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	<title>Conteúdos sobre #imunoterapia | Artigos, Pesquisas e Estudos | Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
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	<title>Conteúdos sobre #imunoterapia | Artigos, Pesquisas e Estudos | Science Arena</title>
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		<title>Brasil pode ganhar destaque global em terapias celulares e gênicas, diz Martin Bonamino</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/entrevistas/brasil-pode-ganhar-destaque-global-em-terapias-celulares-e-genicas-diz-martin-bonamino/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 19:32:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[#CAR-T]]></category>
		<category><![CDATA[#imunoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[#terapiacelular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisador do INCA analisa os desafios das células CAR-T, os caminhos para ampliar o acesso pelo SUS e o potencial da edição genética para transformar a medicina</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Brasil tem condições de articular ações nacionais, com o respaldo do Ministério da Saúde, que poucos países conseguem mobilizar no campo das terapias celulares e gênicas, incluindo a produção de insumos críticos. Esse arranjo pode aumentar a competitividade do país e colocá-lo em posição de destaque no desenvolvimento de terapias avançadas.</p>



<p>A avaliação é do biólogo <strong>Martin Bonamino</strong>, chefe do Programa de Imunoterapia Celular e Gênica do Instituto Nacional de Câncer (INCA), presidente da Associação Brasileira de Terapia Celular e Gênica e chair do Outreach Committee da American Society of Gene &amp; Cell Therapy.</p>



<p>Entre os avanços mais importantes dessa área estão as terapias com células CAR-T, que utilizam células de defesa modificadas em laboratório para reconhecer e atacar o câncer.&nbsp;</p>



<p>A estratégia já alcançou resultados expressivos no tratamento de alguns cânceres hematológicos, como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo.&nbsp;</p>



<p>Sua expansão, no entanto, ainda esbarra em desafios como a duração da resposta ao tratamento, a aplicação em tumores sólidos e os altos custos de produção, um obstáculo especialmente relevante para sua incorporação aos sistemas públicos de saúde.</p>



<p>Em entrevista ao <strong>Science Arena</strong>, Bonamino analisa os caminhos para ampliar e prolongar a eficácia das terapias CAR-T, as perspectivas de sua aplicação em tumores sólidos e o potencial do Brasil para desenvolver e produzir terapias avançadas.&nbsp;</p>



<p>O pesquisador também discute as estratégias para ampliar o acesso a esses tratamentos e explica por que considera a edição genética uma das tecnologias com maior potencial para transformar a medicina nos próximos anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Science Arena – As terapias CAR-T transformaram o tratamento de alguns cânceres hematológicos. Quais são os principais desafios para ampliar e prolongar esses resultados e reproduzi-los nos tumores sólidos?</strong></h2>



<p><strong>Martin Bonamino – </strong>Nos cânceres hematológicos, um dos principais desafios é que as células CAR-T nem sempre permanecem tempo suficiente no organismo para eliminar todas as células tumorais. Isso está relacionado à qualidade das células T coletadas do próprio paciente para fabricar o tratamento.&nbsp;</p>



<p>Como esses pacientes geralmente já passaram por várias terapias, suas células podem estar menos funcionais. Para contornar o problema, as células podem ser coletadas mais precocemente ou obtidas de doadores saudáveis.</p>



<p>Outro mecanismo de resistência ocorre quando as células tumorais deixam de expressar o alvo reconhecido pelas CAR-T, tornando-se invisíveis ao sistema imune. Uma estratégia para superar essa limitação é desenvolver células CAR-T capazes de reconhecer mais de um alvo tumoral.</p>



<p>Nos tumores sólidos, além desses desafios, o próprio microambiente do tumor costuma bloquear a ação dos linfócitos antitumorais. Modificações adicionais nas células CAR-T podem torná-las mais resistentes a esses mecanismos de defesa.&nbsp;</p>



<p>Os primeiros resultados são promissores, mas as taxas de sucesso ainda permanecem inferiores às observadas nos cânceres do sangue.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Brasil consegue ser um dos protagonistas no desenvolvimento de terapias celulares e gênicas ou ainda depende excessivamente de tecnologias produzidas no exterior?</strong></h2>



<p>O Brasil tem capacidade para desenvolver e produzir no campo das terapias avançadas (que englobam as terapias celulares e gênicas). Dependemos menos de tecnologias no exterior e mais dos insumos que são produzidos fora.&nbsp;</p>



<p>Não há equivalentes na produção nacional e eles apresentam altos custos e muita demora para chegar ao país quando adquiridos. Isso reduz a competitividade do Brasil para o desenvolvimento de novas terapias.&nbsp;</p>



<p>No entanto, o país tem uma capacidade de orquestrar ações nacionais com o respaldo do Ministério da Saúde que outros países não possuem, incluindo a produção de insumos críticos para estas terapias avançadas. Esse arranjo pode tornar o Brasil mais competitivo e colocá-lo em posição de destaque global.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual é o maior obstáculo para democratizar o acesso às terapias CAR-T e fazê-las chegar a um número maior de pacientes?</strong></h2>



<p>Neste momento, temos alguns desafios grandes. O primeiro deles é o valor que está sendo cobrado para o preparo desta terapia por cada paciente. A alternativa adotada pelo país vem sendo produzir a terapia localmente, em centros especializados.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“Este modelo tem o potencial de oferecer, através do SUS, a terapia a um custo que possa ser incorporado, desatando um dos principais nós que temos.”</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que se tem hoje de resultados sobre custo-efetividade em torno das terapias celulares?</strong></h2>



<p>Ainda com estes valores elevados de comercialização, estas terapias possuem um perfil bastante favorável de segurança e toxicidade e um resultado de desfecho muito positivo. Intervenções como as terapias com células CAR-T apresentam custos elevados, mas também menos complicações (e potencialmente menor custo) quando comparados a alternativas terapêuticas mais agressivas, como é o caso do transplante de medula óssea a partir de doadores.&nbsp;</p>



<p>O barateamento do processo de produção das células CAR-T e a eventual maior potência antitumoral das células CAR-T geradas mais recentemente tendem a aumentar ainda mais este perfil de custo-efetividade, através da redução de custos e melhoria dos desfechos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os modelos celulares e tecnologias de modificação genética podem ajudar a entender melhor outras doenças, além do câncer?</strong></h2>



<p>Sem dúvida. As tecnologias de edição genética são hoje uma das principais ferramentas para estudar doenças. Elas permitem criar modelos biológicos que reproduzem essas condições em laboratório e avaliar se terapias gênicas em desenvolvimento podem beneficiar pacientes com doenças de origem genética.&nbsp;</p>



<p>Essa forma rápida e direta de compreender a doença e testar possíveis soluções está revolucionando a medicina.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Entre edição gênica, células universais e inteligência artificial, qual tecnologia tem maior potencial para transformar a pesquisa biomédica e a prática clínica nos próximos anos?</strong></h2>



<p>Acredito que a edição genética será o principal fator nessa equação. Ela está na base da criação de células universais e pode ter seu desenvolvimento acelerado por ferramentas de inteligência artificial.</p>
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		<item>
		<title>CAR-T in vivo: como a terapia produz células contra o câncer dentro do próprio corpo</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/car-t-in-vivo-como-a-terapia-produz-celulas-contra-o-cancer-dentro-do-proprio-corpo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 20:20:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#câncer]]></category>
		<category><![CDATA[#CAR-T]]></category>
		<category><![CDATA[#imunoterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Abordagem experimental usa vetores virais e nanopartículas para reprogramar células imunes diretamente no organismo, sem fabricar as células em laboratório</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/car-t-in-vivo-como-a-terapia-produz-celulas-contra-o-cancer-dentro-do-proprio-corpo/">CAR-T in vivo: como a terapia produz células contra o câncer dentro do próprio corpo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A terapia com células <strong>CAR-T</strong> (linfócitos T modificados para expressar um receptor quimérico de antígeno) tem ampliado a sobrevida e o tempo livre de progressão da doença em pacientes com <strong>tumores hematológicos</strong>.&nbsp;</p>



<p>Atualmente, todos os produtos CAR-T aprovados são <strong>fabricados fora do corpo do paciente</strong>, em um processo conhecido como <strong><em>ex vivo</em></strong>: células T são coletadas do sangue do próprio indivíduo, ativadas e modificadas geneticamente em laboratório para expressar o CAR, expandidas e depois reinfundidas no organismo.&nbsp;</p>



<p>Apesar dos resultados clínicos relevantes, <strong>esse processo enfrenta limitações conhecidas</strong>: tempo de fabricação longo, vida útil curta do produto, necessidade de quimioterapia prévia para reduzir as células imunes do paciente (a chamada linfodepleção) e custo elevado.</p>



<p>Uma <strong>alternativa em desenvolvimento</strong> <strong>é produzir as células CAR-T diretamente dentro do corpo do paciente</strong>, abordagem chamada de <strong><em>in vivo</em></strong>.&nbsp;</p>



<p>Diferentes estratégias para gerar células CAR-T e outras células imunes diretamente no organismo vêm sendo testadas, e resultados pré-clínicos indicam que essa abordagem pode abrir um <strong>novo caminho na imunoterapia contra o câncer</strong>.&nbsp;</p>



<p>A avaliação consta de uma <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12885491/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">revisão de literatura publicada na revista <em>Cancer Research</em></a>, assinada por pesquisadores do City of Hope National Medical Center e da Universidade da Califórnia em Irvine (UC Irvine), nos Estados Unidos, que analisaram as <strong>estratégias atuais de engenharia in vivo de células imunes CAR</strong>. </p>



<p>O foco estava nos tipos de vetores utilizados e nos métodos empregados para direcionar a modificação genética a tipos celulares específicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tecnologia em estágio inicial</strong></h2>



<p>Segundo os autores da revisão, a tecnologia ainda está em estágio inicial. Os primeiros ensaios clínicos em humanos com essa estratégia, para casos de mieloma múltiplo recidivado ou refratário e de lúpus eritematoso sistêmico grave e resistente a tratamentos convencionais, são recentes.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Desafios relacionados à entrega precisa, segura e eficiente dos genes do CAR ainda precisam ser superados. </p></blockquote></figure>



<p>Um dos principais obstáculos é a <strong>ausência da linfodepleção</strong>: sem essa etapa preparatória, usada nas terapias CAR-T convencionais para favorecer a expansão das células CAR-T e reduzir a carga tumoral, as células geradas diretamente no corpo podem ter mais dificuldade para se expandir e permanecer ativas por tempo suficiente.</p>



<p>Ainda assim, <strong>estudos em primatas não humanos</strong> mostraram resultados encorajadores.&nbsp;</p>



<p>Em um deles, uma única infusão de um vetor lentiviral direcionado à proteína CD3, presente na superfície dos linfócitos T, foi capaz de estimular a expansão de células CAR-T no organismo e manter a redução de células B por até dez semanas, sem necessidade de linfodepleção prévia.</p>



<p>Outro aspecto da tecnologia considerado promissor é a possibilidade de reprogramar tipos de células imunes hoje de difícil manipulação pelas técnicas de laboratório convencionais, como neutrófilos de vida curta, linfócitos inatos e subtipos especializados de células dendríticas.&nbsp;</p>



<p>Essas células desempenham funções importantes na regulação do sistema imunológico e na progressão de doenças, mas permaneciam fora do alcance das plataformas CAR tradicionais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Segurança ainda em avaliação</strong></h2>



<p>Um ponto de atenção dessas terapias é a toxicidade, que variou entre os ensaios clínicos analisados pelos autores. No estudo com o candidato <strong>ESO-T01</strong>, voltado ao mieloma múltiplo, todos os quatro pacientes apresentaram reações agudas após a infusão.</p>



<p>Além disso, três pacientes precisaram de suporte com medicamentos vasopressores para estabilizar a pressão arterial, e três desenvolveram síndrome de liberação de citocinas (SRC) de grau 3, quadro inflamatório potencialmente grave associado às terapias CAR-T. Todos os casos, no entanto, foram controlados com glicocorticoides.</p>



<p>Já no ensaio com a terapia experimental <strong>HN2301</strong>, voltada ao lúpus eritematoso sistêmico refratário, não foram registrados casos graves de SRC nem de síndrome de neurotoxicidade associada a células efetoras imunes (ICANS) entre os cinco pacientes tratados.&nbsp;</p>



<p>Houve aumento de marcadores inflamatórios, como proteína C-reativa e interleucina-6, em parte dos pacientes, e três deles receberam uma dose do medicamento tocilizumabe para controlar sintomas leves de SRC.</p>



<p>Segundo os autores, os resultados sugerem que, embora efeitos tóxicos relacionados à infusão possam ocorrer nas terapias CAR-T in vivo, eles tendem a ser administráveis com as intervenções médicas atualmente disponíveis e não parecem representar, até o momento, uma limitação central ao avanço da tecnologia.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>O avanço das terapias CAR-T produzidas diretamente no organismo dependerá do desenvolvimento de métodos mais precisos de entrega genética, de estratégias que aumentem a segurança do tratamento e de abordagens capazes de prolongar a funcionalidade das células T modificadas, escrevem os autores da revisão.</p></blockquote></figure>



<p>Para os pesquisadores, à medida que as terapias CAR-T in vivo avancem para novos ensaios clínicos, será fundamental estabelecer marcos regulatórios e diretrizes éticas robustas, que garantam a incorporação segura e eficaz dessas inovações à prática clínica e, no horizonte, ampliem o acesso a um número maior de pacientes.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como funciona a produção de células CAR-T</strong></h2>



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                <h3>1. Ex vivo (modelo atual aprovado)</h3>
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            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Células T são coletadas do sangue do paciente, ativadas e modificadas geneticamente em laboratório para expressar o receptor CAR, depois expandidas e reinfundidas — processo que pode levar semanas e exige quimioterapia prévia (linfodepleção).</p>
            </dd>
        </div>

        
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                <h3>2. In vivo, com vetores virais</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Vírus modificados (como vetores lentivirais) são injetados diretamente no paciente e entregam o gene do CAR às células T já circulantes no corpo, sem necessidade de coleta de sangue ou expansão laboratorial.</p>
            </dd>
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                <h3>3. In vivo, com nanopartículas</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Nanopartículas lipídicas carregam moléculas de RNA mensageiro com as instruções do CAR e as entregam às células T no próprio organismo, gerando uma expressão temporária do receptor — útil sobretudo para doenças autoimunes, em que o efeito não precisa ser permanente.</p>
            </dd>
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                <h3>4. Linfodepleção dispensada</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Ao reaproveitar as células T já existentes no paciente, a abordagem in vivo elimina, ao menos nos estudos atuais, a etapa de quimioterapia preparatória usada na terapia convencional.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
            <dt class="ac-titulo" role="button">
                <h3>5. Acompanhamento de segurança</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Como a tecnologia é recente, os participantes dos ensaios clínicos em curso são monitorados de perto para reações à infusão e sinais de inflamação excessiva.</p>
            </dd>
        </div>

        
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		<title>Bolsa de pós-doc em imuno-oncologia</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/imuno-oncologia-bolsa-pos-doutorado-fapesp-einstein/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Dec 2024 12:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[#câncer]]></category>
		<category><![CDATA[#FAPESP]]></category>
		<category><![CDATA[#imuno-oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[#imunoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[#pós-doutorado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=5206</guid>

					<description><![CDATA[<p>Brasileiros e estrangeiros podem se candidatar a uma vaga no Centro de Pesquisa em Imuno-oncologia, em São Paulo; inscrições até 31/12</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/imuno-oncologia-bolsa-pos-doutorado-fapesp-einstein/">Bolsa de pós-doc em imuno-oncologia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O <strong><a href="https://crio.einstein.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Centro de Pesquisa em Imuno-oncologia</a></strong> (CRIO), sediado no <strong>Hospital Israelita Albert Einstein</strong>, em São Paulo, abriu <strong>processo seletivo</strong> para um estágio de <strong>pós-doutorado</strong>. As inscrições são até <strong>31/12/2024</strong>, terça-feira.</p>



<p>Os <strong>interessados devem enviar e-mail</strong> para <strong><a href="mailto:crio.einstein@gmail.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">crio.einstein@gmail.com</a></strong> com os seguintes documentos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Curriculum Vitae;</li>



<li>Carta de interesse;</li>



<li>Dois nomes a serem consultados para recomendação.</li>
</ul>



<p>A vaga está aberta a <strong>brasileiros e estrangeiros</strong>. A pessoa selecionada receberá Bolsa de Pós-Doutorado da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) no valor de R$ 12.000,00 mensais, além de reserva técnica equivalente a 10% do valor anual da bolsa – para atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.</p>



<p>Os requisitos mínimos exigidos são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Proatividade;</li>



<li>Capacidade de trabalhar de forma independente e em equipe;</li>



<li>Experiência prévia em técnicas de biologia molecular;</li>



<li>Experiência prévia em análises de dados utilizando ferramentas de bioinformática;</li>



<li>Experiência comprovada em scRNASeq (protocolos experimentais e análise de dados) será determinante.</li>
</ul>



<p>O bolsista utilizará diversas abordagens experimentais para elucidar o perfil imunológico sistêmico e local e o perfil genético de tumores de pacientes com câncer de pulmão. A finalidade é identificar moléculas, células imunes e redes responsáveis pela indução de uma resposta antitumoral eficaz <em>vs</em>. uma resposta deficiente após intervenção terapêutica em coortes prospectivas e retrospectivas.</p>



<p><a href="https://fapesp.br/oportunidades/estrategias_multiomicas_para_descoberta_de_novos_alvos_imunomoduladores_em_coortes_prospectivas_e_retrospectivas_de_pacientes_com_tumores_ginecologicos/7702/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CLIQUE AQUI para saber mais sobre a vaga</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Sobre o CRIO</mark></strong></h2>



<p>O Center for Research in Immuno-oncology (CRIO) foi estabelecido em 2022 a partir e uma cooperação científica entre o Hospital Israelita Albert Einstein, o A.C. Camargo Cancer Center, a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, o Hospital Vila Santa Catarina e a farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK).</p>



<p>Dirigido pelo imunologista norte-americano <a href="https://www.sciencearena.org/en/essays/immunotherapy-using-checkpoint-inhibitors-brings-new-hope-to-many-cancer-patients-but-there-is-a-need-for-improvement/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Kenneth J. Gollob</a>, o CRIO tem como principal objetivo gerar conhecimento que auxilie a superar limitações da chamada imunoterapia.</p>



<p>Imunoterapias ou terapias que visam combater o avanço do câncer pela recuperação ou potencialização do próprio sistema imunológico do paciente provaram funcionar em vários tipos de câncer.</p>



<p>Entretanto, dependendo do tumor, entre 12% e 60% da população não responde ou tem uma baixa resposta ao tratamento. Outra questão são os efeitos colaterais.</p>



<p>Assim, o principal foco científico do CRIO é descobrir e validar alvos imunoreguladores com potencial para induzir fortes respostas anticancerígenas.</p>



<p>Para mais informações, acesse <a href="https://crio.einstein.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://crio.einstein.br/</a></p>



<p><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/109200/centro-para-pesquisa-em-imuno-oncologia-crio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Processo FAPESP: 21/00408-6</a>.</p>
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		<title>Reações à imunoterapia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jul 2023 23:35:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[#câncer de pulmão]]></category>
		<category><![CDATA[#células não-pequenas]]></category>
		<category><![CDATA[#checkpoint imunológico]]></category>
		<category><![CDATA[#imunoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[#oncologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lidia Arantes, do Hospital de Amor, busca compreender diferentes respostas ao tratamento de câncer de pulmão </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Lidia Maria Rebolho Batista Arantes é pesquisadora do Hospital de Amor, antigo Hospital de Câncer de Barretos, no interior de São Paulo, onde coordena projeto apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) sobre inibidores de checkpoint imunológico e imunofenotipagem. Seu objetivo é detectar marcadores capazes de identificar os pacientes com câncer de pulmão de células não-pequenas (NSCLC, na sigla em inglês) que reagem e os que não reagem à imunoterapia.</p>



<p>O câncer de pulmão é responsável por 1,6 milhão de mortes por ano – a maior taxa de mortalidade entre todos os tipos de câncer. Dos pacientes com câncer de pulmão, 85% têm NSCLC.</p>



<p>Arantes é formada em biotecnologia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e doutora em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), com pós-doutorados no Centro de Pesquisa em Oncologia Molecular do HCB e na Universidade de Pittsburgh, nos Estados. Nessa entrevista, ela fala sobre sua pesquisa e explica o que são checkpoints imunológicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual é a finalidade de sua pesquisa e o que ela busca resolver?</strong></h2>



<p><strong>Lidia Arantes –</strong> O objetivo da pesquisa que coordeno é identificar marcadores capazes de distinguir pacientes com câncer de pulmão de células não-pequenas respondedores daqueles pacientes não-respondedores à imunoterapia com inibidores de checkpoint imunológico. Em outras palavras, queremos diferenciar os pacientes que respondem ou não respondem à imunoterapia.</p>



<p>A imunoterapia é especialmente indicada para pacientes com doença avançada e metastática. Apesar da alta taxa de resposta à imunoterapia, alguns não respondem – ou adquirem resistência. Assim, nosso projeto visa à caracterização da composição do sistema imune que impulsiona ou impede respostas efetivas a essa terapia.</p>



<p>Nosso objetivo, portanto, é aumentar a taxa de resposta e a qualidade de vida dos pacientes, e o que viabiliza isso é entender como o sistema de defesa do corpo ajuda ou atrapalha a resposta à terapia.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1200" height="1200" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2023/08/Lidia-Novo-2-1-1200x1200.jpeg" alt="" class="wp-image-2720" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2023/08/Lidia-Novo-2-1-1200x1200.jpeg 1200w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2023/08/Lidia-Novo-2-1-800x800.jpeg 800w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2023/08/Lidia-Novo-2-1-400x400.jpeg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2023/08/Lidia-Novo-2-1-768x768.jpeg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2023/08/Lidia-Novo-2-1-1536x1536.jpeg 1536w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2023/08/Lidia-Novo-2-1-2048x2048.jpeg 2048w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2023/08/Lidia-Novo-2-1-150x150.jpeg 150w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption>Lidia Arantes, do Hospital de Amor, em Barretos (SP): projeto visa à caracterização da composição do sistema imune que impulsiona ou impede respostas efetivas à imunoterapia | Foto: Arquivo Pessoal.</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que são checkpoints imunológicos?</strong></h2>



<p>Os checkpoints imunológicos funcionam como mecanismos de defesa e de modulação da resposta imune, pois são capazes de evitar respostas inflamatórias excessivas ou até mesmo a autoimunidade, após as células de defesa terem encontrado antígenos estranhos e iniciado as cascatas de proliferação das células imunes. Esses “pontos de verificação”, que são expressos em diferentes células do nosso corpo, modulam a homeostase de sinais co-estimulatórios e co-inibitórios, importantes para manter a tolerância imunológica. Ajudam a regular a resposta imunológica, funcionando como pontos de verificação que evitam respostas inflamatórias excessivas, ou “calibram” sinais estimulatórios e inibitórios que mantêm a resposta imune equilibrada.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Q</strong><strong>uais são as especificidades do carcinoma de pulmão de células não pequenas? </strong><strong></strong></h2>



<p>O câncer de pulmão de células não pequenas corresponde a 85% dos casos de câncer de pulmão, e pode ser subdividido em três principais tipos: adenocarcinoma, carcinoma de células escamosas e carcinoma de células grandes.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><em>O adenocarcinoma é o subtipo mais prevalente, compreendendo cerca de 40% dos casos, e acomete a periferia do pulmão, originando-se nas células epiteliais das pequenas vias aéreas.</em></p></blockquote></figure>



<p>O crescimento tumoral é mais lento, o que possibilita o diagnóstico em estágios iniciais. Além disso, as altas taxas de incidência do adenocarcinoma podem estar relacionadas à amplitude do acometimento desse tumor, uma vez que afeta homens e mulheres, fumantes ou não fumantes, independentemente da idade. </p>



<p>O segundo mais incidente é o carcinoma de células escamosas, representando de 25% a 30% de todos os casos. Este é fortemente relacionado ao tabagismo e apresenta origem nas células basais do epitélio das vias aéreas. O terceiro mais incidente é o carcinoma de células grandes, que representa cerca de 5% a 10% dos casos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Q</strong><strong>uais os resultados preliminares já obtidos?</strong></h2>



<p>No momento ainda estamos fazendo a inclusão prospectiva dos pacientes no estudo, com a coleta de amostras biológicas. Esta coorte [amostra de pacientes incluídos no estudo] é composta por 52,6% de pacientes do sexo masculino, com idade variando de 51 a 66 anos. Apenas 15,8% dos pacientes declararam nunca terem fumado, seguidos por 47,4% de pacientes que são ex-fumantes e 21% que são fumantes ativos. O tipo histológico mais prevalente foi o adenocarcinoma com 68,4% dos casos, seguido de 26,3% de carcinoma de células escamosas. Nesta casuística, predominou-se o estadiamento [etapa da doença] avançado, sendo 52,6% estádio III e 47,4% estádio IV. O tecido fixado em formalina e embebido em parafina mostrou positividade para PD-L1 em ​​57,9% dos casos e mutação KRAS em 31,6%.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que significa “positividade para PD-L1”?</strong><strong></strong></h2>



<p>Significa a presença dessa proteína na superfície das células tumorais, que faz com que o corpo não reconheça tais células como alteradas. Alteração no gene KRAS leva à ativação contínua da proteína, fazendo com que as células cresçam e se dividam de forma descontrolada. Além disso, o medicamento pembrolizumabe (52,6%) foi o tratamento mais frequente, seguido de durvalumabe (31,6%) e nivolumabe (10,5%). </p>



<p>Novas análises estão em andamento e os resultados obtidos poderão ser aplicados na prática clínica, permitindo um melhor desenho prognóstico, além do desenvolvimento de novos regimes terapêuticos, contribuindo para melhores taxas de sobrevida e qualidade de vida. Embora a imunoterapia represente um grande avanço no tratamento do NSCLC, ainda apresenta desafios que precisam ser superados para beneficiar um maior número de pacientes.</p>
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