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	<title>#medicina | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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	<description>Science Arena - Ciências da saúde &#124; Para quem vê o mundo através da ciência</description>
	<lastBuildDate>Tue, 16 Jun 2026 13:19:31 +0000</lastBuildDate>
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	<title>#medicina | Artigos, Pesquisas e Estudos - Science Arena</title>
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		<title>Eletroacupuntura pode ajudar contra dor causada pela quimioterapia</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/eletroacupuntura-pode-ajudar-contra-dor-causada-pela-quimioterapia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#ASCO]]></category>
		<category><![CDATA[#câncer]]></category>
		<category><![CDATA[#medicina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo de fase 3 apresentado na ASCO investiga técnica como alternativa não farmacológica para neuropatia periférica em pacientes com câncer</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/eletroacupuntura-pode-ajudar-contra-dor-causada-pela-quimioterapia/">Eletroacupuntura pode ajudar contra dor causada pela quimioterapia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A <strong>eletroacupuntura</strong> pode se tornar uma <strong>nova aliada</strong> no tratamento da <strong>neuropatia periférica induzida por quimioterapia</strong> (NPIQ), uma das complicações mais comuns e incapacitantes enfrentadas por <strong>pacientes com câncer</strong>, aponta um <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.2026.44.16_suppl.e24173" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo publicado na edição de junho</a> do <em>Journal of Clinical Oncology</em>.</p>



<p>Os dados iniciais do estudo – um ensaio clínico randomizado de fase 3 conduzido nos Estados Unidos – foram apresentados durante a reunião anual da <a href="https://www.asco.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">American Society of Clinical Oncology</a> (ASCO), realizada entre 29 de maio e 2 de junho em Chicago (EUA), na sessão sobre <strong>Cuidados de Suporte e Medicina Integrativa</strong>.</p>



<p>Causada por determinados <strong>quimioterápicos</strong> e <strong>dosagens</strong>, a NPIQ pode provocar dor, formigamento, perda de sensibilidade e limitações funcionais, sintomas que podem <strong>persistir por meses ou anos</strong>, mesmo após o fim do tratamento.</p>



<p>Apesar da alta incidência e de afetar significativamente a <strong>qualidade de vida</strong> dos pacientes oncológicos, ainda são poucas as alternativas eficazes para seu controle.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Durante a estudo, os pesquisadores buscaram avaliar se a eletroacupuntura – técnica que potencializa a acupuntura tradicional ao conectar correntes elétricas de baixa intensidade às agulhas inseridas nos pontos de acupuntura – seria mais eficaz do que a acupuntura simulada para aliviar a dor neuropática persistente após o tratamento quimioterápico.</p></blockquote></figure>



<p>A acupuntura é uma das chamadas <strong>Práticas Integrativas e Complementares em Saúde</strong> (PICS), retratadas em <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/abordagens-integrativas-podem-ser-aliadas-da-oncologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">reportagem do Science Arena</a> publicada em 2024, sobre como abordagens integrativas podem ser aliadas da oncologia, desde que baseadas em evidências para o manejo dos efeitos adversos do câncer e de seu tratamento. </p>



<p>No Brasil, a técnica faz parte da <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics/pnpic" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares</a> (PNPIC), implementada pelo Ministério da Saúde com o objetivo de incorporar e implementar tais práticas no Sistema Único de Saúde (SUS), na perspectiva da prevenção de agravos e da promoção e recuperação da saúde, voltada ao cuidado continuado, humanizado e integral em saúde.  </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Alternativa não farmacológica</strong></h2>



<p>Para a pesquisa, foram recrutados 255 pacientes que haviam <strong>concluído a quimioterapia</strong> há pelo menos três meses e apresentavam <strong>dor neuropática</strong> moderada a intensa. A amostra incluiu pacientes com diversidade racial e étnica e histórico de cânceres de mama, colorretal e de ovário, entre outros tumores.&nbsp;</p>



<p>Durante a pesquisa, foram realizadas dez sessões ao longo de oito semanas, seguidas de um período de acompanhamento. Os resultados iniciais mostraram uma <strong>elevada carga de sintomas</strong>, evidenciando a magnitude do problema e a necessidade de novas <strong>estratégias de cuidado</strong>.&nbsp;</p>



<p>Segundo os pesquisadores, o perfil dos participantes representa adequadamente a população afetada pela <strong>neuropatia induzida por quimioterapia</strong>, fortalecendo o potencial de aplicação dos resultados na <strong>prática clínica</strong>.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Embora as análises de eficácia ainda não tenham sido divulgadas, o estudo reforça a relevância de investigar novas estratégias terapêuticas que possam complementar ou reduzir a dependência de medicamentos para controle da dor em pacientes oncológicos.</p></blockquote></figure>



<p>De acordo com os resultados preliminares do estudo, a eletroacupuntura poderá se consolidar como uma <strong>alternativa não farmacológica</strong> para o controle da dor neuropática e para a melhoria da <strong>qualidade de vida</strong> de pacientes com diferentes tipos de câncer.</p>



<p>Ainda conforme o estudo, caso os resultados sejam positivos, a intervenção poderá ampliar o <strong>conjunto de abordagens</strong> <strong>integrativas</strong> baseadas em evidências disponíveis para o manejo dos <strong>efeitos tardios</strong> do tratamento oncológico.</p>



<p>As análises de desfecho serão relatadas posteriormente, mas a expectativa é que indiquem se a eletroacupuntura pode oferecer <strong>benefícios clínicos relevantes</strong> para pacientes sem evidência da doença ou com a doença estável.</p>
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		<title>&#8220;Uma espécie em extinção&#8221;: o que está empurrando médicos-pesquisadores para fora da ciência</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/uma-especie-em-extincao-o-que-esta-empurrando-medicos-pesquisadores-para-fora-da-ciencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#burnout]]></category>
		<category><![CDATA[#carreira científica]]></category>
		<category><![CDATA[#medicina]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=9097</guid>

					<description><![CDATA[<p>Levantamento com 230 profissionais nos EUA mostra que 49% consideram deixar a pesquisa, e os motivos vão além da falta de dinheiro</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os chamados <strong>médicos-pesquisadores</strong> (profissionais que dividem o tempo entre a pesquisa científica e a prática clínica) são considerados peça-chave na tradução de descobertas científicas em novos tratamentos.&nbsp;</p>



<p>Apesar disso, <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40247298/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">um estudo publicado na revista BMC Medical Education</a> revelou que quase metade (49%) desses profissionais nos Estados Unidos cogitam <strong>abandonar a carreira de pesquisa</strong>, nos dois anos seguintes, para se dedicar exclusivamente ao atendimento de pacientes.</p>



<p>O levantamento foi conduzido com 230 médicos-pesquisadores de 110 instituições estadunidenses, recrutados por meio da plataforma SurveyMonkey. O grupo era composto majoritariamente por residentes, fellows e graduados de programas de treinamento nos últimos dez anos.&nbsp;</p>



<p>Entre os participantes, 56% eram homens e 67% tinham entre 35 e 44 anos.</p>



<p>As principais razões para considerar o abandono foram o <strong>sentimento de infelicidade</strong> e o <strong>estresse</strong> (35%), o <strong>burnout</strong> (35%) e a <strong>dificuldade de obter financiamento</strong> (30%). Apenas 10% declararam não ter qualquer intenção de deixar a pesquisa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Barreiras para o início de carreira</strong></h2>



<p>Entre os desafios mais frequentes, 63% dos participantes citaram a <strong>dificuldade de equilibrar responsabilidades clínicas e acadêmicas</strong>. A conciliação entre trabalho e vida familiar foi apontada por 53%, e a insuficiência de financiamento para pesquisa, por 41%.</p>



<p>Os autores do estudo verificaram que a maioria dos médicos-pesquisadores passava mais tempo no laboratório do que no consultório. A divisão mais comum era na proporção de 80/20 (37% dos casos), seguida por 75/25 (18%). Uma parcela menor dedicava proporções iguais a ambas as atividades.</p>



<p>O estudo também identificou disparidades de representação: mulheres, minorias étnicas, pessoas com baixo nível socioeconômico e com deficiência estão sub-representadas nesse grupo, embora não tenham sido encontradas diferenças estatisticamente significativas nas respostas entre homens e mulheres.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“Os médicos pesquisadores têm uma combinação única de competências que ampliam as possibilidades das práticas correntes e motiva o desenvolvimento de soluções inovadoras”,<strong> diz Gary Désir, da Universidade de Yale e coautor do estudo, em declaração ao site da instituição.</strong></p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Trabalho e família</strong></h2>



<p>Mais da metade dos participantes relatou dificuldades para equilibrar trabalho e vida familiar. Os principais entraves citados foram o <strong>treinamento prolongado</strong>, a <strong>pressão por produtividade científica</strong> e a <strong>baixa remuneração</strong>.</p>



<p>Como consequência, médicos-pesquisadores que desejam constituir família podem adiar ou abandonar o projeto — decisão que tende a ser particularmente difícil para <strong>mulheres</strong>, em razão dos riscos associados à gravidez tardia.&nbsp;</p>



<p>Os autores ressaltam que políticas institucionais como creche e agenda flexível são condições essenciais para viabilizar a maternidade nesse contexto.</p>



<p>O declínio no número de médicos-pesquisadores não é recente.&nbsp;</p>



<p>Segundo artigo publicado em dezembro de 2023 na revista <em>Nature Medicine</em>, citado pelos autores, a prevalência desses profissionais na comunidade médica caiu de 4,5% para 1,6% entre 1985 e 2011, redução de 35%, mesmo período em que o orçamento dos National Institutes of Health (NIH) dobrou.</p>



<p>Outro indicador preocupante é o <strong>envelhecimento da categoria</strong>. Um estudo publicado em agosto de 2018 no <em>Journal of Infectious Diseases </em>observou declínio significativo no número de cientistas entre 31 e 50 anos.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><em>“Os médicos-cientistas são considerados uma espécie em extinção”, afirma Jennifer Kwan.</em></p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Comprometimento com a ciência</strong></h2>



<p>Apesar da disposição de muitos em abandonar a área, a maior parte dos participantes afirmou que havia grande probabilidade de continuarem. Segundo os autores, esse dado pode refletir o <strong>forte comprometimento com a ciência</strong> e o impacto percebido do trabalho de pesquisa.</p>



<p>Outros fatores que contribuem para a permanência incluem a obtenção de financiamento, que, embora competitivo, oferece estabilidade temporária, a expectativa de melhoria no ambiente de pesquisa e a percepção de não estar preparado para atuar exclusivamente na atenção a pacientes ou na indústria farmacêutica.</p>



<p>Para conter o desgaste no médio e longo prazo, os autores recomendam ampliar programas de bolsas para médicos em início de carreira, oferecer incentivos financeiros e criar programas estruturados de mentoria e desenvolvimento de carreira.</p>
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		<title>Entre a prática profissional e a pesquisa: como construir uma carreira dupla na ciência? </title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/entre-a-pratica-profissional-e-a-pesquisa-como-construir-uma-carreira-dupla-na-ciencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 15:02:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreiras]]></category>
		<category><![CDATA[#carreira científica]]></category>
		<category><![CDATA[#medicina]]></category>
		<category><![CDATA[#médicos-pesquisadores]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Encontro virtual do Science Arena, em 30/06, discute os desafios de conciliar atuação profissional e pesquisa científica, com foco na trajetória de médicos-cientistas e em aprendizados para outras áreas </p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/entre-a-pratica-profissional-e-a-pesquisa-como-construir-uma-carreira-dupla-na-ciencia/">Entre a prática profissional e a pesquisa: como construir uma carreira dupla na ciência? </a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Conciliar <strong>carreira profissional </strong>com a <strong>produção de conhecimento científico</strong> é um desafio comum a muitos pesquisadores que atuam fora da trajetória acadêmica tradicional. Na área da saúde, esse percurso ganha contornos específicos na figura do <strong>médico-cientista</strong>, que divide sua rotina entre o cuidado a pacientes, a gestão clínica, a formação de equipes e o desenvolvimento de pesquisas capazes de <strong>transformar observações da prática em novas perguntas científicas</strong>.</p>



<p>Mas como organizar o tempo, sustentar uma agenda de pesquisa, formar redes de colaboração e manter produção científica relevante sem renunciar à atuação profissional? Essa é uma das questões discutidas no próximo encontro virtual do <strong>Science Arena</strong>, que acontece no dia <strong>30 de junho</strong>, <strong>às 18h30</strong>.  </p>



<p>O convidado da vez é o médico cardiologista <strong>Fernando Bacal</strong>, diretor da Unidade Clínica de Transplante Cardíaco do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e vice-presidente de Pesquisa e Inovação do Einstein. </p>



<p>A live será realizada via <strong>Zoom</strong> mediante <strong>inscrição gratuita</strong>. </p>



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</div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A carreira de médico-cientista e seus desafios</strong></h2>



<p>Nos últimos meses, o <strong>Science Arena</strong> tem discutido em diferentes reportagens os obstáculos enfrentados por médicos que desejam seguir produzindo ciência (<em>veja os links sobre esse conteúdo no final deste texto, em </em>SAIBA MAIS).  </p>



<p>Entre eles estão a falta de tempo protegido para pesquisa, a dependência de financiamento instável, a escassez de incentivos institucionais e a dificuldade de conciliar rotina profissional, vida pessoal e produção acadêmica.&nbsp;</p>



<p>Esses desafios evidentemente não se restringem à medicina. Em diferentes áreas do conhecimento, profissionais que atuam em hospitais, empresas, organizações públicas, centros de inovação, institutos de pesquisa ou outras instituições também enfrentam a mesma pergunta:&nbsp;<em>como manter uma trajetória científica ativa sem necessariamente seguir o caminho exclusivo da carreira acadêmica?</em></p>



<p>A conversa com&nbsp;<strong>Fernando&nbsp;Bacal</strong>&nbsp;parte da experiência concreta de um médico com atuação clínica, científica, institucional e de liderança para refletir sobre caminhos possíveis de uma carreira dupla.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A proposta é discutir não apenas os obstáculos, mas também estratégias de organização, colaboração e tomada de decisão que podem inspirar profissionais de diferentes formações interessados em preservar sua ligação com a pesquisa científica.</p>



<p>Ao longo da live do Science Arena, serão discutidos temas como:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Os principais desafios de conciliar atuação profissional e pesquisa científica; </li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>A importância do tempo protegido, da colaboração e do apoio institucional; </li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Como transformar problemas da prática profissional em perguntas de pesquisa; </li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>O papel de redes e instituições na sustentação de carreiras científicas híbridas; </li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>O que a experiência de médicos-cientistas pode ensinar a profissionais de outras áreas que desejam continuar pesquisando. </li>
</ul>



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<div class="wp-block-button has-custom-width wp-block-button__width-50"><a class="wp-block-button__link has-black-color has-vivid-green-cyan-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-element-button" href="https://einstein.zoom.us/webinar/register/WN_YJiur0vnS5qf0V2nyuIPUg#/registration" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>INSCREVA-SE AGORA</strong></a></div>
</div>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1200" height="799" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/06/fernando-bacal-einstein-usp.jpg" alt="Palestrante Fernando Bacal fala ao microfone durante evento científico, com projeção ao fundo relacionada à área médica. " class="wp-image-9050" style="aspect-ratio:16/9;object-fit:cover" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/06/fernando-bacal-einstein-usp.jpg 1200w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/06/fernando-bacal-einstein-usp-800x533.jpg 800w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/06/fernando-bacal-einstein-usp-400x266.jpg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/06/fernando-bacal-einstein-usp-768x511.jpg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/06/fernando-bacal-einstein-usp-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption class="wp-element-caption">O cardiologista Fernando Bacal, vice-presidente de Pesquisa e Inovação do Einstein Hospital Israelita, é o convidado para o encontro virtual que o Science Arena realiza no dia 30 de junho | Imagem: Lucas Nave </figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por que não perder esta live gratuita?</strong> </h2>



<p>Para médicos, profissionais da saúde e pesquisadores interessados na carreira de médico-cientista, o encontro oferece uma oportunidade de compreender melhor as exigências, os dilemas e as possibilidades dessa trajetória.&nbsp;</p>



<p>Mas a discussão também é relevante para profissionais de outras áreas que desejam construir uma carreira no mercado de trabalho, em organizações públicas ou privadas, sem renunciar ao interesse pela pesquisa científica.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Ao abordar a carreira dupla a partir da experiência de um médico-pesquisador, a live propõe uma reflexão mais ampla sobre como ciência, prática profissional e inovação podem se articular em trajetórias diversas.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Serviço</strong></h2>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>📅 30 de junho de 2026 (terça-feira) <br>⏰ 18h30 às 19h30 (horário de Brasília) <br>📍 Transmissão online via Zoom </p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Participantes:</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Bruno de Pierro (mediador): </strong>editor-chefe do Science Arena </li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Fernando Bacal:</strong> médico cardiologista, diretor da Unidade Clínica de Transplante Cardíaco do InCor-HC-FMUSP e vice-presidente de Pesquisa e Inovação do Einstein.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Inscrições gratuitas</strong></h2>



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<div class="wp-block-button has-custom-width wp-block-button__width-50"><a class="wp-block-button__link has-black-color has-vivid-green-cyan-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-element-button" href="https://einstein.zoom.us/webinar/register/WN_YJiur0vnS5qf0V2nyuIPUg#/registration" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>INSCREVA-SE AGORA</strong></a></div>
</div>



<p>Ou copie e cole o link em seu navegador: <a href="https://einstein.zoom.us/webinar/register/WN_YJiur0vnS5qf0V2nyuIPUg#/registration" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://einstein.zoom.us/webinar/register/WN_YJiur0vnS5qf0V2nyuIPUg#/registration</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>SAIBA MAIS</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Médica da Fiocruz <a href="https://www.sciencearena.org/entrevistas/carreira-de-medico-cientista-ainda-enfrenta-barreiras-no-brasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">discute os obstáculos da carreira dupla</a>, a ausência de financiamento contínuo e o papel estratégico da pesquisa no SUS. </li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Com metade dos especialistas doutores, <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/vocacao-colaboracao-e-familia-o-que-motiva-medicos-a-continuar-ou-abandonar-a-pesquisa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a Holanda revela por que tão poucos continuam pesquisando</a> e o que separa os que ficam dos que saem. </li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/falta-de-financiamento-continuo-compromete-carreira-de-medicos-cientistas-no-brasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dependência de editais curtos e incertos</a> impede que profissionais com dupla atuação mantenham estabilidade e produção científica. </li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pesquisa aponta benefícios diretos para pacientes, <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/medicos-cientistas-no-brasil-carreira-essencial-ainda-enfrenta-obstaculos-estruturais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mas revela obstáculos estruturais</a> que dificultam a consolidação dessa carreira no país. </li>
</ul>



<p></p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/entre-a-pratica-profissional-e-a-pesquisa-como-construir-uma-carreira-dupla-na-ciencia/">Entre a prática profissional e a pesquisa: como construir uma carreira dupla na ciência? </a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Médicos-cientistas no Brasil: carreira essencial ainda enfrenta obstáculos estruturais</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/carreiras/medicos-cientistas-no-brasil-carreira-essencial-ainda-enfrenta-obstaculos-estruturais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreiras]]></category>
		<category><![CDATA[#carreira científica]]></category>
		<category><![CDATA[#fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[#medicina]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=8697</guid>

					<description><![CDATA[<p>Pesquisa aponta benefícios diretos para pacientes, mas revela obstáculos estruturais que dificultam a consolidação dessa carreira no país</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/medicos-cientistas-no-brasil-carreira-essencial-ainda-enfrenta-obstaculos-estruturais/">Médicos-cientistas no Brasil: carreira essencial ainda enfrenta obstáculos estruturais</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nas áreas da saúde e da pesquisa científica, existem profissionais que combinam os repertórios dos dois campos: os <strong>médicos-cientistas</strong>. Profissionais que se dividem entre as duas carreiras podem proporcionar diferentes contribuições à população.&nbsp;</p>



<p>No entanto, quem decide seguir esse caminho no Brasil costuma enfrentar vários desafios, tornando essa jornada bastante árdua.&nbsp;</p>



<p>Um <a href="https://journals.plos.org/globalpublichealth/article/authors?id=10.1371/journal.pgph.0004234" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo publicado na revista <em>PLOS Global Public Health</em></a> em 2025 mostra como esses profissionais podem oferecer diversos benefícios, usando evidências científicas para melhorar o atendimento a pacientes.  </p>



<p><a href="https://www.sciencearena.org/entrevistas/carreira-de-medico-cientista-ainda-enfrenta-barreiras-no-brasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Em entrevista ao Science Arena</a>, uma das autoras do estudo, a médica e pesquisadora <strong>Beatriz Barreto-Duarte</strong>, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Translacional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na Bahia, disse que os “médicos-cientistas desempenham um papel estratégico ao transformar observações do cotidiano clínico em perguntas de pesquisa capazes de orientar políticas públicas mais efetivas”.</p>



<p>Em meio à sua carreira dupla, Barreto-Duarte também encara desafios para realizar as suas atividades de maneira sustentável.&nbsp;</p>



<p>Aliás, para mulheres, as dificuldades podem ser ainda maiores. A pesquisa na <em>PLOS Global Public Health</em> indica que o grupo feminino é acometido tanto por falta de políticas de apoio quanto por complicações para conciliar o trabalho com a maternidade.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A falta de tempo protegido</strong></h2>



<p>Beatriz Barreto-Duarte relatou ao <strong>Science Arena</strong> os problemas que enfrenta como uma profissional que escolheu conciliar as duas carreiras. Assim, quando se trata dos desafios pessoais e institucionais para manter as atividades dos dois campos – o clínico e a pesquisa –, ela citou a <strong>falta de tempo protegido</strong> como um dos maiores obstáculos.&nbsp;</p>



<p>A ausência desse período, que deveria ser voltado para o descanso e o restabelecimento da energia, leva o profissional a elevados níveis de exaustão.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Ela explicou que, no Brasil, o horário do médico acaba sendo consumido pela assistência. </p></blockquote></figure>



<p>Com isso, não há um tempo adequado para a pesquisa que, por sua vez, acaba comprometendo momentos essenciais para o relaxamento, como o período noturno e os finais de semana.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Falta de incentivo</strong></h2>



<p>Ainda quando se trata dos desafios de equilibrar as atividades das duas carreiras, Barreto-Duarte destacou a <strong>falta de infraestrutura e pouco incentivo institucional</strong> voltado a esses profissionais. “Ainda tratamos o médico-pesquisador como exceção, não como parte essencial do sistema de saúde”, disse.</p>



<p>“O médico-cientista precisa de carreira formal, tempo protegido e financiamento contínuo, como já ocorre em outros países. Hoje, dependemos de editais curtos e incertos”, complementou.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“Ciência de qualidade exige constância. É preciso reconhecer o médico-cientista como uma figura estratégica, com bolsas de transição e integração real entre universidades, hospitais e o Sistema Único de Saúde (SUS)”.</p></blockquote></figure>



<p>Ainda, de acordo com a médica, o investimento na formação de médicos-cientistas é crucial para o desenvolvimento de um sistema de saúde mais inteligente e responsivo.&nbsp;</p>



<p>Para ler o conteúdo completo sobre as dificuldades na carreira de médicos-cientistas, <a href="https://www.sciencearena.org/entrevistas/carreira-de-medico-cientista-ainda-enfrenta-barreiras-no-brasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">veja a entrevista nesta matéria do Science Arena</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/carreiras/medicos-cientistas-no-brasil-carreira-essencial-ainda-enfrenta-obstaculos-estruturais/">Médicos-cientistas no Brasil: carreira essencial ainda enfrenta obstáculos estruturais</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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		<title>Inteligência artificial na saúde: desafios e oportunidades para médicos e pacientes</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/inteligencia-artificial-na-saude-desafios-e-oportunidades-para-medicos-e-pacientes/</link>
					<comments>https://www.sciencearena.org/noticias/inteligencia-artificial-na-saude-desafios-e-oportunidades-para-medicos-e-pacientes/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 19:16:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[#medicina]]></category>
		<category><![CDATA[#saúde digital]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=8701</guid>

					<description><![CDATA[<p>Especialistas defendem formação crítica de profissionais e letramento dos pacientes como condições para o uso responsável das IAs na medicina</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/inteligencia-artificial-na-saude-desafios-e-oportunidades-para-medicos-e-pacientes/">Inteligência artificial na saúde: desafios e oportunidades para médicos e pacientes</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A incorporação de tecnologias digitais para melhorar serviços de saúde é uma tendência global — e o Brasil ocupa posição de destaque nesse cenário. <a href="https://assets.exemplars.health/fd9a20fb-4386-00b3-39a1-1737868b44b7/1efc7ec1-7198-40a3-ad78-979e8f20d9b9/2026.01%20DH%20XC%20Synthesis%20Brief%20vFinal.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Um relatório do Exemplars in Global Health </a>— iniciativa que analisa casos de sucesso em políticas de saúde — selecionou cinco países com resultados positivos na implementação de ferramentas digitais para atenção primária. O Brasil foi um deles.</p>



<p>Segundo a análise, a adoção da telemedicina facilitou o acesso a diagnósticos e tratamentos no país. A implantação de sistemas digitais com informações de saúde de pacientes também foi destacada como medida positiva.</p>



<p>O uso de <strong>inteligências artificiais (IAs)</strong> é outro exemplo de tecnologia digital em expansão no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, em nota enviada à reportagem, o emprego de IAs no <strong>Sistema Único de Saúde (SUS)</strong> está alinhado com o <a href="https://www.gov.br/lncc/pt-br/assuntos/noticias/ultimas-noticias-1/plano-brasileiro-de-inteligencia-artificial-pbia-2024-2028" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA)</a>, proposta lançada em 2024 com o objetivo de melhorar serviços públicos a partir da assimilação da tecnologia.</p>



<p>A incorporação das IAs já ocorre em duas frentes. No âmbito dos profissionais, a tecnologia pode <strong>auxiliar médicos no diagnóstico de doenças</strong>. No âmbito dos pacientes, ferramentas de IA estão disponíveis para <strong>esclarecer dúvidas de saúde</strong> ou elaborar diagnósticos preliminares a partir de sintomas relatados. Esse cenário abre novos desafios e oportunidades para profissionais que lidam com uma população com acesso crescente a informações médicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>IA já integra o currículo médico brasileiro</strong></h2>



<p>O tema é do interesse de <strong>Matheus Torsani</strong>, médico e diretor do Centro de Inteligência Artificial da <strong>Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)</strong>. Ele afirma que o uso de IAs na medicina já é uma realidade: na mais recente atualização das <a href="https://website.abem-educmed.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Resolu%C3%A7%C3%A3o-CNE-CES-no-3-2025_DCNs-de-gradua%C3%A7%C3%A3o-em-Medicina_-1.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs</a><strong>)</strong> dos cursos de medicina, publicada em 2024, a inteligência artificial figura como tópico a ser incorporado à formação.</p>



<p>&#8220;A ideia do nosso centro é tentar organizar o que existe e centralizar como será a formação dos profissionais&#8221;, afirma Torsani.</p>



<p>Para o médico, desenvolver senso crítico sobre o uso de IAs é uma prioridade, tanto para profissionais de saúde quanto para pacientes. Construir esse senso implica compreender que <strong>as ferramentas não são completamente precisas</strong> e que não têm como finalidade substituir a relação pessoal entre médicos e pacientes.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><em>Quando um paciente menciona informações obtidas por meio de IAs, profissionais de saúde devem abordar as vantagens do recurso. Mas devem também informar sobre os riscos de imprecisão dos dados gerados pela tecnologia.</em></p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Eficiência e prevenção: onde as IAs podem ajudar</strong></h2>



<p><strong>Simão Campos</strong>, especialista que participou de projetos na intersecção entre tecnologia e saúde — entre eles, o grupo sobre <a href="https://www.itu.int/en/ITU-T/focusgroups/ai4h/Pages/default.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener">IAs para saúde</a> conduzido em parceria entre a <strong>Organização Mundial da Saúde (OMS)</strong> e a <strong>União Internacional de Telecomunicações (ITU)</strong> —, acredita que as IAs não substituirão os humanos. Para ele, a grande vantagem da tecnologia é melhorar ganhos e eficiência em sistemas de saúde.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;IAs podem funcionar como guias para que pessoas entendam melhor sobre prevenção de doenças.&#8221;, afirma Campos</p></blockquote></figure>



<p>Mas alcançar esse potencial depende de fatores combinados. Campos destaca que profissionais de saúde precisam reconhecer que as IAs já são uma ferramenta amplamente disseminada entre pacientes. E que os modelos devem ser desenvolvidos a partir de <strong>bases de dados robustas e especificamente adaptadas ao campo da saúde,</strong> o que reduz erros nas conclusões geradas.</p>



<p>A compreensão das limitações desses sistemas por parte dos pacientes é igualmente relevante. Segundo o especialista, esse entendimento tem impacto positivo na relação entre profissionais e pacientes: a população passa a reconhecer que a análise de um especialista humano permanece fundamental mesmo diante do avanço tecnológico.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Bases de dados e resistência mútua</strong></h2>



<p><strong>Wagner Meira</strong>, professor do Departamento de Ciência da Computação da <strong>Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)</strong> e pesquisador do <strong>Centro de Inovação e Inteligência Artificial para Saúde (CI-IA)</strong>, trabalha com mineração de dados no campo da saúde há cerca de 25 anos. Mais recentemente, desenvolve pesquisas com uso de IA e machine learning, incluindo estudos sobre como modelos de linguagem treinados com grande volume de dados podem ser aproveitados para o treinamento médico.</p>



<p>Essa linha de pesquisa ainda está em aberto. Uma das razões, segundo Meira, é a <strong>desconfiança de profissionais de saúde</strong> quanto à eficácia e segurança das IAs. Mas a resistência também existe no sentido oposto: profissionais da tecnologia que trabalham com IAs encontram dificuldades para desenvolver modelos adequados ao campo da saúde.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;Não basta que se tenha todo um conjunto de capacitações para uso de IAs se o sistema não funciona adequadamente&#8221;, diz Meira.</p></blockquote></figure>



<p>Para ele, nem os profissionais de saúde nem os desenvolvedores de IA são os atores menos debatidos nessa equação: são os <strong>pacientes</strong>. No CI-IA, por exemplo, o pesquisador desconhece estudos orientados especificamente a discutir o tema a partir da perspectiva de quem recebe o cuidado.</p>



<p>Ainda assim, a visão que Meira repercute é similar à de outros especialistas ouvidos na reportagem: pacientes precisam desenvolver pensamento crítico ao utilizar IAs e compreender que a tecnologia não é uma <strong>bala de prata</strong> e que o acompanhamento médico permanece insubstituível.</p>
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		<title>8 aplicações estratégicas da IA na medicina</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/8-aplicacoes-estrategicas-da-ia-na-medicina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 16:20:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[#LLMs]]></category>
		<category><![CDATA[#medicina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Modelos de linguagem são incorporados em áreas centrais do cuidado, mas estudo alerta que tecnologia ainda é imatura e expõe riscos de viés e segurança</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um <a href="https://arxiv.org/pdf/2509.18690" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pré-print</a> publicado em setembro de 2025 reúne uma das revisões mais amplas sobre o uso de modelos de linguagem generativos (LLMs, na sigla em inglês) na medicina.</p>



<p>O estudo analisou publicações indexadas em bases como Web of Science, DBLP, IEEE Xplore e Google Scholar, mapeando a evolução dessas tecnologias entre 2020 e 2025 — período marcado por crescimento exponencial: de 13 artigos publicados em 2015 para mais de 800 em 2024.</p>



<p>O estudo é assinado por pesquisadores da Jinan University e do Guangdong Eco-Engineering Polytechnic, ambas na China, e da University of Illinois Chicago, nos Estados Unidos. “Ao analisar dados médicos e desenvolver diagnósticos mais precisos e planos de tratamento personalizados para médicos e outros profissionais de saúde, os LLMs têm potencial para revolucionar a indústria da saúde”, escrevem os autores.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><em>O potencial da IA  convive com três limites estruturais: a tecnologia ainda é imatura, carrega vieses dos dados usados no treinamento e expõe riscos de privacidade e segurança que dificultam sua adoção em ambientes clínicos.</em></p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Limitações da medicina moderna nas quais LLMs podem ajudar</strong></h2>



<p>O estudo identifica três gargalos estruturais da medicina contemporânea que os LLMs podem ajudar a superar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Especialização fragmentada:</strong> A divisão crescente da medicina em especialidades facilita o aprofundamento em áreas específicas, mas cria silos de conhecimento. Consultas entre múltiplos departamentos tornam-se necessárias para casos complexos, aumentando tempo e custos e gerando barreiras de comunicação.</li>



<li><strong>Conhecimento e experiência limitados:</strong> Médicos precisam dominar conhecimento vasto e em constante atualização; de biologia básica a métodos diagnósticos complexos. Diante de doenças raras e crônicas, esse conhecimento pode se mostrar insuficiente.</li>



<li><strong>Desafios do tratamento personalizado:</strong> Cada paciente possui condições físicas, tipos de doença e níveis de gravidade únicos. Embora médicos ofereçam recomendações gerais, implementar cuidado verdadeiramente personalizado exige capacidade individual que ainda é limitada.</li>
</ul>



<p>A seguir, as aplicações práticas analisadas pelos autores:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>1. Apoio à decisão clínica</strong></h2>



<p>Os LLMs começam a atuar como apoio ao diagnóstico ao sintetizar grandes volumes de dados científicos e clínicos. Estudos testaram modelos para prever COVID-19 a partir de relatos textuais de perda de olfato e paladar, e pesquisas recentes investigam o uso da tecnologia na identificação auxiliar de doenças neurológicas, como Alzheimer e demência.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>2. Medicina personalizada</strong></h2>



<p>Assistentes virtuais baseados em IA oferecem orientação sobre sintomas, tratamentos e cuidados básicos. A aplicação vai desde recomendações para quadros comuns — como resfriados e gripes — até protocolos mais personalizados baseados no histórico clínico e na evolução de cada pessoa.</p>



<p>O acesso por sites, aplicativos e comandos de voz amplia o alcance desse tipo de atendimento, sobretudo para quem vive longe de centros médicos. “Com o avanço contínuo da tecnologia, cresce o potencial dos LLMs em aprimorar o atendimento por meio de aconselhamento personalizado e monitoramento contínuo, sinalizando um caminho promissor para a medicina moderna”, escrevem os autores.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>3. Educação médica</strong></h2>



<p>A capacidade de gerar textos e simular cenários torna os LLMs ferramentas úteis na formação de profissionais. Professores criam pacientes simulados para treinar diálogos clínicos e casos raros, enquanto plataformas virtuais permitem operar equipamentos fictícios e ensaiar procedimentos antes das intervenções reais. Para pesquisadores, a tecnologia agiliza a triagem de literatura científica ao filtrar estudos relevantes e sintetizar achados-chave, liberando tempo para a investigação propriamente dita.</p>



<p>Esse conjunto de aplicações aponta para processos de ensino mais rápidos, formação prática mais segura e um ecossistema de pesquisa mais ágil, com potencial direto para impulsionar a inovação e a qualificação dos profissionais de saúde.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>4. Descoberta e desenvolvimento de medicamentos</strong></h2>



<p>A IA vem sendo aplicada na análise de estruturas químicas, seleção de compostos e avaliação preliminar de segurança. A fronteira mais avançada está no desenho de novos medicamentos, em que modelos especializados geram novas moléculas a partir do zero. Estudos recentes demonstram que essas abordagens superam modelos tradicionais em desempenho e precisão, enquanto técnicas como <em>beam search</em> produzem compostos de maior qualidade do que métodos de amostragem.</p>



<p>Além disso, integrações com aprendizado por reforço permitem ajustar doses e regimes terapêuticos em ambientes simulados, com potencial para melhorar eficácia e reduzir efeitos adversos. Em 2021, experimentos direcionados a inibidores de protease e sondas de sítios ativos demonstraram resultados promissores. Pesquisadores da Amsterdam University Medical Centers também exploram aplicações em farmacologia quantitativa, área que se beneficia da capacidade dos LLMs de processar grandes volumes de literatura científica e dados clínicos</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>5. Extração e atualização de informações médicas</strong></h2>



<p>Outra aplicação está em transformar como informações médicas são organizadas. Com técnicas de <em>deep learning </em>e processamento de linguagem natural, os LLMs vasculham grandes volumes de textos — artigos científicos, prontuários e relatórios — e extraem automaticamente informações relevantes.</p>



<p>O resultado é a construção acelerada de gráficos e painéis que reúnem e conectam dados clínicos de forma precisa e atualizada. Em oncologia, por exemplo, já há sistemas que ajustam recomendações terapêuticas conforme novas diretrizes são publicadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>6. Diagnóstico por imagem</strong></h2>



<p>Modelos de linguagem combinados a técnicas de <em>deep learning</em> avançaram na segmentação de tecidos e na identificação de lesões. Em tomografias, algoritmos reduzem ruídos e ampliam a clareza das imagens.</p>



<p>Entre os exemplos reunidos na revisão estão a combinação de IA com radiômica para prever respostas ao tratamento em câncer retal via ressonância magnética, modelos específicos que apoiam ações de prevenção e rastreamento do câncer de mama, e ferramentas que extraem dados detalhados de lesões pancreáticas em laudos de tomografia computadorizada e ressonância magnética.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>7. Cuidado ao paciente</strong></h2>



<p>Na prática clínica, LLMs já são usados para responder dúvidas sobre doenças, tratamentos e hábitos de vida, contribuindo para adesão terapêutica e reduzindo ruídos de comunicação. Nos prontuários eletrônicos, analisam documentos, apontam lacunas e incoerências entre diagnóstico e conduta, e sugerem ajustes.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>8. Análise de literatura médica</strong></h2>



<p>Os modelos de linguagem organizam métodos, resultados e conclusões de artigos em formatos estruturados, facilitando a consulta rápida por médicos. Também classificam estudos por área, sintetizam achados e avaliam indícios de robustez, como número de citações e fator de impacto.</p>



<p>“Em um campo tão dinâmico quanto a medicina, atualizar-se continuamente é essencial — e os LLMs ajudam profissionais a acompanhar os avanços mais recentes e a oferecer cuidados baseados em evidências”, escrevem os autores.</p>
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		<title>Carreira de médico-cientista ainda enfrenta barreiras no Brasil</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/entrevistas/carreira-de-medico-cientista-ainda-enfrenta-barreiras-no-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2026 14:21:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[#carreira científica]]></category>
		<category><![CDATA[#evidências]]></category>
		<category><![CDATA[#medicina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Médica da Fiocruz discute os obstáculos da carreira dupla, a ausência de financiamento contínuo e o papel estratégico da pesquisa no SUS</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/entrevistas/carreira-de-medico-cientista-ainda-enfrenta-barreiras-no-brasil/">Carreira de médico-cientista ainda enfrenta barreiras no Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>“A gente precisa entender que investir na carreira do <strong>médico-cientista</strong> não é um gasto — é uma estratégia de desenvolvimento.” A avaliação é da médica e pesquisadora <strong>Beatriz Barreto-Duarte</strong>, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Translacional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na Bahia.</p>



<p>Doutora em clínica médica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Duarte tem conduzido a carreira <strong>aliando prática médica e pesquisa científica</strong> — uma escolha nada trivial, especialmente entre os <strong>profissionais mais jovens</strong>.</p>



<p>Em <strong>países de baixa e média renda</strong>, o desafio de seguir uma trajetória dupla é ainda maior. É o que indica <a href="https://journals.plos.org/globalpublichealth/article/authors?id=10.1371/journal.pgph.0004234" target="_blank" rel="noreferrer noopener">um estudo publicado em 2025</a> na revista <em>PLOS Global Public Health</em>, assinado por Duarte e outros autores de Brasil e África do Sul.</p>



<p>O artigo sugere que, embora médicos-cientistas — profissionais que combinam prática clínica com pesquisa — sejam essenciais para <strong>traduzir evidências científicas em melhorias no atendimento aos pacientes</strong>, o percurso para se tornar um médico-cientista em países de baixa e média renda é extremamente difícil.</p>



<p>Entre os <strong>obstáculos</strong>, estão treinamento longo e árduo; currículos médicos que não enfatizam pesquisa nem medicina baseada em evidências e incentivos financeiros frágeis.</p>



<p>Além disso, de acordo com o estudo, há <strong>sub-representação significativa de mulheres</strong>, que enfrentam desafios como equilibrar carreira e maternidade e falta de políticas de apoio.</p>



<p>Nesse sentido, a figura do profissional capaz de integrar raciocínio clínico à investigação científica é particularmente rara nos contextos em que poderia gerar maior impacto.</p>



<p>“Médicos-cientistas desempenham papel estratégico ao <strong>transformar observações do cotidiano clínico em perguntas de pesquisa</strong> capazes de orientar políticas públicas mais efetivas”, afirma Duarte, que também é líder do Instituto de Pesquisa em Populações Prioritárias (IRPP), grupo associado ao <a href="https://i-monster.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto MONSTER</a>, na Bahia.</p>



<p>Ao longo da carreira, a médica acumulou reconhecimentos como o título de investigadora júnior pelo <a href="https://reportinternational.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Regional Prospective Observational Research for Tuberculosis</a> (RePORT) International, menção honrosa do Prêmio Carolina Bori – Mulheres e Ciência (categoria Meninas na Ciência) e bolsa de pesquisa do Civilian Research and Development Foundation Global (CRDF), nos Estados Unidos.</p>



<p>Para Duarte, <strong>investir na formação de médicos-cientistas</strong> significa investir em resultados concretos: impacto mensurável, inovação sustentável e um sistema de saúde mais inteligente e responsivo. “Quando mostramos, na prática, o que a ciência pode fazer, ninguém mais duvida do seu valor”, afirma.</p>



<p>Em entrevista ao <strong>Science Arena</strong>, a médica e pesquisadora discute os entraves estruturais da carreira dupla, o papel das evidências na formulação de políticas públicas na saúde e a importância de fortalecer redes de pesquisa mais justas, colaborativas e sustentáveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Science Arena – Quais foram os principais desafios pessoais e institucionais para equilibrar a prática clínica com a pesquisa?</strong></h2>



<p><strong>Beatriz </strong><strong>Barreto-Duarte – </strong>O maior desafio é a falta de tempo protegido. No Brasil, a assistência consome quase todo o horário do médico, e a pesquisa acaba sendo feita “no segundo turno”, à noite ou nos finais de semana.</p>



<p>Isso gera exaustão e limita a continuidade na carreira científica. Além disso, há pouca infraestrutura e quase nenhum incentivo institucional.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Ainda tratamos o médico-pesquisador como exceção, não como parte essencial do sistema de saúde.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Seu artigo afirma que o sistema ainda privilegia a “eminência” em vez da “evidência”. Como isso se manifesta no dia a dia?</strong></h2>



<p>A medicina ainda é muito guiada por hierarquias e tradições, e isso se reflete tanto na assistência quanto na pesquisa. Muitas vezes, decisões clínicas e até políticas de saúde são tomadas com base no prestígio, na senioridade ou na opinião de quem “tem nome”, em vez de se apoiarem nas melhores evidências científicas disponíveis.</p>



<p>Essa cultura faz com que práticas desatualizadas persistam simplesmente porque &#8220;sempre foi assim&#8221;, e cria um ambiente em que questionar é visto como afronta.</p>



<p>O jovem médico ou pesquisador, especialmente quando é mulher, muitas vezes precisa de coragem para propor novas abordagens, mesmo quando elas estão respaldadas pela ciência. Essa valorização da autoridade em detrimento dos dados é um dos maiores obstáculos para o desenvolvimento da medicina baseada em evidências, pois impede que a ciência avance dentro do sistema de saúde, e afasta profissionais que poderiam contribuir com inovação.</p>



<p>Acredito que autoridade e experiência são extremamente valiosas, mas elas precisam caminhar junto com a atualização constante e o compromisso com a evidência.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A verdadeira liderança em ciência e em medicina não deveria ser sobre quem fala mais alto, mas sobre quem busca as melhores respostas para cuidar melhor das pessoas.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>No Brasil, ainda é difícil ter apoio financeiro contínuo para a pesquisa clínica. Que tipo de política pública ou investimento seria necessário para mudar esse cenário?</strong></h2>



<p>O médico-cientista precisa de carreira formal, tempo protegido e financiamento contínuo, como já ocorre em outros países. Hoje, dependemos de editais curtos e incertos.</p>



<p>Ciência de qualidade exige constância. É preciso reconhecer o médico-cientista como figura estratégica, com bolsas de transição e integração real entre universidades, hospitais e o Sistema Único de Saúde (SUS).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Durante sua pesquisa, você observou experiências de países que conseguiram fortalecer a carreira de médico-cientista. Que exemplos merecem destaque?</strong></h2>



<p>Nos Estados Unidos, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) estruturam programas MD-PhD há décadas, garantindo formação científica desde a graduação, tempo protegido e financiamento contínuo.</p>



<p>No Reino Unido, o Instituto Nacional para Pesquisa em Saúde (NIHR) financia médicos em diferentes estágios de carreira dentro do próprio sistema de saúde, mantendo a produção científica próxima das necessidades do paciente.</p>



<p>Em países de baixa e média renda também há modelos interessantes que mostram que é possível avançar mesmo em contextos de escassez. O <a href="https://cartafrica.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Consortium for Advanced Research Training in Africa (CARTA)</a>, por exemplo, é uma rede que apoia jovens cientistas africanos com treinamento, mentoria e suporte institucional para transformar universidades locais em polos de pesquisa sustentável.</p>



<p>Na América Latina, iniciativas como a Latin American Network for Education in Health Research (LANEHR) vêm tentando aproximar pesquisa e prática clínica, com foco na formação de lideranças regionais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Há algo desses modelos que poderia ser adaptado à realidade brasileira, especialmente no SUS e nas universidades públicas?</strong></h2>



<p>Sem dúvida. Na verdade, essa é uma das reflexões mais urgentes.A gente precisa entender que investir na carreira do médico-cientista não é um gasto — é uma estratégia de desenvolvimento.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Quando o país cria estrutura, estabilidade e incentivo para que médicos permaneçam produzindo ciência dentro do sistema público, isso se torna custo-efetivo a médio e longo prazo.</p></blockquote></figure>



<p>Costumo fazer uma analogia com o esporte: o Brasil só começou a ter resultados olímpicos expressivos quando passou a oferecer salário, infraestrutura e rotina de treinamento estável aos atletas. Talvez seja hora de pensarmos em algo semelhante para a ciência.</p>



<p>O médico-cientista é quem transforma dados em impacto real, melhora diagnósticos, reduz custos e orienta políticas públicas. Precisamos mostrar esses resultados de forma clara e mensurável.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que a motiva a continuar pesquisando, apesar das dificuldades?</strong></h2>



<p>É o propósito, a certeza de que a ciência pode transformar vidas. Continuo pesquisando porque acredito que cada estudo, cada projeto e cada nova evidência podem gerar impacto real: de melhorar o cuidado, reduzir desigualdades e dar visibilidade a quem há muito tempo não é ouvido.</p>



<p>Além disso, promover igualdade de gênero na ciência também é central. As mulheres ainda enfrentam barreiras invisíveis, desde a falta de representação até a dificuldade de equilibrar múltiplos papéis.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Quero que as jovens cientistas vejam que é possível ocupar espaços de liderança e produzir ciência de alto nível permanecendo fiéis a seus valores.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Science Arena &#8211; O que é preciso para se tornar médico-cientista em um país de baixa e média renda?</strong></h2>



<p>É preciso ter propósito claro, persistência e capacidade de transformar problemas da prática clínica em perguntas de pesquisa. Também é essencial construir uma boa rede de colaboração para superar limitações estruturais, como falta de tempo protegido e de financiamento.</p>



<p>Criatividade e compromisso social fazem parte do caminho. E, acima de tudo, achar um bom mentor e um exemplo a ser seguido torna a jornada muito mais simples e possível.</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/entrevistas/carreira-de-medico-cientista-ainda-enfrenta-barreiras-no-brasil/">Carreira de médico-cientista ainda enfrenta barreiras no Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
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		<title>Câncer de mama, ciência e autonomia: por que ler “Quando a Vida Pede Coragem”</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/leitura-indicada/cancer-de-mama-ciencia-e-autonomia-por-que-ler-quando-a-vida-pede-coragem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 15:39:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura Indicada]]></category>
		<category><![CDATA[#diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[#história]]></category>
		<category><![CDATA[#medicina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Historiadora transforma sua experiência com câncer em reflexão crítica sobre medicina baseada em evidências, excesso de informação e protagonismo do paciente</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>O QUE RECOMENDAMOS?</strong></h2>



<p>O livro <strong><em>Quando a Vida Pede Coragem – Uma jornada contra o câncer com consciência, esperança e ação</em></strong> (GM Editora, 2025), de <strong>Tamara Prior</strong>, historiadora formada pela Universidade de São Paulo (USP), com trajetória acadêmica voltada para história da saúde e história das ciências e mestrado em medicina preventiva pela Faculdade de Medicina da USP. </p>



<p>Após ser diagnosticada com câncer de mama aos 29 anos, a autora passou a integrar grupos de pacientes, aprofundar-se no estudo da oncologia e dialogar ativamente com evidências científicas, desenvolvendo uma postura crítica e participativa diante das decisões terapêuticas.</p>



<p>Essa vivência, atravessada por sucessivos desafios clínicos, resultou no livro <em>Quando a Vida Pede Coragem</em>, no qual Prior articula experiência pessoal, reflexão histórica e análise científica para discutir saúde, autonomia e enfrentamento do adoecimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>POR QUE ESTE LIVRO É RELEVANTE?</strong></h2>



<p>O livro é relevante porque procura romper dicotomias fáceis — por exemplo, entre ciência e sensibilidade, entre medicina convencional e autonomia do paciente, entre esperança e realidade concreta.</p>



<p>No prefácio, o divulgador científico Abner Santos descreve como Tamara ampliou sua “caixa de ferramentas” terapêuticas sem negar os protocolos médicos.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Essa postura — nem de rejeição da medicina baseada em evidências, nem de submissão acrítica — é um dos eixos centrais da obra.</p></blockquote></figure>



<p>Trata-se, nesse sentido, de uma defesa do pensamento crítico aplicado à própria saúde.</p>



<p>Em entrevista concedida ao <strong>Science Arena</strong>, Prior enfatizou justamente a importância de “construir filtros” diante do excesso de informação na era digital.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>O livro materializa essa proposta: mostra como curiosidade e criticidade, cultivadas desde sua formação em história da ciência, tornaram-se ferramentas práticas na tomada de decisões clínicas.</p></blockquote></figure>



<p>Para um público interessado nos desafios contemporâneos da produção e circulação do conhecimento, o livro oferece um estudo de caso vivo sobre autonomia informacional, protagonismo do paciente e os limites (e potencialidades) dos paradigmas científicos em contextos de alta incerteza.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1200" height="1200" src="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/02/tamara-prior-livro-divulgacao-1200x1200.jpeg" alt="Mulher de cabeça raspada, usando brincos dourados e batom vermelho, olha para o horizonte com expressão serena e determinada. Ao fundo, a luz natural atravessa a vegetação verde, criando um clima acolhedor e contemplativo." class="wp-image-7840" srcset="https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/02/tamara-prior-livro-divulgacao-1200x1200.jpeg 1200w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/02/tamara-prior-livro-divulgacao-800x800.jpeg 800w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/02/tamara-prior-livro-divulgacao-400x400.jpeg 400w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/02/tamara-prior-livro-divulgacao-768x768.jpeg 768w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/02/tamara-prior-livro-divulgacao-150x150.jpeg 150w, https://www.sciencearena.org/wp-content/uploads/2026/02/tamara-prior-livro-divulgacao.jpeg 1500w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption class="wp-element-caption">Para a historiadora Tamara Prior, que enfrentou um câncer de mama metastático, controvérsias não são defeitos: “é a própria pulsação da ciência com hipóteses testadas, refutadas e refinadas”| Imagem: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O QUE FAZ DESTE LIVRO UMA LEITURA IMPERDÍVEL?</strong></h2>



<p>Primeiro, a coragem intelectual de Tamara Prior – que não escreve como quem entrega uma narrativa de superação pronta e confortável. Ela problematiza o imaginário geralmente fatalista e romântico que cerca o câncer, discute a vergonha que atravessa pacientes e profissionais, e questiona discursos simplificadores sobre causalidade (“Tudo causa câncer ou nada causa?”).</p>



<p>Em segundo lugar, há uma integração entre experiência e pesquisa. Ao longo da obra, cada capítulo combina, de forma equilibrada, relato pessoal com análise crítica e revisão de evidências — da resposta imune adaptativa à imunonutrição — culminando em um diálogo franco “entre a ciência e a vida.”</p>



<p>“Não se trata de um manual, nem do relato de um milagre; trata-se de método, postura e responsabilidade”, disse Prior ao <strong>Science Arena</strong>.</p>



<p>“Costumamos ouvir que basta buscar o que é científico, ou seja, ‘a medicina baseada em evidências’. Mas dentro desse próprio território também existem armadilhas, interesses e até equívocos travestidos de promessas.”, alerta a autora.</p>



<p>O livro também contempla a dimensão política do cuidado.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A autora ilumina as desigualdades de acesso ao diagnóstico e tratamento e aponta que a luta contra o câncer não é apenas biológica, mas também coletiva e institucional.</p></blockquote></figure>



<p>Essa consciência ecoa o que Prior afirma na entrevista: informação sem discernimento pode confundir; mas informação aliada à criticidade pode transformar decisões.</p>



<p>Trata-se de uma obra que dialoga diretamente com um tema caro à comunidade científica: como navegar entre incertezas sem abandonar o rigor?</p>



<p>Em tempos de excesso informacional e disputas de narrativa sobre saúde e ciência, <em>Quando a Vida Pede Coragem</em> é um convite a praticar algo raro — lucidez com esperança.</p>
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		<item>
		<title>Clima e saúde: academias de medicina lançam frente internacional para enfrentar impactos climáticos na saúde</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/noticias/clima-e-saude-academias-de-medicina-lancam-frente-internacional-para-enfrentar-impactos-climaticos-na-saude/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Punto Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 19:48:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#COP30]]></category>
		<category><![CDATA[#medicina]]></category>
		<category><![CDATA[#mudança climática]]></category>
		<category><![CDATA[#políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[#saúde única]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entidades de diferentes países se unem para promover adaptações nos sistemas de saúde frente à crise climática, com base em plano lançado na COP30</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/clima-e-saude-academias-de-medicina-lancam-frente-internacional-para-enfrentar-impactos-climaticos-na-saude/">Clima e saúde: academias de medicina lançam frente internacional para enfrentar impactos climáticos na saúde</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os <strong>eventos climáticos extremos</strong>, como fortes ondas de calor, e a piora da qualidade do ar são apenas alguns dos <strong>efeitos diretos da crise climática na saúde humana</strong>. Estudos científicos apontam que mudanças no clima <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/pesquisas-buscam-entender-efeitos-do-calor-extremo-na-saude/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">intensificam doenças cardiovasculares e respiratórias, propagam enfermidades infecciosas</a> e <a href="https://www.sciencearena.org/noticias/ansiedade-climatica-caminhos-ainda-a-serem-explorados-pela-ciencia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">agravam transtornos mentais</a>.</p>



<p>A estimativa é alarmante: se não forem adotadas medidas eficazes, os impactos das mudanças climáticas podem causar até 14 milhões de mortes até o fim do século.</p>



<p>Apesar de já discutida por pesquisadores, a <strong>conexão entre clima e saúde</strong> <a href="https://www.sciencearena.org/entrevistas/saude-precisa-ser-forca-motriz-na-cop30-diz-diretor-do-wellcome-trust/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">só recentemente passou a integrar o debate político global</a>. Em 2023, pela primeira vez, a Conferência das Partes da ONU (COP) incluiu o <strong>Health Day</strong>, espaço dedicado à relação entre clima e saúde. Na COP30, realizada em Belém (PA) em 2025, esse compromisso se fortaleceu com o lançamento do <a href="https://cdn.who.int/media/docs/default-source/climate-change/en---belem-action-plan.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Belém Health Action Plan (BHAP)</a>.</p>



<p>O BHAP estabelece metas para adaptar os sistemas de saúde frente aos efeitos das mudanças climáticas. Entre os principais eixos do plano estão:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Reforço da vigilância sanitária</strong> com sistemas de alerta precoce;</li>



<li><strong>Formulação de políticas baseadas em evidências</strong>, incorporando dados climáticos nas decisões sanitárias;</li>



<li><strong>Inovação e sustentabilidade</strong> nas infraestruturas e cadeias de abastecimento do setor.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ação liderada pelas academias médicas</strong></h2>



<p>Atentas à urgência climática, instituições de saúde também vêm assumindo protagonismo. É o caso da <strong>Global Coalition of Academies of Medicine on Climate and Health</strong> (GCAMCH), coalizão internacional destacada em <a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(25)02323-2/fulltext?rss=yes" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo publicado na seção “Comentário” da revista científica <em>The Lancet</em></a>, em novembro de 2025.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“Proteger o planeta e proteger a saúde humana são imperativos inseparáveis”, alerta o artigo na <em>The Lancet</em></p></blockquote></figure>



<p>Criada por iniciativa da <strong>National Academy of Medicine</strong> (EUA) e da <strong>Academia Nacional de Medicina</strong> (Brasil), a GCAMCH articula redes internacionais para acelerar a implementação do BHAP.</p>



<p>O plano é descrito no artigo como “marco fundamental para integrar a saúde às estratégias de adaptação e mitigação da crise climática”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Compromissos práticos da GCAMCH</strong></h2>



<p>Durante a COP30, a GCAMCH já expressou apoio ao BHAP. Agora, busca colocar compromissos em prática por meio de:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Redução das emissões do setor de saúde</strong>;</li>



<li><strong>Pesquisa sobre vulnerabilidades regionais</strong> frente às mudanças climáticas;</li>



<li><strong>Elaboração de diretrizes baseadas em evidências</strong> para adaptação dos sistemas de saúde;</li>



<li><strong>Capacitação profissional</strong>, com oficinas, reuniões e materiais educativos sobre clima e saúde;</li>



<li><strong>Fortalecimento de redes locais</strong>, reconhecendo que os efeitos da crise climática variam conforme o território.</li>
</ul>



<p>A coalizão ultrapassou as fronteiras de Brasil e EUA: o artigo na <em>The Lancet</em> foi assinado por representantes de 30 academias de medicina de diferentes regiões do mundo.</p>



<p>Em declaração conjunta, essas instituições reafirmaram seu compromisso com o BHAP e com ações coordenadas frente à crise climática.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“Juntos, manifestamos nosso apoio à ação coletiva que salvaguarda a saúde e o bem-estar de todas as pessoas, agora e para as gerações futuras”, dizem as academias signatárias no artigo.</p></blockquote></figure>
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		<item>
		<title>Inferência causal para além da estatística</title>
		<link>https://www.sciencearena.org/leitura-indicada/inferencia-causal-para-alem-da-estatistica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Pierro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2026 21:36:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura Indicada]]></category>
		<category><![CDATA[#causalidade]]></category>
		<category><![CDATA[#epidemiologia]]></category>
		<category><![CDATA[#estatística]]></category>
		<category><![CDATA[#inferência]]></category>
		<category><![CDATA[#medicina]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sciencearena.org/?p=7690</guid>

					<description><![CDATA[<p>Artigo clássico mostra que estabelecer relações de causa e efeito exige teoria, contexto e múltiplas evidências — não apenas bons modelos estatísticos</p>
<p>O post <a href="https://www.sciencearena.org/leitura-indicada/inferencia-causal-para-alem-da-estatistica/">Inferência causal para além da estatística</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sciencearena.org">Science Arena</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>O QUE RECOMENDO?</strong></h2>



<p>O artigo <a href="https://academic.oup.com/ije/article/45/6/1895/2999350?login=false" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Causal inference—so much more than statistics</a>, de 2016, publicado no <em>International Journal of Epidemiology</em> por <strong>Neil Pearce</strong> e <strong>Deborah Lawlor</strong>. O texto oferece uma introdução <strong>à inferência causal</strong> baseada no trabalho do filósofo e cientista da computação israelense-estadunidense <strong>Judea Pearl</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>POR QUE ESTE ARTIGO É RELEVANTE?</strong></h2>



<p>O artigo discute como a inferência causal, ou seja, como podemos afirmar que X causa Y, vai muito além da estatística utilizada nas pesquisas.</p>



<p>O texto introduz a relação entre estatística e causalidade, conceitos fundamentais de causalidade e DAGs (grafos acíclicos direcionados, do inglês&nbsp;<em>directed acyclic graphs</em>).</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>Os autores destacam que o processo de inferência causal depende de múltiplos fatores que transcendem o tipo de análise estatística aplicada a um conjunto de dados.</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O QUE FAZ DESTE ARTIGO UMA LEITURA IMPERDÍVEL?</strong></h2>



<p>O texto apresenta conceitos importantes de inferência causal com exemplos familiares a epidemiologistas, especialmente na explicação e aplicação de DAGs. Porém, o que torna esta leitura imperdível é a discussão sobre as limitações dos DAGs.</p>



<p>Atualmente, essa ferramenta é amplamente utilizada na epidemiologia, mas frequentemente tratada como uma “bala de prata” para inferência causal.</p>



<p>O artigo argumenta que DAGs são apenas uma ferramenta — nem necessária nem suficiente para tornar uma pesquisa &#8220;causal&#8221;.</p>



<p>Além disso, o texto introduz o conceito de triangulação: a combinação de evidências obtidas por múltiplos estudos, utilizando diferentes abordagens metodológicas, é fundamental para a construção de teorias e para fornecer respostas causais mais robustas.</p>



<div  class="custom-block perfil-autor " aria-label="Informações do autor">
    
    </div>


<p><strong>Os artigos opinativos não refletem necessariamente a visão do Science Arena e do Einstein.</strong></p>
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