item para exibir sua definição">

        
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                <h3>Prevalência Geral de Condições Autoimunes</h3>
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                <p>60% dos adultos com Síndrome de Down têm pelo menos uma condição autoimune.</p>
            </dd>
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                <h3>Doenças Autoimunes da Tireoide</h3>
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            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>50% apresentam doenças autoimunes da tireoide (AITD), como hipotireoidismo ou hipertireoidismo.</p>
            </dd>
        </div>

        
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                <h3>Condições Autoimunes da Pele</h3>
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            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>35% das pessoas têm condições autoimunes da pele.</p>
            </dd>
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        <div class="ac-item">
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                <h3>Doença Celíaca</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>10% são diagnosticados com doença celíaca.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
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                <h3>Outras Condições Autoimunes</h3>
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            <dd class="ac-conteudo desc">
                <ol>
<li>Alopecia areata: 7,7%</li>
<li>Dermatite atópica: 27,9%</li>
<li>Psoríase: 6,1%</li>
<li>Vitiligo: 1,9%</li>
<li>Foliculite: 20,6%</li>
</ol>
            </dd>
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<p class="has-small-font-size"><em>Fonte: Human Trisome Project</em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Science Arena – No campo das análises multiômicas, para quais perguntas o seu grupo está buscando respostas? </strong><strong></strong></h2>



<p><strong>Joaquin Espinosa –</strong> As análises multiômicas são muito importantes, pois permitem decifrar fenômenos. No nosso caso, queremos entender quais são as mudanças biológicas produzidas pelo cromossomo extra. Usamos o transcriptoma, proteoma, metaboloma, entre outras ferramentas ômicas, para analisar pessoas de diferentes sexos e idades. Com a multiômica, o processo de descoberta se acelera. Colecionamos os dados sem uma hipótese pré-definida, simplesmente buscando diferenças.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Em que consiste o INCLUDE e quais são as principais contribuições na busca por marcadores associados ao cromossomo 21 e no entendimento da síndrome de Down a partir de análises com grandes coortes e pesquisa clínica?</strong></h2>



<p>O INCLUDE é um projeto financiado pelos National Institutes of Health [NIH], dos Estados Unidos, que investiga como ocorrem as condições que mais acometem, ao longo da vida, as pessoas com síndrome de Down.</p>



<p>No contexto do projeto INCLUDE, atuamos com o Human Trisome Project, que reúne cerca de 50 linhas de pesquisa voltadas para pesquisa clínica feita com grandes coortes de pacientes, para a identificação de marcadores que expliquem o comportamento biológico da síndrome de Down.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A síndrome de Down não é uma doença, e, portanto, não se fala em cura. Mas, ao pensar em melhorar a qualidade de vida das pessoas, quais são as descobertas e oportunidades terapêuticas mais recentes?</strong><strong></strong></h2>



<p>A expectativa de vida dos pacientes tem aumentado, graças aos cuidados médicos e à sua inserção na sociedade. Hoje, por exemplo, as cardiopatias congênitas podem ser corrigidas por cirurgia.</p>



<p>As pessoas com síndrome de Down crescem mais devagar e não alcançam o seu tamanho ideal por falta de hormônio do crescimento, que é produzido em menor quantidade, e a reposição surgiu como uma opção terapêutica.</p>



<p>Sabemos também que há transtornos do sono, como a apneia, que pode gerar falta de oxigênio e impedir o desenvolvimento, por exemplo, da capacidade cognitiva. Estamos buscando tratamento para essa condição. &nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por que a inclusão de países da América Latina no Human Trisome Project é importante?</strong></h2>



<p>Na América Latina há uma variabilidade etnográfica, não somente de diferentes raças, como também de diferentes culturas, dietas e geografias climáticas. Pode haver muitos fatores capazes de modificar o efeito do cromossomo a mais da síndrome de Down nesta população.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Estamos muito entusiasmados em colaborar com os colegas do Brasil e de outros países para entender como é a síndrome de Down nestas nações e quais são os aspectos similares e os distintos aos que vemos nos Estados Unidos.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como se dará a parceria com o Brasil?</strong></h2>



<p>Teremos aqui uma equipe liderada pelas doutoras Ana Cláudia Brandão e Bruna Zampieri, ambas do Einstein, que irá contribuir com dados de 250 participantes com síndrome de Down.</p>



<p>Os dados vão compor um estudo que terá 1,5 mil participantes de toda a América Latina. Todas as amostras biológicas coletadas serão analisadas com um protocolo comum, o mesmo adotado nos Estados Unidos.</p>



<p>Há características peculiares. Por exemplo, no Brasil há certas doenças tropicais endêmicas que não se observam em outros países, como a dengue. Então, é muito importante a população brasileira estar incluída no projeto.</p>



<p>Poderemos fazer descobertas específicas para a população brasileira a partir dos dados clínicos, cognitivos, de imagem, cardiometabólicos e mutiômicos que compõe o projeto, cujo protocolo é único para todos os parceiros.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que há mais de expectativa em relação ao projeto?</strong></h2>



<p>A expectativa é que, na prática, as pessoas com síndrome de Down não tenham que ir tanto ao médico. Que elas tenham autonomia, mais saúde. Queremos oferecer diagnósticos baseados em biomarcadores que indiquem, por exemplo, se uma pessoa está em alto risco de doenças como tireoide, obesidade ou condições metabólicas.&nbsp;</p>



<p>Queremos fazer uma intervenção personalizada, entendendo quais fatores determinam o perfil específico de cada indivíduo e como a trissomia 21 se manifesta em cada caso.</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/entrevistas/sindrome-de-down-joaquin-espinosa-nih/">Esforço colaborativo para desvendar a síndrome de Down</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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