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	<title>#pesquisa clínica | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
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	<title>#pesquisa clínica | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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		<title>Tratamentos contra o câncer avançam, mas falta diversidade nos ensaios clínicos</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/tratamentos-contra-o-cancer-avancam-mas-falta-diversidade-nos-ensaios-clinicos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#câncer]]></category>
		<category><![CDATA[#diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[#pesquisa clínica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Grande parte dos medicamentos foi testada em populações de países ricos; ampliar participação de outras regiões pode tornar as terapias mais eficazes para diferentes perfis de pacientes</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/tratamentos-contra-o-cancer-avancam-mas-falta-diversidade-nos-ensaios-clinicos/">Tratamentos contra o câncer avançam, mas falta diversidade nos ensaios clínicos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os <strong>tratamentos contra o câncer</strong> disponíveis hoje nunca estiveram tão avançados na história da medicina. No entanto, essa evolução carrega um <strong>desequilíbrio silencioso</strong>: grande parte desses medicamentos foi desenvolvida e testada majoritariamente em populações de <strong>países ricos,</strong> nações que concentram o principal investimento em <strong>pesquisa oncológica</strong>.</p>



<p>O problema está na <strong>falta de diversidade genética</strong> das amostras estudadas. Embora os medicamentos sejam usados globalmente, os dados que sustentam sua eficácia nem sempre refletem os diferentes perfis biológicos, ambientais e sociais dos pacientes que os recebem.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Concentração histórica e o que muda com a entrada de novos países</strong></h2>



<p>Historicamente, <strong>Estados Unidos e Europa</strong> concentraram a maior parte das pesquisas clínicas em oncologia, estabelecendo parâmetros terapêuticos baseados em <strong>grupos populacionais relativamente homogêneos</strong>.&nbsp;</p>



<p>Para especialistas, essa concentração pode abrir lacunas importantes na compreensão da doença em outras regiões, como América Latina, África e partes da Ásia.</p>



<p><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12536252/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Um estudo publicado em outubro de 2025</a> no periódico <em>Cancer</em>, da <strong>Sociedade Americana de Câncer</strong> (American Cancer Society), analisou duas décadas de ensaios clínicos oncológicos (de 2001 a 2020) em países de baixa e média renda.&nbsp;</p>



<p>Os autores identificaram um crescimento na participação dessas nações na produção científica internacional, ainda que essa expansão seja desigual e dependa, em graus variados, do crescimento econômico de cada país.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Sem representatividade nos estudos, corre-se o risco de oferecer terapias menos eficazes ou com toxicidades desconhecidas para o paciente brasileiro, por exemplo.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por que a diversidade nos ensaios clínicos importa</strong></h2>



<p>Fatores genéticos, hábitos alimentares, condições ambientais e até diferenças no acesso ao diagnóstico influenciam a forma como os tumores evoluem e respondem aos medicamentos.&nbsp;</p>



<p>Estudos conduzidos em países de baixa e média renda ajudam a entender como essas particularidades — em populações latinas, africanas ou asiáticas — afetam a resposta aos tratamentos.</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:14px"><strong>Fatores que explicam por que a diversidade nos ensaios importa</strong></h3>



<p><strong>1. Genética: </strong>perfis biológicos distintos podem alterar a forma como um tumor responde a um mesmo medicamento.</p>



<p><strong>2. Hábitos alimentares: </strong>padrões de dieta variam entre regiões e podem influenciar a progressão de determinados tipos de câncer.</p>



<p><strong>3. Condições ambientais: </strong>exposição a poluentes e outros fatores do entorno afeta o risco e a evolução da doença.</p>



<p><strong>4. Acesso ao diagnóstico: </strong>diferenças estruturais no acesso a exames e diagnóstico precoce mudam o estágio em que o tratamento começa.</p>



<p>Ampliar os estudos clínicos em países em desenvolvimento ajuda a descentralizar a ciência e a produzir dados mais compatíveis com a realidade epidemiológica local.&nbsp;</p>



<p>A presença de centros de pesquisa nessas regiões também tende a acelerar diagnósticos, facilitar o acesso de pacientes a terapias inovadoras e fortalecer a infraestrutura científica nacional.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Urgência reforçada por projeções da OMS</strong></h2>



<p>Segundo a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), <a href="https://www.who.int/news/item/01-02-2024-global-cancer-burden-growing--amidst-mounting-need-for-services" target="_blank" rel="noreferrer noopener">os casos globais da doença devem crescer 77% até 2050</a>, de cerca de 20 milhões para mais de 35 milhões de diagnósticos por ano, com <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11539015/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">impacto proporcionalmente maior</a> em países de baixo e médio Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).&nbsp;</p>



<p>Para pesquisadores, <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/como-aumentar-a-diversidade-de-participantes-em-pesquisas-clinicas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">esse cenário reforça a urgência de incluir populações historicamente sub-representadas na produção científica global</a>.</p>



<p>Mais do que uma questão de distribuição geográfica, a expansão dessas pesquisas é vista como um passo importante para construir tratamentos mais eficazes, inclusivos e compatíveis com a diversidade real dos pacientes ao redor do mundo.</p>
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		<title>Fibrose pulmonar: droga criada com IA mostra resultado inicial positivo</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/fibrose-pulmonar-droga-criada-com-ia-mostra-resultado-inicial-positivo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#farmacologia]]></category>
		<category><![CDATA[#fibrose pulmonar]]></category>
		<category><![CDATA[#pesquisa clínica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ensaio clínico indica ganho em medida de função pulmonar, mas segurança, eficácia e uso em outras populações ainda precisam ser confirmados</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/fibrose-pulmonar-droga-criada-com-ia-mostra-resultado-inicial-positivo/">Fibrose pulmonar: droga criada com IA mostra resultado inicial positivo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A <strong>fibrose pulmonar idiopática</strong> (FPI) não tem cura. O tecido pulmonar se torna progressivamente endurecido e cicatrizado, a função respiratória cai, e os únicos medicamentos disponíveis, nintedanib e pirfenidona, apenas retardam esse processo.&nbsp;</p>



<p>Para os pacientes diagnosticados, a sobrevida mediana é de dois a quatro anos. É nesse cenário que pesquisadores, usando <strong>inteligência artificial</strong> (IA), apresentaram um resultado clínico relevante no desenvolvimento de fármacos para a doença.</p>



<p>O <strong>rentosertib</strong>, desenvolvido com auxílio de IA pela empresa Insilico Medicine, apresentou os primeiros resultados clínicos em um ensaio controlado. <a href="https://www.nature.com/articles/s41591-025-03743-2" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Em estudo de fase 2 publicado na <em>Nature Medicine</em></a>, pesquisadores da empresa relataram que pacientes tratados com o fármaco apresentaram ganho na capacidade vital forçada, medida da função pulmonar, enquanto o grupo placebo registrou perda. </p>



<p>Entre os pacientes que não usavam outros antifibróticos concomitantemente, o ganho foi ainda maior.</p>



<p><strong>Science Arena </strong>ouviu especialistas brasileiros para saber o que acharam do feito.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Identificação do alvo e geração da molécula</strong></h2>



<p>A Insilico Medicine realizou o desenvolvimento em duas etapas. Primeiro, analisou grandes volumes de dados genômicos e de literatura científica por meio do <em>PandaOmics</em>, plataforma da empresa que integra dados de genômica, proteômica e literatura científica para identificar e priorizar alvos terapêuticos. Dessa análise emergiu a proteína TNIK como alvo relevante para a FPI.&nbsp;</p>



<p>Em seguida, a empresa gerou computacionalmente a molécula capaz de inibi-la, por meio de modelos generativos que produzem e avaliam milhares de compostos virtuais antes de qualquer experimento físico.</p>



<p>“Até pouco tempo, a IA era mais focada em encontrar moléculas para alvos já conhecidos”, explica Carolina Horta Andrade, professora associada da Universidade Federal de Goiás (UFG).&nbsp;</p>



<p>“A visão multimodal agora permite que a tecnologia também encontre ou valide a própria fechadura”, explica a pesquisadora, que não participou do estudo.</p>



<p>Um dos bancos de dados utilizados em pesquisas de descoberta de fármacos, o ZINC reúne mais de 200 milhões de moléculas candidatas.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“A IA identificou quais tinham mais chance de se tornar um fármaco viável antes de qualquer experimento físico”, explica Eduardo Habib, pesquisador do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG).</p></blockquote></figure>



<p>Para Andrade, o resultado é histórico: “pela primeira vez acertaram tanto o alvo biológico quanto a molécula até a porta clínica”. Em outros termos, foi como descobrir simultaneamente a chave e a fechadura em uma lista de milhões de combinações possíveis.&nbsp;</p>



<p>O que costuma levar de dois a três anos nas fases iniciais de pesquisa teria sido concluído em menos de dois meses.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que o ensaio de fase 2a mostrou</strong></h2>



<p>O ensaio foi desenhado para avaliar segurança. Nos desfechos secundários, pacientes tratados com rentosertib apresentaram <strong>ganho na capacidade vital forçada</strong>, enquanto o grupo placebo registrou perda. </p>



<p>Entre os participantes que não usavam antifibróticos concomitantes, o efeito foi mais pronunciado, o que levanta questões sobre possíveis interações com os tratamentos já aprovados para a FPI.</p>



<p>“Essa nova molécula precisa passar pelos mesmos testes de uma molécula que não foi gerada por IA, e ela pode falhar nos testes experimentais posteriores”, ressalva o biomédico Leonardo Ferreira, professor do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP).&nbsp;</p>



<p>Os resultados de fase 2a indicam um sinal de eficácia preliminar, não uma aprovação.</p>



<p>Segundo a pesquisa, sete pacientes interromperam o tratamento por toxicidade hepática, quatro deles em uso simultâneo de nintedanib. A população estudada era composta exclusivamente por pessoas asiáticas, o que <strong>limita a generalização dos achados</strong>.</p>



<p>“Essa validação para outras populações, inclusive a brasileira, não é luxo, é parte da agenda científica”, afirma Andrade. A pesquisadora também aponta a opacidade da ferramenta: “É um sistema fechado que a gente chama de ‘caixa preta’, e a comunidade científica não consegue verificar ali os pormenores por dentro desse modelo.”</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“O sucesso da IA no planejamento de fármacos depende da qualidade dos dados experimentais que são utilizados para alimentar esses algoritmos computacionais”, diz Ferreira, da USP.</p></blockquote></figure>



<p>Além disso, doenças negligenciadas, menos pesquisadas e menos lucrativas para a indústria, produzem dados escassos, o que limita diretamente a eficiência da ferramenta.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O caminho até a aprovação</strong></h2>



<p>A próxima etapa do estudo é o ensaio de fase 3, que precisará demonstrar eficácia e segurança em populações maiores. Historicamente, a maior parte dos candidatos a medicamento fracassa justamente durante as fases clínicas.&nbsp;</p>



<p>Andrade lembra que a taxa de falha em fase 2 é semelhante à observada em pesquisas com moléculas tradicionais: cerca de 60%.</p>



<p>Nenhum fármaco desenvolvido com auxílio de IA completou os ensaios de fase 3 e obteve aprovação regulatória até o momento.</p>



<p>O que mudou foi o início do funil: o tempo de pesquisa pode ser substancialmente menor antes de uma molécula ser testada em humanos.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“Independente do grau de eficiência de uma inteligência artificial, você vai precisar de um especialista na ponta dela”, diz Michel Pires, também pesquisador do Cefet-MG.</p></blockquote></figure>



<p>“A IA não substitui o pesquisador, mas muda a forma como a gente trabalha”, complementa Habib. Ferreira acrescenta que a área exige conhecimentos múltiplos e abertura para compreender conceitos de diferentes disciplinas, como biomedicina, física e computação.</p>



<p>Resta saber qual será a primeira molécula concebida com auxílio de IA a concluir com sucesso todas as etapas clínicas e chegar ao mercado. Até lá, elas apenas têm potencial para tanto.</p>
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		<title>Pesquisa Clínica por dentro: ciência, carreira e impacto na saúde</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/ensaios/pesquisa-clinica-por-dentro-ciencia-carreira-e-impacto-na-saude/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 14:18:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[#carreira]]></category>
		<category><![CDATA[#ética em pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[#pesquisa clínica]]></category>
		<category><![CDATA[#transição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Campo híbrido da saúde, pesquisa clínica apresenta desafios para os quais ética, regulação e protocolos são fundamentais para transformar ciência em evidência</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Desde cedo eu sabia que queria trabalhar na área da saúde. Cresci em meio ao ambiente hospitalar, com minha família inteira atuando nesse setor. Ainda assim, quando entrei na faculdade, não fazia ideia de que existia um campo chamado <strong>Pesquisa Clínica</strong>.</p>



<p>Depois de me formar em fisioterapia, segui o caminho mais esperado: iniciei minha trajetória no consultório, dedicada ao atendimento clínico tradicional. Mas, em 2006, um encontro mudou completamente minha <strong>perspectiva profissional</strong>.</p>



<p>Meu chefe na época, o professor Álvaro Pacheco da Silva Filho, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), apresentou-me ao <strong>universo da pesquisa clínica</strong> por meio do estudo FAVORIT, conduzido pelo do&nbsp;<a href="https://www.nih.gov/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">National Institutes of Health (NIH)</a>, que investigava o uso de ácido fólico para redução de desfechos vasculares em pacientes transplantados renais.</p>



<p>A sensação foi a de descobrir um <strong>território novo dentro da própria medicina</strong>. Percebi que existia um espaço em que <strong>ciência e cuidado</strong> caminham juntos e no qual cada detalhe — de um registro clínico à condução de uma visita — tem impacto direto na <strong>geração de conhecimento</strong>.</p>



<p>Desde então, gosto de dizer que “a pesquisa clínica me escolheu”.</p>



<p>Encantada com esse universo, decidi deixar o consultório e buscar uma <strong>formação específica na área</strong>. Iniciei um curso de Pesquisa Clínica em junho de 2006 e, ao concluí-lo, em dezembro do mesmo ano, a certeza já estava consolidada: não era apenas uma nova área de atuação, mas uma nova forma de <strong>contribuir para a saúde e para a sociedade</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Segurança e integridade dos dados</strong></h2>



<p>A pesquisa clínica está entre as <strong>carreiras mais dinâmicas e desafiadoras</strong> da área da saúde. Ela reúne rigor científico, responsabilidade ética e impacto direto na vida das pessoas.</p>



<p>Atuar nesse campo — seja em centros acadêmicos, seja na indústria farmacêutica — significa assumir um compromisso central: proteger a<strong> segurança dos participantes</strong> e garantir a <strong>integridade dos dados</strong> gerados nos estudos.</p>



<p>É esse cuidado que sustenta a <strong>medicina baseada em evidências</strong> e permite que novas terapias sejam incorporadas à prática clínica com <strong>segurança e responsabilidade</strong>.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A pesquisa clínica talvez seja uma das áreas mais “híbridas” da saúde, situada no encontro entre ciência, assistência, regulação e gestão de projetos.</p></blockquote></figure>



<p>Como gerente de pesquisa, diria que é uma carreira particularmente atraente para quem valoriza organização, rigor com qualidade e o <strong>trabalho em equipe multiprofissional</strong> — além da oportunidade de acompanhar um estudo desde o início até a sua conclusão.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O trabalho na prática</strong></h2>



<p>Minha trajetória sempre esteve ligada a centros de pesquisa clínica. O que mais me motiva é o <strong>contato com os pacientes</strong> e a dinâmica de trabalho ao lado de equipes formadas por <strong>médicos, coordenadores, assistentes, enfermeiros e farmacêuticos</strong>.</p>



<p>Nesse ambiente, o cotidiano é orientado pelo protocolo do <strong>estudo em andamento</strong>, sempre com um objetivo claro: produzir evidências científicas com <strong>segurança, integridade de dados e conformidade ética e regulatória</strong>.</p>



<p>Entre as principais atividades da rotina estão:</p>



<p>• acompanhamento de qualificação do patrocinador;</p>



<p>• negociação de contrato e orçamento;</p>



<p>• submissão a Comitês de Ética em Pesquisa (CEP) e à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep);</p>



<p>• recrutamento e triagem de participantes conforme critérios definidos no protocolo;</p>



<p>• condução das visitas dos participantes, com coleta de dados clínicos, sinais vitais, questionários e amostras biológicas;</p>



<p>• organização da documentação essencial, registros em prontuário e preenchimento do prontuário eletrônico (eCRF), além da manutenção de registros regulatórios;</p>



<p>• gestão de eventos adversos e comunicação com investigador, patrocinador, organização de pesquisa contratada (CRO) e comitê de ética em pesquisa;</p>



<p>• acompanhamento de monitorias e auditorias, demonstrando rastreabilidade e qualidade dos processos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Trilhas de carreira em Pesquisa Clínica</strong></h2>



<p>Nos centros de pesquisa clínica, o <strong>desenvolvimento profissional </strong>pode seguir <strong>diferentes caminhos</strong>, de acordo com o <strong>perfil</strong> e as <strong>competências </strong>de cada profissional:</p>



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    <dl class="acordeon-itens" aria-label="Clique no item para exibir sua definição">

        
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                <h3>Operações </h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Muitos começam como assistentes de pesquisa clínica e evoluem para coordenadores de estudos, coordenadores plenos ou seniores e, posteriormente, gerentes de pesquisa. É uma área fortemente ligada à <strong>gestão de processos, prazos e qualidade de dados</strong>.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
            <dt class="ac-titulo" role="button">
                <h3>Regulatório </h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Nesse campo, o trabalho envolve a condução de trâmites junto aos sistemas CEP e Conep e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, além do atendimento às exigências de patrocinadores e CROs. Trata-se de uma área que exige <strong>rigor documental</strong>, <strong>atenção aos detalhes</strong> e planejamento preciso das<strong> etapas regulatórias</strong>.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
            <dt class="ac-titulo" role="button">
                <h3>Qualidade</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>As funções incluem assistentes, analistas, especialistas e gerentes de qualidade, responsáveis por assegurar que os estudos sejam conduzidos de acordo com o padrão internacional de <span style="text-decoration: underline"><em><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/medicamentos/publicacoes-sobre-medicamentos/guia-de-boas-praticas-clinicas-ich-e6-r2/view" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Boas Práticas Clínicas estabelecido pelo Conselho Internacional para Harmonização de Requisitos Técnicos para Produtos Farmacêuticos de Uso Humano</a></em></span>. Também garantem a integridade dos dados segundo os <strong>princípios do ALCOA+</strong>: atribuível, legível, contemporâneo, original e acurado — além de completo, consistente, duradouro e disponível.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
            <dt class="ac-titulo" role="button">
                <h3>Gerenciamento</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Na gestão, o foco está em garantir a execução adequada dos estudos, a capacidade operacional do centro de pesquisa e o alinhamento da equipe com o Investigador Principal, CROs e áreas de apoio. Em síntese: <strong>pessoas, prazos e qualidade</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
            </dd>
        </div>

        
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<p>Participar de protocolos pivotais — aqueles que mais tarde transformam a prática clínica — é uma experiência difícil de traduzir em números ou relatórios. Cada estudo concluído representa muito mais do que resultados estatísticos: envolve <strong>confiança dos participantes</strong>, <strong>decisões clínicas</strong> e a possibilidade de ampliar <strong>opções terapêuticas</strong>.</p>



<p>O Brasil vive hoje um momento importante nesse campo com a promulgação da nova <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14874.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lei da Pesquisa Clínica no Brasil (Lei 14.874/24)</a>.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A nova legislação estabelece regras mais claras para aprovação e condução de estudos clínicos, trazendo maior previsibilidade e segurança jurídica ao setor.&nbsp;</p></blockquote></figure>



<p>Com processos potencialmente mais ágeis, o país tende a <strong>ganhar competitividade</strong> no cenário internacional, ampliando a participação em <strong>pesquisas globais</strong> e atraindo <strong>investimentos em inovação</strong>.</p>



<p>Isso significa mais oportunidades para centros de pesquisa, mais <strong>empregos qualificados</strong> e, sobretudo, maior <strong>acesso de pacientes a novas terapias</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Curva de aprendizado</strong></h2>



<p>Para quem deseja ingressar na área, a curva de aprendizado costuma ser intensa. Alguns pilares são fundamentais:</p>



<p><strong>Ética e rigor.</strong> Dominar as Boas Práticas Clínicas (BPC) é indispensável. Mais do que uma exigência formal, elas orientam todas as decisões do cotidiano.</p>



<p><strong>Organização e rastreabilidade.</strong> A rotina envolve múltiplos prazos, documentos regulatórios, treinamentos e amostras biológicas. Sistemas de controle e rotinas de conferência tornam-se ferramentas essenciais.</p>



<p><strong>Comunicação e soft skills.</strong> Saber dialogar com investigadores, patrocinadores e pacientes — muitas vezes em contextos sensíveis — exige clareza, empatia e capacidade de traduzir termos técnicos.</p>



<p><strong>Atualização regulatória constante.</strong> Acompanhar resoluções da Anvisa e do sistema CEP/Conep, além das mudanças legislativas recentes, é parte fundamental do trabalho.</p>



<p>No fim das contas, a pesquisa clínica é mais do que uma carreira. É um elo entre <strong>ciência e cuidado</strong>, entre <strong>dados e decisões médicas</strong>. Em cada protocolo conduzido há um compromisso silencioso: transformar conhecimento científico em melhores caminhos para a saúde das pessoas.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Patricia&nbsp;Monteiro Quintino</strong> <em>é fisioterapeuta, especialista em Pesquisa Clínica e mestre em Medicina Translacional pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Atualmente é supervisora ​​de Pesquisa Clínica no</em><strong> </strong><em>Centro de Estudos e Pesquisas de Hematologia e Oncologia da Faculdade de Medicina do ABC (CEPHO/FMABC), supervisionando ensaios clínicos em oncologia e hematologia. Atua com gerenciamento de cronogramas de projetos, treinamento de equipe, auditorias internas, estratégias de recrutamento, visitas de monitoramento e garantia da qualidade.&nbsp;</em></p>



<p><strong>Os artigos opinativos não refletem necessariamente a visão do Science Arena e do Einstein.</strong></p>
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		<title>Carreira médica: como transitar entre clínica, pesquisa e indústria</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/carreira-medica-como-transitar-entre-clinica-pesquisa-e-industria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 21:15:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[#indústria]]></category>
		<category><![CDATA[#medicina]]></category>
		<category><![CDATA[#mercado]]></category>
		<category><![CDATA[#oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[#pesquisa clínica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com experiência em endocrinologia, pesquisa clínica e farmacovigilância, Sonia Mansoldo Dainesi compartilha conselhos para médicos que avaliam mudanças de área</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A <strong>medicina</strong>, para muitos, pode ser um chamado precoce, quase um sonho de criança. Para <strong>Sonia Mansoldo Dainesi</strong>, no entanto, a escolha não foi tão óbvia. “Eu era muito estudiosa e fazia aquilo com naturalidade, mas também por necessidade: precisava manter as notas altas para não perder a bolsa no cursinho”, relembra.</p>



<p>Seu objetivo inicial era cursar psicologia ou até mesmo educação física, já que era apaixonada por esportes. Mas o bom desempenho nos simulados a levou para a medicina – escolha que assustou seus pais pela longa duração do curso.</p>



<p>Filha de uma costureira e de um operário, foi a primeira das três irmãs a buscar o ensino superior. Entrou nas <strong>universidades Federal de São Paulo (Unifesp)</strong> e <strong>de São Paulo (USP)</strong>, escolhendo estudar nesta última, onde se formou em 1982.</p>



<p>Após a residência em <strong>endocrinologia</strong>, seguiu o caminho tradicional: abriu consultório e trabalhou em centros de saúde. Até que, em um domingo, um anúncio de classificados mudaria tudo.</p>



<p>“Na sessão de empregos, havia um classificado pedindo médico para a indústria. Eu não tinha ideia do que se fazia na indústria, não conhecia ninguém, mas pensei: ‘Ah, sei lá, eu sempre fui muito curiosa, vamos mandar um currículo e ver o que acontece’. E foi exatamente assim que começou a minha carreira na <strong>indústria farmacêutica</strong>”, recorda.</p>



<p>Na antiga Rhodia Farma, conciliou a clínica com o novo emprego. De dia, trabalhava na área regulatória da empresa, preparando dossiês para submissão a agências. No final do dia, atendia no consultório e em centros de saúde.</p>



<p>A experiência se ampliou em 1990, quando foi morar por dois anos na Holanda. No estágio na <strong>Free University of Amsterdam</strong>, combinou sua especialidade em endocrinologia com a <strong>pesquisa clínica</strong>.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>Essa vivência acabou consolidando sua escolha por deixar a clínica e seguir carreira na indústria.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Pesquisa clínica e novos horizontes</strong></h2>



<p>De volta ao Brasil, ingressou em outra farmacêutica, na área hoje conhecida como <em>medical affairs,</em> oferecendo suporte a setores de marketing e comercial. “Qualquer coisa que você for dizer referente a um medicamento, tem que ser baseado em evidência, não é simples fazer propaganda”, explica.</p>



<p>Gradualmente, ampliou sua atuação para a <strong>farmacovigilância</strong> — área dedicada a monitorar medicamentos após a comercialização. “Tudo sempre foi acontecendo de forma muito natural. A farmacovigilância é mais um desses exemplos, onde tenho, inclusive, artigos publicados sobre o tema”, conta.</p>



<p>Mais tarde, entrou no campo de <strong>pesquisa clínica em oncologia</strong>, repleto de desafios e alta demanda por inovação. “Foi um desafio enorme. Mas, por outro lado, foi uma área que acabou me dando uma oportunidade boa, porque a oncologia tinha e continua tendo uma necessidade de novos medicamentos muito grande, surgem novas drogas a todo tempo. Pude presenciar a evolução de tratamentos usados até hoje, incluindo imunobiológicos e ‘drogas alvo’”, relembra.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O retorno à academia e ao Sistema Único de Saúde (SUS)</strong></h2>



<p>Em 2005, após sair de uma farmacêutica em decorrência de uma fusão, Dainesi foi convidada a estruturar centros de pesquisa clínica no <strong>Hospital das Clínicas da USP</strong>. “Foi delicioso voltar à academia”, diz.</p>



<p>A experiência a levou a um doutorado em medicina preventiva, relacionado à pesquisa clínica e concluído em 2011.</p>



<p>Esse percurso acadêmico lhe deu clareza sobre os diferentes papéis de cada setor. Participou ainda da criação da Rede Nacional de Pesquisa Clínica do Ministério da Saúde, que ampliou os investimentos nos centros de pesquisa.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>“A academia gera conhecimento, muitas vezes ainda sem valor agregado imediato. O setor privado desenvolve medicamentos e busca lucro. E o governo conecta tudo isso em larga escala.” resume.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Estigma e integração entre mundos</strong></h2>



<p>Migrar da clínica para a indústria, nas décadas de 1980 e 1990, não era bem-visto. “Antigamente, um médico que migrava era visto como alguém que ‘traiu a medicina’ ou não gostava de cuidar de pacientes – prática que eu mais senti saudades na migração”, conta.</p>



<p>Hoje, acredita que o cenário é diferente, em parte devido à <strong>pandemia</strong>. “Brinco que, por exemplo, a pandemia foi uma coisa, entre muitas aspas, útil, para as pessoas entenderem a metodologia e importância da pesquisa. O preconceito diminuiu”, avalia. Ainda assim, defende mudanças de mentalidade.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>“É fundamental acabar com a ideia de que um profissional da iniciativa privada não é ‘bom’ ou não tem ‘boa índole’. É necessário divulgar mais sobre as oportunidades existentes na indústria para profissionais de saúde e como essa transição pode acontecer”, afirma Dainesi.</p></blockquote></figure>



<p>Ela sugere maior aproximação entre os setores: “Tanto a academia deve abrir espaço para profissionais da indústria, como aconteceu comigo no HC, quanto o mundo corporativo deve valorizar PhDs e pesquisadores técnicos, mesmo que não entendam de negócios inicialmente, pois seu conhecimento científico é crucial”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conselhos de carreira</strong></h2>



<p>Ao olhar para trás, Sonia afirma que cada mudança a moldou como profissional. Para jovens médicos e pesquisadores, deixa recomendações práticas:</p>



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    <dl class="acordeon-itens" aria-label="Clique no item para exibir sua definição">

        
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                <h3>Acredite em você</h3>
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            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Dê vazão à sua vontade de migrar ou experimentar novas áreas. E saiba que pode voltar.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
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                <h3>Mantenha conexões</h3>
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            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Deixe boas relações por onde passar, elas abrem portas.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
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                <h3>Teste possibilidades</h3>
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            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Experimente novas funções sem abandonar totalmente a clínica.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
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                <h3>Não perca o paciente de vista</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Independentemente do setor, o objetivo do médico é cuidar de pessoas.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
            <dt class="ac-titulo" role="button">
                <h3>Dedicação e estudo</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Persistência e preparo são fundamentais para vencer preconceitos.</p>
            </dd>
        </div>

        
    </dl>
    
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<p>“A minha própria experiência, desde a infância humilde até todas as mudanças que a vida me proporcionou, me moldaram e me fizeram acreditar na importância dos meus princípios e valores, independentemente do ambiente de trabalho”, avalia.</p>
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		<item>
		<title>Falta de médicos na pesquisa clínica acende alerta no Reino Unido</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/falta-de-medicos-na-pesquisa-clinica-acende-alerta-no-reino-unido/</link>
					<comments>https://www.sciencearena.org/noticias/falta-de-medicos-na-pesquisa-clinica-acende-alerta-no-reino-unido/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Caio Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 18:15:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#formação]]></category>
		<category><![CDATA[#inovação]]></category>
		<category><![CDATA[#medicina]]></category>
		<category><![CDATA[#NHS]]></category>
		<category><![CDATA[#pesquisa clínica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Relatório do Conselho de Pesquisa Médica defende ação coordenada para reverter declínio de profissionais médicos atuando com pesquisa científica no país</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O número de médicos, cirurgiões, anestesistas e clínicos gerais especializados em pesquisa clínica está diminuindo no Reino Unido — e a tendência é que o problema se agrave nos próximos anos. A força de trabalho está envelhecendo e não vem sendo renovada em ritmo suficiente.</p>



<p>O alerta consta do relatório <a href="https://www.ukri.org/wp-content/uploads/2025/01/MRC-290125-ClinicalResearchersReversingTheDecline.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Clinical Researchers in the United Kingdom: Reversing the Decline to Improve Population Health and Promote Economic Growth</em></a>, publicado no fim de janeiro pelo Conselho de Pesquisa Médica (MRC), responsável por coordenar e financiar a pesquisa médica no país.</p>



<p>Segundo o documento, o número de médicos atuando em pesquisa clínica caiu 6% entre 2012 e 2022. O recuo é atribuído a fatores como dívidas estudantis, pressões financeiras sobre profissionais e instituições, incerteza na trajetória de carreira, mudanças demográficas e alterações nos programas de formação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Impactos para a saúde pública e para a economia</h2>



<p>Essa tendência pode trazer impactos relevantes para o sistema público de saúde britânico (NHS) e para a economia do país. A pesquisa clínica é considerada um motor de inovação, capaz de aprimorar estratégias de diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças — e de aumentar a sustentabilidade do NHS.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“Hospitais que investem em pesquisa registram menores taxas de mortalidade”, destaca o relatório.</p></blockquote></figure>



<p>O Reino Unido tem tradição e reconhecimento internacional na área, e a pesquisa médica contribui de forma direta para o crescimento econômico. Cada libra investida em pesquisa clínica gera um retorno de 0,25 centavos anuais, segundo o relatório. O setor também atrai investimentos de grandes indústrias globais interessadas em instalar centros de pesquisa biomédica no país e fomenta o surgimento de startups e spin-offs em áreas como farmacêutica, ciência de dados e tecnologia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Medidas urgentes e sem novos custos</h2>



<p>De acordo com o MRC, reverter essa tendência não exigiria novos aportes financeiros, mas sim uma resposta urgente e coordenada entre governo e outros atores da área da saúde e ciência.</p>



<p>O relatório propõe 15 ações prioritárias. Entre elas, está a criação de pelo menos 40 novas vagas em pesquisa clínica por ano, durante cinco anos, para recuperar o número de profissionais ativos desde 2012.</p>



<p>Também recomenda a criação de uma estrutura nacional comum de carreira para pesquisadores clínicos, com formação voltada à competição internacional. O percurso de formação, segundo o documento, deve ser mais rápido e flexível.</p>



<p>Outros pontos destacados incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>investimento em liderança e mentoria para atrair novos talentos;</li>



<li>remuneração mais equitativa e transparente;</li>



<li>mecanismos robustos para avaliar desempenho;</li>



<li>monitoramento contínuo do impacto das medidas</li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>IA pode aumentar precisão de ensaios clínicos</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/pesquisa-clinica-inteligencia-artificial-gpt-llm/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jan 2025 14:29:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[#aprendizado de máquinas]]></category>
		<category><![CDATA[#estudos clínicos]]></category>
		<category><![CDATA[#inovação]]></category>
		<category><![CDATA[#pesquisa clínica]]></category>
		<category><![CDATA[#tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo revela que modelos GPT-4 superam especialistas na seleção de pacientes com insuficiência cardíaca, otimizando a inclusão em testes clínicos e diminuindo custos operacionais</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Soluções baseadas em <strong>grandes modelos de linguagem</strong> (LLM) – um método de aprendizado de máquina a partir de enormes bases de dados – pode melhorar de forma significativa o <strong>desempenho da</strong> <strong>triagem de voluntários em ensaios clínicos</strong>, automatizando o processo e reduzindo os custos.</p>



<p>Essa é a conclusão de pesquisadores do Brigham and Women’s Hospital, em Boston, nos Estados Unidos, <a href="https://ai.nejm.org/doi/abs/10.1056/AIoa2400181" target="_blank" rel="noreferrer noopener">em estudo publicado</a> na revista <em>The New England Journal of Medicine (NEJM)</em>.</p>



<p>Partindo da premissa de que <strong>realizar um ensaio clínico é um processo trabalhoso</strong>, sujeito a erros e que requer tempo e recursos significativos, os autores utilizaram o <strong>Generative Pre-trained Transformer 4</strong> (GPT-4) – a quarta geração da série de LLM, da empresa <strong>OpenAI</strong> – para realizar um <strong>estudo piloto</strong> dentro do Programa Cooperativo para Implementação da Terapia Ideal na Insuficiência Cardíaca.</p>



<p>Denominado como <strong>COPILOT-HF</strong>, a ferramenta é uma iniciativa randomizada e aberta dentro do sistema de saúde do Mass General Brigham, que testa <strong>estratégias de atendimento remoto</strong> para <strong>otimizar a prescrição de terapias médicas</strong> orientadas por diretrizes em <strong>pacientes com insuficiência cardíaca</strong>.</p>



<p>Para determinar a <strong>elegibilidade dos pacientes</strong> para o estudo, foi desenvolvida a Infraestrutura de Ensaios Clínicos Habilitada para RAG para Revisão de Exclusão de Inclusão (RECTIFIER), um sistema de resposta a perguntas baseado em notas clínicas desenvolvido por RAG e GPT-4.</p>



<p>Na metodologia adotada, foram usadas notas clínicas de 100, 282 e 1.894 pacientes – com uma média de 12 anotações por paciente – para, a partir destes três conjuntos de dados, desenvolver, validar e testar a verificação de <strong>desempenho do modelo</strong> proposto. </p>



<p>Paralelamente à triagem feita pela equipe do estudo RECTIFIER e COPILOT-HP, um médico especialista conduziu uma revisão cega para estabelecer respostas “padrão ouro” para as treze questões de critério-alvo de inclusão e exclusão de pacientes.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Alta precisão</mark></strong></h2>



<p>Os resultados demonstram que, com base no alinhamento com as respostas “padrão ouro” do médico especialista, o processo de IA apresentou <strong>precisão de 97,9%</strong>, enquanto a equipe do estudo (que avaliou os mesmos registros) apresentou precisão de 91,7% no <strong>recrutamento de pacientes</strong> com insuficiência cardíaca sintomática para ensaio clínico.</p>



<p>Além disso, o modelo apresentou sensibilidade de 92,3% e especificidade de 93,9% com os modelos de IA.</p>



<p>“Este resultado foi uma surpresa, melhor do que esperávamos”, disse ao <strong>Science Arena</strong> o cardiologista <a href="https://connects.catalyst.harvard.edu/Profiles/display/Person/171176" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Alexander Jordan Blood</a>, do Brigham and Women&#8217;s Hospital, pesquisador da Escola de Medicina da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e coautor do estudo.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“Estamos contribuindo para a compreensão de que estas novas ferramentas de IA podem melhorar a velocidade, a precisão e diminuir o custo de inscrição em ensaios clínicos”, afirma Blood.</p></blockquote></figure>



<p>O estudo RECTIFIER e COPILOT-HP destaca que, com a estratégia de pergunta única, foi possível determinar a elegibilidade dos <strong>critérios de seleção</strong> a um custo médio de 11 centavos de dólar por paciente, enquanto a abordagem de perguntas combinadas teve um custo médio de apenas 2 centavos por paciente.</p>



<p>Como comparação, o custo aproximado do modelo tradicional de triagem é de US$34,75. &nbsp;“É um sinal de que a inteligência artificial possibilita, mesmo com menor aporte financeiro, viabilizar um <strong>maior número de ensaios clínicos</strong>”, observa Blood.</p>



<p>Ainda de acordo com o pesquisador, a utilização de IA em ensaios clínicos pode acelerar o processo de determinar se uma terapia é eficaz. Ele vislumbra que os <strong>ensaios ficarão mais baratos e equitativos</strong>, sem sacrificar a segurança.</p>



<p>Assim, os <strong>medicamentos</strong>, desenvolvidos a partir do cumprimento das fases de um teste clínico, poderão chegar aos pacientes mais rapidamente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Perigos potenciais</mark></strong></h2>



<p>Em ensaios clínicos, são inscritos candidatos que atendem aos <strong>critérios específicos</strong> (inclusão e não-exclusão), associados, por exemplo, com idade, diagnósticos, principais indicadores de saúde, comorbidades e medicamentos atuais ou passados.</p>



<p>Esses critérios ajudam o pesquisador a aumentar a garantia de que sejam inseridos no estudo participantes que, de fato, possam se beneficiar do tratamento.</p>



<p>Esse processo também ajuda a evitar a inclusão de pacientes que tenham problemas de saúde não-relacionados ou que estejam tomando medicamentos que possam interferir nos resultados.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>O objetivo (com a utilização do GPT-4 na triagem de ensaios clínicos) é aumentar a precisão, eficiência e confiabilidade. Contudo, paralelamente, <strong>pode haver uso indevido da tecnologia</strong>, resultando em <strong>preconceitos</strong> de seleção e <strong>preocupações éticas</strong> e <strong>técnicas</strong>.</p></blockquote></figure>



<p>Antes da <strong>automatização completa do processo de triagem</strong>, orientam os pesquisadores, é importante considerar cuidadosamente todos os <strong>perigos potenciais</strong> e implementar <strong>estratégias de mitigação</strong> adequadas.</p>



<p>Além disso, embora o estudo ofereça insights e <strong>aplicações promissoras do GPT-4</strong> na triagem de ensaios clínicos, estes devem ser interpretados com uma compreensão da natureza específica do contexto das descobertas.</p>



<p>À medida que há progressos, reforçam os cientistas, deve-se continuar a <strong>aperfeiçoar estas tecnologias</strong>, garantindo a sua aplicabilidade num espectro de cenários clínicos, garantindo a <strong>integridade contínua dos ensaios</strong>. </p>



<p>Os autores ressaltam que aplicação do RECTIFIER na área médica não se limita apenas aos ensaios clínicos. A estrutura poderia ajudar a resolver lacunas na qualidade dos <strong>cuidados para doenças</strong> como a <strong>insuficiência cardíaca</strong>, fornecer uso de medicamentos orientado por diretrizes e ajudar na <strong>gestão da saúde</strong> da população.</p>
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		<item>
		<title>Para diminuir custos e aumentar diversidade em estudos clínicos</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/pesquisas-clinicas-regulacao-fda-diversidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2025 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[#doenças crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[#estudos descentralizados]]></category>
		<category><![CDATA[#estudos randomizados]]></category>
		<category><![CDATA[#pesquisa clínica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=5271</guid>

					<description><![CDATA[<p>Agência reguladora norte-americana sugere analisar eficácia de tratamentos unindo estudos observacionais com coletas de dados específicas</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/pesquisas-clinicas-regulacao-fda-diversidade/">Para diminuir custos e aumentar diversidade em estudos clínicos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os <strong>estudos clínicos randomizados</strong> são aqueles necessários para a <strong>aprovação de novos medicamentos e tratamentos</strong> por agências reguladoras, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil e a Food and Drug Admnistration (FDA) nos Estados Unidos.</p>



<p>Bastante complexos, tais estudos são custosos, o que às vezes inviabiliza sua execução.</p>



<p>Já os chamados<strong> estudos observacionais</strong> acompanham pacientes que fazem determinados tratamentos, a fim de avaliar alguma condição de saúde e os efeitos dos medicamentos usados.</p>



<p>Embora não desempenhem tanto controle das condições, os estudos observacionais têm como vantagem o <strong>uso de dados da vida real</strong>, incluindo um número maior de pacientes, o que pode proporcionar a <strong>detecção de efeitos adversos de magnitude elevada</strong>, mas pouco frequentes.</p>



<p><a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/article-abstract/2819603" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Em artigo publicado no periódico <em>JAMA</em></a>, da <a href="https://www.ama-assn.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Associação Americana de Medicina</a>, profissionais da FDA defendem um <strong>meio termo entre esses dois tipos de testes</strong>: os <strong>estudos clínicos pragmáticos</strong>.</p>



<p>De acordo com os autores, essa área de pesquisa merece mais atenção e ênfase.</p>



<p>“[Este tipo de estudo clínico] apresenta <strong>desenhos simplificados</strong>, prospectivos, ajustados para responder a uma questão específica, focada, e por vezes pode aplicar randomização, apesar de outros desenhos poderem ser usados”, escreveram Ali Abbasi, Lesley Curtis e Robert Califf. </p>



<p>Para os autores, um <strong>sistema de geração de evidências integrado à rotina de tratamento</strong> após a aprovação inicial dos medicamentos pode ser bastante promissor para <strong>avaliar riscos e benefícios</strong>, algo nem sempre totalmente contemplado no sistema de avaliação atual.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="831" height="1200" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/EinsteinSA_Info_EstudosClinicos_v2-1-831x1200.jpg" alt="" class="wp-image-5274" style="width:698px;height:auto" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/EinsteinSA_Info_EstudosClinicos_v2-1-831x1200.jpg 831w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/EinsteinSA_Info_EstudosClinicos_v2-1-554x800.jpg 554w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/EinsteinSA_Info_EstudosClinicos_v2-1-277x400.jpg 277w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/EinsteinSA_Info_EstudosClinicos_v2-1-768x1108.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/EinsteinSA_Info_EstudosClinicos_v2-1-1064x1536.jpg 1064w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/EinsteinSA_Info_EstudosClinicos_v2-1-104x150.jpg 104w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2025/01/EinsteinSA_Info_EstudosClinicos_v2-1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 831px) 100vw, 831px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Custos altos e baixa diversidade</mark></strong></h2>



<p>Os autores do artigo informam que este tipo de pesquisa é bastante promissor quando <strong>incorporado aos sistemas de saúde</strong>, podendo ajudar os pesquisadores a evitar problemas típicos dos estudos clínicos tradicionais.</p>



<p>Um deles, o <strong>alto custo</strong>, por vezes proibitivo, assim como a <strong>baixa diversidade</strong>, que pode ocorrer quando os testes clínicos são <strong>conduzidos em centros não representativos</strong> de todas as configurações e populações de pacientes.</p>



<div style="height:11px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Clique aqui para saber mais sobre o esforço de pesquisadores para tornar estudos clínicos mais diversos e representativos</mark></em></strong></h2>



<div class="wp-block-buttons is-horizontal is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex">
<div class="wp-block-button has-custom-font-size is-style-fill" style="font-size:18px"><a class="wp-block-button__link has-text-color has-background has-link-color wp-element-button" href="https://www.sciencearena.org/noticias/estudos-clinicos-descentralizados-diversidade/" style="color:#374645;background-color:#00f201" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Estudos clínicos mais centrados nos pacientes</strong></a></div>



<div class="wp-block-button has-custom-font-size" style="font-size:18px"><a class="wp-block-button__link has-text-color has-background has-link-color wp-element-button" href="https://www.sciencearena.org/en/news/decentralized-clinical-trials-diversity/" style="color:#374645;background-color:#00f201" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>More patient-centric clinical trials</strong></a></div>
</div>



<div style="height:25px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Um sistema de geração de evidências integrado à rotina de tratamento após a aprovação inicial dos medicamentos é bastante promissor, diz o paper, para <strong>avaliar riscos e benefícios</strong>, algo nem sempre contemplado no sistema de avaliação atual.</p>



<p>Isso é particularmente verdadeiro em muitas áreas terapêuticas, mas especialmente para <strong>doenças crônicas comuns</strong>, como condições cardiovasculares, pulmonares, renais, diabetes tipo 2 e Alzheimer. </p>



<p>Nesses casos, completam, extensos estudos clínicos são necessários, uma vez que os efeitos dos tratamentos são por vezes modestos, enquanto os riscos e benefícios são <strong>distribuídos de forma heterogênea</strong> entre as populações afetadas.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>De acordo com o artigo, a agência norte-americana FDA tem interesse em pesquisa clínica pragmática após a aprovação inicial do tratamento em várias áreas importantes.</p></blockquote></figure>



<p>“Há uma <strong>necessidade de dados robustos</strong> para informar a prática clínica, particularmente estudos confirmatórios pós-mercado”, ressaltam os autores.</p>



<p>“Estes testes podem se assemelhar mais às condições da prática do mundo real do que os estudos clínicos tradicionais. Podem, ainda, aproveitar <strong>desenhos mais pragmáticos</strong> para focar em elementos-chaves necessários para confirmar benefícios e riscos para as populações pretendidas”, escrevem. </p>



<p>Para recrutar uma <strong>amostra ampla e diversa de pacientes</strong> com baixo custo, além do desenho simplificado dos estudos, os autores sugerem utilizar como fontes de dados <strong>registros eletrônicos de saúde</strong>, <strong>sensores vestíveis</strong> – que coletam dados de saúde de quem os usa – e <strong>métodos virtuais</strong> incorporados à prática clínica.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Márcia Cominetti: ciência e empatia contra o Alzheimer</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/marcia-cominetti-ciencia-e-empatia-contra-o-alzheimer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2024 16:42:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[#Alzheimer]]></category>
		<category><![CDATA[#diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[#Envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[#gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[#pesquisa clínica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bióloga lidera pesquisa que busca desenvolver método simples e menos invasivo para diagnosticar a doença que acomete sua mãe</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/marcia-cominetti-ciencia-e-empatia-contra-o-alzheimer/">Márcia Cominetti: ciência e empatia contra o Alzheimer</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há três anos, Maria Ivone Valentini Cominetti foi diagnosticada com a <strong>doença de Alzheimer</strong>. “Ela começou com os sintomas típicos de <strong>perda de memória</strong>”, comenta Márcia Cominetti, 49, filha de Maria Ivone. A bióloga é especialista em Alzheimer e coordena o Laboratório de Biologia do Envelhecimento (LABEN) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior paulista.</p>



<p>“Não sei se foi destino ou coincidência”, diz Cominetti sobre o surgimento da doença da mãe. “Não sei se é bom saber tudo o que pode acontecer com ela, ou se a ignorância seria melhor nesse caso, mas cada pessoa com demência é uma. <strong>A progressão depende de muitos fatores</strong>”, afirma.</p>



<p>No caso de Maria Ivone, ela continua ótima, animada e feliz, segundo a filha. &#8220;Ela está ciente de tudo, tem suas opiniões e se mantém ativa desde o diagnóstico. A doença está progredindo lentamente no caso dela&#8221;, conta.</p>



<p>Entre as investigações mais recentes de Cominetti está a busca por um <strong>método mais certeiro no diagnóstico de Alzheimer</strong>, algo que seja tão simples quanto um exame de sangue.</p>



<p>Atualmente, o Alzheimer é diagnosticado por meio de <strong>questionários sobre cognição e memória</strong>. Se o paciente não atingir uma pontuação esperada para sua idade e escolaridade, o médico pode pedir exames bioquímicos para avaliar se há deficiências nutricionais causando algum tipo de demência, ou exames de imagem, como uma ressonância magnética ou uma tomografia, que podem ajudar a confirmar o diagnóstico.</p>



<p>Outro exame que pode ajudar na detecção é o de <strong>punção lombar</strong>, um tipo de procedimento de coleta de uma amostra de <strong>líquido cefalorraquidiano</strong> (que circula pelo sistema nervoso central).</p>



<p>“Os exames de imagem são caros e nem todo lugar tem os aparelhos”, explica a pesquisadora. “Já a punção lombar é um <strong>exame invasivo</strong> que pode trazer dores e efeitos colaterais, especialmente em pessoas idosas que podem ter outras comorbidades, e os questionários não são suficientes para fechar o diagnóstico.”</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“A possibilidade de um exame de sangue é importante para desenvolver uma maneira mais barata, menos invasiva e mais precisa de diagnosticar o Alzheimer”, diz Cominetti.</p></blockquote></figure>



<p>Em casos de suspeita de Alzheimer, a ideia é que sejam rastreadas <strong>proteínas específicas </strong>relacionadas à doença diretamente no sangue. Há algum tempo as <strong>proteínas tau e beta-amiloide</strong> são relacionadas ao diagnóstico e buscadas por neurologistas em exames de ressonância magnética.</p>



<p>No sangue, elas ficam muito diluídas para serem encontradas, mas <strong>uma terceira proteína pode fornecer pistas importantes</strong>, a chamada <strong>ADAM10</strong>, que impede a formação da beta-amiloide.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="900" height="1200" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Retrato-Cominetti-2-900x1200.jpg" alt="Márcia Cominetti, bióloga e especialista em envelhecimento, combina ciência e experiência pessoal para buscar diagnósticos mais acessíveis e menos invasivos | Imagem: Arquivo Pessoal" class="wp-image-5175" style="aspect-ratio:16/9;object-fit:cover" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Retrato-Cominetti-2-900x1200.jpg 900w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Retrato-Cominetti-2-600x800.jpg 600w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Retrato-Cominetti-2-300x400.jpg 300w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Retrato-Cominetti-2-768x1024.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Retrato-Cominetti-2-1152x1536.jpg 1152w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Retrato-Cominetti-2-1536x2048.jpg 1536w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Retrato-Cominetti-2-113x150.jpg 113w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Retrato-Cominetti-2-scaled.jpg 1920w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /><figcaption class="wp-element-caption">Márcia Cominetti, bióloga e especialista em envelhecimento, combina ciência e experiência pessoal para buscar diagnósticos mais acessíveis e menos invasivos | Imagem: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>



<p>Em altas dosagens no plasma de indivíduos com Alzheimer, pode indicar que ela não está atuando no cérebro e, portanto, facilitando a progressão da doença.</p>



<p>&#8220;Até alguns anos atrás, não existia um equipamento sensível o suficiente para encontrar esses biomarcadores pelo sangue, era só pelo líquor que circula pelo cérebro”, diz Cominetti. </p>



<p>“Agora, porém, existem aparelhos ultrassensíveis que possibilitam exames muito menos invasivos”, comemora a pesquisadora.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Validação de biomarcador</mark></strong></h2>



<p>Desde 2017, cientistas do LABEN, sob liderança de Cominetti, têm investigado a ADAM10 e buscado validá-la como <strong>biomarcador do sangue para diagnosticar o Alzheimer</strong>. A pesquisa está na fase de testes com <strong>voluntários acima de 60 anos</strong>.</p>



<p>“Tomamos muito <strong>cuidado na abordagem</strong> com essas pessoas porque, por incrível que pareça, depois dos últimos anos de governo, elas se assustam quando se fala de participar de pesquisa, <strong>se sentem como cobaias</strong>”, conta a bióloga.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1200" height="900" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Laboratorio-Cominetti-1200x900.jpg" alt="Equipe do Laboratório de Biologia do Envelhecimento (LABEN) da UFSCar, liderado pela bióloga Márcia Cominetti | Imagem: Arquivo Pessoal" class="wp-image-5178" style="aspect-ratio:16/9;object-fit:cover" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Laboratorio-Cominetti-1200x900.jpg 1200w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Laboratorio-Cominetti-800x600.jpg 800w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Laboratorio-Cominetti-400x300.jpg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Laboratorio-Cominetti-768x576.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Laboratorio-Cominetti-1536x1152.jpg 1536w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Laboratorio-Cominetti-150x113.jpg 150w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Laboratorio-Cominetti.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption class="wp-element-caption">Equipe do Laboratório de Biologia do Envelhecimento (LABEN) da UFSCar, liderado pela bióloga Márcia Cominetti | Imagem: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>



<p>“Então explicamos que vamos fazer uma avaliação de saúde e que estamos trabalhando na busca por um diagnóstico precoce do Alzheimer”, diz.</p>



<p>O segredo, diz Cominetti, é ter sensibilidade e empatia em relação aos voluntários. “Existem formas de conversar com uma pessoa idosa. É preciso ter cuidado, paciência e estudar as melhores estratégias”, aconselha Marcia Cominetti, da UFSCar.</p>



<p class="has-vivid-cyan-blue-background-color has-background has-medium-font-size"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Mais informações sobre o Alzheimer</mark></strong></p>



<p><em><strong>Clique nos tópicos abaixo para saber mais:</strong></em></p>



<div  class="custom-block acordeon-sa ">
    <dl class="acordeon-itens" aria-label="Clique no item para exibir sua definição">

        
        <div class="ac-item">
            <dt class="ac-titulo" role="button">
                <h3>Quantas pessoas vivem com Alzheimer no mundo?</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Em todo o mundo, o número chega a 50 milhões de pessoas que vivem com a doença. De acordo com estimativas da <span style="text-decoration: underline"><a href="https://www.alzint.org/" target="_blank" rel="noopener">Alzheimer’s Disease International</a></span>, os números podem chegar a 74,7 milhões em 2030, e 131,5 milhões em 2050, em decorrência do envelhecimento da população. A <span style="text-decoration: underline"><a href="https://www.paho.org/en/campaigns/time-to-act-on-dementia" target="_blank" rel="noopener">Organização Pan-americana da Saúde</a></span> (Opas) estima que 10,3 milhões de pessoas vivem com essa doença na região das Américas.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
            <dt class="ac-titulo" role="button">
                <h3>A doença pode ser desacelerada ou até prevenida?</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>Um <span style="text-decoration: underline"><a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(24)01296-0/fulltext" target="_blank" rel="noopener">estudo publicado em agosto na revista <em>The Lancet</em></a> </span>calcula que até 45% de todas as demências poderiam ser retardadas, desaceleradas ou até prevenidas. Lembrando que o Alzheimer é a forma mais comum de demência nos seres humanos.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
            <dt class="ac-titulo" role="button">
                <h3>O que fazer para reduzir o risco da doença ao longo da vida?</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>O <span style="text-decoration: underline"><a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(24)01296-0/fulltext" target="_blank" rel="noopener">trabalho publicado</a></span> na <em>The Lancet </em>traz recomendações específicas para reduzir o risco de Alzheimer e demências em geral. Muitas delas exigem esforços coletivos e a elaboração de políticas públicas. Algumas medidas são:</p>
<ul>
<li>Garantir educação de boa qualidade para todos e incentivar atividades cognitivamente estimulantes na meia-idade;</li>
<li>Tratar a depressão de forma eficaz;</li>
<li>Incentivar a prática de exercícios físicos;</li>
<li>Reduzir o tabagismo por meio de educação, controle de preços e prevenção do fumo em locais públicos;</li>
<li>Detectar e tratar a elevação do colesterol de baixa densidade (LDL), conhecido como “colesterol ruim”;</li>
<li>Reduzir o alto consumo de álcool por meio do controle de preços e maior conscientização da população sobre os níveis e riscos do consumo excessivo;</li>
<li>Reduzir a exposição à poluição do ar;</li>
<li><a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(24)01296-0/fulltext" target="_blank" rel="noopener"><span style="text-decoration: underline">Entre outras recomendações</span></a>.</li>
</ul>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
            <dt class="ac-titulo" role="button">
                <h3>Por que não podemos mais falar em “mal” de Alzheimer?</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>De acordo com a <span style="text-decoration: underline"><a href="https://febraz.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Federação Brasileira de Associações de Alzheimer</a></span> (Febraz) – que coordena no Brasil a campanha <span style="text-decoration: underline"><a href="https://setembrolilas.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Setembro Lilás – Mês Mundial de Conscientização sobre Alzheimer</a></span> –, o Alzheimer não é um mal, mas uma doença como outras. A entidade recomenda substituir termos como “mal de Alzheimer” e “portadores da doença de Alzheimer” por “pessoas que vivem com Alzheimer”.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
            <dt class="ac-titulo" role="button">
                <h3>O que se sabe sobre o estigma associado à doença?</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>De acordo com o <span style="text-decoration: underline"><a href="https://www.alzint.org/u/World-Alzheimer-Report-2024.pdf" target="_blank" rel="noopener">Relatório Mundial de Alzheimer de 2024</a></span>, 88% das pessoas que vivem com demência relatam sofrer discriminação.</p>
<p>O relatório é apoiado por uma pesquisa global com mais de 40.000 indivíduos em 166 países.</p>
<p>O estudo indica que a falta de conhecimento também é presente entre profissionais da saúde: 65% deles acreditam incorretamente que o Alzheimer e demências em geral são uma parte ‘normal do envelhecimento’.</p>
<p>Além disso, mais de um quarto das pessoas no mundo todo acredita incorretamente que não há nada que possamos fazer para prevenir a demência, com esse número aumentando de 20%, em 2019, para 37% em 2024 em países de baixa e média renda.</p>
<p>O relatório da <span style="text-decoration: underline"><a href="https://www.alzint.org/" target="_blank" rel="noopener">Alzheimer’s Disease International</a></span> alerta que a falta de compreensão sobre a doença pode atrasar o diagnóstico e o acesso ao tratamento.</p>
            </dd>
        </div>

        
    </dl>
    
</div>


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</script>


<p>Para Cominetti, é surpreendente como algumas pessoas que têm a confirmação da doença em estágio inicial mantêm uma vida ativa. “Elas sabem que têm o diagnóstico e vão contornando; se esquecem uma palavra, usam outra parecida”, conta a pesquisadora.</p>



<p>“É bonito ver como as pessoas lidam com a demência sabendo que a têm, como encontram estratégias para continuar vivendo o mais ativamente possível e o melhor que puderem.”</p>



<p>No começo da doença, os pacientes são hábeis para dar opiniões e tomar decisões, “Acham que quando a pessoa tem demência, é o fim, mas não. A pessoa ainda tem opiniões e sentimentos. O que acontece é que, na fase mais grave, fica difícil de interpretar os sinais que ela dá sobre isso”, afirma a bióloga.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Uma trajetória moldada pela ciência</mark></strong></h2>



<p>Cominetti é fascinada pelo <strong>estudo do envelhecimento</strong>, mas nem sempre foi assim. No início de sua carreira, logo após sua formatura na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 1998, trabalhou com biologia celular em um projeto com camarões.</p>



<p>No doutorado, já na UFSCar, a catarinense estudou <strong>serpentes venenosas</strong>. “Existem várias moléculas no veneno das serpentes que produzem hemorragias e inibem a proliferação de algumas células, o que tem relação com o <strong>câncer</strong>, que nada mais é do que uma proliferação descontrolada de células em diferentes tecidos”, conta.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="900" height="1200" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Cominetti-e-Mae-900x1200.jpeg" alt="Márcia Cominetti e sua mãe, Maria Ivone, um ano após receber o diagnóstico de Alzheimer: “Ela continua ótima, animada e feliz”, conta a filha | Imagem: Arquivo Pessoal" class="wp-image-5180" style="aspect-ratio:3/2;object-fit:cover" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Cominetti-e-Mae-900x1200.jpeg 900w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Cominetti-e-Mae-600x800.jpeg 600w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Cominetti-e-Mae-300x400.jpeg 300w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Cominetti-e-Mae-768x1024.jpeg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Cominetti-e-Mae-113x150.jpeg 113w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/12/Cominetti-e-Mae.jpeg 960w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /><figcaption class="wp-element-caption">Márcia Cominetti e sua mãe, Maria Ivone, um ano após receber o diagnóstico de Alzheimer: “Ela continua ótima, animada e feliz”, conta a filha | Imagem: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>



<p>A pesquisa sobre a função dessas <strong>moléculas em casos de câncer</strong> a levou a viver por um ano em Paris, na França, onde enfrentou dificuldade com o idioma, mas viveu uma experiência marcante – assim como na Irlanda, onde dominou mais facilmente o inglês e fez parte do <a href="https://www.gbhi.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Global Brain Health Institute</a> (GBHI) na Trinity College.</p>



<p>De volta ao Brasil em 2006, continuou a pesquisa com uma bolsa de pós-doutorado por cerca de três anos, até passar em um concurso para lecionar no curso recém-inaugurado de gerontologia na UFSCar.</p>



<p>“Acho que ninguém sabia direito o que era isso”, brinca.</p>



<p>Com a missão de ensinar disciplinas básicas sobre o envelhecimento, Cominetti precisou também estudar. “Como bióloga, eu entendia as bases do envelhecimento, mas tive que aprender muita coisa que estava fora da minha rotina”, relembra.</p>



<p>E quando ela começou a entender mais sobre envelhecimento, apaixonou-se. “Acho que a gente não faz o caminho, mas o caminho vai fazendo a gente, nos moldando.”</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Prestes a completar 50 anos e com quase 25 de conhecimento acumulado sobre biologia, células, proteínas e envelhecimento, Cominetti espera conseguir preparar sua família para o que está por vir com o avanço do Alzheimer de Maria Ivone, sua mãe.</p></blockquote></figure>



<p>“Faço com ela tudo o que falo nos meus cursos que deve ser feito: <strong>atividade física</strong>, <strong>estimulação cognitiva</strong> – levei materiais de estimulação cognitiva que usamos no laboratório para ela – e digo para ela continuar indo ao supermercado”, diz a pesquisadora, que mora longe da mãe, mas se faz presente e divide o trabalho do cuidado com sua irmã.</p>



<p>“Acho que facilita as coisas, porque eu sei os próximos passos, mas também fica mais difícil porque eu sei”, reflete.</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/marcia-cominetti-ciencia-e-empatia-contra-o-alzheimer/">Márcia Cominetti: ciência e empatia contra o Alzheimer</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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		<title>Esforço colaborativo para desvendar a síndrome de Down</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/entrevistas/sindrome-de-down-joaquin-espinosa-nih/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Dec 2024 21:02:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[#colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[#NIH]]></category>
		<category><![CDATA[#pesquisa clínica]]></category>
		<category><![CDATA[#pesquisa translacional]]></category>
		<category><![CDATA[#síndrome de down]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com foco na medicina personalizada, biólogo argentino Joaquin Espinosa detalha como avanços na pesquisa podem antecipar riscos e melhorar a vida de pessoas com Down</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/entrevistas/sindrome-de-down-joaquin-espinosa-nih/">Esforço colaborativo para desvendar a síndrome de Down</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em encontro com pesquisadores brasileiros no Centro de Ensino e Pesquisa Albert Einstein – Campus Cecília e Abram Szajman –, em São Paulo, o biólogo argentino <strong>Joaquin Espinosa</strong> destacou as novas <strong>descobertas e oportunidades terapêuticas</strong> relacionadas à <strong>síndrome de Down</strong>.</p>



<p>Espinosa é diretor-executivo do&nbsp;<a href="https://medschool.cuanschutz.edu/linda-crnic-institute">Linda Crnic Institute for Down Syndrome</a>,&nbsp;um dos principais centros de pesquisa em Down do mundo, sediado na&nbsp;Universidade do Colorado, nos Estados Unidos. Fundado em 2008, o instituto é responsável por <strong>plataformas translacionais de pesquisa</strong>, abrangendo desde a pesquisa básica até a ciência aplicada, incluindo ensaios clínicos e assistência médica.</p>



<p>Durante a visita, foi oficializada a participação do Brasil, por meio do Einstein, no braço latino-americano do projeto global <strong><a href="https://www.trisome.org/">Human Trisome Project</a></strong>, liderado por Espinosa e vinculado ao programa INCLUDE, com apoio dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos. O estudo é aberto, com dados disponíveis no site <em>TrisomExplorer</em>.</p>



<p>O objetivo do Human Trisome Project é melhorar a qualidade de vida de pessoas com Down, condição causada por uma cópia extra do cromossomo 21 (<strong>trissomia 21</strong>), abordando fenótipos comuns e condições associadas.</p>



<p>Apesar de alterações cromossômicas geralmente serem incompatíveis com a vida, a trissomia 21 permite que a maioria das pessoas tenha uma <strong>vida plena e autônoma</strong>, desde que receba estímulos e suporte clínico desde cedo.</p>



<p>O sequenciamento do cromossomo 21 em 2000 identificou 225 genes e revelou um <strong>perfil clínico único</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Menor risco de câncer, aterosclerose e alergias;</li>



<li>Mas maior prevalência de doenças autoimunes, Alzheimer, infecções pulmonares, problemas cardíacos, de visão e audição, além de transtornos do espectro do autismo.</li>
</ul>



<p>De acordo com Espinosa, a cópia extra do cromossomo 21 modula a aparência e a gravidade das principais condições médicas.</p>



<p>“O entendimento desta condição resultará em uma <strong>abordagem médica personalizada</strong>, que incluirá terapias para as pessoas que são afetadas por qualquer uma das muitas condições médicas moduladas pela trissomia 21”, explica o pesquisador.</p>



<p>Entre os estudos em andamento, investiga-se o uso do medicamento <strong>tofacitinibe</strong> em doenças imunológicas de pele.</p>



<p>“A trissomia 21 causa sinalização hipersensível de <strong>interferon</strong> [um tipo de sinalizador químico que inibe a multiplicação de vírus e ativa células de defesa no organismo], o que leva à desregulação imunológica”, esclarece Espinosa.</p>



<p>A partir disso, o grupo liderado por ele testou um <strong>inibidor da Janus quinase</strong> (JAK) – uma proteína intracelular fundamental nos processos inflamatórios – para mitigar a resposta de interferon, agindo nas condições de pele causadas por desregulação imunológica e em outras condições comuns na síndrome de Down, como hipotireoidismo e comprometimento cognitivo.</p>



<p>Em entrevista ao <strong>Science Arena</strong>, Joaquin Espinosa falou sobre a amplitude do Human Trisome Project, a inclusão de países da América Latina e os avanços na medicina personalizada para a Síndrome de Down.</p>



<p class="has-black-color has-vivid-cyan-blue-background-color has-text-color has-background has-link-color has-medium-font-size wp-elements-5d6e52c795e6bd4c2236bab163415703"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Condições Autoimunes em Pessoas com Síndrome de Down</mark></strong></p>



<p><em><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Clique nos tópicos para saber mais:</mark></strong></em></p>



<div  class="custom-block acordeon-sa ">
    <dl class="acordeon-itens" aria-label="Clique no item para exibir sua definição">

        
        <div class="ac-item">
            <dt class="ac-titulo" role="button">
                <h3>Prevalência Geral de Condições Autoimunes</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>60% dos adultos com Síndrome de Down têm pelo menos uma condição autoimune.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
            <dt class="ac-titulo" role="button">
                <h3>Doenças Autoimunes da Tireoide</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>50% apresentam doenças autoimunes da tireoide (AITD), como hipotireoidismo ou hipertireoidismo.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
            <dt class="ac-titulo" role="button">
                <h3>Condições Autoimunes da Pele</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>35% das pessoas têm condições autoimunes da pele.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
            <dt class="ac-titulo" role="button">
                <h3>Doença Celíaca</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <p>10% são diagnosticados com doença celíaca.</p>
            </dd>
        </div>

        
        <div class="ac-item">
            <dt class="ac-titulo" role="button">
                <h3>Outras Condições Autoimunes</h3>
            </dt>
            <dd class="ac-conteudo desc">
                <ol>
<li>Alopecia areata: 7,7%</li>
<li>Dermatite atópica: 27,9%</li>
<li>Psoríase: 6,1%</li>
<li>Vitiligo: 1,9%</li>
<li>Foliculite: 20,6%</li>
</ol>
            </dd>
        </div>

        
    </dl>
    
</div>


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<p class="has-small-font-size"><em>Fonte: Human Trisome Project</em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Science Arena – No campo das análises multiômicas, para quais perguntas o seu grupo está buscando respostas? </strong><strong></strong></h2>



<p><strong>Joaquin Espinosa –</strong> As análises multiômicas são muito importantes, pois permitem decifrar fenômenos. No nosso caso, queremos entender quais são as mudanças biológicas produzidas pelo cromossomo extra. Usamos o transcriptoma, proteoma, metaboloma, entre outras ferramentas ômicas, para analisar pessoas de diferentes sexos e idades. Com a multiômica, o processo de descoberta se acelera. Colecionamos os dados sem uma hipótese pré-definida, simplesmente buscando diferenças.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Em que consiste o INCLUDE e quais são as principais contribuições na busca por marcadores associados ao cromossomo 21 e no entendimento da síndrome de Down a partir de análises com grandes coortes e pesquisa clínica?</strong></h2>



<p>O INCLUDE é um projeto financiado pelos National Institutes of Health [NIH], dos Estados Unidos, que investiga como ocorrem as condições que mais acometem, ao longo da vida, as pessoas com síndrome de Down.</p>



<p>No contexto do projeto INCLUDE, atuamos com o Human Trisome Project, que reúne cerca de 50 linhas de pesquisa voltadas para pesquisa clínica feita com grandes coortes de pacientes, para a identificação de marcadores que expliquem o comportamento biológico da síndrome de Down.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A síndrome de Down não é uma doença, e, portanto, não se fala em cura. Mas, ao pensar em melhorar a qualidade de vida das pessoas, quais são as descobertas e oportunidades terapêuticas mais recentes?</strong><strong></strong></h2>



<p>A expectativa de vida dos pacientes tem aumentado, graças aos cuidados médicos e à sua inserção na sociedade. Hoje, por exemplo, as cardiopatias congênitas podem ser corrigidas por cirurgia.</p>



<p>As pessoas com síndrome de Down crescem mais devagar e não alcançam o seu tamanho ideal por falta de hormônio do crescimento, que é produzido em menor quantidade, e a reposição surgiu como uma opção terapêutica.</p>



<p>Sabemos também que há transtornos do sono, como a apneia, que pode gerar falta de oxigênio e impedir o desenvolvimento, por exemplo, da capacidade cognitiva. Estamos buscando tratamento para essa condição. &nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por que a inclusão de países da América Latina no Human Trisome Project é importante?</strong></h2>



<p>Na América Latina há uma variabilidade etnográfica, não somente de diferentes raças, como também de diferentes culturas, dietas e geografias climáticas. Pode haver muitos fatores capazes de modificar o efeito do cromossomo a mais da síndrome de Down nesta população.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Estamos muito entusiasmados em colaborar com os colegas do Brasil e de outros países para entender como é a síndrome de Down nestas nações e quais são os aspectos similares e os distintos aos que vemos nos Estados Unidos.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como se dará a parceria com o Brasil?</strong></h2>



<p>Teremos aqui uma equipe liderada pelas doutoras Ana Cláudia Brandão e Bruna Zampieri, ambas do Einstein, que irá contribuir com dados de 250 participantes com síndrome de Down.</p>



<p>Os dados vão compor um estudo que terá 1,5 mil participantes de toda a América Latina. Todas as amostras biológicas coletadas serão analisadas com um protocolo comum, o mesmo adotado nos Estados Unidos.</p>



<p>Há características peculiares. Por exemplo, no Brasil há certas doenças tropicais endêmicas que não se observam em outros países, como a dengue. Então, é muito importante a população brasileira estar incluída no projeto.</p>



<p>Poderemos fazer descobertas específicas para a população brasileira a partir dos dados clínicos, cognitivos, de imagem, cardiometabólicos e mutiômicos que compõe o projeto, cujo protocolo é único para todos os parceiros.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que há mais de expectativa em relação ao projeto?</strong></h2>



<p>A expectativa é que, na prática, as pessoas com síndrome de Down não tenham que ir tanto ao médico. Que elas tenham autonomia, mais saúde. Queremos oferecer diagnósticos baseados em biomarcadores que indiquem, por exemplo, se uma pessoa está em alto risco de doenças como tireoide, obesidade ou condições metabólicas.&nbsp;</p>



<p>Queremos fazer uma intervenção personalizada, entendendo quais fatores determinam o perfil específico de cada indivíduo e como a trissomia 21 se manifesta em cada caso.</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/entrevistas/sindrome-de-down-joaquin-espinosa-nih/">Esforço colaborativo para desvendar a síndrome de Down</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Quando a desprescrição de remédios é necessária?</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/medicamentos-cardiovasculares-desprescricao-polifarmacia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Nov 2024 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#boas práticas]]></category>
		<category><![CDATA[#clínica médica]]></category>
		<category><![CDATA[#desprescrição]]></category>
		<category><![CDATA[#farmacologia]]></category>
		<category><![CDATA[#pesquisa clínica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=4820</guid>

					<description><![CDATA[<p>Médicos devem interromper prescrição de medicamentos cardiovasculares diante de potenciais danos ou quando houver melhores alternativas, alertam pesquisadores</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/medicamentos-cardiovasculares-desprescricao-polifarmacia/">Quando a desprescrição de remédios é necessária?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Uma das bases da prática médica é a <strong>prescrição de medicamentos</strong>, baseada em evidências obtidas em <strong>estudos clínicos</strong>. Estes, porém, normalmente testam a adoção de <strong>novos medicamentos de uso contínuo</strong> em ensaios de curta duração.</p>



<p>Muito menos atenção é dada à questão da <strong>descontinuação de tratamentos farmacológicos</strong>, especialmente após um período de tratamento em que o paciente envelhece e as doenças podem progredir e novas condições podem surgir.</p>



<p>Dada a escassez de dados, as diretrizes da prática clínica oferecem pouca ou nenhuma orientação sobre quando e como <strong>desprescrever medicamentos</strong> para <strong>condições cardiovasculares</strong>.</p>



<p>As decisões são muitas vezes deixadas à critério dos clínicos que, junto com seus pacientes, decidem parar com algum tratamento por conta de efeitos colaterais.</p>



<p>“Mesmo na ausência de efeitos adversos, a continuação de medicamentos sem efeito comprovado pode causar prejuízo devido a <strong>interação medicamentosa</strong>, emergência da chamada <strong>polifarmácia</strong> e gastos adicionais que poderiam ser evitados para sistemas de saúde já sufocados”, defendem pesquisadores dos Estados Unidos e da Áustria <a href="https://academic.oup.com/eurheartj/article-abstract/45/23/2039/7688420" target="_blank" rel="noreferrer noopener">em artigo no <em>European Heart Journal</em></a><em>,</em> da Sociedade Europeia de Cardiologia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Tipos de medicamentos</mark></strong></h2>



<p>A publicação traz uma lista de tipos de medicamentos e as respectivas condições nas quais devem ser <strong>descontinuados </strong>por causar prejuízo ao paciente, não ter efeito comprovado ou pela existência de melhores opções.</p>



<p>Os autores trazem ainda uma abordagem a ser aplicada por clínicos para descontinuar certos tratamentos, levando em conta as <strong>expectativas dos pacientes</strong>.</p>



<p>Pacientes com <strong>insuficiência cardíaca avançada</strong>, por exemplo, muitas vezes expressam preferência por qualidade em vez de extensão de vida, o que chama a atenção para a potencial discrepância entre as expectativas do médico e do paciente, escrevem os autores.</p>



<p>“Além disso, cada um pode perceber a severidade dos efeitos colaterais de forma diferente, como fadiga e disfunção erétil.”</p>



<p>Entre os 11 tratamentos que podem causar prejuízo, os pesquisadores listam, por exemplo, <strong>antiplaquetários</strong> em pacientes com doença cardiovascular estável que já tomam anticoagulantes por via oral. Evidências mostram que a abordagem aumenta o risco de hemorragia, sem redução de eventos isquêmicos.</p>



<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6a64f10c7e048&quot;}" data-wp-interactive="core/image" class="wp-block-image size-medium is-resized wp-lightbox-container"><img loading="lazy" decoding="async" width="503" height="800" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on-async--click="actions.showLightbox" data-wp-on-async--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on-async-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/11/Infografico-Desprescricao-503x800.jpg" alt="" class="wp-image-4823" style="width:511px" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/11/Infografico-Desprescricao-503x800.jpg 503w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/11/Infografico-Desprescricao-755x1200.jpg 755w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/11/Infografico-Desprescricao-252x400.jpg 252w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/11/Infografico-Desprescricao-768x1221.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/11/Infografico-Desprescricao-966x1536.jpg 966w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/11/Infografico-Desprescricao-94x150.jpg 94w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2024/11/Infografico-Desprescricao.jpg 1201w" sizes="auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px" /><button
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		</button><figcaption class="wp-element-caption">Konstantin A Krychtiuk, Bernard J Gersh, Jeffrey B Washam, Christopher B Granger, When cardiovascular medicines should be discontinued, European Heart Journal, Volume 45, Issue 23, 14 June 2024, Pages 2039–2051, https://doi.org/10.1093/eurheartj/ehae302</figcaption></figure>



<p>Suplemento de <strong>óleo de peixe</strong> para redução do risco de doença cardiovascular é um dos sete tratamentos cuja descontinuação é recomendada pelos autores por falta de benefício comprovado. </p>



<p>Por sua vez, drogas que dispõem de melhores alternativas incluem a <strong>varfarina</strong> em casos de fibrilação atrial e <strong>clopidogrel</strong> após síndrome coronária aguda. Estes e mais quatro tratamentos podem, segundo os autores, ser substituídos por outros com mais benefícios.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>De acordo com os autores, uma grande barreira para a desprescrição de medicamentos é a falta de evidências de alta qualidade sobre o tema.</p></blockquote></figure>



<p>Isso inclui a falta de informações sobre o processo e o tempo da descontinuação, a estratégica correta (trocar por outro, parar parcial ou totalmente), ausência de dados sobre a eficácia de medicamentos em idosos com comorbidades e de informações sobre interação entre medicamentos.</p>



<p>Os autores advogam que os comitês para diretrizes de prática clínica devem incluir uma <strong>revisão estruturada regular dos medicamentos</strong> a serem utilizados, incluindo a desprescrição como uma diretriz a ser seguida.</p>



<p>Além disso, financiamento à pesquisa deve ser fornecido para investigar estratégias escaláveis para o procedimento.</p>



<p>Os pesquisadores afirmam, no artigo, que, como clínicos, é dever deles assegurar que seus pacientes sejam tratados com medicamentos atualizados e baseados em evidências, de forma a reduzir morbidade e mortalidade, além de melhorar a qualidade de vida. </p>



<p>Também afirmam que tão ou mais importante é prevenir danos desnecessários causados por drogas ou intervenções comprovadamente capazes de prejudicar os pacientes.</p>
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